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The Best Fifa: Haaland é o favorito

O atacante norueguês Erling Haaland, 23, do Manchester City, desponta como o favorito para vencer o prêmio The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege o melhor jogador de futebol da temporada. A cerimônia de premiação ocorre nesta segunda-feira (15), em Londres, às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo site da Fifa e pela plataforma de streaming Fifa+.

Um dos principais nomes do dominante clube inglês comandado por Pep Guardiola, o centroavante que reúne velocidade, força e precisão foi peça fundamental para a conquista da tríplice coroa: Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e a inédita Liga dos Campeões.

No páreo contra o norueguês está o argentino Lionel Messi, eleito sete vezes o melhor do mundo pela Fifa, e o francês Kylian Mbappé. Embora a concorrência seja forte, pesa a favor da sensação norueguesa o calendário considerado pela premiação da Fifa.

Para escolher o melhor da temporada, o júri —composto de capitães e técnicos de seleções, jornalistas e torcedores— deve considerar o período de 19 de dezembro de 2022 (dia seguinte à final da Copa do Mundo do Qatar) até 20 de agosto de 2023.

Contratado pelo time de Manchester em julho de 2022 após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, Haaland bateu o recorde de gols em uma edição da Premier League em sua primeira participação no campeonato. O atacante balançou a rede 36 vezes em 35 jogos na temporada 2022/23, com uma média de mais de um gol por partida.

Mais um recorde foi quebrado por ele em novembro, quando chegou a 50 gols no Inglês após 48 partidas. A marca pertencia a Andrew Cole, que demorou 65 jogos para alcançar a mesma marca nos anos 1990, quando atuava pelo Manchester United.

Haaland também se destacou na Liga dos Campeões. Foi o artilheiro da principal competição da Europa pelo segundo ano seguido, com 12 gols em 11 jogos, e cumpriu a missão de levantar a única taça que faltava na sala de troféus do City.

No mesmo período, Messi e Mbappé caíram com o Paris Saint-Germain ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões, diante do Bayern de Munique. Na Copa da França, derrota na mesma fase, para o Olympique de Marselha.

A principal conquista da dupla no período foi a taça do Campeonato Francês. Mbappé foi o artilheiro, com 29 gols e seis assistências em 34 jogos. O desempenho rendeu o prêmio de melhor jogador da Ligue 1 pela quarta vez seguida.

O astro argentino marcou 16 vezes e deu 16 assistências em 32 partidas na campanha vitoriosa do PSG. Na sequência, deixou a capital francesa para se juntar ao Inter Miami em uma liga de menor expressão nos Estados Unidos. Logo conduziu o clube de David Beckham ao seu primeiro título, tornando-se o recordista de taças no futebol, empatado com Daniel Alves.

Messi alcançou a marca de cem gols pela Argentina, em amistoso contra Curaçao. Também conduziu a equipe na campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com cinco vitórias em seis jogos e a liderança na tabela de classificação.

Pela França, Mbappé fez nove gols em oito partidas na campanha que garantiu a seleção na Eurocopa, que ocorrerá entre 14 de junho e 14 de julho, na Alemanha. No jogo contra a Holanda que sacramentou a participação francesa, o atacante chegou a 42 gols pela França e ultrapassou Michel Platini, tornando-se o quarto maior artilheiro do país.

 

Ederson concorre como melhor goleiro; Brasil também disputa gol mais bonito

O Brasil está presente no The Best com o goleiro Ederson, do Manchester City e da seleção brasileira. O arqueiro disputa o prêmio com o belga Thibaut Courtois, do Real Madrid, e o marroquino Yassine Bounou, do Al Hilal.

Titular incontestável da equipe multicampeã comandada por Guardiola, Ederson foi vazado 32 vezes em 35 partidas na Premier League e ficou em segundo na premiação Bola de Ouro, da revista France Football, perdendo a disputa para o argentino campeão mundial Emiliano Martínez, do Aston Villa —diferentemente do prêmio da Fifa, a Bola de Ouro considerou a Copa do Qatar na edição 2023.

