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The Best Fifa: Haaland é o favorito

O atacante norueguês Erling Haaland, 23, do Manchester City, desponta como o favorito para vencer o prêmio The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege o melhor jogador de futebol da temporada. A cerimônia de premiação ocorre nesta segunda-feira (15), em Londres, às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo site da Fifa e pela plataforma de streaming Fifa+.

Um dos principais nomes do dominante clube inglês comandado por Pep Guardiola, o centroavante que reúne velocidade, força e precisão foi peça fundamental para a conquista da tríplice coroa: Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e a inédita Liga dos Campeões.

No páreo contra o norueguês está o argentino Lionel Messi, eleito sete vezes o melhor do mundo pela Fifa, e o francês Kylian Mbappé. Embora a concorrência seja forte, pesa a favor da sensação norueguesa o calendário considerado pela premiação da Fifa.

Para escolher o melhor da temporada, o júri —composto de capitães e técnicos de seleções, jornalistas e torcedores— deve considerar o período de 19 de dezembro de 2022 (dia seguinte à final da Copa do Mundo do Qatar) até 20 de agosto de 2023.

Contratado pelo time de Manchester em julho de 2022 após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, Haaland bateu o recorde de gols em uma edição da Premier League em sua primeira participação no campeonato. O atacante balançou a rede 36 vezes em 35 jogos na temporada 2022/23, com uma média de mais de um gol por partida.

Mais um recorde foi quebrado por ele em novembro, quando chegou a 50 gols no Inglês após 48 partidas. A marca pertencia a Andrew Cole, que demorou 65 jogos para alcançar a mesma marca nos anos 1990, quando atuava pelo Manchester United.

Haaland também se destacou na Liga dos Campeões. Foi o artilheiro da principal competição da Europa pelo segundo ano seguido, com 12 gols em 11 jogos, e cumpriu a missão de levantar a única taça que faltava na sala de troféus do City.

No mesmo período, Messi e Mbappé caíram com o Paris Saint-Germain ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões, diante do Bayern de Munique. Na Copa da França, derrota na mesma fase, para o Olympique de Marselha.

A principal conquista da dupla no período foi a taça do Campeonato Francês. Mbappé foi o artilheiro, com 29 gols e seis assistências em 34 jogos. O desempenho rendeu o prêmio de melhor jogador da Ligue 1 pela quarta vez seguida.

O astro argentino marcou 16 vezes e deu 16 assistências em 32 partidas na campanha vitoriosa do PSG. Na sequência, deixou a capital francesa para se juntar ao Inter Miami em uma liga de menor expressão nos Estados Unidos. Logo conduziu o clube de David Beckham ao seu primeiro título, tornando-se o recordista de taças no futebol, empatado com Daniel Alves.

Messi alcançou a marca de cem gols pela Argentina, em amistoso contra Curaçao. Também conduziu a equipe na campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com cinco vitórias em seis jogos e a liderança na tabela de classificação.

Pela França, Mbappé fez nove gols em oito partidas na campanha que garantiu a seleção na Eurocopa, que ocorrerá entre 14 de junho e 14 de julho, na Alemanha. No jogo contra a Holanda que sacramentou a participação francesa, o atacante chegou a 42 gols pela França e ultrapassou Michel Platini, tornando-se o quarto maior artilheiro do país.

 

Ederson concorre como melhor goleiro; Brasil também disputa gol mais bonito

O Brasil está presente no The Best com o goleiro Ederson, do Manchester City e da seleção brasileira. O arqueiro disputa o prêmio com o belga Thibaut Courtois, do Real Madrid, e o marroquino Yassine Bounou, do Al Hilal.

Titular incontestável da equipe multicampeã comandada por Guardiola, Ederson foi vazado 32 vezes em 35 partidas na Premier League e ficou em segundo na premiação Bola de Ouro, da revista France Football, perdendo a disputa para o argentino campeão mundial Emiliano Martínez, do Aston Villa —diferentemente do prêmio da Fifa, a Bola de Ouro considerou a Copa do Qatar na edição 2023.

Pelo clube madrileno, Courtois teve atuação decisiva para a conquista da Copa do Rei da Espanha na final contra o Osasuna, enquanto Bounou defendeu duas cobranças de pênalti para garantir o título da Liga Europa para o Sevilla contra a Roma.

O Brasil também concorre ao prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada. O candidato do país é o volante Guilherme Madruga, do Botafogo-SP, que marcou um golaço de bicicleta de fora da área contra o Novorizontino, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Campeãs do mundo e joia colombiana disputam entre as mulheres

Entre as mulheres, as três finalistas são as meio-campistas Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso, destaques na campanha do título inédito da Espanha na Copa do Mundo de 2023, e a atacante colombiana Linda Caicedo.

