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Papa argentino abençoa camisa da seleção antes da final – 17/12/2022 – Esporte

O meia argentino Papu Gomez teve a sua camisa abençoada pelo papa Francisco antes da final da Copa do Mundo contra a França.

A camisa foi levada por Giuseppe Riso, empresário do jogador, ao pontífice, no vaticano.

O papa Francisco é argentino e gosta de futebol, esporte que ele diz ser o mais belo do mundo. É torcedor fanático do San Lorenzo e em, diversas ocasiões já citou o clube do coração.

Papu Gomez, 34, teve passagem pelo time do papa, na temporada 2009/2010, antes de ser negociado com o Catania. Atualmente ele joga no espanhol Sevilla.

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Argentina: técnico Scaloni se emociona na véspera da final – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera do maior jogo de sua carreira como treinador, o argentino Lionel Scaloni não conseguiu segurar as lágrimas ao falar do grupo que neste domingo (18) enfrenta a França, às 12h (horário de Brasília), no estádio Lusail na final da Copa do Mundo do Qatar.

“Eu vivo essas horas com tranquilidade. Estávamos conversando com eles [jogadores] e não há mais nada a fazer a não ser agradecê-los. Qualquer argentino faria o mesmo. E isso me emociona porque eles deram tudo”, disse Scaloni, em entrevista ao canal argentino TyC Sports.

“Vamos torcer para coroá-los amanhã e, se isso não acontecer, que todos fiquem orgulhosos. Estou desfrutando. E deixe-os fazer isso também.”

Antes, durante a entrevista coletiva, o treinador também disse estar acompanhando o comportamento da torcida no Qatar e na Argentina. Segundo ele, isso tem mexido com a equipe.

“Vi muitas imagens de pessoas comemorando ou assistindo ao jogo. Não estamos isentos disso, estamos muito emocionados. Futebol é mais que um esporte. As pessoas ficaram felizes durante esta Copa do Mundo e para nós isso é maravilhoso.”

Scaloni não divulgou a equipe, mas disse já ter pronta a formação que vai colocar em campo. “Sabemos onde podemos causar danos ao nosso adversário. Não podemos pensar apenas em sair para vencer todos os duelos. São muitos temperos para analisar bem e tentar não falhar.”

“Os jogos têm que ser disputados minuto a minuto porque podem mudar. Estamos preparados para isso”, completa Scaloni.

Para o argentino, a França não se resume a apenas Mbappé, mas a um conjunto que potencializa o craque. “A França tem um time que supre Mbappé e faz dele um jogador ainda melhor. Ele é um dos grandes jogadores, é jovem e vai continuar melhorando.”

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Argentina finalista nasceu em derrota contra o Brasil – 16/12/2022 – Esporte

A Argentina finalista do Mundial nasceu no vestiário do Mineirão, em 3 de julho de 2019. Na derrota para o Brasil na semifinal da Copa América daquele ano, jogadores disseram ter notado que algo se formava.

Nomes experientes como o zagueiro Nicolás Otamendi descreveram um sentimento de “pertencer” a um processo novo, diferente dos anteriores na seleção.

Depois de ser batida por 2 a 0, a seleção iniciou uma sequência invicta de 36 partidas, série encerrada apenas pela Arábia Saudita, na estreia na Copa do Qatar.

“Há algo começando. É preciso acreditar nesta equipe”, completou o defensor dias depois, quando a a equipe passou pelo Chile por 2 a 1 na disputa pelo terceiro lugar.

A Argentina, que capengava no torneio, fez sua melhor partida contra o Brasil e a torcida que lotava o Mineirão. A revolta foi direcionada à arbitragem do equatoriano Roddy Zambrano. A reclamação foi pela não marcação de dois pênaltis. Em um deles, a equipe de Tite puxou o contra-ataque e anotou o segundo gol.

A versão maradoniana de Lionel Messi, tão citada no Qatar, nasceu naquela noite em Belo Horizonte. Ele afirmou que o torneio estava “acertado” para o Brasil vencer. Acusou a Conmebol de corrupção e reclamou que a Argentina não poderia fazer parte daquilo.

“Eu não acho certo ele dizer algo assim. Nem parece o Messi”, queixou-se o ex-companheiro de Barcelona e amigo Daniel Alves.

Não parecia, mas era. No jogo seguinte, contra o Chile, o camisa 10 foi expulso ainda no primeiro tempo e depois dobrou a aposta na bronca.

