Tag: folha

Veja a lista com todos os campeões do Mundial de Clubes da Fifa

O Manchester City alcançou um marco histórico ao conquistar sua primeira taça do Mundial de Clubes da Fifa, derrotando o Fluminense por convincentes 4 a 0 nesta sexta-feira (22).

A vitória consolida o City como o 12º time a erguer o troféu desde o início da competição em 2000, que atingiu sua 20ª edição neste ano. Vale ressaltar que a entidade máxima do futebol reconhece as disputas realizadas entre 1960 e 2004 como Copa Intercontinental.

Ao se juntar aos compatriotas Manchester United (2008), Liverpool (2019) e Chelsea (2021) como campeões ingleses, o Manchester City adiciona mais uma glória ao futebol do país. O Real Madrid detém a liderança como o maior vencedor neste formato, com impressionantes cinco títulos.

A última equipe brasileira a triunfar no torneio foi o Corinthians, que conquistou a taça em duas ocasiões, sendo a última delas em 2012. Na primeira edição do Mundial da Fifa, em solo brasileiro, o Corinthians emergiu vitorioso ao superar o Vasco na emocionante decisão por pênaltis (4 a 3 para os paulistas) no Maracanã.

O Mundial de Clubes da Fifa foi retomado em 2005, quando o São Paulo protagonizou uma vitória épica sobre o Liverpool, com um marcador de 1 a 0 na decisão. No ano seguinte, foi a vez do Internacional celebrar, ao vencer o Barcelona por 1 a 0 e levar o prestigioso caneco.

Segue abaixo a lista de todos os campeões do Mundial de Clubes da Fifa:

  • 2023: Manchester City (ING)
  • 2022: Real Madrid (ESP)
  • 2021: Chelsea (ING)
  • 2020: Bayern de Munique (ALE)
  • 2019: Liverpool (ING)
  • 2018: Real Madrid (ESP)
  • 2017: Real Madrid (ESP)
  • 2016: Real Madrid (ESP)
  • 2015: Barcelona (ESP)
  • 2014: Real Madrid (ESP)
  • 2013: Bayern de Munique (ALE)
  • 2012: Corinthians
  • 2011: Barcelona (ESP)
  • 2010: Internazionale (ITA)
  • 2009: Barcelona (ESP)
  • 2008: Manchester United (ING)
  • 2007: Milan (ITA)
  • 2006: Internacional
  • 2005: São Paulo
  • 2000: Corinthians

Manchester City bate Fluminense e é campeão do Mundial

Reconhecida como a melhor equipe do mundo há algum tempo, o Manchester City celebra agora a consagração como campeão. Em uma atuação magistral, o time inglês venceu o Fluminense por 4 a 0 na última sexta-feira (22), na Arábia Saudita, assegurando, pela primeira vez, o título de Campeão Mundial.

Os responsáveis pelos gols do título foram Julián Álvarez (2), Nino (contra) e Foden, encerrando um ano espetacular que não só viu o clube consolidar sua soberania no Campeonato Inglês, mas também conquistar a tão cobiçada Liga dos Campeões da Europa. Agora, o Manchester City adiciona o título mundial à sua galeria, superando tanto o campeão asiático quanto o sul-americano no torneio.

O domínio da equipe já se fazia notório em solo nacional, com cinco dos últimos seis troféus da Premier League, amplamente reconhecida como a melhor liga de futebol do mundo. No entanto, faltava o sucesso internacional, um feito crucial não apenas para os torcedores, mas também para os investidores que aportaram vultuosas quantias em seu talentoso elenco.

Desde 2008, o Manchester City está sob a propriedade do Abu Dhabi United Group, liderado pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da monarquia dos Emirados Árabes Unidos. Na prática, o clube pertence à família real, que investiu 2,27 bilhões de euros (R$ 12,16 bilhões, na cotação atual) para alcançar a almejada glória continental, personificada pelo título europeu.

Além das conquistas em campo, o clube desempenha um papel importante na projeção da imagem dos Emirados Árabes Unidos, vinculada a questões de ditadura e restrições à liberdade de expressão. Desde 2012, quando o City conquistou o Campeonato Inglês após 44 anos, os resultados esportivos têm sido um meio eficaz para suavizar a imagem do governo dos Emirados, especialmente a partir da gestão do City.

Em 2016, o renomado técnico Pep Guardiola assumiu o comando da equipe. Enquanto consolidava seu domínio na Inglaterra, a busca pela Liga dos Campeões tornou-se uma prioridade. Após uma final frustrante em 2021, na qual foi derrotado pelo Chelsea, o City finalmente alcançou seu objetivo em 2023, triunfando no Mundial de Clubes.

Na Arábia Saudita, mesmo desfalcado de três titulares, dois deles peças-chave, o Manchester City impôs-se nas semifinais contra o japonês Urawa Red Diamonds, com um expressivo 3 a 0. A performance, marcada por 25 finalizações contra duas do adversário, evidenciou a autoridade do time em campo.

Na final contra o Fluminense de Fernando Diniz, o Manchester City demonstrou sua superioridade desde o primeiro minuto. O gol de Julián Álvarez, logo no início, praticamente sepultou as esperanças do desafiante, que, apesar de tentar impor seu estilo de jogo, não conseguiu conter a força ofensiva do time inglês.

O Fluminense teve uma chance com um cabeceio de Arias, mas a reação se tornou quase impossível após o próprio Nino marcar contra aos 27 minutos. Mesmo com as mudanças de Diniz, o Manchester City manteve o controle, ampliando a vantagem no segundo tempo com gols de Foden e Álvarez.

A vitória por 4 a 0 não apenas coroou o Manchester City como campeão mundial, mas também reforçou sua posição como uma potência do futebol internacional. O título é a culminação de anos de investimento, planejamento e do talento excepcional do elenco, colocando o clube no topo do cenário futebolístico global.

1 ano após a Copa, como estão os jogadores daquele Brasil? – 21/12/2023 – O Mundo É uma Bola

Pouco mais de um ano atrás, o Brasil se viu surpreendido pela Croácia, permitindo ao adversário a igualdade em uma partida que tinha sob controle, e caiu nas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar.