Bonmatí é a favorita para ficar com a premiação. Ela atua pelo Barcelona e também ganhou a Bola de Ouro da France Football. Foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e faturou o tetracampeonato da liga espanhola e a Liga dos Campeões com o clube catalão.

Hermoso, que disputou a temporada pelo mexicano Pachuca, fez três gols e deu duas assistências na campanha vitoriosa da Espanha no Mundial. A jogadora acabou envolvida em uma polêmica ao ser beijada durante a cerimônia de premiação da Copa pelo então presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales.

Jovem revelação colombiana, Caicedo tem apenas 18 anos e joga no Real Madrid. No Mundial, a atacante ajudou a Colômbia a avançar até as quartas de final. Um gol marcado contra a Alemanha foi eleito o mais bonito do torneio.

França chega à final com brilho de Mbappé e superação – 17/12/2022 – Esporte

A França chega à final da Copa do Mundo do Qatar provando que experiência faz diferença nos momentos decisivos.

Mesmo quando não foi superior tecnicamente aos adversários, como nas quartas de final contra a Inglaterra e na semifinal diante do time de Marrocos, os atuais campeões tiveram disciplina e concentração suficientes para alcançar as vitórias.

A França de 2022 é uma “equipe estranha”, escreveu o jornal L’Equipe ao descrever como uma “un exploit venu des tréfonds” (uma façanha das profundezas) a classificação do país para a decisão com a Argentina. A grande final será neste domingo (18), às 12h (de Brasília), em Lusail.

Não é o Brasil 1970, pois “faltam iluminações, magia e muita luz”, nem é a França de 2018, pela “falta de controle a certos níveis”, mas a França de 2022 é uma equipe com uma “ambição íntima cultivada na adversidade” e em curto espaço de tempo.

Nem o técnico Didier Deschamps discorda disso. “A França não foi perfeita”, ele reconheceu, repetindo como se fosse um refrão após os triunfos contra ingleses e marroquinos.

Foram os jogos mais difíceis da equipe no Qatar. Também foram nos quais Kylian Mbappé teve menos espaço, o que ajuda a entender a dificuldade francesa para se impor.

Em suas três primeiras partidas no Mundial, o camisa 10 foi acionado 39 vezes na área adversária, uma média de 13 por partida, segundo dados da Fifa. Contra Inglaterra e Marrocos, ele se viu nessa situação apenas 12 vezes, somando os dois confrontos.

A despeito dos números, porém, não é tão simples afirmar que ele foi menos decisivo, embora tenha passado em branco nessas partidas —ainda é o artilheiro da Copa, com cinco gols, ao lado de Messi.

Aos 23 anos e já em sua segunda final de Copa consecutiva, ele mostrou outro tipo de influência nos últimos dois confrontos. Se não tinha espaço, era porque a marcação, muitas vezes, era dobrada. Situação que, por outro lado, abria brechas para seus companheiros.

Foi assim que a muralha marroquina começou a ser destruída. Enquanto ele estava cercado por sete adversários e mesmo assim achou um jeito de finalizar para o gol, a sobra da defesa acabou caindo livre para Theo Hernández.

Isolado como em um oásis no meio do deserto, o lateral só teve o trabalho de finalizar para o gol, logo aos cinco minutos. Isso desmontou a estratégia de se fechar e buscar contra-ataques e obrigou o time de Marrocos a sair para o jogo.

Era tudo o que Mbappé queria, pois assim ele poderia usar justamente a principal arma marroquina para explorar a força de seus arranques pelas laterais.

Nem seu amigo e companheiro de clube Hakimi escapou de ser tirado para dançar, driblado e deixado para trás em campo. Se tinha dificuldade para finalizar, ao menos o camisa 10 francês esgotava as forças dos defensores. Eles já estavam extenuados quando Muani fechou a conta.

A despeito de todos os problemas físicos antes e durante o torneio, a França ainda tinha fôlego. Foi talvez sua maior prova de força nesta edição, superando a longa lista de baixas que formam um time desses que os torcedores têm decorado.

Pogba, Kanté, Benzema, Kimpembe e Nkunku nem jogaram no Qatar. Lucas Hernandez se machucou já durante a Copa. Upamecano e Rabiot não entraram na semifinal, abatidos por algo que Deschamps chamou de “uma doença que está acontecendo em Doha”.

Mesmo com as baixas de peças que foram importantes em 2018 e outros abatidos já durante a edição de 2022, a França mostrou que ainda tem muitas reservas daquela experiência vitoriosa.

