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The Best Fifa: Haaland é o favorito

O atacante norueguês Erling Haaland, 23, do Manchester City, desponta como o favorito para vencer o prêmio The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege o melhor jogador de futebol da temporada. A cerimônia de premiação ocorre nesta segunda-feira (15), em Londres, às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo site da Fifa e pela plataforma de streaming Fifa+.

Um dos principais nomes do dominante clube inglês comandado por Pep Guardiola, o centroavante que reúne velocidade, força e precisão foi peça fundamental para a conquista da tríplice coroa: Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e a inédita Liga dos Campeões.

No páreo contra o norueguês está o argentino Lionel Messi, eleito sete vezes o melhor do mundo pela Fifa, e o francês Kylian Mbappé. Embora a concorrência seja forte, pesa a favor da sensação norueguesa o calendário considerado pela premiação da Fifa.

Para escolher o melhor da temporada, o júri —composto de capitães e técnicos de seleções, jornalistas e torcedores— deve considerar o período de 19 de dezembro de 2022 (dia seguinte à final da Copa do Mundo do Qatar) até 20 de agosto de 2023.

Contratado pelo time de Manchester em julho de 2022 após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, Haaland bateu o recorde de gols em uma edição da Premier League em sua primeira participação no campeonato. O atacante balançou a rede 36 vezes em 35 jogos na temporada 2022/23, com uma média de mais de um gol por partida.

Mais um recorde foi quebrado por ele em novembro, quando chegou a 50 gols no Inglês após 48 partidas. A marca pertencia a Andrew Cole, que demorou 65 jogos para alcançar a mesma marca nos anos 1990, quando atuava pelo Manchester United.

Haaland também se destacou na Liga dos Campeões. Foi o artilheiro da principal competição da Europa pelo segundo ano seguido, com 12 gols em 11 jogos, e cumpriu a missão de levantar a única taça que faltava na sala de troféus do City.

No mesmo período, Messi e Mbappé caíram com o Paris Saint-Germain ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões, diante do Bayern de Munique. Na Copa da França, derrota na mesma fase, para o Olympique de Marselha.

A principal conquista da dupla no período foi a taça do Campeonato Francês. Mbappé foi o artilheiro, com 29 gols e seis assistências em 34 jogos. O desempenho rendeu o prêmio de melhor jogador da Ligue 1 pela quarta vez seguida.

O astro argentino marcou 16 vezes e deu 16 assistências em 32 partidas na campanha vitoriosa do PSG. Na sequência, deixou a capital francesa para se juntar ao Inter Miami em uma liga de menor expressão nos Estados Unidos. Logo conduziu o clube de David Beckham ao seu primeiro título, tornando-se o recordista de taças no futebol, empatado com Daniel Alves.

Messi alcançou a marca de cem gols pela Argentina, em amistoso contra Curaçao. Também conduziu a equipe na campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com cinco vitórias em seis jogos e a liderança na tabela de classificação.

Pela França, Mbappé fez nove gols em oito partidas na campanha que garantiu a seleção na Eurocopa, que ocorrerá entre 14 de junho e 14 de julho, na Alemanha. No jogo contra a Holanda que sacramentou a participação francesa, o atacante chegou a 42 gols pela França e ultrapassou Michel Platini, tornando-se o quarto maior artilheiro do país.

 

Ederson concorre como melhor goleiro; Brasil também disputa gol mais bonito

O Brasil está presente no The Best com o goleiro Ederson, do Manchester City e da seleção brasileira. O arqueiro disputa o prêmio com o belga Thibaut Courtois, do Real Madrid, e o marroquino Yassine Bounou, do Al Hilal.

Titular incontestável da equipe multicampeã comandada por Guardiola, Ederson foi vazado 32 vezes em 35 partidas na Premier League e ficou em segundo na premiação Bola de Ouro, da revista France Football, perdendo a disputa para o argentino campeão mundial Emiliano Martínez, do Aston Villa —diferentemente do prêmio da Fifa, a Bola de Ouro considerou a Copa do Qatar na edição 2023.

Pelo clube madrileno, Courtois teve atuação decisiva para a conquista da Copa do Rei da Espanha na final contra o Osasuna, enquanto Bounou defendeu duas cobranças de pênalti para garantir o título da Liga Europa para o Sevilla contra a Roma.

O Brasil também concorre ao prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada. O candidato do país é o volante Guilherme Madruga, do Botafogo-SP, que marcou um golaço de bicicleta de fora da área contra o Novorizontino, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Campeãs do mundo e joia colombiana disputam entre as mulheres

Entre as mulheres, as três finalistas são as meio-campistas Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso, destaques na campanha do título inédito da Espanha na Copa do Mundo de 2023, e a atacante colombiana Linda Caicedo.

