Tag: futebol

The Best Fifa: Haaland é o favorito

O atacante norueguês Erling Haaland, 23, do Manchester City, desponta como o favorito para vencer o prêmio The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege o melhor jogador de futebol da temporada. A cerimônia de premiação ocorre nesta segunda-feira (15), em Londres, às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo site da Fifa e pela plataforma de streaming Fifa+.

Um dos principais nomes do dominante clube inglês comandado por Pep Guardiola, o centroavante que reúne velocidade, força e precisão foi peça fundamental para a conquista da tríplice coroa: Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e a inédita Liga dos Campeões.

No páreo contra o norueguês está o argentino Lionel Messi, eleito sete vezes o melhor do mundo pela Fifa, e o francês Kylian Mbappé. Embora a concorrência seja forte, pesa a favor da sensação norueguesa o calendário considerado pela premiação da Fifa.

Para escolher o melhor da temporada, o júri —composto de capitães e técnicos de seleções, jornalistas e torcedores— deve considerar o período de 19 de dezembro de 2022 (dia seguinte à final da Copa do Mundo do Qatar) até 20 de agosto de 2023.

Contratado pelo time de Manchester em julho de 2022 após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, Haaland bateu o recorde de gols em uma edição da Premier League em sua primeira participação no campeonato. O atacante balançou a rede 36 vezes em 35 jogos na temporada 2022/23, com uma média de mais de um gol por partida.

Mais um recorde foi quebrado por ele em novembro, quando chegou a 50 gols no Inglês após 48 partidas. A marca pertencia a Andrew Cole, que demorou 65 jogos para alcançar a mesma marca nos anos 1990, quando atuava pelo Manchester United.

Haaland também se destacou na Liga dos Campeões. Foi o artilheiro da principal competição da Europa pelo segundo ano seguido, com 12 gols em 11 jogos, e cumpriu a missão de levantar a única taça que faltava na sala de troféus do City.

No mesmo período, Messi e Mbappé caíram com o Paris Saint-Germain ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões, diante do Bayern de Munique. Na Copa da França, derrota na mesma fase, para o Olympique de Marselha.

A principal conquista da dupla no período foi a taça do Campeonato Francês. Mbappé foi o artilheiro, com 29 gols e seis assistências em 34 jogos. O desempenho rendeu o prêmio de melhor jogador da Ligue 1 pela quarta vez seguida.

O astro argentino marcou 16 vezes e deu 16 assistências em 32 partidas na campanha vitoriosa do PSG. Na sequência, deixou a capital francesa para se juntar ao Inter Miami em uma liga de menor expressão nos Estados Unidos. Logo conduziu o clube de David Beckham ao seu primeiro título, tornando-se o recordista de taças no futebol, empatado com Daniel Alves.

Messi alcançou a marca de cem gols pela Argentina, em amistoso contra Curaçao. Também conduziu a equipe na campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com cinco vitórias em seis jogos e a liderança na tabela de classificação.

Pela França, Mbappé fez nove gols em oito partidas na campanha que garantiu a seleção na Eurocopa, que ocorrerá entre 14 de junho e 14 de julho, na Alemanha. No jogo contra a Holanda que sacramentou a participação francesa, o atacante chegou a 42 gols pela França e ultrapassou Michel Platini, tornando-se o quarto maior artilheiro do país.

 

Ederson concorre como melhor goleiro; Brasil também disputa gol mais bonito

O Brasil está presente no The Best com o goleiro Ederson, do Manchester City e da seleção brasileira. O arqueiro disputa o prêmio com o belga Thibaut Courtois, do Real Madrid, e o marroquino Yassine Bounou, do Al Hilal.

Titular incontestável da equipe multicampeã comandada por Guardiola, Ederson foi vazado 32 vezes em 35 partidas na Premier League e ficou em segundo na premiação Bola de Ouro, da revista France Football, perdendo a disputa para o argentino campeão mundial Emiliano Martínez, do Aston Villa —diferentemente do prêmio da Fifa, a Bola de Ouro considerou a Copa do Qatar na edição 2023.