Muito mais do que apenas os cinco remanescentes daquela conquista que iniciaram o duelo com os marroquinos (Hugo Lloris, Raphael Varane , Antoine Griezmann , Olivier Giroud e Mbappé). Há, também, a mesma frieza.

Mesmo na goleada sobre a Croácia, por 4 a 2, quando ficou com o caneco, o time francês cometeu alguns erros que poderiam ter lhe custado a vitória. Como aconteceu também diante da Inglaterra e de Marrocos nesta edição. Nos dois casos, nada abalou a máquina francesa de buscar vitórias.

O desafio agora é saber o quanto isso poderá fazer a diferença diante da Argentina. Quanto pode custar um erro contra Lionel Messi?

Muitas equipes sabem bem disso, mas a França não quer tomar conhecimento. Pelo menos não na prática. E espera contar com toda sua experiência para superar mais uma vez as adversidades.

“Sempre acontecem coisas em uma partida para as quais você não está preparado”, disse o capitão Hugo Lloris. “É aí que você precisa mostrar um bom espírito de equipe”, acrescentou.

“Somos bons como equipe porque sabemos como nos adaptar a diferentes cenários.”

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Argentina ensaia time com 3 zagueiros para a final da Copa – 17/12/2022 – Esporte

Lionel Scaloni não quis confirmar, em sua conferência de imprensa neste sábado (17), qual time vai escalar para a final da Copa do Mundo contra a França.

As duas equipes se enfrentam neste domingo (18), no estádio de Lusail, às 16 horas (de Brasília).

“Daqui a pouco vamos treinar e vocês vão ver. Se não conseguirem ver, alguém vai contar”, brincou, fazendo referência os vazamentos de informações sobre o que acontece nos bastidores da seleção argentina.

No treinamento, realizado na Qatar University, QG do time em Doha, o treinador testou duas formações. A principal indefinição é quanto a presença de Ángel Di María entre os titulares. Mas o meia-atacante, que sofreu sobrecarga muscular e tem ficado como opção no banco de reservas, não está 100%.

Uma das principais preocupações de Scaloni é como conter a velocidade de Mbappé e impedir que a bola chegue a ele nos contra-ataques franceses. Foi a jogada que eliminou a Argentina quando as duas seleções se enfrentaram nas oitavas de final do Mundial de 2018, na Rússia.

Scaloni começou a atividade com o esquema com três zagueiros: Dibu Martínez; Cuti Romero, Otamendi e Lisandro Martínez; Molina, De Paul, Enzo Fernández, MacAllister e Acuña; Lionel Messi e Julián Álvarez.

Na segunda parte da atividade, Scaloni colocou Di María no lugar de Lisandro Martínez, passando do 3-5-2 (ou 5-3-2 sem a bola) para um 4-3-3.

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Papa argentino abençoa camisa da seleção antes da final – 17/12/2022 – Esporte

O meia argentino Papu Gomez teve a sua camisa abençoada pelo papa Francisco antes da final da Copa do Mundo contra a França.

A camisa foi levada por Giuseppe Riso, empresário do jogador, ao pontífice, no vaticano.

O papa Francisco é argentino e gosta de futebol, esporte que ele diz ser o mais belo do mundo. É torcedor fanático do San Lorenzo e em, diversas ocasiões já citou o clube do coração.

Papu Gomez, 34, teve passagem pelo time do papa, na temporada 2009/2010, antes de ser negociado com o Catania. Atualmente ele joga no espanhol Sevilla.

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Argentina: técnico Scaloni se emociona na véspera da final – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera do maior jogo de sua carreira como treinador, o argentino Lionel Scaloni não conseguiu segurar as lágrimas ao falar do grupo que neste domingo (18) enfrenta a França, às 12h (horário de Brasília), no estádio Lusail na final da Copa do Mundo do Qatar.

“Eu vivo essas horas com tranquilidade. Estávamos conversando com eles [jogadores] e não há mais nada a fazer a não ser agradecê-los. Qualquer argentino faria o mesmo. E isso me emociona porque eles deram tudo”, disse Scaloni, em entrevista ao canal argentino TyC Sports.

“Vamos torcer para coroá-los amanhã e, se isso não acontecer, que todos fiquem orgulhosos. Estou desfrutando. E deixe-os fazer isso também.”

Antes, durante a entrevista coletiva, o treinador também disse estar acompanhando o comportamento da torcida no Qatar e na Argentina. Segundo ele, isso tem mexido com a equipe.