Bonmatí é a favorita para ficar com a premiação. Ela atua pelo Barcelona e também ganhou a Bola de Ouro da France Football. Foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e faturou o tetracampeonato da liga espanhola e a Liga dos Campeões com o clube catalão.

Hermoso, que disputou a temporada pelo mexicano Pachuca, fez três gols e deu duas assistências na campanha vitoriosa da Espanha no Mundial. A jogadora acabou envolvida em uma polêmica ao ser beijada durante a cerimônia de premiação da Copa pelo então presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales.

Jovem revelação colombiana, Caicedo tem apenas 18 anos e joga no Real Madrid. No Mundial, a atacante ajudou a Colômbia a avançar até as quartas de final. Um gol marcado contra a Alemanha foi eleito o mais bonito do torneio.

Calendário esportivo de 2024 tem Gazetinha, Olimpíadas, Copa América e Eurocopa

O calendário esportivo de 2024 apresenta diversos destaques, como a Copa A Gazetinha, Olimpíadas, Copa América e Eurocopa. Os Jogos Olímpicos de Paris sendo o evento com maior repercussão mundial, seguido pelos Jogos Paralímpicos. Atletas brasileiros, como Rebeca Andrade na ginástica, Filipe Toledo no surfe, Rayssa Leal no skate e Hugo Calderano no tênis de mesa, surgem como esperanças de medalhas para o Brasil.

No futebol, a Copa América nos Estados Unidos será um ponto focal, podendo ser a última grande competição de Lionel Messi. A Seleção Brasileira enfrenta desafios com a ausência de Neymar e incertezas sobre o treinador. Após o torneio continental, o Brasil retorna às Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Na Europa, a Eurocopa acontecerá na Alemanha, com Itália, França e Portugal entre os favoritos. A Copa Africana de Nações na Costa do Marfim será outro destaque no início do ano.

No futebol de clubes, o Manchester City, vencedor da tríplice coroa na última temporada, é o time a ser batido na Europa. A Liga Saudita ganha atenção com a presença de craques e investimentos.

O futebol profissional no Brasil, começa com os estaduais e depois o Brasileirão 2024, que promete ser surpreendente como na edição 2023.

 

COPA A GAZETINHA

No futebol infantojuvenil, o destaque é a Copa A Gazetinha com a realização da competição nas categorias Sub11, 12/13 e 14/15 anos, que será realizada com as regionais nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia Sul. As inscrições de equipes estão abertas e, em seguida, serão abertas as inscrições dos atletas. A bola começa a rolar a partir de março, em todas as regiões.  As melhores equipes se classificam para as Finais Gerais Nacional, que vai acontecer no mês de julho.

No segundo semestre, serão realizadas as competições das demais categorias, que vão desde a Sub09, Sub17, Juniores.

 

 

OUTROS DESTAQUES

Na F1, Max Verstappen busca manter seu domínio, enquanto Lewis Hamilton tenta recuperar a supremacia da Mercedes. Na NBA, as equipes se reforçam para desafiar o atual campeão Denver Nuggets, com destaque para a aquisição de Damian Lillard pelos Milwaukee Bucks.

No tênis, Novak Djokovic lidera o ranking masculino, enquanto Rafael Nadal retorna ao circuito após se recuperar de lesões. No feminino, a brasileira Beatriz Haddad Maia surge como uma das principais atletas, com conquistas importantes em 2023.

O ano de 2024 promete ser repleto de emoções e competições acirradas em diversas modalidades esportivas, proporcionando momentos memoráveis para os fãs ao redor do mundo.

Alemanha vive incertezas a 6 meses Eurocopa

Em 2024, a seleção da Alemanha se aproxima do aniversário de 10 anos da histórica conquista da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, com um sentimento agridoce. Após uma campanha brilhante, marcada pela icônica goleada por 7 a 1 sobre o Brasil e a vitória sobre a Argentina, a equipe encontra-se em um período de incertezas e apreensões a apenas seis meses da Eurocopa, que será realizada em solo alemão.

Desde o triunfo no Brasil, a Alemanha não conseguiu manter o mesmo desempenho em competições internacionais. Nas últimas duas Copas do Mundo (2018 e 2022), a equipe foi eliminada na fase de grupos, enquanto na última Euro (2020) caiu nas oitavas de final. O ano de 2023 registrou resultados desanimadores, com apenas três vitórias em 11 amistosos.

