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Cristiano Ronaldo deve jogar na Arábia Saudita após a Copa

Cristiano Ronaldo parece ter resolvido seu próximo clube ainda nesta Copa do Mundo. De acordo com o jornal Marca, da Espanha, o craque português jogará no Al-Nassr, da Arábia Saudita. Será um contrato de dois anos e meio e o vínculo será iniciado em janeiro.

O jornal acrescenta que haverá muito dinheiro envolvido na negociação, com a possibilidade de a receita do jogador chegar a 200 milhões de euros (R$ 1,09 bilhão) por ano, entre salário e acordos de publicidade. O vínculo seria finalizado em 2025, quando CR7 já teria 40 anos.

Cristiano começou a Copa do Mundo em litígio com o Manchester United após declarações explosivas à TV britânica. O vínculo foi encerrado antes do primeiro jogo de Portugal e foi dito que ele esperava ter foco total na competição, até para tentar fechar com um clube no nível de Champions League.

As especulações, porém, ganharam força na última semana e parecem ter se concretizado. O técnico da seleção, Fernando Santos, foi questionado sobre isso em coletiva na manhã desta segunda (5).

“Não sei, não falei com ele sobre isso. Falei com os jogadores, mas não tem nada a ver com essa questão. Nem sabia, soube agora há pouco. É uma decisão dele, uma questão dele, que está completamente focado no Mundial, em ajudar a equipe”, resumiu o técnico.

A idade também é um fator que pesa contra o jogador. Apesar de continuar acumulando marcas importantes, como ter se tornado no Qatar o primeiro jogador a marcar em cinco edições diferentes de Copas do Mundo, ele vai completar 38 anos em 5 de fevereiro.

Por isso, os mais recentes clubes que tiveram seu nome de alguma forma especulado como possível destino do craque são de mercados alternativos ou com alguma ligação com eles.

Seu nome também estava especulado no Newcastle, que também tem dinheiro vindo dos saudistas, pois foi comprado, em setembro de 2021, pelo fundo soberano controlado pela família real da Arábia Saudita por R$ 2,2 bilhões à época.

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Conheça o técnico da Arábia Saudita que bateu a Argentina

Hervé Renard foi o arquiteto da surpreendente vitória por 2 a 1 da Arábia Saudita sobre a Argentina, de virada. Um resultado que se coloca na lista das grandes zebras da história da Copa do Mundo e renova a esperança no processo de evolução do futebol o país.

O francês de 54 anos é responsável por parte desse projeto e conduz uma equipe renovada, integralmente composta de atletas que jogam na liga nacional saudita. Al-Dawsari, responsável pelo gol que definiu o placar, está no Al-Hilal desde as categorias de base, com breve passagem pelo Valencia, da Espanha, onde atuou em somente uma oportunidade.

Já o técnico não conseguiu alcançar o sucesso em seu próprio país. Como jogador na França, não foi longe e tem como memórias mais marcantes as pessoas que conheceu nas categorias de base do Cannes: o lendário técnico Arsène Wenger e o craque Zinédine Zidane, vitorioso dentro e fora das quatro linhas.

Renard inicialmente se afastou do futebol depois ter pendurado as chuteiras. Abriu uma empresa de coleta de lixo na França até que veio o convite para ser auxiliar técnico em Gana. Evoluiu em trabalhos na França, na Inglaterra, no Vietnã e na Argélia. Seu nome cresceu no comando da Zâmbia.

Em 2012, ele conquistou o título da Copa Africana das Nações, o primeiro do país, em cima da Costa do Marfim, que era liderada pelo atacante Didier Drogba. Renard resolveu testar o mercado e foi para o Sochaux, da França, mas o trabalho se encerrou com o rebaixamento para a segunda divisão.

Seu novo sucesso veio com a Costa do Marfim, onde também conquistou a Copa Africana de Nações, em 2015. Chamaram-no de “mago branco”, pelo seu aspecto físico e por sempre usar camisas brancas e calças azuis. Foi pelo visual que lhe apelidaram de sósia de Nikolaj Coster Waldau, que à época interpretava Jaime Lannister, na série “Game of Thrones”.

Renard resolveu treinar outra equipe francesa, o Lille, mas o desempenho ruim se repetiu, e ele foi demitido durante a temporada. Treinou o Marrocos na Copa do Mundo de 2018 e está na Arábia Saudita desde 2019. Ele ajudou na classificação à edição deste ano do torneio e teve o contrato ampliado para 2027.

O príncipe Mohammed bin Salman tem o projeto de tornar a Arábia Saudita uma potência futebolística. Renard é parte disso e tem boa relação com Salman, o primeiro na linha de sucessão ao trono, ocupado por seu pai, também Salman, de 86 anos.

Nomeado premiê pelo pai e conhecido pela sigla MbS, o príncipe de 37 anos já é o governante de fato e promoveu avanços civis no país, mas também é o responsável por forte repressão aos dissidentes. Sua reputação foi abalada com o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado do reinado em Istambul, em 2018.

“Quando decidi treinar esta equipe, há três anos, encontrei todo o apoio”, disse Renard após a vitória sobre a Argentina. “Temos um grande presidente da federação e também o Ministério do Esporte. Quando nos encontramos com o príncipe (Mohammed bin Salman), ele não nos pressionou, e isso é maravilhoso. Ser pressionado não funciona com frequência.”

O resultado, de acordo com a imprensa saudita, fez com que quarta-feira (23) se torne um feriado nacional em todos os setores.

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‘A gente não fez nada de mais’, diz meia da Arábia Saudita

A surpreendente vitória por 2 a 1, de virada, da Arábia Saudita sobre a Argentina de Messi, na estreia de ambas as seleções pela Copa do Mundo, impressionou o mundo do futebol. Os atletas sauditas, porém, não demonstraram grande empolgação e, após o jogo, tentaram tratar aquele resultado como normal.