“Vi muitas imagens de pessoas comemorando ou assistindo ao jogo. Não estamos isentos disso, estamos muito emocionados. Futebol é mais que um esporte. As pessoas ficaram felizes durante esta Copa do Mundo e para nós isso é maravilhoso.”

Scaloni não divulgou a equipe, mas disse já ter pronta a formação que vai colocar em campo. “Sabemos onde podemos causar danos ao nosso adversário. Não podemos pensar apenas em sair para vencer todos os duelos. São muitos temperos para analisar bem e tentar não falhar.”

“Os jogos têm que ser disputados minuto a minuto porque podem mudar. Estamos preparados para isso”, completa Scaloni.

Para o argentino, a França não se resume a apenas Mbappé, mas a um conjunto que potencializa o craque. “A França tem um time que supre Mbappé e faz dele um jogador ainda melhor. Ele é um dos grandes jogadores, é jovem e vai continuar melhorando.”

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Cinco pontos para entender a paixão argentina pelo futebol – 16/12/2022 – Esporte

A Argentina prende a respiração e vive com o coração batendo forte a final da Copa do Mundo de 2022, com a Alviceleste enfrentando a França pelo terceiro título mundial.

A paixão dos argentinos pelo futebol vem de berço e se agiganta com as crianças. É um sentimento compartilhado, às vezes inexplicável. Aqui estão cinco aspectos para entendê-lo.

1 – No começo era o futebol

A gênese do futebol na Argentina remonta a meados do século 19, quando o esporte foi introduzido por marinheiros ingleses no porto de Buenos Aires. Os crioulos, surpresos, chamavam aqueles que corriam atrás de uma bola de “os ingleses malucos”. Ingleses, galeses, escoceses e irlandeses fundaram clubes próximos às estações ferroviárias que eles mesmos construíram.

A Associação de Futebol Argentina (AFA) foi a primeira federação criada na América do Sul, em 1893, e a oitava no mundo.

Os crioulos dominaram o futebol. Eles trocaram a predominância da força física por uma marca baseada na habilidade, sagacidade, magia, malícia, astúcia e drible. Assim se forjou uma identidade que é vista até hoje em Lionel Messi, Rodrigo de Paul, Julián Álvarez e Ángel Di María.

“Na Argentina, o futebol foi construído como parte de uma sociabilidade possível com território (o bairro), através dos clubes. Essa é a sua magnitude. Existe uma memória coletiva e pessoal que é compartilhada e opera atualmente”, disse à AFP o pesquisador e doutor em comunicação Juan Branz.

2 – Vários ídolos e um deus

Em seguida, o povo se identificou com ídolos que representavam esse futebol diferente. Assim foram criadas lendas com Vicente Zito, Natalio Perinetti, Francisco Varallo e Luis Monti, que liderou uma lista de argentinos naturalizados italianos que deram à Itália seu primeiro título mundial, em 1934. Aqueles grandes jogadores deslumbraram o célebre cantor e compositor de tangos Carlos Gardel, que os acompanhava de perto nos campos.

Outras figuras de destaque ao longo dos tempos foram Ángel Labruna, José Manuel Moreno, Tucho Méndez, Amadeo Carrizo, Ubaldo Fillol, Daniel Passarella, Mario Kempes, René Housemann, Gabriel Batistuta e Román Riquelme. No Olimpo das lendas só tinha chegado o símbolo histórico da Alviceleste: Diego Maradona. Agora, Lionel Messi se junta a ele.

“Messi entrou com Diego no coração dos torcedores. Demonstrou ter qualidades de um líder com seu discurso de vestiário antes da conquista da Copa América em 2021. Além de ser o melhor jogador do mundo, é uma grande pessoa, um cara muito querido. Muita gente está feliz pela Argentina, mas também por Messi. Os que duvidavam, o incorporaram em seu coração”, afirmou à AFP o historiador Felipe Pigna.

3 – Torcedores apaixonados

As torcidas geraram uma mística de arquibancada que se expandiu a todo o mundo. Os hits argentinos se tornaram famosos nas Copas. “Muchachos”, com a música da banda de ska e rock La Mosca, para o Mundial de 2022, é cantado por 40 mil torcedores nos estádios do Qatar e por milhões em praças, bares e parques na Argentina.

A identificação com um clube costuma vir de berço, e dessa escolha praticamente ninguém se arrepende.

O escritor, professor e jornalista Ariel Scher definiu assim: “Podemos citar o escritor Roberto Fontanarrosa, a quem ouvi dizer que uma das razões pelas quais o futebol nos fascina é porque quando o camisa 4 do seu time cobra um lateral, é impossível que você esteja pensando que não pagou a conta de luz. O futebol é um jogo e é uma identidade, e quando acontece, você não pensa em outra coisa”.