Os croatas empataram em um contra-ataque no segundo tempo da prorrogação, depois de o volante Fred, que estava avançado, fora de posição, perder uma disputa de bola.

Nos pênaltis, com erros de Rodrygo e Marquinhos, veio a triste eliminação da seleção.

O time que jogou contra a Croácia foi este: Alisson; Éder Militão (Alex Sandro), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro; Lucas Paquetá (Fred) e Neymar; Raphinha (Antony), Richarlison (Pedro) e Vinicius Junior (Rodrygo).

Pós-queda, a era Tite foi encerrada, e a equipe passou pela interinidade de Ramon Menezes e está agora em uma segunda, a de Fernando Diniz –a expectativa é que Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, assuma em junho.

Passados 12 meses da Copa de 2022 e num cenário conturbado (o Brasil não vai bem nas Eliminatórias para a Copa de 2026), qual a situação dos atletas convocados para atuar no Mundial que acabou nas mãos da Argentina de Messi?

Luís Curro: Argentina mostra força mental e foco que faltaram ao Brasil

O Mundo É uma Bola analisou um a um os 26 jogadores, a fim de passar ao leitor um diagnóstico.

Quem não teve mais chance na seleção? Quem perdeu espaço e quem ganhou? Quem mudou de time e quem ficou? Qual a situação dos “vilões” Fred, Rodrygo e Marquinhos? A base da seleção está ou não mantida?

Saiba a seguir.

Goleiros

Alisson (31 anos): Permanece como titular do Liverpool, vice-líder do Campeonato Inglês. Na seleção brasileira de Fernando Diniz, perdeu a vaga para Ederson. É a primeira opção de banco.

Ederson (30 anos): Permanece como titular do Manchester City, atual campeão inglês e europeu e finalista do Mundial. Ganhou a titularidade na seleção brasileira –não atuou contra Colômbia e Argentina, nos últimos jogos de 2023, porque estava contundido.

Weverton (36 anos): Permanece como titular do Palmeiras, atual campeão brasileiro. Não foi chamado para a seleção desde que o interino Diniz assumiu.

Laterais

Danilo (32 anos): Continua como titular da Juventus, vice-líder do Campeonato Italiano, atuando como zagueiro em um esquema 3-5-2. Prossegue como opção para a seleção.

Daniel Alves (40 anos): Acusado de estupro, está detido na Espanha desde janeiro e, consequentemente, afastado do futebol. Seu julgamento será em fevereiro de 2024.

Alex Sandro (32 anos): No esquema 3-5-2 da Juventus, é atualmente reserva do sérvio Kostic na ala esquerda. Não figurou mais nos planos da seleção.

Alex Telles (31 anos): À época da Copa estava no Sevilla, emprestado pelo Manchester United, que depois o negociou com o Al Nassr, time em que joga o português Cristiano Ronaldo. É titular do vice-líder do Campeonato Saudita. Não teve chance na seleção de Fernando Diniz.

Zagueiros

Marquinhos (29 anos): Permanece como titular do Paris Saint-Germain, líder do Campeonato Francês, e também da seleção brasileira.

Thiago Silva (39 anos): Deu a entender depois da Copa que sua participação na seleção estava encerrada. Continua como titular do Chelsea, décimo colocado no Campeonato Inglês.

Éder Militão (25 anos): Titular do Real Madrid, teve lesão séria no joelho em agosto e desde então não jogou pelo clube nem pela seleção.

Bremer (26 anos): Titular da Juventus, vice-líder do Campeonato Italiano, esteve nas duas mais recentes convocações de Fernando Diniz, porém ficou todo o tempo na reserva.

Volantes

Casemiro (31 anos): Continua como titular do Manchester United, sétimo colocado no Campeonato Inglês, e da seleção brasileira, da qual é o capitão. Está lesionado na coxa desde o começo de novembro e só volta a jogar em 2024.

Bruno Guimarães (26 anos): Permanece como titular do Newscastle, sexto colocado no Campeonato Inglês, e tem sido o nome preferido para formar, com Casemiro, a dupla de volantes na seleção.

Fred (30 anos): Negociado pelo Manchester United com o Fenerbahce, é titular do time da Turquia, que lidera o campeonato do país. Quando ele atuou, a equipe ganhou todas as 18 partidas disputadas. Não teve mais chance na seleção depois da Copa.

Fabinho (30 anos): Negociado pelo Liverpool com o Al Itthad. É titular do quinto colocado do Campeonato Saudita. Não teve mais oportunidade na seleção depois da Copa.

Meias

Lucas Paquetá (26 anos): Investigado na Inglaterra por suposto envolvimento em apostas esportivas, foi deixado de lado por Fernando Diniz nas convocações para a seleção brasileira. Continua atuando normalmente pelo West Ham, oitavo colocado no Campeonato Inglês, e faz boa temporada no time londrino.

Éverton Ribeiro (34 anos): Prossegue no Flamengo, que terminou o Campeonato Brasileiro em quarto lugar. Não figurou mais na seleção depois da Copa.

Atacantes

Neymar (31 anos): Deixou o PSG e decidiu se aventurar na Arábia Saudita, no Al Hilal, que lidera o campeonato local. Sofreu lesão grave no joelho em jogo da seleção brasileira contra o Uruguai, em outubro, e ficará afastado do futebol até a metade de 2024.

O Mundo É uma Bola: Seleção ainda precisa de Neymar, e vice-versa

Richarlison (26 anos): Continua no Tottenham, quinto colocado no Campeonato Inglês. Passou por má fase, de seca na artilharia, que o deixou na reserva do clube londrino e resultou na exclusão da mais recente lista da seleção. Reencontrou o caminho do gol neste mês.

Raphinha (27 anos): Continua no Barcelona, terceiro colocado no Campeonato Espanhol, e é titular. O mesmo na seleção brasileira.

Vinicius Junior (23 anos): Continua no Real Madrid, vice-líder do Campeonato Espanhol, e é titular. O mesmo na seleção brasileira. Lesionou-se na coxa no mês passado, em jogo das Eliminatórias diante da Colômbia, e está sem atuar desde então. A previsão de volta é fevereiro.