“Nos tiraram da final. Oxalá o árbitro e o VAR não influam na decisão e que Peru possa competir porque tem equipe para isso. Mas vejo ser difícil”, completou, citando o confronto do dia seguinte, quando o Brasil derrotou os peruanos por 3 a 1 na partida do título.

Foi o nascimento do Messi que intimidou o atacante holandês Weghorst com o “que mirá, bobo?”, frase que torcedores no Qatar estão imprimindo em suas camisas da seleção. Tornou-se um símbolo do país no Mundial.

Dois anos depois, em 2021, a Argentina voltaria ao Brasil para a Copa América e derrotaria os donos da casa por 1 a 0 na final, no Maracanã.

“De certa forma, tudo começou naquela partida de semifinal em 2019. Aquilo criou um sentimento de unidade e de desejo de dar a Leo motivos para se orgulhar”, afirmou o volante Leandro Paredes, titular nas duas partidas.

Não por acaso, ao apito final e a confirmação do título, o primeiro de expressão do camisa 10 com a seleção, todos os jogadores correram para abraçá-lo.

Lionel Scaloni sempre descartou essa visão de mudança de liderança de Messi e de crescimento da equipe por causa do que aconteceu no Mineirão. Ressalta que seu mais importante jogador sempre foi referência técnica incontestável e que a evolução da seleção foi um processo que teve como consequência a campanha no Mundial.

Mas o histórico de declarações dos demais atletas sobre Messi mudou Ele sempre foi elogiado pelos companheiros. Mas depois de 2019, como se tratava de uma fase de transição, de saída de veteranos e entrada de mais jovens, o tom das palavras mudou. Passou a ser de adoração.

Mesmo no Qatar isso aconteceu. Foi depois da classificação sobre a Holanda que Scaloni disse que Lionel não era apenas o maior jogador do mundo. Era o melhor da história.

“Eu fiquei mais feliz por ele do que por mim com o título da Copa América. Quando ele fala, todos se calam. É como se o presidente da Argentina estivesse falando’, disse o goleiro Emiliano Martínez.

“O que posso dizer sobre Messi que já não foi dito? Graças a Deus por ser argentino. Ele é o melhor do mundo”, afirmou o zagueiro Lisandro Martínez.

A derrota para o Brasil, um ano após o fiasco na Copa da Rússia, poderia ter provocado o fim abrupto da experiência com Scaloni. Era um técnico sem experiência anterior em clubes ou seleções. Mas a adversidade fez o elenco se unir ao redor dele.

Seis jogadores que iniciaram naquela noite no Mineirão podem ser titulares neste domingo, diante da França: Otamendi, Tagliafico, Paredes, De Paul, Acuña e Messi.

Também presentes naquela derrota, Armani, Foyth, Montiel e Lautaro Martínez estarão no banco diante da França.

“Não podemos matar uma nova geração”, pediu Messi após aquele revés com o Brasil há três anos.

A recompensa é ter chegado à final da Copa do Mundo.

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Qatar vê corrida de argentinos por ingressos para a final – 16/12/2022 – Esporte

Um boato de que seriam colocados à venda nesta sexta-feira 10 mil ingressos para a final encheu muitos argentinos de esperança.

Na noite desta quinta-feira (15), centenas deles foram protestar na porta do Jassim Tower, hotel onde está hospedado o presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio “Chiqui” Tápia.

As entradas não foram disponibilizadas. A Fifa não confirma a existência delas.

Em grupos de WhatsApp, quem está em Doha se mobiliza na busca por um bilhete para entrar no estádio de Lusail, neste domingo (18), para ver a última partida de Lionel Messi em uma Copa do Mundo: a decisão contra a França.

Walter Abalde, 36, apenas acompanha as discussões. Estava com a paz de espírito de quem tem seu lugar garantido. Sorteado pela Fifa no primeiro lote de ingressos vendidos, ele não considera revendê-lo. Nem mesmo por uma soma astronômica, que poderia mudar sua vida.

“Já me ofereceram US$ 100 mil [R$ 528 mil]. Não vendo em hipótese nenhuma. Por dinheiro nenhum. Esta entrada não tem preço. É a final da Copa do Mundo e Lionel Messi pode fazer a Argentina ser campeã. Esquece. Não vendo”, disse.