Pelo clube madrileno, Courtois teve atuação decisiva para a conquista da Copa do Rei da Espanha na final contra o Osasuna, enquanto Bounou defendeu duas cobranças de pênalti para garantir o título da Liga Europa para o Sevilla contra a Roma.

O Brasil também concorre ao prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada. O candidato do país é o volante Guilherme Madruga, do Botafogo-SP, que marcou um golaço de bicicleta de fora da área contra o Novorizontino, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Campeãs do mundo e joia colombiana disputam entre as mulheres

Entre as mulheres, as três finalistas são as meio-campistas Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso, destaques na campanha do título inédito da Espanha na Copa do Mundo de 2023, e a atacante colombiana Linda Caicedo.

Bonmatí é a favorita para ficar com a premiação. Ela atua pelo Barcelona e também ganhou a Bola de Ouro da France Football. Foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e faturou o tetracampeonato da liga espanhola e a Liga dos Campeões com o clube catalão.

Hermoso, que disputou a temporada pelo mexicano Pachuca, fez três gols e deu duas assistências na campanha vitoriosa da Espanha no Mundial. A jogadora acabou envolvida em uma polêmica ao ser beijada durante a cerimônia de premiação da Copa pelo então presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales.

Jovem revelação colombiana, Caicedo tem apenas 18 anos e joga no Real Madrid. No Mundial, a atacante ajudou a Colômbia a avançar até as quartas de final. Um gol marcado contra a Alemanha foi eleito o mais bonito do torneio.

Dorival Júnior é o novo técnico da Seleção Brasileira

Dorival Júnior assume a importante posição de treinador da Seleção Brasileira, aceitando o convite do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Aos 61 anos, o experiente profissional deixará o São Paulo para suceder Fernando Diniz, demitido na última sexta-feira (5).

O anúncio oficial está programado para os próximos dias, aguardando apenas a conclusão de detalhes burocráticos. Enquanto isso, Dorival Júnior já informou sua decisão ao clube do Morumbi, que agora busca alternativas no mercado. A transferência do treinador implicará no pagamento da multa rescisória de seu atual contrato, aproximadamente R$ 4 milhões.

Os bastidores da negociação se desenrolaram ao longo da semana, coincidindo com a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF por meio de uma liminar concedida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Ao reassumir o cargo, o dirigente tomou a rápida decisão de demitir Diniz e iniciou as conversas com Dorival.

Originário de Araraquara, o paulista expressou inicialmente preocupações devido à turbulência política na CBF, marcada por intensas disputas e um movimento para a saída de Ednaldo. No entanto, sua apreensão foi amenizada ao constatar que o favorito para suceder o presidente em caso de nova eleição, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), é simpático ao seu trabalho.

 

Morre Zagallo aos 92 anos – 06/01/2024

O ex-jogador Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido apenas como Zagallo, morreu no início desta madrugada de sábado (6). Uma nota foi publicada nas redes sociais do jogador:

“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.

Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.

Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”

Demissão de Diniz tumultua ainda mais o futebol brasileiro

O futebol brasileiro passa por uma série de eventos que estão tumultuando ainda mais o cenário do esporte mais apaixonado do País, envolvendo a demissão do treinador Fernando Diniz da Seleção Brasileira, a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF e as dificuldades na escolha de um técnico definitivo para a seleção.

