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Papa argentino abençoa camisa da seleção antes da final – 17/12/2022 – Esporte

O meia argentino Papu Gomez teve a sua camisa abençoada pelo papa Francisco antes da final da Copa do Mundo contra a França.

A camisa foi levada por Giuseppe Riso, empresário do jogador, ao pontífice, no vaticano.

O papa Francisco é argentino e gosta de futebol, esporte que ele diz ser o mais belo do mundo. É torcedor fanático do San Lorenzo e em, diversas ocasiões já citou o clube do coração.

Papu Gomez, 34, teve passagem pelo time do papa, na temporada 2009/2010, antes de ser negociado com o Catania. Atualmente ele joga no espanhol Sevilla.

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Argentina: técnico Scaloni se emociona na véspera da final – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera do maior jogo de sua carreira como treinador, o argentino Lionel Scaloni não conseguiu segurar as lágrimas ao falar do grupo que neste domingo (18) enfrenta a França, às 12h (horário de Brasília), no estádio Lusail na final da Copa do Mundo do Qatar.

“Eu vivo essas horas com tranquilidade. Estávamos conversando com eles [jogadores] e não há mais nada a fazer a não ser agradecê-los. Qualquer argentino faria o mesmo. E isso me emociona porque eles deram tudo”, disse Scaloni, em entrevista ao canal argentino TyC Sports.

“Vamos torcer para coroá-los amanhã e, se isso não acontecer, que todos fiquem orgulhosos. Estou desfrutando. E deixe-os fazer isso também.”

Antes, durante a entrevista coletiva, o treinador também disse estar acompanhando o comportamento da torcida no Qatar e na Argentina. Segundo ele, isso tem mexido com a equipe.

“Vi muitas imagens de pessoas comemorando ou assistindo ao jogo. Não estamos isentos disso, estamos muito emocionados. Futebol é mais que um esporte. As pessoas ficaram felizes durante esta Copa do Mundo e para nós isso é maravilhoso.”

Scaloni não divulgou a equipe, mas disse já ter pronta a formação que vai colocar em campo. “Sabemos onde podemos causar danos ao nosso adversário. Não podemos pensar apenas em sair para vencer todos os duelos. São muitos temperos para analisar bem e tentar não falhar.”

“Os jogos têm que ser disputados minuto a minuto porque podem mudar. Estamos preparados para isso”, completa Scaloni.

Para o argentino, a França não se resume a apenas Mbappé, mas a um conjunto que potencializa o craque. “A França tem um time que supre Mbappé e faz dele um jogador ainda melhor. Ele é um dos grandes jogadores, é jovem e vai continuar melhorando.”

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Argentino Di María também se despede de Copas na final – 15/12/2022 – Esporte

Nascido em Rosário, ele foi criticado várias vezes por não render pela seleção argentina o mesmo que pelo clube que paga seus salários.

Questionado, teve alguns momentos de brilho em Copas do Mundo, mas sempre ficou a sensação de que poderia render muito mais. A mudança de percepção começou com o título da Copa América de 2021.

Em seu adeus no Mundial, sua última partida será neste domingo (18), na decisão contra a França, às 12 horas (de Brasília), no estádio Lusail.

Este jogador não é Lionel Messi. É Ángel Di María, 34.

“O que aconteceu agora neste torneio poderia ocorrer em algum momento. Depois da primeira derrota, são seis finais pela frente”, disse o meia-atacante que atua pelo Paris Saint-Germain (FRA), mesmo time de Messi.

Ele deu a declaração após a partida em que foi titular, a estreia da Argentina contra a Arábia Saudita. Foi uma derrota por 2 a 1. Depois disso, sofreu lesão muscular na vitória sobre a Polônia e desde então tem sido apenas opção para o segundo tempo.

“Corremos risco com Fideo [apelido de Di María] em alguns instantes porque ele não estava 100%”, confessou o técnico Lionel Scaloni depois de colocá-lo em campo durante as quartas de final, diante da Holanda.

Nesta quinta-feira (15), ele foi um dos mais exigidos no treino na Qatar University. Se o treinador quiser manter o time, ele mais uma vez ficará no banco. Mas pode ser opção para começar como titular em caso de mudança do esquema ou das peças.