Mas também há grupos violentos, uma questão pendente, apesar das medidas que foram tomadas, que incluem a proibição da torcida visitante nos estádios desde 2013. Para esta Copa do Mundo, as autoridades elaboraram uma lista de 6.500 argentinos que foram proibidos de entrar no Qatar.

4 – Duas Copas

A Alviceleste conquistou sua primeira Copa do Mundo jogando em casa, em 1978, ao vencer a Holanda na final (3 a 1), no auge de Mario Kempes. A segunda veio no México, em 1986, derrotando a Alemanha (3 a 2), a glória de Maradona.

Perdeu as finais de 1930 para o anfitrião Uruguai (4 a 2), e para a Alemanha em 1990 (1 a 0) e 2014 (1 a 0). Além disso, são 15 títulos de Copa América, a maior campeã ao lado do Uruguai.

5 – Obelisco, bandeira e festa

O Obelisco, no meio da avenida 9 de Julho, é um emblema de Buenos Aires e, desde 1978, o ponto de encontro para as comemorações futebolísticas.

Com 140 metros de largura, a avenida inaugurada em 1937 e inspirada na Champs-Élysées de Paris é um convite para a concentração de pessoas. Mas o escritor Matías Bauxo explicou que o local se transformou em destino natural para os torcedores durante o Mundial de 1978, em plena ditadura, quando os jogos eram transmitidos a cores nos cinemas da perpendicular rua Corrientes.

Em Rosario, cidade de Messi e Di María, as vitórias da Argentina são comemoradas ao redor do Monumento à Bandeira, erguido às margens do rio Paraná, onde o general Manuel Belgrano a içou pela primeira vez em 1812.

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Argentina finalista nasceu em derrota contra o Brasil – 16/12/2022 – Esporte

A Argentina finalista do Mundial nasceu no vestiário do Mineirão, em 3 de julho de 2019. Na derrota para o Brasil na semifinal da Copa América daquele ano, jogadores disseram ter notado que algo se formava.

Nomes experientes como o zagueiro Nicolás Otamendi descreveram um sentimento de “pertencer” a um processo novo, diferente dos anteriores na seleção.

Depois de ser batida por 2 a 0, a seleção iniciou uma sequência invicta de 36 partidas, série encerrada apenas pela Arábia Saudita, na estreia na Copa do Qatar.

“Há algo começando. É preciso acreditar nesta equipe”, completou o defensor dias depois, quando a a equipe passou pelo Chile por 2 a 1 na disputa pelo terceiro lugar.

A Argentina, que capengava no torneio, fez sua melhor partida contra o Brasil e a torcida que lotava o Mineirão. A revolta foi direcionada à arbitragem do equatoriano Roddy Zambrano. A reclamação foi pela não marcação de dois pênaltis. Em um deles, a equipe de Tite puxou o contra-ataque e anotou o segundo gol.

A versão maradoniana de Lionel Messi, tão citada no Qatar, nasceu naquela noite em Belo Horizonte. Ele afirmou que o torneio estava “acertado” para o Brasil vencer. Acusou a Conmebol de corrupção e reclamou que a Argentina não poderia fazer parte daquilo.

“Eu não acho certo ele dizer algo assim. Nem parece o Messi”, queixou-se o ex-companheiro de Barcelona e amigo Daniel Alves.

Não parecia, mas era. No jogo seguinte, contra o Chile, o camisa 10 foi expulso ainda no primeiro tempo e depois dobrou a aposta na bronca.

“Nos tiraram da final. Oxalá o árbitro e o VAR não influam na decisão e que Peru possa competir porque tem equipe para isso. Mas vejo ser difícil”, completou, citando o confronto do dia seguinte, quando o Brasil derrotou os peruanos por 3 a 1 na partida do título.

Foi o nascimento do Messi que intimidou o atacante holandês Weghorst com o “que mirá, bobo?”, frase que torcedores no Qatar estão imprimindo em suas camisas da seleção. Tornou-se um símbolo do país no Mundial.

Dois anos depois, em 2021, a Argentina voltaria ao Brasil para a Copa América e derrotaria os donos da casa por 1 a 0 na final, no Maracanã.

“De certa forma, tudo começou naquela partida de semifinal em 2019. Aquilo criou um sentimento de unidade e de desejo de dar a Leo motivos para se orgulhar”, afirmou o volante Leandro Paredes, titular nas duas partidas.

Não por acaso, ao apito final e a confirmação do título, o primeiro de expressão do camisa 10 com a seleção, todos os jogadores correram para abraçá-lo.