O comando técnico também passou por turbulências, com Hans Flick sendo demitido após a derrota para o Japão por 4 a 1. Sua gestão, iniciada após a era Joachim Löw, não conseguiu alcançar a consistência desejada, apesar de um bom início. A falta de resultados expressivos na Euro 2020 e na Copa do Mundo de 2022 contribuiu para a decisão da Federação Alemã de Futebol.

Alguns dos resultados negativos mais doloridos da trajetória dele ocorreram na Copa do Mundo no Qatar, onde ele desembarcou como o técnico mais bem pago entre os 32 treinadores que disputaram o torneio, com um salário anual de € 6,5 milhões (R$ 36 milhões na época).

O investimento não se traduziu em resultado. Com ele, a Alemanha estreou com derrota para o Japão, por 2 a 1, empatou com a Espanha, 1 a 1, e, embora tenha vencido a Costa Rica na rodada final, por 4 a 2, caiu logo na fase de grupos.

Uma série de documentários produzidos pela imprensa alemã acompanharam a trajetória dele no torneio e as imagens só aumentaram as críticas sobre Flick. Primeiro, foi apontada uma falta de conexão entre ele e o elenco. Depois, o técnico enfrentou uma zombaria por causa de uma cena em que mostra um vídeo de gansos voando para os atletas em um exercício para, supostamente, melhorar o trabalho em equipe.

ÍIkay Gündogan, 33, na época meio-campista do Manchester City e, atualmente, no Barcelona, era um dos líderes do elenco dirigido por Flick e admitiu que faltava sintonia com o comandante.

“Muitos dos nossos jogadores estão em uma luta mental consigo mesmos. Não há confiança entre eles, não há compreensão do momento, das decisões corretas em campo”, criticou Gündogan.

A chegada de Julian Nagelsmann como novo treinador trouxe uma vitória promissora sobre os Estados Unidos, mas a equipe encerrou o ano com três jogos sem vencer, aumentando a pressão sobre o técnico. A incerteza paira sobre a formação de um “núcleo forte” de jogadores e a identidade da equipe, questões levantadas por figuras como Ílkay Gündogan e Philipp Lahm.

À medida que a Eurocopa se aproxima, o desafio para Nagelsmann é monumental. A Alemanha precisa recuperar a confiança do elenco e reencontrar o caminho do sucesso. Com um contrato curto, até o final do torneio em solo alemão, a permanência de Nagelsmann está intrinsecamente ligada ao desempenho da equipe. Caso não consiga reverter o cenário atual, a seleção alemã corre o risco de ficar novamente sem rumo e sem comando.

 

Marrocos e Croácia têm motivações para jogo de 3º da Copa – 16/12/2022 – Esporte

O confronto pelo terceiro lugar em Copas do Mundo sempre provocou a discussão da sua real necessidade, uma vez que as seleções que o disputam vêm de derrotas nas semifinais e, muitas vezes, os jogadores vão a campo sem o ânimo habitual. Mas o duelo entre Marrocos e Croácia, às 12h (de Brasília) deste sábado (17), no Qatar, deve ser diferente.

As duas nações chegam à partida com motivos de sobra para darem às torcidas um grande espetáculo no estádio Khalifa Internacional, em Doha.

Do lado croata, o grande incentivo é proporcionar ao meia e capitão Luka Modric a oportunidade de encerrar sua última Copa novamente no pódio, após o vice-campeonato no Mundial da Rússia, em 2018.

Aos 37 anos, o craque, eleito melhor jogador do mundo pela Fifa em 2018, ainda não anunciou se vai se aposentar da seleção, mas o seu treinador, Zlatko Dalic, espera convencê-lo a continuar até a Eurocopa de 2024, na Alemanha.

“Espero que ele esteja lá. Eu realmente acho que ele estará presente. Luka vai decidir por si mesmo, dependendo de onde ele estiver no futebol, na seleção. Claro, é uma decisão apenas dele”, disse Dalic, um dia depois da derrota para a Argentina nas semifinais, na quarta-feira (14).

“Será uma pena para todos os torcedores do mundo se Luka disser adeus à seleção. Ele exibiu um futebol tão bom e mostrou que é um profissional de ponta. É difícil para ele. e para mim também, se ele decidir não continuar”, acrescentou.

A vontade demonstrada por Modric ao longo do Mundial também é encarada pelo treinador marroquino, Walid Regragui, como um dos obstáculos para sua equipe ficar em terceiro no Qatar.

“Tiro o chapéu para Modric. O que ele está fazendo aos 37 anos é monumental. Ele foi o vencedor da Bola de Ouro e eu entendo perfeitamente o porquê”, disse o comandante. “Não sei se é o último jogo de Modric, ele é um guerreiro competitivo e vai querer terminar sua Copa do Mundo em grande estilo. Quando ele quer terminar em grande estilo, devemos ser cautelosos”, finalizou.