Não é a primeira vez que Di María se lesiona durante um Mundial. Teve problemas físicos também no torneio no Brasil, em 2014. Não atuou na final contra a Alemanha, apesar do esforço para se recuperar a tempo. Depois diria ter sido ameaçado pelo Real Madrid, seu clube da época, para que não jogasse. Os dirigentes da equipe espanhola negaram.

Assim como Messi, ele chegou ao Qatar com a ideia na cabeça de que esta seria sua última Copa do Mundo. As sucessivas contusões e as atuações apagadas sempre colocaram um ponto de interrogação sobre qual seria seu legado com a alviceleste.

Di María faz parte, ao lado do camisa 10, da geração marcada, até a Copa América do ano passado, pelas derrotas em decisões. Fazia parte do elenco em 2014 e das competições continentais de 2015 e 2016. Como Messi, fez um gol importante no Mundial de 2018, na Rússia, mas pouco adiantou. Seu arremate de fora da área contra a França igualou o placar nas oitavas de final, mas a Argentina terminou derrotada por 4 a 3.

“Nós tivemos o mérito de sempre chegar a decisões. Não é uma equipe que pode ser vista como fracassada, como perdedora. Quantas seleções chegam a uma final de Copa do Mundo? Não muitas”, disse na época.

A redenção na Copa América veio em 2021, no Brasil. Foi dele o gol do título contra o time de Tite, no Maracanã. Só não foi atirado para o ar pelos companheiros porque esta honra coube a Messi.

Os dois são de lados contrários na rivalidade de Rosário. Se o sonho dos torcedores do Newell’s Old Boys é ver Lionel cumprir a promessa que não fez (a possibilidade na verdade foi levantada por seu pai, Jorge), de voltar ao clube do coração, onde iniciou na base, os fãs do Rosario Central contam com Di María.

É uma possibilidade bem maior porque o meia-atacante já disse querer vestir de novo a camisa com a qual se profissionalizou.

A vitória no domingo seria a coroação para ambos e todos os olhos estarão no capitão da seleção, eleito sete vezes melhor do mundo e que tem na Copa o último grande título que não conquistou.

Mas Messi sempre foi, desde cedo, apontado como um fenômeno do futebol. O jogador sobre o qual Ronaldinho Gaúcho disse: “Este será melhor do que eu”.

Enquanto o futuro astro despontava no Barcelona e já era profissional, Di María considerava a possibilidade de parar aos 16 anos.

Como não era promovido para a equipe principal do Rosario Central e a família precisava de dinheiro, pensou em largar o futebol e ir trabalhar com seu pai. Foi a mãe, Diana, quem insistiu para que prosseguisse.

Seria ela também quem diria para o filho para não atuar mais na seleção por causa das pesadas críticas.

“Era muito triste ouvir o que diziam. Eu o via sofrer e isso me fazia mal”, confessou ela, no ano passado.

Di María a ouviu para continuar no futebol, mas fez de conta que não era com ele ao receber o conselho de abandonar a alviceleste. A recompensa por isso pode ser o título de campeão do mundo.

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Julián Alvárez se aproxima de marca histórica de Pelé – 14/12/2022 – Esporte

O atacante da Argentina Julián Alvárez se tornou o jogador mais jovem a fazer dois gols em uma semifinal de Copa do Mundo desde Pelé em 58. Aos 22 anos, o camisa 9 foi uma das peças importantes na vitória por 3 a 0 contra a Croácia, que também contou com uma grande atuação de Lionel Messi.

A informação foi divulgada pelo portal especializado em estatísticas Opta. Pelé, na Copa de 58, fez três gols contra a França aos 17 anos e 249 dias. Álvarez estava com 22 anos e 316 dias quando chegou à marca.

A partida de Alvárez, que joga no Manchester City, foi a sua melhor nesta Copa do Mundo. Além dos dois gols, ele sofreu o pênalti que abriu o placar, com Messi.

O argentino estava no River Plate até a metade deste ano, quando se apresentou ao Manchester City.

O jovem atacante chegou ao Mundial com três gols pela seleção principal da Argentina. Passados cinco jogos, mais que dobrou o número: já são sete.

“Ele tem feito partidas extraordinárias, jogando por todos, lutando. Foi uma aparição extraordinária para a gente. E ele merece, porque é um garoto estupendo. Que desfrute de tudo isso”, afirmou Messi após a partida.