Lionel Scaloni sempre descartou essa visão de mudança de liderança de Messi e de crescimento da equipe por causa do que aconteceu no Mineirão. Ressalta que seu mais importante jogador sempre foi referência técnica incontestável e que a evolução da seleção foi um processo que teve como consequência a campanha no Mundial.

Mas o histórico de declarações dos demais atletas sobre Messi mudou Ele sempre foi elogiado pelos companheiros. Mas depois de 2019, como se tratava de uma fase de transição, de saída de veteranos e entrada de mais jovens, o tom das palavras mudou. Passou a ser de adoração.

Mesmo no Qatar isso aconteceu. Foi depois da classificação sobre a Holanda que Scaloni disse que Lionel não era apenas o maior jogador do mundo. Era o melhor da história.

“Eu fiquei mais feliz por ele do que por mim com o título da Copa América. Quando ele fala, todos se calam. É como se o presidente da Argentina estivesse falando’, disse o goleiro Emiliano Martínez.

“O que posso dizer sobre Messi que já não foi dito? Graças a Deus por ser argentino. Ele é o melhor do mundo”, afirmou o zagueiro Lisandro Martínez.

A derrota para o Brasil, um ano após o fiasco na Copa da Rússia, poderia ter provocado o fim abrupto da experiência com Scaloni. Era um técnico sem experiência anterior em clubes ou seleções. Mas a adversidade fez o elenco se unir ao redor dele.

Seis jogadores que iniciaram naquela noite no Mineirão podem ser titulares neste domingo, diante da França: Otamendi, Tagliafico, Paredes, De Paul, Acuña e Messi.

Também presentes naquela derrota, Armani, Foyth, Montiel e Lautaro Martínez estarão no banco diante da França.

“Não podemos matar uma nova geração”, pediu Messi após aquele revés com o Brasil há três anos.

A recompensa é ter chegado à final da Copa do Mundo.

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Qatar vê corrida de argentinos por ingressos para a final – 16/12/2022 – Esporte

Um boato de que seriam colocados à venda nesta sexta-feira 10 mil ingressos para a final encheu muitos argentinos de esperança.

Na noite desta quinta-feira (15), centenas deles foram protestar na porta do Jassim Tower, hotel onde está hospedado o presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio “Chiqui” Tápia.

As entradas não foram disponibilizadas. A Fifa não confirma a existência delas.

Em grupos de WhatsApp, quem está em Doha se mobiliza na busca por um bilhete para entrar no estádio de Lusail, neste domingo (18), para ver a última partida de Lionel Messi em uma Copa do Mundo: a decisão contra a França.

Walter Abalde, 36, apenas acompanha as discussões. Estava com a paz de espírito de quem tem seu lugar garantido. Sorteado pela Fifa no primeiro lote de ingressos vendidos, ele não considera revendê-lo. Nem mesmo por uma soma astronômica, que poderia mudar sua vida.

“Já me ofereceram US$ 100 mil [R$ 528 mil]. Não vendo em hipótese nenhuma. Por dinheiro nenhum. Esta entrada não tem preço. É a final da Copa do Mundo e Lionel Messi pode fazer a Argentina ser campeã. Esquece. Não vendo”, disse.

Pelo mercado oficial, feito pela Fifa, o ingresso mais barato para a partida saiu por US$ 19 (R$ 100). O mais caro, US$ 1.600 (R$ 8.400).

Fanático por Messi, Abalde tem uma tatuagem com o número 10 e o nome do ídolo na panturrilha. Carregava nesta sexta, pelo centro de Doha, uma camiseta com as cores alviceleste e mensagem de agradecimento para Célia e Jorge, os pais do capitão da seleção.

Não há um número confiável de quantos torcedores estão no Qatar sem entradas para a final. Mas quanto mais se aproxima o jogo, mais os preços devem subir.

Segundo relatos da imprensa argentina, no mercado paralelo os bilhetes têm sido vendidos por US$ 5.000 (R$ 26,4 mil). Mas para quem está em Doha, este valor já está muito defasado.

“Isso foi o que paguei na terça-feira (13), dia da semifinal contra a Croácia. Agora não está mais este valor de jeito nenhum”, diz Diego Bianco, 42.

Ele só não quer que ninguém de sua família em Buenos Aires saiba que ele gastou este dinheiro todo para ver uma partida de futebol. Pouco importa que seja a final da Copa do Mundo.

“Minha irmã me mata se souber!”, completou.

O relato dele e de outras pessoas que procuram ingressos é que há cambistas pedindo US$ 16.000 (R$ 84,4 mil).