Pelo mercado oficial, feito pela Fifa, o ingresso mais barato para a partida saiu por US$ 19 (R$ 100). O mais caro, US$ 1.600 (R$ 8.400).

Fanático por Messi, Abalde tem uma tatuagem com o número 10 e o nome do ídolo na panturrilha. Carregava nesta sexta, pelo centro de Doha, uma camiseta com as cores alviceleste e mensagem de agradecimento para Célia e Jorge, os pais do capitão da seleção.

Não há um número confiável de quantos torcedores estão no Qatar sem entradas para a final. Mas quanto mais se aproxima o jogo, mais os preços devem subir.

Segundo relatos da imprensa argentina, no mercado paralelo os bilhetes têm sido vendidos por US$ 5.000 (R$ 26,4 mil). Mas para quem está em Doha, este valor já está muito defasado.

“Isso foi o que paguei na terça-feira (13), dia da semifinal contra a Croácia. Agora não está mais este valor de jeito nenhum”, diz Diego Bianco, 42.

Ele só não quer que ninguém de sua família em Buenos Aires saiba que ele gastou este dinheiro todo para ver uma partida de futebol. Pouco importa que seja a final da Copa do Mundo.

“Minha irmã me mata se souber!”, completou.

O relato dele e de outras pessoas que procuram ingressos é que há cambistas pedindo US$ 16.000 (R$ 84,4 mil).

Antes do Mundial, a estimativa do governo argentino foi que cerca de 40 mil cidadãos do país viajaram ao Qatar. Existe a expectativa que mais gente chegue até domingo, mas não está claro quantos estarão com ingressos.

A Aerolíneas Argentinas, companhia aérea estatal do país, postou vídeo em sua conta no Twitter de um avião lotado de torcedores rumo ao Qatar.

“Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. Há os ingressos para patrocinadores, para dirigentes, para os locais, mas para quem quer torcer mesmo, não há. Isso sem falar em agências de turismo que ficam com as entradas para depois revendê-las mais caras”, reclama Jeronimo Mendéz, 34, que afirma ter visto o mesmo fenômeno em 2014, quando a seleção fez a final da Copa contra a Alemanha, no Rio de Janeiro.

No dia da decisão, há oito anos, milhares de argentinos rondaram o Maracanã nas horas que antecederam o apito inicial em busca desesperada por um ingresso. A cena pode se repetir neste domingo.

“Nós compramos pelo site da Fifa e demos sorte. Tem muita gente de mãos vazias, muita gente mesmo. Não sei como vai ser”, constata Andreas Brolanigo. 32.

Ao lado do irmão Leonardo, ele chegou a Doha depois da estreia contra a Arábia Saudita, a derrota por 2 a 1. Depois disso, a seleção venceu quatro partidas e empatou uma. Esta que terminou em igualdade foi pelas quartas de final diante da Holanda. A Argentina avançou nos pênaltis.

“Está provado que não somos mufa”, completou, citando a expressão usada na Argentina para “pé-frio.”

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Argentino Di María também se despede de Copas na final – 15/12/2022 – Esporte

Nascido em Rosário, ele foi criticado várias vezes por não render pela seleção argentina o mesmo que pelo clube que paga seus salários.

Questionado, teve alguns momentos de brilho em Copas do Mundo, mas sempre ficou a sensação de que poderia render muito mais. A mudança de percepção começou com o título da Copa América de 2021.

Em seu adeus no Mundial, sua última partida será neste domingo (18), na decisão contra a França, às 12 horas (de Brasília), no estádio Lusail.

Este jogador não é Lionel Messi. É Ángel Di María, 34.

“O que aconteceu agora neste torneio poderia ocorrer em algum momento. Depois da primeira derrota, são seis finais pela frente”, disse o meia-atacante que atua pelo Paris Saint-Germain (FRA), mesmo time de Messi.

Ele deu a declaração após a partida em que foi titular, a estreia da Argentina contra a Arábia Saudita. Foi uma derrota por 2 a 1. Depois disso, sofreu lesão muscular na vitória sobre a Polônia e desde então tem sido apenas opção para o segundo tempo.

“Corremos risco com Fideo [apelido de Di María] em alguns instantes porque ele não estava 100%”, confessou o técnico Lionel Scaloni depois de colocá-lo em campo durante as quartas de final, diante da Holanda.