É difícil crer que ele pudesse imaginar, antes do começo do Mundial, a situação em que se encontra agora, sendo o segundo melhor jogador da seleção, atrás apenas do supercraque Lionel Messi.

Os números e a atuação no Qatar deverão mudar o seu patamar no retorno ao Manchester City e comprovar que o aval do técnico Pep Guardiola para o investimento de 21 milhões de euros (R$ 117,6 milhões) na sua contratação.

A Argentina joga no domingo (18), novamente em Lusail, contra França ou Marrocos, em busca do título.

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Scaloni flerta com glória da Argentina no presente – 12/12/2022 – Esporte

Na manhã de 25 de junho de 2018, Lionel Scaloni desceu à recepção do hotel em que estava a seleção argentina em São Petersburgo. Em poucas horas, a equipe enfrentaria a Nigéria em confronto decisivo do Mundial da Rússia.

Um grupo de torcedores o viu e se aproximou. Ele era na época auxiliar do treinador Jorge Sampaoli.

“Como está o neném?”, foi a questão que ouviu.

“Bem. Pronto para o jogo”, respondeu.

O “neném” era Lionel Messi. A ansiedade era porque dependia do camisa 10 a classificação na fase de grupos. A Argentina venceu por 2 a 1.

Já naquela época, Scaloni, ex-lateral que teve suas passagens mais marcantes por La Coruña (ESP) e Lazio (ITA), era o integrante mais acessível em uma comissão técnica rachada por causa de uma briga entre Sampaoli e seu assistente Sebastián Beccacece.

Após a decepção de 2018, ele foi escolhido para assumir o cargo principal. Parecia estranho. Era um prêmio para quem jamais havia dirigido clube nenhum, quanto mais uma seleção. Parecia ser mero interino, um tapa-buraco antes da chegada de nome de mais peso.

“Há outras grandíssimas seleções no Mundial, mas nós conseguimos fazer com que Lionel Messi e seus companheiros se sintam cômodos em campo”, disse ele nesta segunda-feira (12), um dia antes da partida mais importante de sua vida.

Nesta terça-feira (13), às 16 horas (de Brasília), a Argentina enfrenta a Croácia no estádio Lusail pela semifinal da Copa do Mundo do Qatar.

Visto no passado com desconfiança por imprensa e torcedores, ele depois se tornaria o criador da “Scaloneta” (apelido pelo qual sua seleção ficaria conhecida), a liderança calma que conseguiu acabar com o jejum de títulos da alviceleste e deixou Messi contente. E se Messi está feliz, a Argentina está feliz.

“Vou dizer o quê? Ele é o melhor de todos os tempos”, opinou Scaloni após a vitória nas quartas de final sobre a Holanda, quando o camisa 10 deu passe mágico para Molina abrir o placar e anotou o segundo gol, de pênalti.

Nos elogios rasgados ao seu capitão ele imita seu antecessor. Em alguns momentos durante o Mundial da Rússia, parecia que Messi era o treinador. Nos minutos finais da vitória sobre a Nigéria, Sampaoli chegou a avisar, com tom de consulta, que iria colocar Kun Aguero em campo.

Scaloni não tem o jeito explosivo e difícil do atual técnico do Sevilla (ESP). Um dia antes de enfrentar a Holanda, lembrou-se do aniversário de dois anos da morte de Alejandro Sabella, outra de suas influências.

Os dois compartilham a maneira ponderada diante dos jornalistas e a calma em situações difíceis. Minutos após ter perdido a final do Mundial de 2014 para a Alemanha no Maracanã, Sabella foi confrontado por pergunta provocativa de um programa humorístico brasileiro, já extinto.

Em vez de se enervar ou provocar polêmica, deu resposta tranquila e sem alterar o tom de voz.

Scaloni já afirmou, durante o Qatar, que não se pode viver o futebol como algo mais do que um jogo. E tem feito de tudo para tirar a tensão remanescente do confronto contra a Holanda.

Messi provocou o técnico Louis van Gaal, o goleiro Emiliano Martínez chamou o árbitro espanhol Mateu Lahoz de “inútil”. Houve seguidas trocas de ofensas e empurrões entre atletas das duas seleções.

Não é do perfil do atual treinador argentino, como não foi o de Sabella, inflamar as tensões.