Já com um resultado histórico, por ser o primeiro país africano e falante de árabe a chegar às semifinais da Copa do Mundo, Marrocos também demonstra muita fome para vencer o último duelo e terminar na terceira colocação.

Regragui afirma que ele e seus jogadores gostariam de disputar o histórico sétimo jogo em Mundiais no domingo, na decisão, mas reconhece que terminar em terceiro também é muito importante para o futebol do país, o que deixaria os fãs orgulhosos.

“O Marrocos disputou seis partidas da Copa do Mundo em 20 anos e agora jogamos seis partidas em um mês, isso não tem preço. É como se tivéssemos jogado duas Copas do Mundo ou até mais, isso é lindo do ponto de vista da experiência”, destacou o treinador.

Tanto Dalic quanto Regragui esperam um confronto acirrado neste sábado. Muito mais do que o da fase de grupos, quando empataram sem gols e, no fim, os dois seguiram às oitavas de final, eliminando a até então favorita Bélgica e o Canadá.

“Será um adversário mais difícil do que na primeira fase. Eles não têm medo de ninguém. Será uma partida difícil. O Marrocos é a grande surpresa desta Copa do Mundo”, disse Dalic.

“Houve muita hesitação para o primeiro jogo… As duas equipes vão querer ganhar (sábado) e vai ser um grande jogo”, concordou o marroquino.

Apesar de estarem disputando a terceira posição na Copa do Qatar, Croácia e Marrocos tiveram desempenhos bem diferentes durante o torneio. Os europeus venceram apenas uma partida no tempo regulamentar, 4 a 1 no Canadá, na fase de grupos. As outras duas foram empates sem gols, com Marrocos e Bélgica.

Nas oitavas de final, novo empate (1 a 1) com o Japão e vitória por 3 a 1 nos pênaltis. Nas quartas, a grande surpresa ao segurar o Brasil no tempo normal, empatar por 1 a 1 na prorrogação e ganhar nas penalidades por 4 a 2. E a derrota por 3 a 0 para a Argentina na semifinal.

Já o rival africano demonstrou mais força no ataque desde o início, quando derrotou Bélgica (2 a 0) e Canadá (2 a 1) e empatou com os croatas. Na sequência, empatou sem gols com a Espanha no tempo normal e venceu na disputa de pênaltis por 3 a 0, eliminando um dos favoritos ao título. Nas quartas, outra vitória importante: 1 a 0 sobre Portugal, de Cristiano Ronaldo. E a derrota por 2 a 0 para a França na semifinal, que o levou ao reencontro com a Croácia.

Em relação aos times, os dois técnicos terão que fazer alterações no grupo que começa jogando. Regragui descartou a presença do capitão Romain Saiss, que tem uma lesão na coxa, situação parecida com a dos zagueiros Nayef Aguerd e Noussair Mazraoui e do atacante Youssef En-Nesyri.

Já Dalic não deve ter um dos seus principais jogadores de meio de campo, Marcelo Brozovic, que teve de deixar o jogo contra a Argentina aos 50 minutos com uma contratura muscular. Se ele não puder mesmo atuar, Lovro Majer deve ser o substituto. Outra ausência deve ser o lateral direito Josip Juranovic, que também sentiu uma lesão muscular e pode dar lugar a Stanisic, que ainda não atuou no Qatar.

Assim, se o jogo será decidido no tempo normal, na prorrogação ou nos pênaltis, só saberemos depois, mas o certo é que o torcedor deve ter bons motivos para ficar ligado no gramado, já que as duas seleções estão prontas para dar espetáculo.

Com agências de notícias

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Mihajlovic, ex-jogador e técnico, morre aos 53 anos – 16/12/2022 – Esporte

Sinisa Mihajlovic, que jogou e treinou vários times italianos da Série A, morreu nesta sexta-feira (16) após uma longa batalha contra o câncer.

Mihajlovic foi demitido do cargo de técnico do Bologna, clube da Serie A, em setembro deste ano, depois de não conseguir vencer nas cinco primeiras partidas do campeonato.

O sérvio havia assumido o comando técnico do Bologna pela segunda vez em 2019 e estava no clube enquanto lutava contra uma forma grave de leucemia.

Sua carreira de jogador incluiu longas passagens pela Sampdoria e pela Lazio. Encerrou a carreira em 2006, pela Inter de Milão. Sua maior conquista foi a Copa dos Campeões temporada 1990/1991, com o Estrela Vermelha, após vencer o Olympique de Marselha nos pênaltis na final.