Aqui estão alguns pontos-chave:

  1. Demissão de Fernando Diniz: O treinador Fernando Diniz foi demitido da Seleção Brasileira após comandar a equipe em apenas seis jogos nas eliminatórias para a Copa de 2026, com um desempenho considerado o terceiro pior da história da seleção, com um aproveitamento de 39%.
  2. Carlo Ancelotti e Mudanças de Planos: A CBF tinha inicialmente planejado a contratação do italiano Carlo Ancelotti como técnico, mas este renovou seu contrato com o Real Madrid até 2026, frustrando os planos da entidade.
  3. Retorno de Ednaldo Rodrigues à Presidência da CBF: Ednaldo Rodrigues foi reconduzido ao cargo de presidente da CBF após uma série de idas e vindas judiciais. A decisão de sua recondução foi tomada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, que suspendeu a decisão anterior que destituía Rodrigues do cargo.
  4. Dificuldades na Escolha de Novo Técnico: Com a impossibilidade de contar com Ancelotti e a demissão de Diniz, a CBF enfrenta desafios na escolha de um novo técnico definitivo para a Seleção Brasileira. O treinador do São Paulo, Dorival Júnior, é mencionado como um dos principais cotados, mas as incertezas políticas na CBF podem influenciar sua decisão.
  5. Outros Nomes Especulados: O nome do português José Mourinho também foi especulado, mas ele afirmou não ter sido contatado pela CBF. Isso levanta questões sobre a atratividade da seleção brasileira para treinadores renomados no cenário internacional.
  6. Situação Judicial Complexa: A recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF envolveu uma série de decisões judiciais, incluindo o afastamento inicial devido a questões relacionadas a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a posterior recondução pelo ministro do STF.
  7. Impacto nas Competições Internacionais: A Fifa e a Conmebol emitiram alertas sobre possíveis sanções em caso de interferência externa na CBF pela Justiça comum, incluindo a possibilidade de a seleção brasileira e clubes brasileiros serem proibidos de disputar competições internacionais.

Esses eventos mostram a complexidade e os desafios enfrentados pelo futebol brasileiro, não apenas em termos esportivos, mas também em questões administrativas e judiciais.

CBF deixa a Seleção à deriva

A tão aguardada espera por Carlo Ancelotti, 64 anos, chegou ao fim, mas não da maneira que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) havia planejado. Nesta sexta-feira (29), o Real Madrid anunciou a renovação do contrato com o italiano até 2026, frustrando os planos da entidade de tê-lo como treinador da Seleção Brasileira em 2024.

O desfecho representa um golpe significativo para a CBF, que enfrentou uma temporada desastrosa desde a saída de Tite após a última Copa do Mundo, em 2022, no Qatar. Ao longo de 2023, a entidade apostou em dois interinos, Ramon Menezes e, posteriormente, Fernando Diniz, este último contratado com a expectativa de ceder espaço para Ancelotti.

O acordo com Ancelotti, aparentemente costurado por Ednaldo Rodrigues, destituído pela Justiça do Rio de Janeiro, causou tumulto político na CBF. A escolha de Jose Perdiz, presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), como interventor, agravou ainda mais a crise.

Enquanto a política tumultuada se desenrolava nos bastidores, a seleção brasileira enfrentava uma crise técnica em campo. As derrotas inéditas nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, somadas ao desempenho instável de Fernando Diniz, resultaram em um período conturbado.

Diniz, anunciado em julho de 2023, fechou a temporada com o terceiro pior início de um treinador à frente da seleção, registrando uma sequência de derrotas nas Eliminatórias e um aproveitamento de apenas 39%. A ausência de vitórias convincentes e o revés como mandante contra a Argentina no Maracanã aumentaram as dificuldades.

O histórico da seleção brasileira, mantido pela RSSSF Brasil, destaca Diniz como o terceiro treinador com pior início, atrás apenas de Paulo Roberto Falcão e Chico Netto. A pressão sobre Diniz aumenta, especialmente considerando o cenário de reformulação do elenco após os fracassos nas últimas Copas do Mundo.

Apesar das estatísticas desfavoráveis, Diniz defende seu trabalho como parte de um processo de mudança e lamenta a perda de Neymar, cuja lesão grave o afastará por até 12 meses. O futuro do comando da seleção brasileira permanece incerto, com a indefinição sobre quem estará à frente da equipe na próxima Copa América, em 2024, nos Estados Unidos.