Nesta quinta-feira (15), ele foi um dos mais exigidos no treino na Qatar University. Se o treinador quiser manter o time, ele mais uma vez ficará no banco. Mas pode ser opção para começar como titular em caso de mudança do esquema ou das peças.

Não é a primeira vez que Di María se lesiona durante um Mundial. Teve problemas físicos também no torneio no Brasil, em 2014. Não atuou na final contra a Alemanha, apesar do esforço para se recuperar a tempo. Depois diria ter sido ameaçado pelo Real Madrid, seu clube da época, para que não jogasse. Os dirigentes da equipe espanhola negaram.

Assim como Messi, ele chegou ao Qatar com a ideia na cabeça de que esta seria sua última Copa do Mundo. As sucessivas contusões e as atuações apagadas sempre colocaram um ponto de interrogação sobre qual seria seu legado com a alviceleste.

Di María faz parte, ao lado do camisa 10, da geração marcada, até a Copa América do ano passado, pelas derrotas em decisões. Fazia parte do elenco em 2014 e das competições continentais de 2015 e 2016. Como Messi, fez um gol importante no Mundial de 2018, na Rússia, mas pouco adiantou. Seu arremate de fora da área contra a França igualou o placar nas oitavas de final, mas a Argentina terminou derrotada por 4 a 3.

“Nós tivemos o mérito de sempre chegar a decisões. Não é uma equipe que pode ser vista como fracassada, como perdedora. Quantas seleções chegam a uma final de Copa do Mundo? Não muitas”, disse na época.

A redenção na Copa América veio em 2021, no Brasil. Foi dele o gol do título contra o time de Tite, no Maracanã. Só não foi atirado para o ar pelos companheiros porque esta honra coube a Messi.

Os dois são de lados contrários na rivalidade de Rosário. Se o sonho dos torcedores do Newell’s Old Boys é ver Lionel cumprir a promessa que não fez (a possibilidade na verdade foi levantada por seu pai, Jorge), de voltar ao clube do coração, onde iniciou na base, os fãs do Rosario Central contam com Di María.

É uma possibilidade bem maior porque o meia-atacante já disse querer vestir de novo a camisa com a qual se profissionalizou.

A vitória no domingo seria a coroação para ambos e todos os olhos estarão no capitão da seleção, eleito sete vezes melhor do mundo e que tem na Copa o último grande título que não conquistou.

Mas Messi sempre foi, desde cedo, apontado como um fenômeno do futebol. O jogador sobre o qual Ronaldinho Gaúcho disse: “Este será melhor do que eu”.

Enquanto o futuro astro despontava no Barcelona e já era profissional, Di María considerava a possibilidade de parar aos 16 anos.

Como não era promovido para a equipe principal do Rosario Central e a família precisava de dinheiro, pensou em largar o futebol e ir trabalhar com seu pai. Foi a mãe, Diana, quem insistiu para que prosseguisse.

Seria ela também quem diria para o filho para não atuar mais na seleção por causa das pesadas críticas.

“Era muito triste ouvir o que diziam. Eu o via sofrer e isso me fazia mal”, confessou ela, no ano passado.

Di María a ouviu para continuar no futebol, mas fez de conta que não era com ele ao receber o conselho de abandonar a alviceleste. A recompensa por isso pode ser o título de campeão do mundo.

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Julián Alvárez se aproxima de marca histórica de Pelé – 14/12/2022 – Esporte

O atacante da Argentina Julián Alvárez se tornou o jogador mais jovem a fazer dois gols em uma semifinal de Copa do Mundo desde Pelé em 58. Aos 22 anos, o camisa 9 foi uma das peças importantes na vitória por 3 a 0 contra a Croácia, que também contou com uma grande atuação de Lionel Messi.

A informação foi divulgada pelo portal especializado em estatísticas Opta. Pelé, na Copa de 58, fez três gols contra a França aos 17 anos e 249 dias. Álvarez estava com 22 anos e 316 dias quando chegou à marca.

A partida de Alvárez, que joga no Manchester City, foi a sua melhor nesta Copa do Mundo. Além dos dois gols, ele sofreu o pênalti que abriu o placar, com Messi.

O argentino estava no River Plate até a metade deste ano, quando se apresentou ao Manchester City.

O jovem atacante chegou ao Mundial com três gols pela seleção principal da Argentina. Passados cinco jogos, mais que dobrou o número: já são sete.