Disputou a Copa do Mundo de 1998 pela então Iugoslávia e marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Irã, pela fase de grupos.

“Um grande homem, um grande lutador, vamos lembrá-lo como um dos melhores jogadores sérvios que já jogou na Itália”, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, em um tuíte, enquanto homenagens começaram a chegar de dentro e fora do mundo do futebol.

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Filho de banqueiro, Lloris busca feito inédito em Copas – 16/12/2022 – Esporte

Em uma seleção que há anos aposta na formação de elencos multiétnicos, com jogadores filhos ou netos de migrantes que foram para a Europa em busca de uma vida melhor, Hugo Lloris, 35, é uma exceção na equipe francesa.

Atleta que mais vezes vestiu a camisa de seu país, com 144 jogos, o capitão francês é filho de Luc Lloris, um banqueiro que fez fortuna em Monte Carlo, e de Christine Lloris, advogada que por anos trabalhou em um escritório inglês também com sede no Principado de Mônaco.

Os dois se conheceram gerindo investimentos estrangeiros no pequeno principado, mas logo se mudaram para Nice, onde a família se estabeleceu.

Antes de escolher o futebol como carreira, o goleiro que levantou a taça da Copa do Mundo em 2018 viveu na infância um dilema entre os campos e as quadras. Ele e o irmão gostavam de jogar tênis. E vencer o torneio de Roland Garros era um de seus sonhos.

Assim como embaixo das traves, o atual goleiro do Tottenham também era bom com a raquete, com propostas para jogar tênis no clube Des Combes, mas optou pelo futebol.

No início, precisou convencer seus pais. Ainda garoto, mas já como goleiro, ele atuava em um clube de bairro chamado Cedac, pelo qual se destacou a ponto de chamar a atenção do Nice. Quando o gigante francês quis contratá-lo, seus pais chegaram a vetar o negócio, pois a prioridade dele deveria ser os estudos.

Foram muitas conversas até eles serem convencidos. Prevaleceu não só a vontade do jovem, como a insistência do Nice pelo talento dele. Mas houve uma condição: os estudos não poderiam ser deixados de lado.

“Sou disciplinado e devo isso aos meus pais. Estudava de manhã e treinava à tarde. E no fim de semana tinha jogo, mas também revisão e aulas de idiomas que meus pais queriam que eu fizesse”, explicou Lloris.

Depois de três anos vestindo a camisa do Nice, de 2005 a 2008, ele se transferiu para o Lyon, à época, o clube mais poderoso do país. No mesmo ano, foi chamado pela primeira vez para defender a seleção francesa.

Foi quando começou a acumular marcas históricas. Atualmente, ele é o atleta que mais vezes defendeu a França, com 144 jogos, número que ele alcançou nesta edição da Copa do Mundo, ao deixar para trás o ex-defensor Lilian Thuram, que somou 142 ao longo de sua carreira.

Lloris empatou em número de jogos com o ex-atleta na partida contra a Inglaterra, pelas quartas de final. Foi um jogo especial para o goleiro, que chegou ao Mundial apontado como o ponto fraco da seleção.

A crítica vinha sobretudo da imprensa britânica, que acompanha diariamente o goleiro no Tottenham. Na véspera do confronto, o próprio goleiro disse que o confronto “teria um sabor especial”. Pelo menos para os franceses, foi bom.

Ele fez três grandes defesas ao longo da partida, uma delas num chute de Harry Kane, e ainda viu o atacante inglês isolar uma cobrança de pênalti na etapa final. O duelo terminou com 2 a 1 a favor da França.

Na fase seguinte, ao entrar em campo contra o time de Marrocos, ele completou 19 aparições em Copas do Mundo, empatando com Manuel Neuer, goleiro da Alemanha, campeão em 2014. Embaixo das traves, ninguém disputou mais jogos do que os dois.

Neste domingo (18), assim que começar a grande decisão contra a Argentina, no estádio Lusail, às 12h (de Brasília), o francês já vai se isolar nesta lista.

Mas ele ainda quer mais. Hugo Lloris terá a chance de ser tornar o primeiro capitão a levantar duas vezes a taça da Copa do Mundo.

Em 22 edições até aqui, nunca um capitão conseguiu repetir o gesto eternizado por nomes como Cafu, Dunga, Maradona, Matthäus, Carlos Alberto e Beckenbauer.

Será, ainda, uma boa chance para ele apagar a imagem ruim, embora menos lembrada, que ele deixou na decisão de 2018, na Rússia, onde mesmo com a França campeã sobre a Croácia, ele ficou marcado por uma falha importante no segundo gol dos croatas.