A turbulência política na CBF, envolvendo uma intervenção judicial e desafios da FIFA e da Conmebol, complica ainda mais a situação. Enquanto a Justiça brasileira determina eleições em janeiro, entidades internacionais buscam inspecionar a situação antes de reconhecer qualquer mudança. O desfecho dessa trama política pode influenciar diretamente o futuro da seleção brasileira e, consequentemente, o destino de Fernando Diniz.

Ney faz “rolês” e tratamento de lesão em alto mar

Em meio à árdua jornada de recuperação da séria lesão no joelho esquerdo, que adiará seu retorno aos campos até agosto de 2024, o astro da Seleção Brasileira, Neymar, de 31 anos, direciona sua energia para outras frentes.

O cruzeiro “Ney em alto mar” teve início na terça-feira (26), um passeio marítimo de três dias repleto de entretenimento, incluindo shows de artistas renomados como Péricles, Belo, Guimê e Orochi. A embarcação MSC Preziosa oferece ainda atrações como cinema 4D, cassino, academia, restaurantes, pista de boliche e simulador de carros de Fórmula 1, tudo isso na companhia do atleta do Al Hilal.

Os preços das cabines começavam em torno de R$ 5.000, podendo alcançar até cerca de R$ 30 mil. Os organizadores relatam que os cerca de 4,3 mil ingressos colocados à venda foram esgotados, resultando em um faturamento estimado acima de R$ 20 milhões. O embarque e desembarque ocorrem em Santos, com uma parada programada em Búzios, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro.

Publicações nas redes sociais evidenciaram que Neymar embarcou no cruzeiro apoiado em uma muleta no braço direito, dispensando o apoio para ambos os braços, como ocorria nas últimas semanas.

O jogador sofreu a ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo em outubro, durante a derrota da seleção brasileira por 2 a 0 contra o Uruguai nas Eliminatórias para a Copa de 2026.

O médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, responsável pela cirurgia de recuperação do atacante, estima que Neymar só estará pronto para voltar a campo em agosto de 2024, o que o torna indisponível para a Copa América, iniciada em 20 de junho nos Estados Unidos, onde o Brasil terá que competir sem seu principal jogador.

Embora afastado do futebol, Neymar evidencia, através das redes sociais, seu comprometimento com o tratamento da lesão durante o cruzeiro. Em uma postagem no Instagram na terça-feira, ele mostrou-se deitado em uma cama dentro do navio, com a perna esquerda envolta em um aparelho para acelerar a recuperação da lesão, com a legenda: “Tratamento no rolê, vale?”.

Transferido para o Al Hilal em agosto, Neymar, que teve sua transferência do PSG avaliada em cerca de 90 milhões de euros (R$ 484 milhões), estreou pelo novo time em setembro, após lesões musculares e compromissos com a seleção brasileira.

Com um salário estimado em 160 milhões de euros (R$ 860 milhões) por ano, Neymar disputou apenas cinco partidas pelo Al Hilal antes da lesão no Estádio Centenário, em Montevidéu. O histórico recente do jogador inclui 17 lesões mais graves desde 2014.

A ausência de Neymar pode complicar ainda mais a recuperação da seleção brasileira em 2024. A derrota para o Uruguai marcou a primeira de uma série inédita de três derrotas consecutivas em jogos classificatórios para o Mundial.

Em meio à crise institucional da CBF, com seu presidente afastado, a seleção enfrenta incertezas sobre o retorno de Neymar e a definição do treinador à beira do campo. Se Ancelotti, atualmente no Real Madrid, optar por permanecer na Europa, a CBF precisará decidir entre buscar um novo nome ou manter Fernando Diniz, que enfrenta desconfiança após o retrospecto negativo em 2023 e terá que lidar com a ausência de Neymar pelo menos até a segunda metade do ano.

Muitas homenagens a Pelé, Edson e Dico, após 1 ano de sua partida

No primeiro aniversário da partida do Rei do Futebol, as homenagens continuam a fluir para Pelé, Edson e Dico, destacando-se como um testemunho constante da reverência mundial a esse ícone, que deixou este mundo aos 82 anos, em 29 de dezembro de 2022, após uma batalha contra o câncer de cólon.