“Ele tem feito partidas extraordinárias, jogando por todos, lutando. Foi uma aparição extraordinária para a gente. E ele merece, porque é um garoto estupendo. Que desfrute de tudo isso”, afirmou Messi após a partida.

É difícil crer que ele pudesse imaginar, antes do começo do Mundial, a situação em que se encontra agora, sendo o segundo melhor jogador da seleção, atrás apenas do supercraque Lionel Messi.

Os números e a atuação no Qatar deverão mudar o seu patamar no retorno ao Manchester City e comprovar que o aval do técnico Pep Guardiola para o investimento de 21 milhões de euros (R$ 117,6 milhões) na sua contratação.

A Argentina joga no domingo (18), novamente em Lusail, contra França ou Marrocos, em busca do título.

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Estou no lugar dos sonhos dos argentinos, diz Scaloni – 13/12/2022 – Esporte

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, admitiu que se esforçou para não se emocionar depois da classificação de sua equipe, nesta terça-feira (13), para a final da Copa do Mundo e lembrou que “falta um passo” para o título.

“Tento não me emocionar. É muito difícil. Estou no lugar dos sonhos de todo argentino. Todos agiriam como eu. Quando você joga pela seleção e representa seu país, é impossível não fazer o que fazem esses garotos. É emocionante”, afirmou Scaloni em entrevista coletiva após a vitória sobre a Croácia nas semifinais do Mundial por 3 a 0.

“Quando perdemos para a Arábia (no jogo de estreia no Qatar), sentimos o apoio do povo e isso é inigualável. Não há torcedores de clube, somos todos torcedores da ‘albiceleste’. É um momento único. A Argentina está no pedestal do futebol e isso tem que nos deixar felizes”, acrescentou.

O treinador elogiou mais uma vez o trabalho de Lionel Messi, autor de um gol e uma assistência contra a Croácia e artilheiro da equipe no Mundial.

“Se Messi é o maior da história, às vezes parece que é, porque somos argentinos e dizemos isso. Eu tenho o privilégio de treiná-lo e vê-lo, é algo emocionante. Cada vez que gera algo para seus companheiros. Não só aos argentinos. Não há muito mais a acrescentar. É uma sorte e um privilégio”, disse.

Scaloni também fez elogios a outro protagonista do jogo, o atacante Julián Álvarez, autor de dois gols.

“A partida de Julián é muito boa. Não só pelos dois gols, mas porque deu uma contribuição bárbara aos três volantes. Com a idade que tem, é normal que queira conquistar o mundo. É um garoto que, o que você disser, ele faz. Estamos felizes porque pôde fazer gols e isso é bom para um atacante”, afirmou.

Sobre o adversário da final, Scaloni preferiu não escolher entre França ou Marrocos, que se enfrentam quarta-feira na segunda semifinal.

“Nunca fui de buscar adversário. O que vier, virá. Os dois merecem estar aqui, são duas grandes seleções”, concluiu.

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Bar argentino tem comemoração com clima de arquibancada – 13/12/2022 – Esporte

Quando o árbitro apitou o fim do jogo, eles tomaram a rua. Pouco importavam os carros passando ou a pressa das pessoas, manifestada em buzinas ou motoqueiros rabiscando pelo trânsito. O que importava era a vitória da Argentina e o “fechamento perfeito” para Lionel Messi na Copa do Mundo.

As músicas em homenagem a Maradona tomaram a rua da Mooca, no bairro de mesmo nome (zona leste de São Paulo). A via abriga o bar Moocaires, em alusão à capital Buenos Aires, cujo dono é argentino.

Em um posto próximo, outros torcedores comemoravam, dançavam e jogavam cerveja para cima, praticamente tranquilos com o resultado conquistado no primeiro tempo contra a Croácia. A partida terminou com vitória alviceleste por 3 a 0.

No Moocaires o clima era de arquibancada, e a maioria, brasileiros. Não havia mesas, só cadeiras distribuídas no andar mais alto do bar. A maioria dos torcedores assistia em pé.

Foi onde médico veterinário Fábio Boccia, 34, e seu filho Gael, 4, assistiram ao jogo, que terminou em vitória da Argentina por 3 a 0.

“Eu queria que ele sentisse esse clima. Essa garra da Argentina, que perdeu algumas vezes, mas continuou perseverando, guerreando, como poucas seleções fazem. É a despedida do Messi, a chance de coroar uma carreira perfeita”, disse ele, empolgado.