Pelo clube madrileno, Courtois teve atuação decisiva para a conquista da Copa do Rei da Espanha na final contra o Osasuna, enquanto Bounou defendeu duas cobranças de pênalti para garantir o título da Liga Europa para o Sevilla contra a Roma.

O Brasil também concorre ao prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada. O candidato do país é o volante Guilherme Madruga, do Botafogo-SP, que marcou um golaço de bicicleta de fora da área contra o Novorizontino, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Campeãs do mundo e joia colombiana disputam entre as mulheres

Entre as mulheres, as três finalistas são as meio-campistas Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso, destaques na campanha do título inédito da Espanha na Copa do Mundo de 2023, e a atacante colombiana Linda Caicedo.

Bonmatí é a favorita para ficar com a premiação. Ela atua pelo Barcelona e também ganhou a Bola de Ouro da France Football. Foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e faturou o tetracampeonato da liga espanhola e a Liga dos Campeões com o clube catalão.

Hermoso, que disputou a temporada pelo mexicano Pachuca, fez três gols e deu duas assistências na campanha vitoriosa da Espanha no Mundial. A jogadora acabou envolvida em uma polêmica ao ser beijada durante a cerimônia de premiação da Copa pelo então presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales.

Jovem revelação colombiana, Caicedo tem apenas 18 anos e joga no Real Madrid. No Mundial, a atacante ajudou a Colômbia a avançar até as quartas de final. Um gol marcado contra a Alemanha foi eleito o mais bonito do torneio.

Dorival Júnior é o novo técnico da Seleção Brasileira

Dorival Júnior assume a importante posição de treinador da Seleção Brasileira, aceitando o convite do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Aos 61 anos, o experiente profissional deixará o São Paulo para suceder Fernando Diniz, demitido na última sexta-feira (5).

O anúncio oficial está programado para os próximos dias, aguardando apenas a conclusão de detalhes burocráticos. Enquanto isso, Dorival Júnior já informou sua decisão ao clube do Morumbi, que agora busca alternativas no mercado. A transferência do treinador implicará no pagamento da multa rescisória de seu atual contrato, aproximadamente R$ 4 milhões.

Os bastidores da negociação se desenrolaram ao longo da semana, coincidindo com a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF por meio de uma liminar concedida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Ao reassumir o cargo, o dirigente tomou a rápida decisão de demitir Diniz e iniciou as conversas com Dorival.

Originário de Araraquara, o paulista expressou inicialmente preocupações devido à turbulência política na CBF, marcada por intensas disputas e um movimento para a saída de Ednaldo. No entanto, sua apreensão foi amenizada ao constatar que o favorito para suceder o presidente em caso de nova eleição, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), é simpático ao seu trabalho.

 

Zagallo, lenda do esporte brasileiro. Veja a sua carreira

Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido como Zagallo, foi uma figura icônica no futebol brasileiro, tanto como jogador quanto como treinador. Sua carreira se destacou por várias conquistas e contribuições significativas para o esporte. A morte do ex-jogador e ex-treinador foi divulgada em uma nota publicada em suas redes sociais. A carreira de Zagallo é marcada por seu sucesso como jogador e treinador, contribuindo significativamente para a rica história do futebol brasileiro. Ele é respeitado como uma lenda do esporte no Brasil.

Aqui está uma visão geral de sua carreira:

Como jogador:

  1. Clubes: Zagallo iniciou sua carreira como jogador no América (RJ) em 1948, e em seguida jogou no Fluminense, onde ficou por grande parte de sua carreira.
  2. Posição: Atuou como ponta-esquerda e ponta-direita durante sua carreira.
  3. Conquistas com o Fluminense: Ganhou vários títulos com o Fluminense, incluindo o Campeonato Carioca em diversas ocasiões.

Seleção Brasileira:

  1. Copas do Mundo como jogador: Participou de três Copas do Mundo como jogador: 1958, 1962 e 1966.
  2. Títulos Mundiais: Zagallo foi parte fundamental da equipe que conquistou a Copa do Mundo de 1958 na Suécia e a de 1962 no Chile. Ele também jogou na Copa de 1966 na Inglaterra.