Rodrygo (22 anos): Continua titular no Real Madrid. Tem sido titular também da seleção brasileira.

Antony (23 anos): É titular do Manchester United, sétimo colocado no Campeonato Inglês. Chegou a ser convocado por Fernando Diniz em agosto, mas foi descartado depois de estourar na Inglaterra o caso da suposta agressão do atleta a uma ex-namorada.

Gabriel Jesus (26 anos): Permanece como titular do Arsenal, líder do Campeonato Inglês, e esteve com a seleção de Diniz nos jogos mais recentes.

Pedro (26 anos): Titular do Flamengo, quarto colocado no Brasileiro deste ano. Não teve chance na seleção de Diniz.

Gabriel Martinelli (22 anos): Prossegue como titular do Arsenal, líder do Campeonato Inglês, e ganhou espaço na seleção devido à contusão de Vini Jr.

Técnico

Tite (62 anos): Afastou-se do futebol depois da queda na Copa, retornando na reta final do Campeonato Brasileiro, depois de acerto com o Flamengo.

O Mundo É uma Bola: ‘Venci como ninguém vence’, pode dizer Tite a seu favor

E nota-se que oito atletas, do meio para trás, parecem definitivamente fora do radar: Weverton, Daniel Alves, Thiago Silva, Alex Sandro, Alex Telles, Fred, Fabinho e Éverton Ribeiro. Todos têm 30 anos ou mais.

A seleção que jogou contra a Argentina, na partida mais recente do Brasil, foi: Alisson; Emerson Royal, Marquinhos (Nino), Gabriel Magalhães (Joelinton) e Carlos Augusto; André e Bruno Guimarães (Douglas Luiz); Raphinha (Endrick), Gabriel Jesus, Rodrygo e Gabriel Martinelli (Raphael Veiga).

Nessa escalação, atuaram (e como titulares) sete dos chamados para o Qatar: Alisson, Marquinhos, Bruno Guimarães, Raphinha, Gabriel Jesus, Rodrygo e Martinelli.

O que mostra que no papel, pelo menos até agora, não houve mudanças tão significativas assim em relação àquele time.

Fluminense desafia Manchester City na final do Mundial – 21/12/2023 – Esporte

É com respeito e até reverência que os jogadores do Fluminense vêm tratando o Manchester City, seu adversário na final do Mundial de Clubes. Mas não é em posição de inferioridade que eles pretendem se colocar em campo na partida decisiva de sexta-feira (22), no King Abdullah Sports City, em Jidá, na Arábia Saudita.

Embora os atletas e o técnico Fernando Diniz se refiram constantemente ao oponente como “melhor time do mundo”, a ideia não é repetir a habitual estratégia das equipes que enfrentam o representante europeu na decisão do torneio. Não foi, afinal, com métodos defensivos que a agremiação tricolor chegou ao jogo.

“Vamos fazer o que temos de melhor. Não vamos fugir das nossas características. Nós nos preparamos muito. Vamos procurar fazer o nosso melhor com bastante humildade, com inteligência e com coragem para fazer o que costumeiramente fazemos. Nosso estilo de jogo vai ser mantido”, afirmou Diniz.

Esse estilo é baseado na posse de bola, com a aproximação constante dos jogadores. Na vitória por 2 a 0 sobre o egípcio Al Ahly, nas semifinais, a formação das Laranjeiras teve 55% de posse, contra 33% do adversário –a bola esteve em disputa no restante do confronto, com oportunidades para os dois lados.

O problema é que é muito difícil ter a bola contra o City, um time que gosta de mantê-la em seus pés e pressiona no campo de ataque para roubá-la. Em seu duelo semifinal, um tranquilo triunfo por 3 a 0 sobre o Urawa Red Diamonds, a equipe inglesa teve 64% de posse, contra 25% do rival. Foram 25 finalizações feitas, apenas duas sofridas.

“É decisão de título mundial. Contra um dos melhores times da história do futebol mundial e um dos melhores treinadores”, disse Diniz, referindo-se a Pep Guardiola. “No futebol, a primeira coisa que você tem que ter é confiança de que pode vencer. O Fluminense vai fazer o máximo para vencer. Vamos enfrentar o melhor time do mundo, mas isso não nos impede de sonhar.”

Do outro lado, é também com palavras respeitosas que os jogadores do City e seu treinador vêm falando sobre o adversário na final. Guardiola chegou a dizer que “o Fluminense tem muito mais experiência em finais” e elogiou a qualidade de alguns dos atletas campeões da última Copa Libertadores.

“É escola brasileira. Jogam muito bem com a bola, juntam-se muito, têm jogadores de qualidade, como André, Ganso. É o futebol brasileiro de muito tempo. Eu me lembro do meu pai falando dos brasileiros, que jogavam de forma bem lenta, todos juntinhos, passes curtos, e no último momento arrancavam rapidamente. Parece que é a essência”, afirmou o treinador catalão.

Preocupado com o desgaste e a realização do embate decisivo apenas três dias após a semifinal, ele tem problemas para montar seu time, com três desfalques certos. O meio-campista Kevin De Bruyne e os atacantes Erling Haaland e Jérémy Doku, todos titulares, foram cortados da lista do City no Mundial, com diferentes lesões.

Já Fernando Diniz, ao que tudo indica, repetirá a escalação usada contra o Al Ahly, a mesma da conquista da Libertadores. John Kennedy, que saiu do banco para definir o triunfo continental e voltou a marcar no final na partida mais recente, será novamente alternativa a ser acionada no decorrer do confronto.

O Fluminense jogará com seu uniforme tradicional tricolor, e o City vai atuar de azul. O árbitro será o mesmo que apitou o triunfo da equipe carioca sobre o Al Ahly, o polonês Szymon Marciniak. Ele é prestigiado na Fifa (Federação Internacional de Futebol) e apitou a decisão da última Copa do Mundo.