O goleiro tentou driblar Mandzukic, perdeu a bola e levou um dos gols mais pitorescos de uma final de Copa do Mundo. Sorte dele que a França já havia feito seus quatro gols e o duelo terminou 4 a 2.

Contra a Argentina, uma nova falha, poderá custará mais caro.

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Copa: Vamos dar o passo final agora, diz técnico Deschamps – 14/12/2022 – Esporte

A França agora deve dar o último passo para conquistar seu segundo título mundial consecutivo depois de eliminar o Marrocos por 2 a 0 na semifinal da Copa do Mundo nesta quarta-feira (14), disse o técnico da França, Didier Deschamps.

Os atuais campeões abriram o placar aos cinco minutos, com o zagueiro Theo Hernandez, antes de Randal Kolo Muani marcar outro aos 32 min do segundo tempo, selando sua quarta presença em uma final nas últimas sete edições.

“Estamos juntos com os jogadores há um mês, nunca é fácil. Há felicidade até agora.”

“Eu me sinto muito orgulhoso por conseguir essa classificação, era a última etapa que faltava para chegar à final. Mas não foi simples. Misturamos qualidade, esperança e experiência para chegar à vitória. É o sintoma de uma equipe e é o que faz a diferença”, disse Deschamps, que levou a França ao título mundial de 2018.

Perguntado sobre a utilização de Kolo Muani, autor do segundo gol da partida, Deschamps falou sobre a importância de todo o elenco. “Penso sobretudo na união, no coletivo desse grupo. Os jogadores que não foram utilizados podem ser decisivos. O banco de reservas é muito importante para a equipe”, comentou o treinador.

Deschamps é apenas o quarto técnico a levar um país a duas finais consecutivas da Copa do Mundo, e a França tentará se tornar o primeiro time desde o Brasil em 1962 a reter o título.

A França também acertou a trave com Olivier Giroud, mas teve de aguentar mais de uma hora de intensa pressão marroquina antes de selar a vitória.

O presidente da França, Emmanuel Macron, que estava nas arquibancadas do estádio Al Bayt para assistir à vitória, foi rápido em elogiar o time.

“Nossos compatriotas precisam de alegria simples e pura, o esporte a proporciona e o futebol em particular. Estou muito melhor agora do que há uma hora e meia”, disse Macron.

“Sofremos muito, mas vimos uma grande equipe. Agradeço imensamente a Didier Deschamps e a esta equipe, uma mistura de gerações diferentes.”

“Deschamps está aqui, com sua sorte e seu talento. Trazemos de volta a Copa e, claro, Deschamps tem que ficar. Esta seleção francesa me deixa muito orgulhoso.”

O treinador não quis afirmar se continuará no comando da equipe e só agradeceu a visita do presidente. “Ao presidente digo muito obrigado por ter passado no vestiário pra cumprimentar os jogadores”, limitou-se a dizer.

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Polícia francesa se prepara para jogo contra Marrocos – 14/12/2022 – Esporte

A polícia da França se preparou para a semifinal da Copa do Mundo contra Marrocos nesta quarta-feira (14), depois de brigas que se seguiram à vitória do Marrocos sobre Portugal nas quartas de final, na semana passada.

Cerca de 10.000 policiais serão mobilizados em todo o país, dos quais 5.000 serão colocados na região de Ile-de-France, perto de Paris, e cerca de 2.200 na capital, o dobro do pessoal de segurança acionado nas partidas anteriores da Copa do Mundo, disse o ministro do Interior, Gerald Darmanin, à TV France 2.

“Nossos amigos marroquinos, assim como os torcedores franceses, são bem-vindos para organizar uma festa, e nosso trabalho não é impedi-los de festejar... Mas isso terá que ser feito sob boas condições de segurança”, disse Darmanin.

Os confrontos eclodiram em Paris em 10 de dezembro, depois que Marrocos derrotou Portugal, e as comemorações da vitória com bandeiras e buzinas logo se transformaram em violência nas ruas, enquanto os manifestantes atacavam as vitrines das lojas, forçando a tropa de choque a usar gás lacrimogêneo.

A França é um ex-governante colonial do Marrocos e tem uma grande diáspora marroquina, concentrada principalmente em torno de Paris e da costa do Mediterrâneo.

Embora não existam números de etnia na França, as estimativas colocam o número de franco-marroquinos e marroquinos vivendo na França em cerca de 1 milhão.

Darmanin disse que a Champs Élysées de Paris —uma avenida de 70 metros de largura que costuma ser o ponto focal para celebrações esportivas espontâneas, bem como manifestações— não será fechada.