Como treinador:

  1. Início da carreira: Zagallo começou sua carreira de treinador em clubes brasileiros, como o Botafogo e o Flamengo.
  2. Copa do Mundo de 1970: Treinou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México, conquistando o tricampeonato mundial. Essa equipe é lembrada por seu estilo de jogo ofensivo e habilidades excepcionais de jogadores como Pelé, Jairzinho, Rivelino e outros.
  3. Outros cargos: Zagallo continuou sua carreira como treinador, assumindo diversos clubes e seleções nacionais ao redor do mundo.

Contribuições para o futebol:

  1. Estilo de jogo: Zagallo era conhecido por sua abordagem ofensiva e suas contribuições para o desenvolvimento do futebol brasileiro.
  2. Participação em Copas do Mundo: Participou de nove Copas do Mundo, quatro como jogador e cinco como treinador, um feito notável.

 

Morre Zagallo aos 92 anos – 06/01/2024

O ex-jogador Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido apenas como Zagallo, morreu no início desta madrugada de sábado (6). Uma nota foi publicada nas redes sociais do jogador:

“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.

Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.

Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”

Jogador de Copa do Mundo fecha contrato de 1 euro por mês

Nikola Kalinic, considerado um jogador de boa capacidade técnica e faro goleador razoável, ficará marcado em sua carreira por ter sido dispensado da seleção croata durante a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Naquele torneio, a Croácia chegou à final, perdendo para a França por 4 a 2. Agora, aos 36 anos, ele está de volta ao clube que o revelou, o Hajduk Split, na Croácia, com um contrato simbólico de 1 euro por mês.

Na de 2018, na Rússia, a Croácia estreava contra a Nigéria. No segundo tempo, com vantagem de 2 a 0 no placar, o treinador Zlatko Dalic chamou Kalinic para ir para o jogo aos 40 minutos do segundo tempo. Porém o atleta, surpreendentemente, recusou-se a cumprir a ordem do técnico, que teve de recorrer a outro suplente, Pjaca, para substituir o centroavante Mandzukic. Dois dias depois do ocorrido, Dalic avisou que Kalinic tinha sido dispensado.

Sem o jogador, a Croácia avançou, avançou, avançou no Mundial. Só perdeu na decisão, 4 a 2 para a França de Griezmann, Lloris, Pogba e Mbappé. O caso nunca foi devidamente esclarecido. A versão de Kalinic é a de que ele não foi a campo porque estava sentindo dores nas costas. O comentário geral foi o de que o então atacante do Milan se revoltara por não ter sido escalado como titular.

Depois desse desligamento, o jogador, que completa nesta sexta (5) 36 anos, jamais teve outra oportunidade na seleção croata, pela qual, de 2008 a 2018, anotou 15 gols em 42 partidas. Já na fase final da carreira no futebol, Kalinic decidiu fincar raízes em seu país natal. E ajudar o clube que o revelou a tentar ganhar o Campeonato Croata depois de quase 20 anos.

Nesta semana, acertou por cinco meses com o Hajduk Split, da cidade em que nasceu e onde começou a jogar bola ainda garoto. O time lidera a competição, que está na metade, com 41 pontos, seis a mais que o Rijeka. O valor do contrato é simbólico: 1 euro (R$ 5,3) por mês. “Foi a negociação mais fácil em meus três anos no Hajduk”, declarou, em tom de brincadeira, Mindaugas Nikolicius, diretor esportivo do clube.

Neste caso, a questão financeira não era relevante, até porque Kalinic embolsou muito dinheiro na vida, tendo atuado profissionalmente na Inglatera (Blackburn), Ucrânia (Dnipro), Itália (Fiorentina, Milan, Roma e Verona) e Espanha (Atlético de Madrid).

Ele jogará por amor ao clube e pela vontade que tem de conquistar esse título com a equipe. O Hajduk ganhou o Croata seis vezes, a mais recente em 2005 –Kalinic estreou no time adulto na temporada seguinte. Este retorno do camisa 9 ao Hajduk não é propriamente uma novidade, pois ele, ao sair da Itália, retornou ao time, em 2021. Atuou até o meio do ano passado, marcando um total de 8 gols em 37 jogos, e parou.