Manchester City x Fluminense

15h, no King Abdullah Sports City, em Jidá (ARA)

Na TV: Globo, CazéTV, ge, Globoplay e Fifa+

Fluminense x City é um confronto de estilos antagônicos – 21/12/2023 – Esporte

Fluminense x Manchester City poderia ser visto apenas como mais um confronto desigual entre clubes da América do Sul e europeus. Desde o fim do limite de estrangeiros no futebol, simbolizado pela vitória do belga Jean-Marc Bosman na corte europeia, em 1995, houve 28 disputas mundiais, 22 vitórias da Europa, apenas seis sul-americanas.

Seria só mais uma derrota provável, não fosse Fernando Diniz.

Talvez nem Guardiola tenha exata noção disso, mas Fluminense x Manchester City se tornou o confronto de estilos antagônicos. Não o defensivo contra o ofensivo, mas o posicional de Pep contra o sem posição de Diniz.

Jogo posicional é o conceito em que os jogadores ocupam quadrantes e se movimentam dentro deles, como se o campo fosse dividido em 12 partes. Usa princípios de largura, apoio e profundidade. Grosso modo, a bola vai ao jogador, que não se desloca em direção a ela.

No City, Foden, na direita, e Grealish (na ausência de Doku, lesionado), à esquerda, são os pontas de Guardiola. Suas funções são alargar o campo, para abrir a defesa adversária, que normalmente concentra a linha de quatro defensores entre as duas riscas laterais da grande área.

Quanto mais amplo o espaço em que se joga, mais difícil a marcação. Quanto mais abertos os pontas, mais complicado para os beques.

A ideia de apoio é a capacidade de os jogadores se aproximarem, em teoria dentro de seus quadrantes. Profundidade é o jogo em direção ao gol, que conta com posicionamento de meias entre as linhas de volantes e zagueiros —o que se convencionou chamar de entrelinha— para dificultar a ação defensiva.

Para ter tudo isso, recuperar a bola o mais rapidamente possível é fundamental, e a organização para pressionar no campo de ataque, também. “Só podemos encurralar o adversário se todas as linhas subirem juntas e próximas”, ensinou Rinus Michels, da Holanda de 1974. “Quando se tem a bola, deve-se abrir o maior espaço possível. Quando se perde, diminuir, para o rival não conseguir jogar”, seguiu Johan Cruyff.

Guardiola está na árvore genealógica de Michels e Cruyff. É a evolução do estilo posicional. O Barcelona de Cruyff enfrentou o São Paulo de Telê Santana, no Mundial de 1992, com Guardiola como volante e parâmetros táticos muito parecidos aos do City atual.

Diniz usa princípios semelhantes com conceitos totalmente diferentes. No Fluminense, o jogador vai até a bola, não o inverso. Evidentemente, isso não é imutável, porque tática não é estática.

Diniz tem Arias e Keno pelos lados, para dar largura ao campo. De maneira oposta à ideia de Guardiola, os dois se aproximam e deixam vazia uma das linhas laterais. Enquanto isso, Ganso joga entre as linhas de meio e defesa, sem ficar exclusivamente ali. O dinizismo prima pela saída da defesa em toques curtos, tem o apreço pelo passe e a paciência para encontrar espaços improváveis.

Também o apoio e a profundidade como prioridade, mas o sistema aposicional de Diniz leva o jogador até a bola, não a bola ao jogador, como no de Guardiola.

Os fins são os mesmos, invadir a área adversária a partir da superioridade numérica, duelos de três atacantes contra dois defensores, ou quatro contra três, ou cinco contra quatro, sempre ao menos um avante a mais do que o número de zagueiros.

Os fins são os mesmos, os gols. Os meios para alcançá-los são inversos.

No passado, os Mundiais tinham sul-americanos atacando e europeus tentando vitórias com estratégia. Mais recentemente, a América se defende e tenta um contra-ataque. Resultado das melhores contratações do planeta pelos times europeus.

Das 22 conquistas mundiais da Europa desde 1995, 21 tiveram jogadores de seleções da América do Sul vencendo pelo velho continente.

Em Fluminense x Manchester City, a surpresa pode ser a tática aposicional contra o posicional de Pep Guardiola.

No ataque, o Manchester City joga no 3-2-5. Os pontas se movimentam para alargar o campo e dentro de seus quadrantes. Akanji defende como lateral esquerdo e ataca como meia. Bernardo e Julián Álvarez, quando jogam como meias, posicionam-se atrás dos volantes e à frente dos zagueiros, entre linhas. Conceitos de largura, apoio e profundidade. Muita pressão para recuperar a bola.

O Fluminense tem Arias e Keno como pontas, mas eles se aproximam, juntam-se a Ganso, às vezes até a Marcelo, que se desloca da lateral esquerda para a meia direita. Num piscar de olhos, o Fluminense une cinco jogadores de um lado do campo. O sistema tático é o 4-2-3-1. No ataque, quando precisa virar jogos, transforma-se até em 3-6-1.

Maior clássico inglês registra 7 a 0. Veja outros recordes de goleadas

O primeiro tempo terminou com um magro 1 a 0, gol marcado perto do apito do árbitro que levaria os dois times para o descanso do intervalo.

No segundo tempo, o inesperado ocorreu: o Liverpool desandou a fazer gols diante de sua torcida, no estádio de Anfield, e o Manchester United, rendido aos poucos, amargou um 7 a 0.

Nem o mais otimista torcedor dos Reds poderia esperar tamanha vantagem no maior clássico do futebol inglês. Deve ter se beliscado para descobrir que era real o que seria tão somente um sonho empolgante. Descobriu, feliz, que sonhava acordado.

Quanto ao torcedor dos Red Devils, viu-se na situação oposta. Beliscava-se para acordar do pior pesadelo possível, mas a agonia só crescia e o despertar não vinha, já que desperto ele já estava.

Os gols de Salah (2), Darwin Núnez (2), Gakpo (2) e Roberto Firmino resultaram no placar mais dilatado na história de quase 130 anos de duelos entre Liverpool e Man United.

Em 1895, justamente no primeiro encontro entre os clubes, o Liverpool atropelou o visitante por 7 a 1. A maior goleada do time de Manchester no confronto foi em 1928, um 6 a 1.

Imagina a alegria que o fã do Liverpool deve estar sentindo agora, assim como a dor da humilhação do fã do Man United.

A rivalidade é enorme, e eu pude comprová-la ao assistir, em 2010, no estádio Old Trafford lotado, a um Manchester United x Liverpool.