Ele disse que pode ser fechada na noite de domingo (18) após a final da Copa do Mundo.

A prefeitura de polícia de Paris disse que as forças de segurança se concentrarão na Champs Élysées para impedir vandalismo e agressão.

Para evitar engarrafamentos no centro da cidade, várias saídas do anel viário da periferia de Paris serão fechadas à noite, e o acesso a algumas estações de metrô será limitado.

Cerca de duas horas antes do início da partida, cerca de 500 postos de controle serão colocados em Paris e outras áreas. Os torcedores serão revistados em busca de fogos de artifício e bombas de fumaça.

Darmanin disse que muito pode depender do clima, já que a França está passando por um período de frio incomum, com temperaturas abaixo de zero e neve esperada em uma grande faixa do norte do país.

“O clima não é muito adequado para reuniões ao ar livre, mas de qualquer forma as pessoas vão querer expressar sua felicidade, o que é legítimo”, disse Darmanin.

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Neymar é absolvido de acusações de fraude na Espanha – 13/12/2022 – Esporte

A justiça espanhola absolveu Neymar, 30, e o restante dos processados por supostas irregularidades cometidas em sua transferência ao Barcelona, em 2013.

A decisão está alinhada com o critério do fisco espanhol, que já havia retirado suas acusações na reta final do julgamento realizado em outubro.

“A Audiência absolve Neymar e o resto dos processados por corrupção privada”, indicou o tribunal da Audiência de Barcelona, em um comunicado sobre a sentença publicada nesta terça-feira (13), que inocenta todos os indiciados pela empresa brasileira DIS, de Delcir e Idi Sonda.

O julgamento, iniciado um mês antes do início da Copa do Mundo, é uma boa notícia para Neymar, poucos dias depois da dolorosa eliminação da seleção brasileira contra a Croácia, nas quartas de final da Copa do Qatar.

A expectativa já era de alívio para o jogador desde que o Ministério Público —que inicialmente pediu a ele dois anos de prisão e multa de 10 milhões de euros (56 milhões de reais)— surpreendeu no penúltimo dia de audiências, retirando todas as acusações contra os réus.

Opinião que os magistrados também compartilharam, segundo o acórdão.

“Das provas realizadas, não há indícios de que o jogador tenha recebido suborno e/ou que o tenha exigido para assinar pelo Fútbol Club Barcelona. A promotoria faz deduções que não passam de mera suspeita. Não são indícios de criminalidade”, afirmam.

Além de Neymar e seus pais, também foram exonerados dois ex-presidentes do Barça —Sandro Rosell e Josep María Bartomeu— e o ex-presidente do Santos, Odílio Rodrigues Filho, assim como o próprio FC Barcelona, o Santos e a empresa que administra a carreira de Neymar neste longo processo iniciado há sete anos pela DIS.

A empresa brasileira, detentora de 40% dos direitos federativos de Neymar quando ainda era uma promessa do Santos, havia recorrido à Justiça espanhola em 2015 acusando o Barça, o jogador e sua família —e posteriormente também o clube paulista— de terem enganado a esconder o valor real da transferência milionária.

O DIS também os repreendeu por não tê-lo informado sobre um suposto contrato de exclusividade assinado em 2011 com o Barça, e que teria adulterado a livre concorrência para assumir o promissor atacante.

Mas o Ministério Público, que inicialmente partilhou parte das acusações do DIS, acabou por considerar que as denúncias não se baseavam em provas “nem mesmo circunstanciais”, mas em “suposições”, e que era mais do que um caso civil do que criminal.

Com sua reviravolta inesperada, o procurador de Barcelona contrariou a visão de seus colegas de Madri, onde havia começado a jornada deste complexo caso, que acabou sendo encaminhado ao Tribunal de Barcelona.

Apesar de a mudança no Ministério Público não ter determinado a decisão final, desferiu um duro golpe na acusação, que ficou apenas nas mãos do DIS, graças ao fato de o ordenamento jurídico espanhol permitir à suposta vítima de um crime figurar como o acusador em um processo.

Por fim, o fundo brasileiro acabou derrubando também seu pedido para dois anos e seis meses de prisão a Neymar, dos cinco que pedia inicialmente.

O julgamento trouxe o atacante de volta ao Barcelona, de onde saiu abruptamente em 2017 para o Paris Saint-Germain.

No seu breve depoimento perante o tribunal, um sereno “Ney” assegurou que apenas assinou os documentos que lhe foram indicados pelo pai, em quem confia plenamente.