“Eu não sou descendente de argentino, mas torço para eles desde que entendo de futebol. É a paixão de uma vida. E digo mais: venha França, venha Marrocos, quem vier. Quero ver quem é Mbappé perto de Lionel Messi”, concluiu.

Gael sorria com as manifestações dos outros torcedores, que fecharam a rua por quase todo o intervalo do jogo. Quando um carro com a bandeira do Brasil passou à frente do bar, logo foi parado e cercado.

Os torcedores, rindo, colocaram a bandeira da Argentina em cima do capô, cobrindo a brasileira, e brincaram com o motorista, que levou tudo numa boa.

A maioria das homenagens era a Maradona, com camisas estampadas com o apelido do craque, El Pibe, ou santinhos de Dios.

O supervisor de estacionamento Marcelo França, 47, estava a caráter, de chapéu, flâmula e desenho no rosto. Ele chamava atenção entre muitos, caminhando e comemorando de um lado a outro.

“Meu amigo, o que eu estou sentindo aqui é inexplicável. É um sentimento muito forte, uma alegria que a gente conhece bem. Foram muitos anos sem ter uma conquista importante para comemorar, mas as coisas vem melhorando e uma Copa do Mundo pode coroar isso muito bem. Domingo estou aqui de novo”, contou.

Após o jogo, o argentino Damian, 40, de Buenos Aires, provocou a seleção brasileira, que foi eliminada pela Croácia. “Avise para o Brasil que a Croácia estava difícil.”

A Argentina enfrenta o vencedor de França e Marrocos no próximo domingo (18), às 12h. Se há algo a se dizer da despedida de Messi é que será celebrada em todo o mundo. Até no Brasil.

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Scaloni flerta com glória da Argentina no presente – 12/12/2022 – Esporte

Na manhã de 25 de junho de 2018, Lionel Scaloni desceu à recepção do hotel em que estava a seleção argentina em São Petersburgo. Em poucas horas, a equipe enfrentaria a Nigéria em confronto decisivo do Mundial da Rússia.

Um grupo de torcedores o viu e se aproximou. Ele era na época auxiliar do treinador Jorge Sampaoli.

“Como está o neném?”, foi a questão que ouviu.

“Bem. Pronto para o jogo”, respondeu.

O “neném” era Lionel Messi. A ansiedade era porque dependia do camisa 10 a classificação na fase de grupos. A Argentina venceu por 2 a 1.

Já naquela época, Scaloni, ex-lateral que teve suas passagens mais marcantes por La Coruña (ESP) e Lazio (ITA), era o integrante mais acessível em uma comissão técnica rachada por causa de uma briga entre Sampaoli e seu assistente Sebastián Beccacece.

Após a decepção de 2018, ele foi escolhido para assumir o cargo principal. Parecia estranho. Era um prêmio para quem jamais havia dirigido clube nenhum, quanto mais uma seleção. Parecia ser mero interino, um tapa-buraco antes da chegada de nome de mais peso.

“Há outras grandíssimas seleções no Mundial, mas nós conseguimos fazer com que Lionel Messi e seus companheiros se sintam cômodos em campo”, disse ele nesta segunda-feira (12), um dia antes da partida mais importante de sua vida.

Nesta terça-feira (13), às 16 horas (de Brasília), a Argentina enfrenta a Croácia no estádio Lusail pela semifinal da Copa do Mundo do Qatar.

Visto no passado com desconfiança por imprensa e torcedores, ele depois se tornaria o criador da “Scaloneta” (apelido pelo qual sua seleção ficaria conhecida), a liderança calma que conseguiu acabar com o jejum de títulos da alviceleste e deixou Messi contente. E se Messi está feliz, a Argentina está feliz.

“Vou dizer o quê? Ele é o melhor de todos os tempos”, opinou Scaloni após a vitória nas quartas de final sobre a Holanda, quando o camisa 10 deu passe mágico para Molina abrir o placar e anotou o segundo gol, de pênalti.

Nos elogios rasgados ao seu capitão ele imita seu antecessor. Em alguns momentos durante o Mundial da Rússia, parecia que Messi era o treinador. Nos minutos finais da vitória sobre a Nigéria, Sampaoli chegou a avisar, com tom de consulta, que iria colocar Kun Aguero em campo.