O time da casa começou ganhando por 2 a 0, dois gols do búlgaro Berbatov (o segundo em uma meia-bicicleta), mas o Liverpool correu atrás, fazendo um gol de pênalti e outro de falta.

Ambos os gols foram do ídolo Steven Gerrard, que, ao empatar, disparou na direção da pequena porém animada torcida do Liverpool, mostrando os cinco dedos da mão direita aberta, referência ao número de títulos que à época o Liverpool tinha na Champions League, contra os três do adversário.

Era uma clara provocação aos donos da casa. A mensagem foi passada, porém naquele dia Gerrard e companhia voltaram cabisbaixos para Liverpool, pois Berbatov anotou mais um para cravar seu hat-trick e a vitória do Man United por 3 a 2.

A goleada surpreendente e monstruosa do Liverpool neste domingo (5) traz a curiosidade acerca dos placares mais dilatados em outros clássicos de extrema rivalidade no mundo.

Veja o levantamento de alguns, exposto a seguir (teve 12 a 2, 11 a 1 e 10 a 0).

    • Barcelona x Real Madrid (Espanha)

Maior goleada do Barcelona: 7 a 2 (1950)

Maior goleada do Real: 11 a 1 (1943)

 

    • Boca Juniors x River Plate (Argentina)

Maior goleada do Boca: 5 a 0 (2015)

Maior goleada do River: 5 a 1 (1941)

 

    • Inter de Milão x Milan (Itália)

Maior goleada da Inter: 5 a 0 (1910)

Maior goleada do Milan: 6 a 0 (2001)

 

    • Benfica x Porto (Portugal)

Maior goleada do Benfica: 12 a 2 (1943)

Maior goleada do Porto: 8 a 0 (1933)

 

    • Celtic x Rangers (Escócia)

Maior goleada do Celtic: 7 a 1 (1957)

Maior goleada do Rangers: 5 a 0 (1893 e 1894)

 

    • Nacional x Peñarol (Uruguai)

Maior goleada do Nacional: 6 a 0 (1941)

Maior goleada do Peñarol: 5 a 0 (1953 e 2014)

 

    • Galatasaray x Fernerbahce (Turquia)

Maior goleada do Galatasaray: 7 a 0 (1911)

Maior goleada do Fenerbahce: 6 a 0 (2002)

Maior goleada do Corinthians: 5 a 1 (1952 e 1982)

Maior goleada do Palmeiras: 8 a 0 (1933)

Maior goleada do Corinthians: 6 a 1 (2015)

Maior goleada do São Paulo: 6 a 1 (1933)

Maior goleada do Palmeiras: 5 a 0 (1965)

Maior goleada do São Paulo: 6 a 0 (1939)

Maior goleada do Flamengo: 6 a 2 (1943)

Maior goleada do Vasco: 7 a 0 (1951)

Maior goleada do Flamengo: 7 a 0 (1945)

Maior goleada do Fluminense: 5 a 1 (1943)

Maior goleada do Grêmio: 10 a 0 (1909)

Maior goleada do Inter: 7 a 0 (1948)

Maior goleada do Atlético: 9 a 2 (1927)

Maior goleada do Cruzeiro: 6 a 1 (2011)

Maior goleada do Bahia: 10 a 1 (1939)

Maior goleada do Vitória: 7 a 1 (1948)

TVs argentinas exibem hino cantado pela seleção – 18/12/2022 – Esporte

Doze horas antes da final da Copa do Mundo do Qatar, os principais canais de televisão da Argentina exibiram, à meia-noite deste sábado (17), o hino nacional cantado pelos jogadores da seleção.

Segundo o jornal argentino Clarín, a ação institucional foi uma iniciativa da AFA (Associação Argentina de Futebol).

A Argentina pode conquistar neste domingo (18), às 12h (de Brasília), no estádio de Lusail, o tricampeonato na Copa do Mundo, caso vença a França. A exibição do hino nas vozes da equipe comandada pelo treinador Lionel Scaloni teve o objetivo de motivar ainda mais os torcedores.

Os canais Telefe, El Trece, América, El Nueve, Net Tv e La Televisión Pública participaram da iniciativa.

O vídeo começou com uma imagem da bandeira argentina exibida nos estádios antes dos jogos da seleção. Em seguida, apareceram os jogadores argentinos, titulares e reservas, cantando a parte final do hino.

A gravação que foi ao ar foi a dos atletas cantando o hino antes da disputa com a Croácia, em uma das semifinais da Copa 2022.

Até a Copa do Mundo na Rússia, em 2018, o hino argentino era ouvido sem as estrofes devido à limitação de apenas 90 segundos imposta pela Fifa.

A pedido de Scaloni, isso mudou no Qatar e a Fifa autorizou que ao menos a parte final do hino fosse cantada antes dos jogos.

Segundo o Clarín, a Copa do Qatar é a primeira que incluiu o trecho considerado épico pelos argentinos:

“…coroado com glória vamos viver Ou vamos jurar com glória morrer!”

link

França chega à final com brilho de Mbappé e superação – 17/12/2022 – Esporte

A França chega à final da Copa do Mundo do Qatar provando que experiência faz diferença nos momentos decisivos.

Mesmo quando não foi superior tecnicamente aos adversários, como nas quartas de final contra a Inglaterra e na semifinal diante do time de Marrocos, os atuais campeões tiveram disciplina e concentração suficientes para alcançar as vitórias.

A França de 2022 é uma “equipe estranha”, escreveu o jornal L’Equipe ao descrever como uma “un exploit venu des tréfonds” (uma façanha das profundezas) a classificação do país para a decisão com a Argentina. A grande final será neste domingo (18), às 12h (de Brasília), em Lusail.

Não é o Brasil 1970, pois “faltam iluminações, magia e muita luz”, nem é a França de 2018, pela “falta de controle a certos níveis”, mas a França de 2022 é uma equipe com uma “ambição íntima cultivada na adversidade” e em curto espaço de tempo.

Nem o técnico Didier Deschamps discorda disso. “A França não foi perfeita”, ele reconheceu, repetindo como se fosse um refrão após os triunfos contra ingleses e marroquinos.