Ao longo desses 12 meses, reverências ao tricampeão mundial ecoaram em diversas plataformas, em locais que moldaram sua grandiosa carreira, desde Três Corações, sua cidade natal, até Bauru, onde os primeiros chutes foram dados, e Santos, palco de inúmeras glórias.

Inclusive em Paris, durante a prestigiada premiação anual da FIFA em fevereiro, a qual dedicou considerável parte da cerimônia ao homem cujo talento encantou o mundo. Ronaldo, ex-jogador e contemporâneo de Pelé, buscou articular o impacto singular de Edson Arantes do Nascimento no mundo esportivo.

“Era um jogador muito à frente do seu tempo, um atleta que serviu de inspiração para mim e para o mundo do futebol. Nos anos 50, já era moderno, chutava com as duas pernas, saltava mais alto que os outros, fazia gol de bicicleta, cabeça. Eu também me lembro dele como um amigo querido. Quando eu tive a primeira lesão no meu joelho, em 2000, ele me visitou na minha casa, levando muito amor e carinho em um dos momentos mais difíceis da minha vida”, compartilhou Ronaldo.

“O Pelé também será lembrado pelo impacto na sociedade. Quando ele jogava, o mundo era um lugar ainda mais racista do que é hoje. Ele, um atleta negro, virou o rei do esporte mais popular do planeta. Mostrou que o negro pode ser o melhor, mais bem-sucedido, e pode vencer o racismo. Essa luta ainda não acabou, mas peço que todos se inspirem na luta do Rei Pelé”, acrescentou.

Embora Pelé tenha sido criticado por não se envolver mais profundamente em questões sociais, é inegável o impacto que ele teve, transcendendo gerações e até alcançando o reino da ficção.

O escritor Nelson Rodrigues, o primeiro a chamá-lo de rei, descrevia o magnetismo de Pelé até para a “grã-fina das narinas de cadáver”, uma personagem caricata que nada entendia de futebol, mas se curvava diante da majestade ululante. “O que a magnetizava era Pelé como homem, mito e herói.”

Assim, as homenagens têm sido constantes ao longo do ano. O Campeonato Brasileiro observou um minuto de silêncio em cada uma das 380 partidas, renomeando-se carinhosamente como Brasileirão Rei. De forma irônica e cruel, o Santos, clube com o qual Pelé conquistou seis títulos nacionais, foi rebaixado após anos flertando com a segunda divisão.

O novo presidente do Santos assegurou que, na Série B, ninguém vestirá a icônica camisa 10 que já pertenceu ao maior de todos. Mais uma homenagem a ser adicionada à lista que parece interminável. E, como retratado no recém-lançado livro “Dico: o Menino que Morava no Coração do Pelé”, de Celso de Campos Jr., ilustrado por Lhaiza Morena, a criança moldou o homem e forjou o craque. Se Pelé gostava de se referir a Edson na terceira pessoa, havia uma segunda entre eles, Dico.

“Será que, quando uma criança cresce, ela desaparece? Nada disso”, indaga a obra infantil. “Quando alguém tem uma criança no coração, ganha poderes infinitos. Quer ver só?”, continua Campos Jr., antes de reconstruir de maneira lúdica a trajetória do Rei do Futebol.

Três Corações, três pessoas em uma. Três palavras, ou uma: o célebre “love, love, love”, proferido em sua despedida nos Estados Unidos.

“Essas palavras saíram do coração do Pelé”, relata o livro “Dico”. “E a gente sabe quem morava lá, né?”

 

Endrick já tem 6,5 milhões de seguidores no Instagram

Com apenas 17 anos, o prodigioso atacante Endrick, revelação do Palmeiras, já acumula uma lista impressionante de conquistas no mundo do futebol. Destaque no Campeonato Brasileiro de 2023, onde marcou 11 gols, muitos deles decisivos e espetaculares, a joia alviverde está prestes a dar o próximo passo em sua carreira ao ingressar no Real Madrid a partir da metade de 2024, quando atingirá a maioridade.