O meia Abdulelah Al-Malki afirmou que a vitória contra uma das favoritas ao título, em um jogo que marcou a estreia do camisa 10 argentino em sua última Copa, não exigiu preparação especial. “A gente não fez nada de mais. Realizamos a mesma preparação de sempre.”

Em um tom de voz monocórdico, o atacante Saleh Alshehri tratou de deixar claro que o objetivo de seu país é avançar. “Nós ainda temos duas partidas pela frente. Espero que a gente possa passar e ir para as oitavas.”

Perguntado se a vitória sobre a Argentina era especial, disse que sim e que vencer a “favorita ao título da Copa” é um “grande impulso”.

Porém, perguntado se acreditava que poderia vencer, retomou o discurso blasé. “Honestamente, nós acreditávamos em nós mesmos. Não interessa qual o oponente”, disse.

Na segunda parte da entrevista, ele, que jogou em Portugal, respondeu em português. “Estamos muito felizes por este jogo, ganhamos de um grande time. Agora temos três pontos e faltam dois jogos.”

O discurso para a imprensa, porém, destoou do que foi visto no vestiário da seleção após a partida. Vídeo postado nas redes sociais mostrou uma grande festa.

A Argentina abriu o placar no primeiro tempo, com pênalti convertido por Messi, e teve ainda três gols anulados com ajuda do VAR. Na segunda etapa, com direto a golaço de Salem Aldawsari, a Arábia Saudita virou e garantiu a vitória.

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Mohaammed Alowais, o homem que parou Messi

Mohaammed Alowais, 31, começou a sorrir quando ouviu a pergunta se falava inglês.

“Não”, respondeu. Em inglês.

O riso por ter deixado claro, apesar da negativa, que entendia a língua, virou gargalhada. O goleiro que poderia ser aposta para o título de mais vazado da Copa do Mundo saiu por cima. Contra Messi, foi superado apenas por uma cobrança de pênalti.

No segundo tempo, realizou defesas que garantiram a histórica vitória por 2 a 1 da Arábia Saudita sobre a Argentina nesta terça-feira (22), no estádio de Lusail.

Antes da estreia, o medo de ser batido muitas vezes era possível porque, além de Messi, seis vezes eleito melhor do mundo, ele também vai enfrentar Robert Lewandowski. O próximo adversário dos sauditas, pelo grupo C da Copa do Mundo, será a Polônia, no sábado (26).

“Lewandowski é muito bom”, limitou-se a dizer ao ser questionado, enquanto caminhava para a saída do estádio.

O goleiro do Al Hilal, equipe que é a base da seleção, havia feito apenas uma partida anterior pelo Mundial. Foi titular contra o Uruguai na Rússia, em 2018. Na preparação para o torneio do Qatar, já havia sinalizado o que poderia fazer. Acabou como destaque quando a Arábia Saudita empatou amistoso em 0 a 0 com o Equador, em setembro.

Alowais tem agora 42 partidas pela seleção, sendo 39 oficiais.

“A maioria dos nossos jogadores são astros internacionais que já jogaram na Copa do Mundo. Nós temos a experiência necessária para atuar sob pressão”, disse após a igualdade com os equatorianos.

Quase todos os jogadores do time saudita atuam na liga local.

Este ano tem sido o melhor da carreira de Alowais. Contratado em janeiro pelo Al Hilal, recebe salário de R$ 825 mil mensais.

O primeiro tempo contra os argentinos foi de sofrimento. Ele não esboçou reação quando foi superado por Messi no pênalti, mas fez expressão de desânimo ao assistir, com os dois joelhos no gramado, a bola chutada por Lautaro Martínez ultrapassar a linha. Poderia ser a sinalização da goleada esperada. Mas o lance foi anulado com ajuda do VAR.

Ele voltou a se ajoelhar, mas de alegria, na etapa final. Foi para comemorar os dois gols sauditas que deram à equipe a histórica vitória sobre a Argentina.

Alowais depois faria uma grande defesa em toque de Tagliafico e evitaria o gol em dois arremates de Messi. Ao sofrer falta nos acréscimos, reclamou e levou cartão amarelo. Em parte, foi a tentativa de ganhar alguns segundos.

Antes do final da partida, porém, o goleiro ainda protagonizaria um lance assustador. Em uma saída para tentar cortar a bola, ele acertou uma joelhada no rosto do companheiro Al-Shahrani, que caiu desacordado, no que foi a cena mais assustadora da partida.

Apesar do susto, o defensor fez sinal de positivo para os médicos ao deixar o campo, indicando que estava bem.

A expressão blasé do goleiro no dia mais especial da história do futebol saudita esteve de acordo com o restante da equipe. Dos poucos que falaram com a imprensa após o jogo, ninguém disse ter sido um momento especial, ter havido uma preparação diferente ou dado qualquer atenção a como marcar Messi.

“A gente não fez nada de mais. Realizamos a mesma preparação de sempre”, disse o meia Abdulelah Al-Malki.



A gente não fez nada de mais

Com a surpreendente vitória, a Arábia Saudita se coloca em boa posição para repetir a campanha de 1994, a única vez que a seleção conseguiu se classificar na fase de grupos. Naquele ano, perdeu para a Suécia nas oitavas de final.

Foi o Mundial em que o meia-atacante Al-Owairan se tornou o nome mais conhecido do futebol saudita ao arrancar do meio-campo, contra a Bélgica, e só parar dentro do gol.

Essa fama ainda perdura, mas terá concorrência agora do atacante Aldawsari, autor do arremate decisivo nesta segunda-feira, e de Mohammed Alowais, o goleiro que parou Messi.

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