Foram os jogos mais difíceis da equipe no Qatar. Também foram nos quais Kylian Mbappé teve menos espaço, o que ajuda a entender a dificuldade francesa para se impor.

Em suas três primeiras partidas no Mundial, o camisa 10 foi acionado 39 vezes na área adversária, uma média de 13 por partida, segundo dados da Fifa. Contra Inglaterra e Marrocos, ele se viu nessa situação apenas 12 vezes, somando os dois confrontos.

A despeito dos números, porém, não é tão simples afirmar que ele foi menos decisivo, embora tenha passado em branco nessas partidas —ainda é o artilheiro da Copa, com cinco gols, ao lado de Messi.

Aos 23 anos e já em sua segunda final de Copa consecutiva, ele mostrou outro tipo de influência nos últimos dois confrontos. Se não tinha espaço, era porque a marcação, muitas vezes, era dobrada. Situação que, por outro lado, abria brechas para seus companheiros.

Foi assim que a muralha marroquina começou a ser destruída. Enquanto ele estava cercado por sete adversários e mesmo assim achou um jeito de finalizar para o gol, a sobra da defesa acabou caindo livre para Theo Hernández.

Isolado como em um oásis no meio do deserto, o lateral só teve o trabalho de finalizar para o gol, logo aos cinco minutos. Isso desmontou a estratégia de se fechar e buscar contra-ataques e obrigou o time de Marrocos a sair para o jogo.

Era tudo o que Mbappé queria, pois assim ele poderia usar justamente a principal arma marroquina para explorar a força de seus arranques pelas laterais.

Nem seu amigo e companheiro de clube Hakimi escapou de ser tirado para dançar, driblado e deixado para trás em campo. Se tinha dificuldade para finalizar, ao menos o camisa 10 francês esgotava as forças dos defensores. Eles já estavam extenuados quando Muani fechou a conta.

A despeito de todos os problemas físicos antes e durante o torneio, a França ainda tinha fôlego. Foi talvez sua maior prova de força nesta edição, superando a longa lista de baixas que formam um time desses que os torcedores têm decorado.

Pogba, Kanté, Benzema, Kimpembe e Nkunku nem jogaram no Qatar. Lucas Hernandez se machucou já durante a Copa. Upamecano e Rabiot não entraram na semifinal, abatidos por algo que Deschamps chamou de “uma doença que está acontecendo em Doha”.

Mesmo com as baixas de peças que foram importantes em 2018 e outros abatidos já durante a edição de 2022, a França mostrou que ainda tem muitas reservas daquela experiência vitoriosa.

Muito mais do que apenas os cinco remanescentes daquela conquista que iniciaram o duelo com os marroquinos (Hugo Lloris, Raphael Varane , Antoine Griezmann , Olivier Giroud e Mbappé). Há, também, a mesma frieza.

Mesmo na goleada sobre a Croácia, por 4 a 2, quando ficou com o caneco, o time francês cometeu alguns erros que poderiam ter lhe custado a vitória. Como aconteceu também diante da Inglaterra e de Marrocos nesta edição. Nos dois casos, nada abalou a máquina francesa de buscar vitórias.

O desafio agora é saber o quanto isso poderá fazer a diferença diante da Argentina. Quanto pode custar um erro contra Lionel Messi?

Muitas equipes sabem bem disso, mas a França não quer tomar conhecimento. Pelo menos não na prática. E espera contar com toda sua experiência para superar mais uma vez as adversidades.

“Sempre acontecem coisas em uma partida para as quais você não está preparado”, disse o capitão Hugo Lloris. “É aí que você precisa mostrar um bom espírito de equipe”, acrescentou.

“Somos bons como equipe porque sabemos como nos adaptar a diferentes cenários.”

link

Confira a seleção da Copa de cada colunista da Folha – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera da final da Copa do Mundo de 2022, a Folha convocou colunistas de Esporte para analisar os principais jogadores e acontecimentos do torneio. Cada um montou sua seleção e destacou a decepção e a surpresa desta edição, além de fatos marcantes do evento sediado no Qatar.

Leia abaixo a opinião de Sandro Macedo, Marina Izidro, Casagrande, Renata Mendonça, Juca Kfouri, Luis Curro, Marcelo Damato, Tayguara Ribeiro, Tostão e PVC.

As seleções

Três jogadores foram unanimidade nas seleções: Messi, Mbappé e Theo Hernández. Veja a seleção da Copa de cada colunista.

Os companheiros de PSG e artilheiros da Copa, com cinco gols cada, são nomes previsíveis entre os melhores da competição.

Mas a presença do lateral esquerdo francês pode ser considerada uma surpresa: Theo fez ótima temporada pelo Milan, mas é pouco conhecido quando comparado aos dois craques.

Até as semifinais, ele deu duas assistências e marcou um gol —o primeiro contra Marrocos, na quarta-feira (14). Revelado pelo Atlético de Madri, foi um dos destaques da campanha milanesa pelo título da Serie A italiana na temporada passada. É um lateral veloz e ofensivo.

Entre os goleiros escalados, a disputa ficou empatada entre Bono, de Marrocos, e Livakovic, da Croácia: ambos foram selecionados por quatro de dez colunistas. Eles defenderam a meta das principais surpresas da Copa.

Bono foi o goleiro de Marrocos durante a campanha histórica da equipe, que ficou em quarto lugar, a melhor marca de uma equipe africana em Copas. Bono contribuiu pegando dois pênaltis decisivos na disputa contra a Espanha, além das grandes defesas que fez durante os jogos. O desempenho da seleção marroquina foi destacado pela maioria dos colunistas como a surpresa da Copa.



A ida de Marrocos à semifinal não deve se repetir logo, mas muda o horizonte das equipes africanas

Livakovic foi essencial no mata-mata croata: defendeu dois pênaltis em disputa contra o Japão, nas oitavas, e agarrou a cobrança de Rodrygo na disputa que eliminou o Brasil, nas quartas de final.

Na zaga, o escolhido pela maioria foi Gvardiol. O zagueiro croata de 20 anos é considerado uma das revelações do torneio. Atuou bem na Copa e foi responsável por desarmar Fred na jogada do gol de empate contra o Brasil. Foi escolhido por seis de dez colunistas.