Além de seu sucesso nos gramados, Endrick também ostenta números extraordinários nas redes sociais, um reflexo do seu talento precoce e do impacto imediato em sua ascensão.

No Instagram, o jovem atleta já angariou uma impressionante legião de 6,5 milhões de seguidores. Notavelmente, cerca de 80% desse público começou a seguir Endrick após sua estreia pelo Palmeiras, em 6 de outubro de 2022, quando contribuiu para a vitória por 4 a 0 sobre o Coritiba no Allianz Parque. Surpreendentemente, nos últimos dois meses, 36% desse contingente, equivalentes a 2,1 milhões de seguidores, aderiram ao seu perfil, especialmente após suas atuações decisivas na reta final do Brasileirão.

Comparativamente, nenhum dos companheiros de equipe no Palmeiras se aproxima desses números. Ícones do clube, como Dudu, acumulam 2,2 milhões de seguidores, enquanto o goleiro Weverton e o peça-chave Raphael Veiga contam com 1,9 milhões e 2 milhões, respectivamente.

O momento épico de Endrick na virada histórica do Palmeiras sobre o Botafogo, com uma vitória por 4 a 3 em 1º de novembro no Rio de Janeiro, impulsionou sua popularidade no TikTok, garantindo-lhe 100 mil novos seguidores e um total de 2,4 milhões na plataforma chinesa.

Embora esteja ainda distante dos números estratosféricos de astros consagrados como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, o potencial de Endrick para se tornar uma estrela tanto nos gramados quanto nas redes sociais é inegável. Vini Jr. e Rodrygo, compatriotas que já atuam no Real Madrid e participaram de uma Copa do Mundo, possuem, respectivamente, 43,6 milhões e 15 milhões de seguidores.

Além do sucesso digital, o relacionamento de Endrick com a modelo Gabriely Miranda também é um fenômeno nas redes sociais, contando com 351 mil seguidores. Publicações conjuntas, como a assistência ao jogo do Real Madrid e a celebração na premiação do Brasileirão, acumularam respectivamente 1 milhão e 1,4 milhão de curtidas, demonstrando o alcance de sua influência.

Endrick com a modelo Gabriely Miranda
Endrick com a modelo Gabriely Miranda | Crédito: Foto Instagram gabrielymiiranda

 

 

Morumbi agora vai se chamar MorumBis

A Mondelez, renomada fabricante do chocolate Bis, revelou nesta terça-feira (26) um acordo inovador de “naming rights” com o São Paulo Futebol Clube. O icônico estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente conhecido como Morumbi, passará por uma metamorfose denominativa, adotando o título de MorumBis.

Embora os números envolvidos no pacto não tenham sido oficialmente divulgados, o compromisso estabelecido estende-se por um período de três anos, contemplando um investimento total de expressivos R$ 75 milhões. Os R$ 25 milhões anuais superam os valores despendidos pela seguradora Allianz ao Palmeiras, detentor do Allianz Parque, e pela farmacêutica Neo Química ao Corinthians, responsável pela Neo Química Arena.

“A Mondelez chega para contribuir de forma única, à sua maneira característica, o jeito Bis de ser. Não objetivamos alterar integralmente o nome deste estádio histórico; assim, o MorumBis representa a fusão harmônica de Morumbi com Bis, configurando-se como o naming rights de menor intervenção na história, adicionando apenas um simples ‘s’”, comunicou a empresa em seu pronunciamento oficial.

A empresa enfatizou ainda a perspectiva de uma narrativa em evolução, prometendo que o espaço recém-batizado será palco de uma gama diversificada de entretenimento, diversão e momentos inesquecíveis, dignos de repetição, revisão e da irreverência característica do Bis, uma referência ao popular chocolate.