O atacante disse não ter participado de nenhuma negociação, mas que sua vontade sempre foi clara: realizar seu sonho e assinar pelo Barça, descartando ofertas como a do Real Madrid.

Essa operação acabaria se tornando, porém, uma saga jurídica mista que já dura quase uma década.

Apesar de o Barça ter estimado inicialmente a sua contratação em 57,1 milhões de euros (40 milhões para a família e 17,1 para o Santos), a justiça espanhola estimou que atingiu pelo menos 83 milhões.

Para o DIS, que recebeu 6,8 milhões do valor oficial pago pelo clube brasileiro, a equipa catalã, Neymar e posteriormente o Santos esconderam-lhes através de vários contratos camuflados cerca de 35 milhões de euros que agora reclamavam em tribunal.

A polêmica operação já rendeu ao Barça uma multa de 5,5 milhões de euros por irregularidades fiscais, além de várias demandas cruzadas com Neymar após sua marcha de destaque para o PSG.

Por fim, a entidade e o 10 da seleção chegaram a um acordo “de forma amigável” no ano passado para encerrar todos os processos pendentes.

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As origens croatas do ídolo argentino Diego Maradona – 12/12/2022 – Esporte

A Argentina mede forças nesta terça-feira (13) nas semifinais do Mundial do Qatar-2022 contra a Croácia, país que aparece na árvore genealógica do maior mito do futebol alviceleste, Diego Maradona, que teve um bisavô daquela região da Europa.

“Dizem que meus antepassados moravam aqui perto, vim ver se me deixaram alguma herança”, brincou o próprio Maradona durante uma visita a Novi Vinodolski (norte da Croácia) para participar de uma partida beneficente de futebol em 2005 com figuras do tênis, como McEnroe e Goran Ivanisevic, e grandes nomes do futebol do país balcânico, como Davor Suker e Zvonimir Boban.

Para chegar a esses ancestrais, é preciso voltar à figura de Matej Karolic, nascido em 1847 em um local da atual Croácia, então pertencente ao Império Austríaco.

Estima-se que seu local de nascimento poderia ser a ilha de Korcula (sul da Croácia), mas de acordo com um artigo recente da revista Caras, a certidão de batismo de Matej Karolic colocaria sua origem em Praputnjak, perto de Rijeka (norte).

O resto da história leva à Argentina, país para onde Matej Kariolic emigrou aos 25 anos, cujo nome foi mudado nos registros da época para Mateo Cariolich.

Instalado em Corrientes, casou-se com Trinidad Ferreyra em 1875 e dessa união nasceram oito filhos. A mais nova, Salvadora, era avó materna de Diego Maradona.

Salvadora e seu marido, Atanasio, tiveram Dalma Salvadora Franco em 1929, que entrou para a história com o apelido de Doña Tota e que foi mãe de Diego Maradona, nascido em 1960 em Villa Fiorito (Buenos Aires) e falecido em 2020 aos 60 anos.

A partida contra a Croácia é, portanto, de certa forma, mais um aceno à onipresença de Maradona na Copa do Mundo, torneio em que se firmou definitivamente conduzindo sua seleção ao segundo e último título mundial, no México em 1986.

Uma longa história de imigração

O fluxo migratório da Croácia para a Argentina é menos documentado do que a maioria da Itália ou Espanha, mas teve certa relevância.

Os registros e números são difíceis de estabelecer uma vez que a Croácia foi integrada em outras entidades como o Império Austro-Húngaro ou a Iugoslávia, o que dificultou em muitos casos a rastreabilidade dos dados nos registros. No entanto, segundo estimativas do governo croata, poderia existir cerca de 250 mil pessoas de origem croata na Argentina hoje.

Os primórdios do fluxo migratório datam antes mesmo da independência da Coroa espanhola, com chegadas pontuais como a do jesuíta Nikola Plantic (Nicolás Plantich em seu registro ao chegar à Argentina) para lecionar na Universidade de Córdoba em meados do século 18.

Na segunda metade do século 19 e início do século 20, o fluxo migratório aumentou, assim como no período entre as guerras.

Entre os descendentes de croatas na Argentina há nomes de destaque no esporte além de Maradona, como Daniel Orsanic, capitão da seleção alviceleste que conquistou a única Copa Davis da história do tênis argentino, em 2016, justamente contra a Croácia em Zagreb.

Naquele fim de semana de novembro de 2016, em que Juan Martín Del Potro e Federico Delbonis comandavam o Salad Bowl, o próprio Maradona torcia em um camarote da Arena Zagreb, que recebeu a notícia da morte do ex-líder cubano Fidel Castro, a quem o lendário 10 descreveu na época como seu “segundo pai”.

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