Depois, interrompeu a carreira e decidiu retomá-la agora, com um objetivo específico a atingir. Recebendo, eis aqui a curiosidade e a motivação deste texto, somente 1 euro a cada 30 dias.

Se estivesse no Brasil, mais especificamente em São Paulo, com esse valor ele conseguiria fazer mensalmente uma viagem de metrô e ainda restaria, no fim, R$ 1,50 (preço de um bombom).

 

Nikola Kalinic: Uma Carreira Internacional de Destaque

Nikola Kalinic, nascido em 5 de janeiro de 1988 em Solin, Croácia, construiu uma carreira sólida como atacante ao longo de várias temporadas e em diversos clubes de prestígio no cenário europeu.

Sua trajetória profissional inclui passagens por clubes notáveis:

  1. Hajduk Split (2005-2009): Kalinic iniciou sua carreira profissional no Hajduk Split, clube croata onde se destacou e chamou a atenção de outros times europeus. Durante sua primeira passagem, marcou gols importantes e demonstrou seu potencial como artilheiro.
  2. Blackburn Rovers (2009-2011): Sua primeira aventura fora da Croácia foi no Blackburn Rovers, da Inglaterra, onde teve a oportunidade de competir na Premier League. Sua habilidade como goleador foi evidenciada, e seu desempenho atraiu interesse de outros clubes europeus.
  3. Dnipro Dnipropetrovsk (2011-2015): Kalinic ingressou no futebol ucraniano ao se juntar ao Dnipro Dnipropetrovsk. Durante seu tempo no clube, ele foi uma peça-chave, contribuindo com gols e ajudando o Dnipro a alcançar a final da Liga Europa da UEFA em 2015.
  4. Fiorentina (2015-2017): Sua próxima parada foi na Itália, onde defendeu a Fiorentina na Serie A. Kalinic continuou sua reputação de goleador, deixando sua marca e consolidando-se como um atacante confiável.
  5. Milan (2017-2018): Transferiu-se para o AC Milan, mais um gigante do futebol italiano. Sua passagem pelo Milan foi marcada por contribuições significativas no ataque, solidificando ainda mais sua reputação.
  6. Atlético de Madrid (2018-2020): Kalinic fez parte do elenco do Atlético de Madrid, onde experimentou o desafio da La Liga. Sua presença proporcionou opções ofensivas ao time.
  7. Roma (2020-2021): Em seguida, mudou-se para a Roma, mantendo sua presença no futebol italiano. Sua experiência e habilidades foram valiosas para a equipe da capital.

A carreira de Nikola Kalinic é caracterizada por sua capacidade técnica, faro de gol e contribuições consistentes aos clubes por onde passou. Seu retorno ao Hajduk Split, com um contrato simbólico, destaca seu vínculo emocional com o clube que o viu iniciar sua jornada no futebol profissional.

Calendário esportivo de 2024 tem Gazetinha, Olimpíadas, Copa América e Eurocopa

O calendário esportivo de 2024 apresenta diversos destaques, como a Copa A Gazetinha, Olimpíadas, Copa América e Eurocopa. Os Jogos Olímpicos de Paris sendo o evento com maior repercussão mundial, seguido pelos Jogos Paralímpicos. Atletas brasileiros, como Rebeca Andrade na ginástica, Filipe Toledo no surfe, Rayssa Leal no skate e Hugo Calderano no tênis de mesa, surgem como esperanças de medalhas para o Brasil.

No futebol, a Copa América nos Estados Unidos será um ponto focal, podendo ser a última grande competição de Lionel Messi. A Seleção Brasileira enfrenta desafios com a ausência de Neymar e incertezas sobre o treinador. Após o torneio continental, o Brasil retorna às Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Na Europa, a Eurocopa acontecerá na Alemanha, com Itália, França e Portugal entre os favoritos. A Copa Africana de Nações na Costa do Marfim será outro destaque no início do ano.

No futebol de clubes, o Manchester City, vencedor da tríplice coroa na última temporada, é o time a ser batido na Europa. A Liga Saudita ganha atenção com a presença de craques e investimentos.