Antes do Mundial, a estimativa do governo argentino foi que cerca de 40 mil cidadãos do país viajaram ao Qatar. Existe a expectativa que mais gente chegue até domingo, mas não está claro quantos estarão com ingressos.

A Aerolíneas Argentinas, companhia aérea estatal do país, postou vídeo em sua conta no Twitter de um avião lotado de torcedores rumo ao Qatar.

“Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. Há os ingressos para patrocinadores, para dirigentes, para os locais, mas para quem quer torcer mesmo, não há. Isso sem falar em agências de turismo que ficam com as entradas para depois revendê-las mais caras”, reclama Jeronimo Mendéz, 34, que afirma ter visto o mesmo fenômeno em 2014, quando a seleção fez a final da Copa contra a Alemanha, no Rio de Janeiro.

No dia da decisão, há oito anos, milhares de argentinos rondaram o Maracanã nas horas que antecederam o apito inicial em busca desesperada por um ingresso. A cena pode se repetir neste domingo.

“Nós compramos pelo site da Fifa e demos sorte. Tem muita gente de mãos vazias, muita gente mesmo. Não sei como vai ser”, constata Andreas Brolanigo. 32.

Ao lado do irmão Leonardo, ele chegou a Doha depois da estreia contra a Arábia Saudita, a derrota por 2 a 1. Depois disso, a seleção venceu quatro partidas e empatou uma. Esta que terminou em igualdade foi pelas quartas de final diante da Holanda. A Argentina avançou nos pênaltis.

“Está provado que não somos mufa”, completou, citando a expressão usada na Argentina para “pé-frio.”

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Argentino Di María também se despede de Copas na final – 15/12/2022 – Esporte

Nascido em Rosário, ele foi criticado várias vezes por não render pela seleção argentina o mesmo que pelo clube que paga seus salários.

Questionado, teve alguns momentos de brilho em Copas do Mundo, mas sempre ficou a sensação de que poderia render muito mais. A mudança de percepção começou com o título da Copa América de 2021.

Em seu adeus no Mundial, sua última partida será neste domingo (18), na decisão contra a França, às 12 horas (de Brasília), no estádio Lusail.

Este jogador não é Lionel Messi. É Ángel Di María, 34.

“O que aconteceu agora neste torneio poderia ocorrer em algum momento. Depois da primeira derrota, são seis finais pela frente”, disse o meia-atacante que atua pelo Paris Saint-Germain (FRA), mesmo time de Messi.

Ele deu a declaração após a partida em que foi titular, a estreia da Argentina contra a Arábia Saudita. Foi uma derrota por 2 a 1. Depois disso, sofreu lesão muscular na vitória sobre a Polônia e desde então tem sido apenas opção para o segundo tempo.

“Corremos risco com Fideo [apelido de Di María] em alguns instantes porque ele não estava 100%”, confessou o técnico Lionel Scaloni depois de colocá-lo em campo durante as quartas de final, diante da Holanda.

Nesta quinta-feira (15), ele foi um dos mais exigidos no treino na Qatar University. Se o treinador quiser manter o time, ele mais uma vez ficará no banco. Mas pode ser opção para começar como titular em caso de mudança do esquema ou das peças.

Não é a primeira vez que Di María se lesiona durante um Mundial. Teve problemas físicos também no torneio no Brasil, em 2014. Não atuou na final contra a Alemanha, apesar do esforço para se recuperar a tempo. Depois diria ter sido ameaçado pelo Real Madrid, seu clube da época, para que não jogasse. Os dirigentes da equipe espanhola negaram.

Assim como Messi, ele chegou ao Qatar com a ideia na cabeça de que esta seria sua última Copa do Mundo. As sucessivas contusões e as atuações apagadas sempre colocaram um ponto de interrogação sobre qual seria seu legado com a alviceleste.

Di María faz parte, ao lado do camisa 10, da geração marcada, até a Copa América do ano passado, pelas derrotas em decisões. Fazia parte do elenco em 2014 e das competições continentais de 2015 e 2016. Como Messi, fez um gol importante no Mundial de 2018, na Rússia, mas pouco adiantou. Seu arremate de fora da área contra a França igualou o placar nas oitavas de final, mas a Argentina terminou derrotada por 4 a 3.

“Nós tivemos o mérito de sempre chegar a decisões. Não é uma equipe que pode ser vista como fracassada, como perdedora. Quantas seleções chegam a uma final de Copa do Mundo? Não muitas”, disse na época.

A redenção na Copa América veio em 2021, no Brasil. Foi dele o gol do título contra o time de Tite, no Maracanã. Só não foi atirado para o ar pelos companheiros porque esta honra coube a Messi.