Quem completa a dupla de zaga na seleção dos colunistas é o argentino Otamendi, que já não está no auge de sua carreira, mas teve ótimo desempenho na Copa do Mundo. Ele foi escolhido por três dos dez colunistas.

Theo, já citado, foi unanimidade na lateral esquerda.

No meio, o mais citado foi o francês Griezmann. Apesar de atuar como atacante no Atlético de Madri, está posicionado como meia de armação na seleção francesa. Ele deu três assistências em seis jogos de Copa. Além de cumprir com suas funções ofensivas, fez desarmes importantes e é um forte marcador da saída de bola de times adversários.

Por conta disso, é visto como o motor da França na Copa do Mundo.

Na seleção dos analistas, seus parceiros de meio são Modric, escolhido seis vezes, e Enzo Fernández ou Amrabat —os dois empataram com quatro escalações.

O croata conduziu o meio de campo xadrez na classificação sobre o Brasil em mistura de técnica e correria, mesmo aos 37 anos.

Enzo é uma promessa argentina de 21 anos que começou no banco e conquistou a titularidade com passes e arremates decisivos durante a campanha intensa da alviceleste.

Amrabat truncou o meio de adversários com desarmes rápidos e distribuiu passes elegantes. O volante da Fiorentina é outra revelação do torneio, apesar de já ter 26 anos.

No ataque, estão os unânimes Messi e Mbappé, que dispensam apresentação. Suas carreiras estão em fases opostas: Mbappé, aos 23, caminha para ser tornar um dos maiores jogadores da história do futebol e busca seu segundo título mundial. Messi tenta encerrar sua carreira na seleção dando o tri a seus país, título inédito para o argentino, que seria uma cereja no bolo de sua carreira já eternizada.

Para fechar o trio, o eleito foi Julián Álvarez, outro moleque. Aos 22, assumiu a titularidade durante o torneio e marcou gols decisivos para a campanha argentina, como os dois contra a Croácia, na quarta-feira (14), que classificaram a equipe à final.

A decepção da Copa

Para a maioria dos colunistas, a grande decepção desta edição de Copa esteve relacionada à desclassificação brasileira precoce. Tropeços de outras potências e polêmicas sobre direitos humanos no Qatar também figuraram na lista; veja completa abaixo.

  • PVC: Alemanha. Duas Copas seguidas caindo na fase de grupos. Assustador.
  • Casagrande: Saber que fiquei um mês num país que não respeita os direitos humanos, trata mulheres como seres inferiores e é altamente homofóbico.
  • Renata Mendonça: Alemanha, apesar de boas atuações, perdeu muitas oportunidades de gol, não foi eficiente e acabou eliminada pela segunda Copa consecutiva na primeira fase.
  • Tayguara Ribeiro: O gol tomado pelo Brasil. Tomar em um contra-ataque, ganhando uma prorrogação e faltando apenas quatro minutos para terminar o jogo. Não tem como não se decepcionar.
  • Juca Kfouri: A desclassificação da seleção brasileira nas quartas de final, diante da Croácia.
  • Luis Curro: Alemanha (segunda eliminação seguida na fase de grupos), Bélgica (e seus craques De Bruyne e Lukaku), Brasil (outra queda nas quartas como favorito) e Cristiano Ronaldo (implicante e ineficiente).
  • Marcelo Damato: Thiago Silva, aos 38 anos, não sabe o que é ser capitão. A faixa não é uma vaidade. O capitão é quem põe o dever acima da vontade. Deveria ter se apresentado para bater o primeiro pênalti.
  • Marina Izidro: A forma como a talentosa seleção brasileira foi eliminada precocemente. Os quatro minutos finais da prorrogação contra a Croácia e a ordem de cobrança de pênaltis não sairão nunca mais de nossa memória.
  • Tostão: Alemanha, do ponto de vista técnico, e Brasil, do ponto de vista emocional.
  • Sandro Macedo: Dinamarca, que chegou com status de força alternativa, e Bélgica, 3º em 2018, não jogaram nada; e teve a decepção dos ingleses com a qual me solidarizo, Wilton Pereira Sampaio.

A surpresa

Esta edição foi recheada de surpresas: teve queda de potências e zebras na fase de grupos, tropeços de Espanha e Brasil no mata-mata, Marrocos alçando voo e Austrália classificada, além de Dinamarca lanterna de seu grupo.

  • PVC: Marrocos. Ninguém esperava.

  • Casagrande: A campanha de Marrocos, primeira seleção africana a chegar às semis, e a queda da Alemanha ainda na fase de grupos.

  • Renata Mendonça: Brasil não chegar às semifinais da Copa

  • Tayguara Ribeiro: Julián Álvarez, jovem centroavante da Argentina.

  • Juca Kfouri: A maravilhosa torcida marroquina.

  • Luis Curro: Marrocos, a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, derrubando, com força coletiva, Bélgica na fase de grupos e Espanha e Portugal nos mata-matas

  • Marcelo Damato: a ida de Marrocos à semifinal não deve se repetir logo, mas muda o horizonte das equipes africanas. Coreia do Sul e do Japão também mostraram novidade. As três equipes venceram apostando em contra-ataques criativos.

  • Marina Izidro: Marrocos, primeira seleção africana a chegar à semifinal, vencendo Bélgica, Espanha e Portugal.

  • Sandro Macedo: Saindo da obviedade de apontar Marrocos, me surpreendi com Tite deixando a turminha chorando sozinha no gramado após a eliminação; e com a torcida da Argentina, que invadiu o Qatar e abraçou a seleção como poucas vezes me lembro.

O que marcou esta Copa?

Segundo os colunistas, o aspecto mais marcante desta edição foi o político: seleções e torcedores transformaram os estádios em palcos de protestos por diferentes motivos. As controvérsias envolvendo o desrespeito do país-sede a direitos humanos fomentou discussões sobre o assunto.

  • PVC: Aplaudimos os craques Messi, Neymar e Mbappe, sem esquecer que são garotos propaganda do regime qatariano, que não respeita os direitos humanos, especialmente os das mulheres e de homossexuais.