“Esta partida se jogou como teria de se jogar. O futebol é isso. Há momentos em que o jogo pode ficar difícil, com discussões. Há um árbitro para colocar justiça. Nós sabemos perder e ganhar. Perdemos a primeira partida contra a Arábia Saudita e fomos caladinhos para o hotel. Ganhamos a Copa América do Brasil e se deu a imagem mais bonita de desportividade que se pode ver. Não compro essa história de que não sabemos ganhar. Deve-se acabar com isso porque temos orgulho”, afirmou nesta segunda.

Por causa de imagem captada no momento do encerramento da disputa de pênaltis, em que jogadores sul-americanos comemoram olhando para os holandeses, parte da imprensa europeia os acusou de soberbos e de não saberem vencer.

Após o título da seleção na Copa América de 2021, fotografia mostra Neymar ao lado de Messi no vestiário do Maracanã. Os dois riem e conversam.

Scaloni tem como um de seus gurus e conselheiros Cesar Luis Menotti, treinador campeão mundial de 1978 e diretor de seleções da AFA (Associação de Futebol Argentino). Foi quem, no auge das críticas em 2019, quando o time iniciou a Copa América jogando mal e perdendo para a Colômbia, assegurou a permanência do novato.

A base da Argentina semifinalista do Mundial foi montada por Scaloni. É dele a responsabilidade pela presença de Dibu Martínez no gol, Cuti Romero na zaga, Rodrigo De Paul como incansável nome no meio-campo, o surgimento de Enzo Fernández e Julián Álvarez, a escalação de Alexis MacAllister quando se reclamava que o técnico convocava um atleta do pequeno Brighton, da Inglaterra.

Mas nenhum é um fiador tão grande do seu trabalho quanto Lionel Messi. O treinador até deu de ombros quanto aos seus méritos em tornar o seu capitão que, ao intimidar adversários e reclamar de árbitros, uma versão mais próxima de Maradona.

“Isso não surpreende porque o conheço. Sempre foi assim. Não é mérito desta comissão técnica. Sempre foi igual, um ganhador. E tem um orgulho e uma vontade de continuar jogando que atrai inveja”, finalizou.

Conhece desde 2018, quando ouvia as perguntas de como o “neném” estava.

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‘Não merecíamos ir aos pênaltis’, diz técnico argentino – 09/12/2022 – Esporte

O técnico Lionel Scaloni seguiu as palavras de Messi e disse que, apesar da classificação, a partida não deveria ter chegado aos pênaltis, pois a equipe jogou para vencer a Holanda no tempo normal e também na prorrogação.

“Esta equipe tem espírito para saber enfrentar a situação em todos os momentos. Do meu ponto de vista, não merecíamos ir para os pênaltis, mas, mesmo assim, a equipe continuou a mostrar a cara. Tínhamos o jogo sob controle, mas o futebol tem isso, mesmo quando você pensa que está tudo acabado”, disse o treinador argentino.

“Já mostramos muitos sinais de caráter nesta Copa do Mundo. Esta equipe mostra as diferentes facetas que o jogo exige em todos os momentos. Sabíamos que na prorrogação, jogando nosso futebol, poderíamos mudar o resultado.”

O treinador argentino também exaltou o goleiro Emiliano Martínez, que defendeu duas cobranças de pênalti. Ele comparou o desempenho da partida de hoje com o do jogo contra a Colômbia, na semifinal da Copa América do ano passado, quando o goleiro pegou três cobranças.

“Foi parecido com o jogo contra a Colômbia. Os jogadores com vontade para bater as penalidades. Isso é muito positivo para o grupo. E sabíamos que o Emiliano podia defender alguns.”

O técnico só contou com Di María no segundo tempo da prorrogação. Segundo Scaloni, o jogador não estava bem fisicamente e só entrou em campo porque era preciso.

“Di María poderia ser uma arma, mas sabíamos que ele não estava nas melhores condições.”

Scaloni também ofereceu a vitória ao ex-técnico da seleção argentina Alejandro Sabella, que morreu no dia 8 de dezembro de 2020. Sabella foi vice-campeão na Copa de 2014. “Espero que ele esteja orgulhoso pelo que esse grupo fez.”

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Dibu Martínez a colocam na semifinal da Copa – 09/12/2022 – Esporte

A Argentina teve um lance de gênio, sofreu, catimbou, reclamou, quase saiu no tapa com os holandeses, levou dois gols nos minutos finais, mas, no fim, saiu do estádio Lusail, nesta sexta-feira (9), com a vaga na semifinal da Copa do Mundo do Qatar.