Scaloni não tem o jeito explosivo e difícil do atual técnico do Sevilla (ESP). Um dia antes de enfrentar a Holanda, lembrou-se do aniversário de dois anos da morte de Alejandro Sabella, outra de suas influências.

Os dois compartilham a maneira ponderada diante dos jornalistas e a calma em situações difíceis. Minutos após ter perdido a final do Mundial de 2014 para a Alemanha no Maracanã, Sabella foi confrontado por pergunta provocativa de um programa humorístico brasileiro, já extinto.

Em vez de se enervar ou provocar polêmica, deu resposta tranquila e sem alterar o tom de voz.

Scaloni já afirmou, durante o Qatar, que não se pode viver o futebol como algo mais do que um jogo. E tem feito de tudo para tirar a tensão remanescente do confronto contra a Holanda.

Messi provocou o técnico Louis van Gaal, o goleiro Emiliano Martínez chamou o árbitro espanhol Mateu Lahoz de “inútil”. Houve seguidas trocas de ofensas e empurrões entre atletas das duas seleções.

Não é do perfil do atual treinador argentino, como não foi o de Sabella, inflamar as tensões.

“Esta partida se jogou como teria de se jogar. O futebol é isso. Há momentos em que o jogo pode ficar difícil, com discussões. Há um árbitro para colocar justiça. Nós sabemos perder e ganhar. Perdemos a primeira partida contra a Arábia Saudita e fomos caladinhos para o hotel. Ganhamos a Copa América do Brasil e se deu a imagem mais bonita de desportividade que se pode ver. Não compro essa história de que não sabemos ganhar. Deve-se acabar com isso porque temos orgulho”, afirmou nesta segunda.

Por causa de imagem captada no momento do encerramento da disputa de pênaltis, em que jogadores sul-americanos comemoram olhando para os holandeses, parte da imprensa europeia os acusou de soberbos e de não saberem vencer.

Após o título da seleção na Copa América de 2021, fotografia mostra Neymar ao lado de Messi no vestiário do Maracanã. Os dois riem e conversam.

Scaloni tem como um de seus gurus e conselheiros Cesar Luis Menotti, treinador campeão mundial de 1978 e diretor de seleções da AFA (Associação de Futebol Argentino). Foi quem, no auge das críticas em 2019, quando o time iniciou a Copa América jogando mal e perdendo para a Colômbia, assegurou a permanência do novato.

A base da Argentina semifinalista do Mundial foi montada por Scaloni. É dele a responsabilidade pela presença de Dibu Martínez no gol, Cuti Romero na zaga, Rodrigo De Paul como incansável nome no meio-campo, o surgimento de Enzo Fernández e Julián Álvarez, a escalação de Alexis MacAllister quando se reclamava que o técnico convocava um atleta do pequeno Brighton, da Inglaterra.

Mas nenhum é um fiador tão grande do seu trabalho quanto Lionel Messi. O treinador até deu de ombros quanto aos seus méritos em tornar o seu capitão que, ao intimidar adversários e reclamar de árbitros, uma versão mais próxima de Maradona.

“Isso não surpreende porque o conheço. Sempre foi assim. Não é mérito desta comissão técnica. Sempre foi igual, um ganhador. E tem um orgulho e uma vontade de continuar jogando que atrai inveja”, finalizou.

Conhece desde 2018, quando ouvia as perguntas de como o “neném” estava.

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Argentina: veja quem é Martínez, o goleiro que virou herói – 10/12/2022 – Esporte

Sem camisa e com o físico sem os músculos definidos dos jogadores de linha, o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez procurava alguém com o olhar. Levou alguns segundos, até que achou o alvo no estádio de Lusail. Era o técnico da Holanda, Louis van Gaal.

“Eu te fodi duas vezes. Ok? Te fodi duas vezes!”, gritou, enquanto era contido por integrantes da comissão técnica. Antes de dar as costas, ainda xingou o rival mais uma vez.

As “duas vezes” foram as defesas das cobranças de Virgil van Dijk e Steven Berghuis na disputa de pênaltis. Lances que levaram a Argentina para a semifinal da Copa do Mundo do Qatar após o empate em 2 a 2 no tempo normal e prorrogação pelas quartas.

Os nervos estavam à flor da pele após trocas de empurrões, insultos e discussões acaloradas por 120 minutos. A seleção sul-americana vencia por 2 a 0 até os 38 minutos do segundo tempo e levou empate no último lance, aos 55.