O futebol profissional no Brasil, começa com os estaduais e depois o Brasileirão 2024, que promete ser surpreendente como na edição 2023.

 

COPA A GAZETINHA

No futebol infantojuvenil, o destaque é a Copa A Gazetinha com a realização da competição nas categorias Sub11, 12/13 e 14/15 anos, que será realizada com as regionais nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia Sul. As inscrições de equipes estão abertas e, em seguida, serão abertas as inscrições dos atletas. A bola começa a rolar a partir de março, em todas as regiões.  As melhores equipes se classificam para as Finais Gerais Nacional, que vai acontecer no mês de julho.

No segundo semestre, serão realizadas as competições das demais categorias, que vão desde a Sub09, Sub17, Juniores.

 

 

OUTROS DESTAQUES

Na F1, Max Verstappen busca manter seu domínio, enquanto Lewis Hamilton tenta recuperar a supremacia da Mercedes. Na NBA, as equipes se reforçam para desafiar o atual campeão Denver Nuggets, com destaque para a aquisição de Damian Lillard pelos Milwaukee Bucks.

No tênis, Novak Djokovic lidera o ranking masculino, enquanto Rafael Nadal retorna ao circuito após se recuperar de lesões. No feminino, a brasileira Beatriz Haddad Maia surge como uma das principais atletas, com conquistas importantes em 2023.

O ano de 2024 promete ser repleto de emoções e competições acirradas em diversas modalidades esportivas, proporcionando momentos memoráveis para os fãs ao redor do mundo.

Seleção brasileira era segunda opção, revela Ancelotti

Carlo Ancelotti, de 64 anos, abordou pela primeira vez abertamente a possibilidade de comandar a seleção brasileira, revelando que o Brasil se tornou uma segunda opção em sua visão. O treinador italiano do Real Madrid admitiu ter tido conversas com a direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ter sido convidado, mas destacou que o acerto dependeria da decisão do Real Madrid.

Ancelotti deixou claro que aceitaria assumir a seleção brasileira caso o Real Madrid optasse por não renovar o contrato que estava previsto para encerrar no meio deste ano. Contudo, na semana passada, o clube espanhol anunciou a renovação contratual do treinador até 2026.

“É verdade que tive contato com a seleção brasileira, com aquele que era seu presidente, Ednaldo Rodrigues, a quem agradeço o carinho e o interesse por eu treinar o Brasil, o que me encheu de orgulho”, afirmou Ancelotti em entrevista antes do jogo entre Real Madrid e Mallorca pelo Campeonato Espanhol.

Ele continuou explicando que a decisão final dependia do Real Madrid: “Ednaldo deixou de ser presidente [foi afastado em decisão judicial] e no final aconteceu como eu sempre quis: ficar no Real Madrid. O clube decidiu [renovar] porque está feliz com meu trabalho.” Ancelotti indicou que sua disponibilidade para dirigir a seleção brasileira poderá ocorrer após o término do novo vínculo com o Real.

A notícia provavelmente não é bem recebida pela CBF, que via Ancelotti como uma aposta para a conquista da Taça Fifa em 2026. A seleção brasileira não ganha a Copa do Mundo desde 2002 e teve desempenho abaixo do esperado nas Eliminatórias para a Copa de 2026, ocupando a sexta posição entre dez países.

Com interinos, o Brasil enfrentou dificuldades em 2023, resultando em um sexto lugar nas Eliminatórias sul-americanas. A perspectiva de Ancelotti assumir o comando da seleção brasileira após 2026 permanece incerta, criando um cenário de expectativa e incógnita para o futuro da equipe nacional.

CBF deixa a Seleção à deriva

A tão aguardada espera por Carlo Ancelotti, 64 anos, chegou ao fim, mas não da maneira que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) havia planejado. Nesta sexta-feira (29), o Real Madrid anunciou a renovação do contrato com o italiano até 2026, frustrando os planos da entidade de tê-lo como treinador da Seleção Brasileira em 2024.