Isso graças às defesas, provocações e danças do goleiro Dibu Martínez.

Após empate em 2 a 2 com a Holanda, a seleção sul-americana venceu nos pênaltis por 4 a 3. Martínez defendeu duas cobranças de van Dijk e Berghui. Como já havia sido no título da Copa América de 2021, ele se agigantou na decisão.

A genialidade foi, claro, de Lionel Messi. Com um passe inexplicável, ele abriu a defesa adversária e deixou Nahuel Molina de frente para o goleiro Noppert aos 34 minutos do primeiro tempo. Foi o primeiro gol do lateral com a camisa alviceleste. O próprio camisa 10 depois marcaria de pênalti.

Na próxima terça-feira (20), também em Lusail, a Argentina enfrenta a Croácia, às 16 horas (de Brasília) por uma vaga na decisão.

Será a chance de a equipe sul-americana se vingar da humilhação de 2018. Os croatas se aproveitaram de uma série de erros defensivos individuais do rival para goleá-lo por 3 a 0 e deixá-lo à beira da eliminação na fase de grupos na Rússia.

A Croácia tem o mesmo espírito de quatro anos atrás, capaz de superar seguidas prorrogações para chegar a uma improvável final. A Argentina é bem diferente do desastroso time comandado por Jorge Sampaoli.

Lous van Gaal, técnico da Holanda, entregou o que prometeu. Fez de tudo nesta sexta para cortar a linha de passes para Messi. Era a crença de que a melhor forma de evitar que ele decidisse era fazer com que não tivesse a bola. Ou que isso pelo menos acontecesse o mais distante possível do gol.

Congestionar o meio-campo também era uma forma de fazer com que os passes pelo miolo da zaga e trocas rápidas de passes se tornassem mais difíceis. Também havia a crença que os laterais sul-americanos não eram tão bons. Um deles (Acuña) é meia.

Era uma boa teoria. O problema é o jogador que era o maior temor da seleção holandesa precisava de apenas uma jogada para mudar toda a história da partida. Foi o que Messi protagonizou aos 34 com o lançamento para Molina.

Scaloni também entrou precavido com as armadilhas da Holanda e escalou três zagueiros. Com uma linha de cinco sem a bola, dificultava o trabalho das três peças da linha ofensiva europeia. Especialmente Memphis Depay, que voltava às vezes para buscar o jogo e ter a posse de bola. Era igual ao que Messi fazia.

Hoje aos 28 anos, Depay é um atacante mais maduro dentro e fora de campo, embora continue com personalidade forte. Não parece ser mais o jogador que, relegado ao time reserva do Manchester United em 2016 (pelo mesmo Louis van Gaal) e aconselhado pelos mais velhos do elenco a adotar uma postura mais discreta, chegou para a partida seguinte a dirigir um Rolls Royce.

Ele ainda é a peça ofensiva mais importante da Holanda. Mas não é Lionel Messi, que parecia autorizado até a cometer faltas que qualquer outro jogador seria advertido.

Mesmo ao colocar a mão deliberadamente na bola no segundo tempo, não recebeu cartão amatrelo. O zagueiro Virgil van Dijk abriu os braços, inconformado.

O árbitro espanhol Antonio Mateu Lahoz fez de conta que não era com ele. Mas nos acréscimos, não teve jeito.

A Holanda e van Gaal também buscavam a sua revanche. Na semifinal de 2014, em uma partida travada por 120 minutos e com poucas chances de gol, a Holanda foi eliminada pelo mesmo adversário sul-americano nos pênaltis.

No desespero e atrás por dois gols, ele colocou o centroavante Weghorst, jogador de área, na vaga de Depay para tentar incomodar a zaga rival.

O atacante fez a Argentina sofrer e empatou a partida com dois gols. O segundo deles, no último lance do tempo regulamentar, em jogada ensaiada no campo de treinamento e criada por van Gaal.

A prorrogação teve todo o drama possível em 30 minutos. Chances de gol para os dois lados, bola na trave (em chute de Enzo Fernández) e troca de empurrões. Em uma disputa de pênaltis, após derrota para o Chile na final da Copa América de 2016, Lionel Messi renunciou à seleção pela primeira vez. Em outra, nesta sexta, a história foi bem diferente por causa de Dibu Martínez.