A revolta de Dibu era porque Van Gaal disse que, na sua opinião, a Holanda levaria vantagem se a decisão acontecesse nos pênaltis. Para o goleiro, a opinião foi ofensiva porque mexeu em seu orgulho de especialista em defender essas cobranças.

Ele também se queixou (como todos os demais jogadores), da arbitragem do espanhol Mateo Lahroz. Chamou-o de “inútil”. Mas sua fúria maior era com Van Gaal a quem, em entrevista após a partida, mandou “calar a boca”.

“Dibu precisa desse tipo de incentivo para si mesmo. É o estilo dele para se motivar, para ir adiante e costuma dar certo”, afirma o seu irmão, Alejandro Martínez, que vive em Mar del Plata. “Algumas das coisas que ele disse já entraram para a história”.

No jogo de provocações, Martínez é um boleiro à moda antiga. Não tem o menor receio em xingar o rival, dançar na frente dele ao fazer a defesa e falar coisas que irritam. Repetiu a estratégia contra os holandeses. Todos os cobradores europeus ouviram alguma graça do sul-americano.

“Mirá como te como, irmão” (olha como te como, irmão), berrou para o colombiano Yerry Mina antes da decisão por pênaltis pela semifinal da Copa América de 2021. Como Dibu defendeu o chute do rival e a Argentina foi campeã, o momento entrou no imaginário do torcedor.

O goleiro ainda protagonizaria comercial da rede argentina de lanchonetes Mostaza em que repetia seu bordão.

Ele depois juraria ter provocado Mina porque os colombianos teriam chamado os argentinos de “pé-frios” por sempre perderem jogos decisivos.

“Dibu está vivendo seu sonho. Desde muito pequeno, desde que começou a jogar, ele dizia que seria titular da seleção argentina”, completa o irmão Alejandro.

Não apenas por causa do goleiro, mas também por ele, a Fifa abriu processo disciplinar contra a Argentina pelas declarações dadas após as quartas de final. Lionel Messi também questionou o árbitro espanhol e ainda perguntou “está olhando o quê, bobo?” para o atacante Wout Weghorst, na zona de entrevistas pós-jogo.

As provocações podem ser uma forma de proteção para quem teve de amadurecer rápido e longe de casa. Martínez, 30, jamais atuou como profissional na Argentina. Foi comprado pelo Arsenal (ING) quando tinha 16 anos, em 2008. Acabou emprestado para sucessivos times e, na maioria deles, não teve chance de jogar.

Apenas em 2020, aos 28, teve sequência na equipe inglesa, conquistou a Copa da Inglaterra e foi comprado pelo Aston Villa, onde hoje é titular.

“Ele chegou a questionar, em alguns momentos, se deveria continuar a carreira, já que não conseguia atuar”, lembra o irmão.

As provocações não são bem recebidas por todos nem mesmo dentro da Argentina. Nacho González, goleiro com passagens pela seleção, disse que Dibu estava deixando o personagem tomar conta. Alfio Basile, técnico histórico e que comandou a alviceleste no Mundial de 1994, pediu para que parasse com essas coisas.

O próprio Martínez reconheceu não ser essa imagem que deseja passar para as crianças que o têm como ídolo.

“Se eu pudesse dar um conselho aos jovens jogadores, seria para ter um psicólogo e fazer ioga ou pilates. Podem salvar suas carreiras”, afirmou em entrevista ao diário espanhol El País.

Apesar das explosões em campo, ele fala com uma psicóloga três ou quatro vezes por semana. Quando começou a chorar no vestiário após a vitória sobre a Colômbia na Copa América de 2021, foi para ela que ligou para se acalmar e ficar centrado.

Outros integrantes da seleção já disseram que falta ao goleiro “uns parafusos”. Não que ninguém tenha pensado nisso quando Dibu Martínez fez as defesas que levaram a Argentina para a semifinal da Copa do Mundo. Ser louco pode ter sido até uma virtude. Faz com que seja também adorado pelo torcedor que, na saída do estádio de Lusail, gritava seu nome na mesma intensidade que o de Messi.

É uma campanha para cumprir a promessa que fez a si mesmo: se tivesse chance de ser chamado para o Mundial, treinaria como nunca.

Para isso e em nome de ser campeão, abriu mão até da sua refeição preferida: batata Pringles com Coca-Cola.

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