O desfecho representa um golpe significativo para a CBF, que enfrentou uma temporada desastrosa desde a saída de Tite após a última Copa do Mundo, em 2022, no Qatar. Ao longo de 2023, a entidade apostou em dois interinos, Ramon Menezes e, posteriormente, Fernando Diniz, este último contratado com a expectativa de ceder espaço para Ancelotti.

O acordo com Ancelotti, aparentemente costurado por Ednaldo Rodrigues, destituído pela Justiça do Rio de Janeiro, causou tumulto político na CBF. A escolha de Jose Perdiz, presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), como interventor, agravou ainda mais a crise.

Enquanto a política tumultuada se desenrolava nos bastidores, a seleção brasileira enfrentava uma crise técnica em campo. As derrotas inéditas nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, somadas ao desempenho instável de Fernando Diniz, resultaram em um período conturbado.

Diniz, anunciado em julho de 2023, fechou a temporada com o terceiro pior início de um treinador à frente da seleção, registrando uma sequência de derrotas nas Eliminatórias e um aproveitamento de apenas 39%. A ausência de vitórias convincentes e o revés como mandante contra a Argentina no Maracanã aumentaram as dificuldades.

O histórico da seleção brasileira, mantido pela RSSSF Brasil, destaca Diniz como o terceiro treinador com pior início, atrás apenas de Paulo Roberto Falcão e Chico Netto. A pressão sobre Diniz aumenta, especialmente considerando o cenário de reformulação do elenco após os fracassos nas últimas Copas do Mundo.

Apesar das estatísticas desfavoráveis, Diniz defende seu trabalho como parte de um processo de mudança e lamenta a perda de Neymar, cuja lesão grave o afastará por até 12 meses. O futuro do comando da seleção brasileira permanece incerto, com a indefinição sobre quem estará à frente da equipe na próxima Copa América, em 2024, nos Estados Unidos.

A turbulência política na CBF, envolvendo uma intervenção judicial e desafios da FIFA e da Conmebol, complica ainda mais a situação. Enquanto a Justiça brasileira determina eleições em janeiro, entidades internacionais buscam inspecionar a situação antes de reconhecer qualquer mudança. O desfecho dessa trama política pode influenciar diretamente o futuro da seleção brasileira e, consequentemente, o destino de Fernando Diniz.

No primeiro ano sem o Rei Pelé, Brasil é plebeu no futebol

Há exatamente um ano, em 29 de dezembro de 2022, o Brasil perdia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, uma figura icônica que simbolizava a excelência no futebol. Ele foi eleito o atleta do século 20, campeão de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) e marcou perto de 1.300 gols ao longo da carreira. Contudo, o primeiro ano após sua partida testemunhou um desempenho desafiador para as seleções brasileiras.

O maior responsável pelo respeito que a seleção brasileira ganhou no planeta dificilmente imaginaria que os 12 meses seguintes à sua morte fossem de tamanha penúria para os selecionados nacionais.

O Rei do Futebol, do lugar onde está desde que partiu, viu um dos piores anos, quiçá o pior, de desempenho do Brasil no esporte que o consagrou.

O país foi relegado ao papel de coadjuvante, de figurante, de desempolgante. De plebeu.

Sem rumo desde a Copa do Mundo do Qatar, a seleção brasileira principal teve não um, mas dois treinadores interinos em 2023. Primeiro, Ramon Menezes. Depois, Fernando Diniz, que continua no posto.

Ramon, o tampão no primeiro semestre, disputou três amistosos com africanos. Perdeu dois (Marrocos e Senegal), ganhou um (Guiné) e voltou para a seleção sub-20.

Diniz, possivelmente o melhor treinador em atividade no Brasil, assumiu para acumular duas vitórias, um empate e três derrotas (consecutivas, nas três partidas mais recentes), sempre em confrontos das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026.

Superando Bolívia (com goleada) e Peru (1 a 0, no finalzinho), tropeçando em casa na Venezuela (1 a 1) e perdendo de Uruguai (2 a 0), Colômbia (2 a 1, de virada) e Argentina (1 a 0 no Maracanã), o Brasil fecha o ano em um vergonhoso sexto lugar na tabela que tem dez concorrentes –no limite da qualificação para o Mundial.