Os dois são de lados contrários na rivalidade de Rosário. Se o sonho dos torcedores do Newell’s Old Boys é ver Lionel cumprir a promessa que não fez (a possibilidade na verdade foi levantada por seu pai, Jorge), de voltar ao clube do coração, onde iniciou na base, os fãs do Rosario Central contam com Di María.

É uma possibilidade bem maior porque o meia-atacante já disse querer vestir de novo a camisa com a qual se profissionalizou.

A vitória no domingo seria a coroação para ambos e todos os olhos estarão no capitão da seleção, eleito sete vezes melhor do mundo e que tem na Copa o último grande título que não conquistou.

Mas Messi sempre foi, desde cedo, apontado como um fenômeno do futebol. O jogador sobre o qual Ronaldinho Gaúcho disse: “Este será melhor do que eu”.

Enquanto o futuro astro despontava no Barcelona e já era profissional, Di María considerava a possibilidade de parar aos 16 anos.

Como não era promovido para a equipe principal do Rosario Central e a família precisava de dinheiro, pensou em largar o futebol e ir trabalhar com seu pai. Foi a mãe, Diana, quem insistiu para que prosseguisse.

Seria ela também quem diria para o filho para não atuar mais na seleção por causa das pesadas críticas.

“Era muito triste ouvir o que diziam. Eu o via sofrer e isso me fazia mal”, confessou ela, no ano passado.

Di María a ouviu para continuar no futebol, mas fez de conta que não era com ele ao receber o conselho de abandonar a alviceleste. A recompensa por isso pode ser o título de campeão do mundo.

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Gols de fora da área são exceção na Copa do Qatar – 15/12/2022 – Esporte

Os gols marcados de fora da grande área se tornaram mais raros na Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

Nas 62 partidas disputadas até as semifinais, apenas 12 finalizações da intermediária terminaram no fundo das redes, incluindo duas em cobranças de faltas.

Esse número representa 7,4% dos 163 tentos anotados até o momento. É o menor percentual registrado pelo menos desde a edição de 1966, a primeira com dados catalogados pela empresa especializada em estatísticas esportivas Opta.

Em comparação, houve 23 gols de longa distância até esta mesma fase no Mundial anterior: o equivalente a 14,3% do total de 161, ou quase o dobro em relação a este ano.

Isso não quer dizer que a pontaria dos jogadores tenha piorado. Na verdade, eles estão apostando menos nesse tipo de chute.

Em vez de arriscar uma batida com grandes chances de ser bloqueada ou sair pela linha de fundo, os atletas têm preferido rodar a bola de uma ponta a outra ou reiniciar a jogada desde o campo de defesa, até encontrar melhores condições para o arremate.

O aproveitamento das finalizações melhorou entre as duas últimas Copas. Os chutes diminuíram, enquanto os gols aumentaram.

Quando consideradas apenas as jogadas com bola rolando –sem contar pênaltis e cobranças de falta–, o total de finalizações caiu 9% (de 1.463 para 1.336), e o de gols cresceu 19% (de 122 para 145).

A maior diferença está justamente nos chutes de fora da área. As tentativas de longa distância diminuíram 22% entre os dois Mundiais (de 593 para 465).

Já o número de finalizações de dentro da área se manteve estável (870 e 871, respectivamente), com maior concentração nas zonas mais próximas à meta neste ano.

Uma possível explicação para esse fenômeno é o aprimoramento das análises estatísticas como parte do trabalho das comissões técnicas.

Popularizado pelos jogos eletrônicos e sites de apostas esportivas, um dos indicadores mais observados atualmente é o xG, uma abreviação para o termo em inglês “expected goals” (gols esperados).

Basicamente, trata-se da probabilidade de uma finalização terminar nas redes, a depender do lugar do campo e em que condições ela ocorre.

Os cálculos são feitos a partir de bases de dados com milhares de finalizações registradas em partidas anteriores e seus desfechos conhecidos.

Dessa forma, uma equipe pode se preparar para explorar pontos fracos dos adversários e construir jogadas que possam ser finalizadas em zonas com um xG mais elevado, aumentando assim as chances de se atingir a meta.

Argentina e França chegam à final do próximo domingo (18) cada uma com um gol de fora da área nesta edição.

Lionel Messi marcou para a equipe sul-americana na vitória por 2 a 0 sobre o México, ainda na primeira fase. E Tchouaméni, no triunfo dos europeus por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final.

Na decisão de 2018, os franceses contaram com dois gols de fora da área para vencer a Croácia por 4 a 2 e conquistar o título. Pogba e Mbappé foram os autores.

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