  • Casagrande: As exibições de Messi foram marcantes. Essa é minha sétima Copa do Mundo, e em nenhuma delas vi algo igual. Outro ponto a ressaltar: os manifestos das mulheres iranianas contra a morte da garota Mahsa Amini durante as partidas.

  • Renata Mendonça: As manifestações na torcida, tanto de torcedores com símbolos, camisas e bandeiras pela causa LGBT e também protestos em favor das mulheres iranianas, como a faixa “Women Life Freedom” na arquibancada, marcaram esta edição de Copa, sediada por um país que restringe direitos humanos.

  • Tayguara Ribeiro: A Copa foi marcada por protestos. Jogadores do Irã não cantaram o hino do país em apoio à situação das mulheres iranianas; ingleses se ajoelharam em protesto contra o racismo; alemães taparam a boca em conjunto em ato contra a Fifa, que proibiu manifestações.

  • Juca Kfouri: Algo que marcou a Copa de 2022 foi o contraponto entre a frieza e artificialidade do Qatar e a quentura das torcidas de Marrocos, principalmente, e da Argentina

  • Luis Curro: Um momento marcante foi a bola que todo o mundo viu que saiu do campo, antes de gol decisivo do Japão contra a Espanha, mas que, segundo a arbitragem, não saiu —disseram que a tecnologia permitiu ao VAR enxergar que parte da redonda estava sobre a linha de fundo.

  • Marcelo Damato: Essa foi a Copa dos meio-campistas, dos pontas e dos goleiros. Polivalência passou a ser regra. O jogo ficou mais bruto. A violência foi tolerada pelo apito. O VAR 2.0 resolveu o impedimento. O Brasil foi o de sempre.

  • Marina Izidro: A escolha da sede nunca foi tão criticada como nesta edição, com questões como direitos humanos e combate à homofobia dominando os debates e atletas divididos entre o direito de manifestação e o sonho de jogar uma Copa.

  • Tostão: a TV mostrava o presidente da Fifa, Infantino, sempre sentado sozinho durante os jogos. Em França x Marrocos, ele teve a companhia de Macron. Mesmo assim, continuou na mesma posição, calado, como se o francês não existisse. Será ele o dono da Fifa, do futebol e do mundo?

  • Sandro Macedo: Esta será lembrada como a última Copa de Messi desfilando em alto nível; mas também vai ficar marcada para sempre como a Copa do “não”. Não aos direitos humanos, não aos LGBTQIA+, não às mulheres, não à cerveja. Vai-te Qatar.

link

Na Copa de 2026 vai ter Budweiser, e várias cervejas boas – 17/12/2022 – Copo Cheio

Quando faltavam apenas dois dias para o início da Copa, veio a notícia que caiu como água no chope do consumidor cervejeiro que pensava nos brindes no Qatar: a proibição da venda de cerveja dentro e nos arredores dos estádios.

Era só mais uma de tantas outras restrições no primeiro Mundial no Oriente Médio, mas pegou até a Budweiser, cerveja oficial do evento, desavisada. “Após discussões entre o país anfitrião e a Fifa, uma decisão foi tomada para focar a venda de bebidas alcoólicas na Fan Fest, outros destinos turísticos e pontos autorizados, removendo pontos de venda de cerveja dos perímetros da Copa do Mundo de 2022”, disse comunicado da Fifa.

Até os alemães, que reclamaram loucamente de serem obrigados a vender Budweiser na sua Copa, em 2006, questionaram a decisão em cima da hora.

Mas a boa notícia é que em 2026, “the beer it’s coming home”, como diriam os ingleses. Cerveja mais vendida nos Estados Unidos, a Bud, que pertence ao portfólio da Ambev, tem contrato garantido até o Mundial de 2026, a ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Alegria garantida para os copeiros de plantão.

Mas por que se contentar só com a Budweiser se você estará diante de um paraíso de malte e lúpulo? Fãs de cervejas artesanais podem passar longe da marca oficial e se refestelar na imensidão de rótulos especiais —pelo menos, fora do estádio.

O Mundial será um parque de diversões lupuladas em cada sede —ao todo, serão 16, incluindo 11 cidades americanas: Vancouver e Toronto (Canadá); Seattle, San Francisco, Los Angeles, Kansas City, Dallas, Atlanta, Houston, Boston, Filadélfia, Miami e Nova York (EUA); e Cidade do México, Guadalajara e Monterrey (México).

Bem, se for pensar na cerveja na hora de escolher um jogo para assistir, a sugestão principal são as californianas São Francisco e Los Angeles, terra de várias american IPAs de respeito, ou, na outra ponta, Nova York e Boston.

San Francisco é a casa da ótima Anchor Brewing, por exemplo, cervejaria que contribuiu para o boom do movimento no país e que era encontrada com frequência por aqui em bares especializados, como o EAP, mas tem estado em falta. Assim como a Sierra Nevada, outra californiana que fazia sucesso.

Outra conhecida cervejaria na região é a Lagunitas, dona de uma india pale ale tradicional, esta, sim, de fácil acesso no Brasil —integra o portfólio da Heineken.

Do outro lado do país, em Nova York, também dá para fazer uma festa cervejeira. A cidade que deve sediar a final da Copa abriga cervejarias como a Brooklyn Brewery, conhecida por aqui. O bairro do Brooklyn ainda é a casa de marcas como a Threes Brewing e a moderninha Grimm Artisanal Ales.

Já em Long Island, tem a descolada Rockaway Brewing, ou o Alewife Taproom, um pub procurado, em que é possível tomar cervejas de outros cantos do mundo.

Se nas cidades da costa oeste será fácil encontrar muitas west coast IPA, do lado leste, em Nova York ou Boston, quem manda são as New England IPA, ou juicy IPA. Aliás, a capital de Massachusetts é o lar de uma das principais artesanais dos Estados Unidos, a Samuel Adams, que vez ou outra dava as caras em São Paulo.

Vamos falar muito ainda das cervejarias americanas nas cidades da próxima Copa, mas já é um alento saber que você vai ter Bud e, melhor, vai ter muito mais que Bud.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

link