Em metade da partida contra os uruguaios, e também diante de colombianos e argentinos, a seleção não teve Neymar, lesionado no joelho. Aos que não gostam do camisa 10 (que um dia carregou Pelé no colo, na época de Santos, em encontro entre os dois), se parecia ruim com ele, ficou muito pior sem ele.

Passemos à seleção feminina, que chegou à Copa do Mundo da Oceania com algum favoritismo.

Marta (em sua última Copa) e companhia, treinadas pela afamada sueca Pia Sundhage, depois de golearem o Panamá (4 a 0) e perderem da França (2 a 1), precisavam só passar pela inexpressiva Jamaica para ir aos mata-matas.

Com uma atuação sofrível, sem articulação nas jogadas e aparentemente sem brio, o time amargou um 0 a 0 e a eliminação precoce. Infelizmente, memorável. (Na final, deu Espanha.)

Passemos à seleção sub-20, aquela treinada por Ramon, na disputa do Mundial na Argentina.

Cinco vezes campeão, o Brasil tentava o título para se igualar aos maiores vencedores, os argentinos, anfitriões do torneio.

Na fase de grupos, derrota para a Itália e vitórias sobre República Dominicana e Nigéria. Nas oitavas de final, goleada contra a Tunísia (4 a 1).

Nas quartas de final, pela frente, a inexpressividade de Israel (antes da guerra). Deveria ser moleza, mas a zebra prevaleceu: 3 a 2 para os israelenses, na prorrogação. (Na final, deu Uruguai.)

Passemos à seleção sub-17, na disputa do Mundial da Indonésia.

Quatro vezes campeão, o Brasil defendia o título obtido em 2019, quando atuou em casa e teve como destaques Kaio Jorge e Gabriel Veron. Caso uma nova conquista viesse, o país se igualaria à Nigéria como o maior vencedor da competição.

Na primeira fase, derrota para o Irã e vitórias diante da Nova Caledônia e Inglaterra. Nas oitavas de final, um 3 a 1 no Equador.

E então, como aconteceu com o time sub-20, veio a queda nas quartas de final, um contundente 3 a 0 para a arquirrival Argentina. Fim da linha para a equipe do treinador Phelipe Leal. (Na final, deu Alemanha.)

Ou seja, nos principais campeonatos disputados, as seleções brasileiras nem sequer flertaram com a chegada à decisão. Foi decepção atrás de decepção.

Algum leitor se lembrará de que o Brasil teve sim uma conquista em 2023, o ouro no Pan-Americano do Chile, com a seleção sub-23, também comandada por Ramon.

Em um Pan que ninguém sabe, ninguém viu, foi uma vitória sofrida, nos pênaltis, contra os anfitriões chilenos na partida final.

A verdade é que historicamente dá-se pouco valor ao título do futebol no Pan, diferentemente de um triunfo em Olimpíadas. Assim, esse ouro ameniza pouco ou outros reveses. Soa como prêmio de consolação.

O Fluminense, ressalte-se, teve uma conquista espetacular ao faturar pela primeira vez a Libertadores, comandado pelo mesmo Fernando Diniz que se dividia entre o clube e a seleção brasileira.

Mas no Mundial, que é o campeonato em que os clubes sul-americanos podem medir forças com os europeus, o tricolor carioca perdeu feio na final na Arábia Saudita: 4 a 0 para o Manchester City, levando o primeiro gol com menos de um minuto de jogo. Foi um massacre.

Individualmente (que foi como Pelé mais brilhou), 2023 também não deixará saudades para o Brasil.

A cada ano são entregues dois prêmios para o melhor jogador da temporada, ambos de grande prestígio: a Bola de Ouro (da revista France Football) e o The Best (da Fifa).

Na lista de indicados para concorrer aos troféus, um único brasileiro: Vinicius Junior, e apenas para a Bola de Ouro, que já foi entregue e teve o argentino Messi como ganhador.

O The Best, cuja cerimônia será realizada em janeiro, deve ir para o norueguês Haaland.