O São Paulo, através de seu diretor de marketing, Eduardo Toni, ratificou a concretização do acordo e expressou sua satisfação ao associar-se a uma marca de renome internacional.

“Estamos extasiados com a entrada da Mondelez em nossa casa, que agora adotará o nome de MorumBis. O São Paulo é uma marca robusta e global, assim como nossa nova parceira. O Morumbi é um estádio que mescla vibrante tradição, assim como o Bis. A convergência destas duas potências é, sem dúvida, um casamento perfeito”, declarou Toni.

 

Alemanha vive incertezas a 6 meses Eurocopa

Em 2024, a seleção da Alemanha se aproxima do aniversário de 10 anos da histórica conquista da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, com um sentimento agridoce. Após uma campanha brilhante, marcada pela icônica goleada por 7 a 1 sobre o Brasil e a vitória sobre a Argentina, a equipe encontra-se em um período de incertezas e apreensões a apenas seis meses da Eurocopa, que será realizada em solo alemão.

Desde o triunfo no Brasil, a Alemanha não conseguiu manter o mesmo desempenho em competições internacionais. Nas últimas duas Copas do Mundo (2018 e 2022), a equipe foi eliminada na fase de grupos, enquanto na última Euro (2020) caiu nas oitavas de final. O ano de 2023 registrou resultados desanimadores, com apenas três vitórias em 11 amistosos.

O comando técnico também passou por turbulências, com Hans Flick sendo demitido após a derrota para o Japão por 4 a 1. Sua gestão, iniciada após a era Joachim Löw, não conseguiu alcançar a consistência desejada, apesar de um bom início. A falta de resultados expressivos na Euro 2020 e na Copa do Mundo de 2022 contribuiu para a decisão da Federação Alemã de Futebol.

Alguns dos resultados negativos mais doloridos da trajetória dele ocorreram na Copa do Mundo no Qatar, onde ele desembarcou como o técnico mais bem pago entre os 32 treinadores que disputaram o torneio, com um salário anual de € 6,5 milhões (R$ 36 milhões na época).

O investimento não se traduziu em resultado. Com ele, a Alemanha estreou com derrota para o Japão, por 2 a 1, empatou com a Espanha, 1 a 1, e, embora tenha vencido a Costa Rica na rodada final, por 4 a 2, caiu logo na fase de grupos.

Uma série de documentários produzidos pela imprensa alemã acompanharam a trajetória dele no torneio e as imagens só aumentaram as críticas sobre Flick. Primeiro, foi apontada uma falta de conexão entre ele e o elenco. Depois, o técnico enfrentou uma zombaria por causa de uma cena em que mostra um vídeo de gansos voando para os atletas em um exercício para, supostamente, melhorar o trabalho em equipe.

ÍIkay Gündogan, 33, na época meio-campista do Manchester City e, atualmente, no Barcelona, era um dos líderes do elenco dirigido por Flick e admitiu que faltava sintonia com o comandante.

“Muitos dos nossos jogadores estão em uma luta mental consigo mesmos. Não há confiança entre eles, não há compreensão do momento, das decisões corretas em campo”, criticou Gündogan.

A chegada de Julian Nagelsmann como novo treinador trouxe uma vitória promissora sobre os Estados Unidos, mas a equipe encerrou o ano com três jogos sem vencer, aumentando a pressão sobre o técnico. A incerteza paira sobre a formação de um “núcleo forte” de jogadores e a identidade da equipe, questões levantadas por figuras como Ílkay Gündogan e Philipp Lahm.

À medida que a Eurocopa se aproxima, o desafio para Nagelsmann é monumental. A Alemanha precisa recuperar a confiança do elenco e reencontrar o caminho do sucesso. Com um contrato curto, até o final do torneio em solo alemão, a permanência de Nagelsmann está intrinsecamente ligada ao desempenho da equipe. Caso não consiga reverter o cenário atual, a seleção alemã corre o risco de ficar novamente sem rumo e sem comando.