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Mohaammed Alowais, o homem que parou Messi

Mohaammed Alowais, 31, começou a sorrir quando ouviu a pergunta se falava inglês.

“Não”, respondeu. Em inglês.

O riso por ter deixado claro, apesar da negativa, que entendia a língua, virou gargalhada. O goleiro que poderia ser aposta para o título de mais vazado da Copa do Mundo saiu por cima. Contra Messi, foi superado apenas por uma cobrança de pênalti.

No segundo tempo, realizou defesas que garantiram a histórica vitória por 2 a 1 da Arábia Saudita sobre a Argentina nesta terça-feira (22), no estádio de Lusail.

Antes da estreia, o medo de ser batido muitas vezes era possível porque, além de Messi, seis vezes eleito melhor do mundo, ele também vai enfrentar Robert Lewandowski. O próximo adversário dos sauditas, pelo grupo C da Copa do Mundo, será a Polônia, no sábado (26).

“Lewandowski é muito bom”, limitou-se a dizer ao ser questionado, enquanto caminhava para a saída do estádio.

O goleiro do Al Hilal, equipe que é a base da seleção, havia feito apenas uma partida anterior pelo Mundial. Foi titular contra o Uruguai na Rússia, em 2018. Na preparação para o torneio do Qatar, já havia sinalizado o que poderia fazer. Acabou como destaque quando a Arábia Saudita empatou amistoso em 0 a 0 com o Equador, em setembro.

Alowais tem agora 42 partidas pela seleção, sendo 39 oficiais.

“A maioria dos nossos jogadores são astros internacionais que já jogaram na Copa do Mundo. Nós temos a experiência necessária para atuar sob pressão”, disse após a igualdade com os equatorianos.

Quase todos os jogadores do time saudita atuam na liga local.

Este ano tem sido o melhor da carreira de Alowais. Contratado em janeiro pelo Al Hilal, recebe salário de R$ 825 mil mensais.

O primeiro tempo contra os argentinos foi de sofrimento. Ele não esboçou reação quando foi superado por Messi no pênalti, mas fez expressão de desânimo ao assistir, com os dois joelhos no gramado, a bola chutada por Lautaro Martínez ultrapassar a linha. Poderia ser a sinalização da goleada esperada. Mas o lance foi anulado com ajuda do VAR.

Ele voltou a se ajoelhar, mas de alegria, na etapa final. Foi para comemorar os dois gols sauditas que deram à equipe a histórica vitória sobre a Argentina.

Alowais depois faria uma grande defesa em toque de Tagliafico e evitaria o gol em dois arremates de Messi. Ao sofrer falta nos acréscimos, reclamou e levou cartão amarelo. Em parte, foi a tentativa de ganhar alguns segundos.

Antes do final da partida, porém, o goleiro ainda protagonizaria um lance assustador. Em uma saída para tentar cortar a bola, ele acertou uma joelhada no rosto do companheiro Al-Shahrani, que caiu desacordado, no que foi a cena mais assustadora da partida.

Apesar do susto, o defensor fez sinal de positivo para os médicos ao deixar o campo, indicando que estava bem.

A expressão blasé do goleiro no dia mais especial da história do futebol saudita esteve de acordo com o restante da equipe. Dos poucos que falaram com a imprensa após o jogo, ninguém disse ter sido um momento especial, ter havido uma preparação diferente ou dado qualquer atenção a como marcar Messi.

“A gente não fez nada de mais. Realizamos a mesma preparação de sempre”, disse o meia Abdulelah Al-Malki.



A gente não fez nada de mais

Com a surpreendente vitória, a Arábia Saudita se coloca em boa posição para repetir a campanha de 1994, a única vez que a seleção conseguiu se classificar na fase de grupos. Naquele ano, perdeu para a Suécia nas oitavas de final.

Foi o Mundial em que o meia-atacante Al-Owairan se tornou o nome mais conhecido do futebol saudita ao arrancar do meio-campo, contra a Bélgica, e só parar dentro do gol.

Essa fama ainda perdura, mas terá concorrência agora do atacante Aldawsari, autor do arremate decisivo nesta segunda-feira, e de Mohammed Alowais, o goleiro que parou Messi.

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