Na Bola de Ouro feminina, conquistada pela espanhola Aitana Bonmatí (com 266 pontos na votação), a brasileira que concorria, Debinha, ficou em 28º lugar (1 ponto). Não houve indicadas do Brasil para o The Best feminino.

Ou seja, a fase brasuca não é boa. Tanto que o principal, talvez único, destaque do ano nem joga na linha. Méritos para o goleiro Ederson, campeão inglês, europeu e mundial com o Manchester City.

Para um país que ofereceu inúmeros expoentes que faziam maravilhas com a bola nos pés, é motivo de reflexão um atleta que se destaca mais pelo uso das mãos ser o único merecedor de enaltecimento.

Pois, além do deprimente cenário discorrido nestas linhas, o seu Santos sucumbiu no Campeonato Brasileiro e disputará em 2024 a segunda divisão.

Ney faz “rolês” e tratamento de lesão em alto mar

Em meio à árdua jornada de recuperação da séria lesão no joelho esquerdo, que adiará seu retorno aos campos até agosto de 2024, o astro da Seleção Brasileira, Neymar, de 31 anos, direciona sua energia para outras frentes.

O cruzeiro “Ney em alto mar” teve início na terça-feira (26), um passeio marítimo de três dias repleto de entretenimento, incluindo shows de artistas renomados como Péricles, Belo, Guimê e Orochi. A embarcação MSC Preziosa oferece ainda atrações como cinema 4D, cassino, academia, restaurantes, pista de boliche e simulador de carros de Fórmula 1, tudo isso na companhia do atleta do Al Hilal.

Os preços das cabines começavam em torno de R$ 5.000, podendo alcançar até cerca de R$ 30 mil. Os organizadores relatam que os cerca de 4,3 mil ingressos colocados à venda foram esgotados, resultando em um faturamento estimado acima de R$ 20 milhões. O embarque e desembarque ocorrem em Santos, com uma parada programada em Búzios, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro.

Publicações nas redes sociais evidenciaram que Neymar embarcou no cruzeiro apoiado em uma muleta no braço direito, dispensando o apoio para ambos os braços, como ocorria nas últimas semanas.

O jogador sofreu a ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo em outubro, durante a derrota da seleção brasileira por 2 a 0 contra o Uruguai nas Eliminatórias para a Copa de 2026.

O médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, responsável pela cirurgia de recuperação do atacante, estima que Neymar só estará pronto para voltar a campo em agosto de 2024, o que o torna indisponível para a Copa América, iniciada em 20 de junho nos Estados Unidos, onde o Brasil terá que competir sem seu principal jogador.

Embora afastado do futebol, Neymar evidencia, através das redes sociais, seu comprometimento com o tratamento da lesão durante o cruzeiro. Em uma postagem no Instagram na terça-feira, ele mostrou-se deitado em uma cama dentro do navio, com a perna esquerda envolta em um aparelho para acelerar a recuperação da lesão, com a legenda: “Tratamento no rolê, vale?”.

Transferido para o Al Hilal em agosto, Neymar, que teve sua transferência do PSG avaliada em cerca de 90 milhões de euros (R$ 484 milhões), estreou pelo novo time em setembro, após lesões musculares e compromissos com a seleção brasileira.

Com um salário estimado em 160 milhões de euros (R$ 860 milhões) por ano, Neymar disputou apenas cinco partidas pelo Al Hilal antes da lesão no Estádio Centenário, em Montevidéu. O histórico recente do jogador inclui 17 lesões mais graves desde 2014.

A ausência de Neymar pode complicar ainda mais a recuperação da seleção brasileira em 2024. A derrota para o Uruguai marcou a primeira de uma série inédita de três derrotas consecutivas em jogos classificatórios para o Mundial.

Em meio à crise institucional da CBF, com seu presidente afastado, a seleção enfrenta incertezas sobre o retorno de Neymar e a definição do treinador à beira do campo. Se Ancelotti, atualmente no Real Madrid, optar por permanecer na Europa, a CBF precisará decidir entre buscar um novo nome ou manter Fernando Diniz, que enfrenta desconfiança após o retrospecto negativo em 2023 e terá que lidar com a ausência de Neymar pelo menos até a segunda metade do ano.