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Corinthians celebra dez anos do bi mundial com amor a Tite – 15/12/2022 – Esporte

A Argentina buscará, no próximo domingo (18), ser o primeiro time sul-americano campeão mundial de futebol em dez anos. O último foi o Corinthians.

Lionel Messi conduz sua seleção na tentativa de interromper o domínio estabelecido pelos europeus nas últimas quatro edições da quadrienal Copa do Mundo. No anual Mundial de Clubes, já são nove triunfos seguidos dos representantes do velho continente.

A mais recente vitória de uma equipe da América do Sul no torneio completa uma década nesta sexta-feira. Em 16 de dezembro de 2012, o Corinthians, arquitetado por Tite, fez 1 a 0 no Chelsea, gol marcado pelo peruano Paolo Guerrero, e foi bi.

O técnico ainda é amado por quase toda a torcida alvinegra. Quem pôs a bola na rede, não.

Se não conseguiu repetir um sucesso do tamanho do obtido há dez anos, o treinador estreitou seus laços com o clube e conquistou novos títulos em preto e branco. Contratado pela seleção brasileira em 2016, passou desde então a ouvir o recorrente apelo “volta, Tite“.

Recentemente, escutou esse pedido do próprio presidente da agremiação, Duilio Monteiro Alves. Após a saída de Vítor Pereira, o dirigente checou a disponibilidade do gaúcho, que, já havia anunciado, deixaria a formação nacional independentemente do resultado na Copa do Mundo.

“Eu não nego para ninguém que tem um cara com quem gostaria de trabalhar, com quem trabalhei, que é o Tite. Mas ele deixou muito claro que não está pensando em trabalhar no Brasil agora”, afirmou o cartola, na última quarta (14).

Duilio está certo de que a justificativa seja verdadeira. A de Pereira, não era.

O português tinha proposta para renovar seu contrato com o Corinthians até o fim de 2023. Recusou, dizendo que precisava retornar a seu país e dar atenção à sogra, enferma. Em seguida, acertou com o Flamengo –que até a publicação deste texto tinha sua sede no Rio de Janeiro, não em Lisboa.

“O cara mentiu. Mas o Corinthians é muito maior do que todos e segue sua vida”, declarou o presidente.

Algo parecido com o que foi dito em 2015, quando Guerrero trocou justamente o Corinthians pelo Flamengo. O peruano não citou nenhum parente doente, mas quebrou a promessa feita repetidas vezes de que jamais defenderia outro clube brasileiro.

A garantia foi dada inicialmente em uma entrevista à Gazeta Esportiva, em janeiro de 2013, ainda no calor da então recente conquista do Mundial. Depois, até que partisse rumo ao Rio dois anos e meio mais tarde, tornou a dizer, em múltiplas ocasiões: “No Brasil só tenho um time”.

“E ele cumpriu a promessa! Não jogou em mais nenhum time do Brasil”, diverte-se o alvinegro Mauricio Poyatos, 45. “Não jogou nada no Flamengo, não jogou nada no Inter. E não jogou nada no Avaí”, gargalha o balconista.

Paolo defendeu o Flamengo de 2015 a 2018 e esteve no Internacional de 2019 a 2021. Em 2022, aos 38 anos, vestiu a camisa do Avaí, rebaixado no Campeonato Brasileiro. Participou de dez partidas, quatro como titular, sem nenhum gol.

“O Corinthians acreditou no Guerrero, que nem era tão conhecido no Brasil e tinha potencial para crescer aqui. Mas ele se vendeu e hoje em dia nem é mais lembrado”, afirma a tesoureira Priscila Clementino de Almeida, 35.

“Falar que o Guerrero não foi peça importante na conquista do título seria mentira, mas ele não foi para o Japão sozinho. Isso ficou claro principalmente pelo trabalho que o Tite fez com o elenco, motivou todos ali”, acrescenta a torcedora.

O centroavante marcou os dois gols do Corinthians no campeonato. De cabeça, definiu a difícil vitória por 1 a 0 sobre o Al Ahly, do Egito, nas semifinais, em Toyota. Também de cabeça, de maneira chorada, suada e alvinegríssima, estabeleceu o placar do triunfo sobre o inglês Chelsea, na decisão, em Yokohama, outro 1 a 0.

Idolatrado pela Fiel até o meio de 2015, ele não foi bem recebido nas visitas que fez ao estádio de Itaquera depois disso. Em 2016, em vitória preta e branca por 4 a 0, com dois gols de Ángel Romero, a torcida cantou: “Doutor, eu não me engano, o paraguaio é melhor que o peruano”.

O clube tem adotado a praxe de desejar feliz aniversário ao velho camisa 9, em suas páginas na internet, a cada 1º de janeiro. Há os que aplaudem, mas a reação mais comum são xingamentos como “Guerrero mercenário” e perguntas como “ídolo de quem?”.

O ódio até arrefeceu com o tempo –e com a cada vez menor relevância do atacante. Hoje, o sentimento está mais perto de um desdém. Existe uma parcela da torcida que aposta em um reconhecimento maior ao jogador quando ele estiver aposentado.

Mas a celebração dos dez anos do bi não se dá em um clima de amor ao artilheiro. O carinho é dedicado especialmente a Cássio, eleito o melhor atleta do Mundial de 2012. O goleiro continua vestindo a camisa do Corinthians, assim como Fábio Santos e Paulinho.

Outros dos campeões mantiveram relação próxima com o clube. Alessandro é dirigente. Danilo é técnico dos juniores. Emerson já teve um cargo no departamento de futebol. E Tite, pedem os corintianos, ainda terá de novo.

“Se o Corinthians tivesse uma cara naquela era de ouro do time, seria o Tite. Prezava o coletivo, nunca era por um só. A jogada do gol contra o Chelsea passa por todos os jogadores, incluindo o Cássio, até terminar na cabeçada do Guerrero”, lembra o publicitário Ronaldo Lopes Junior, 27.

“Volta, Tite”, clamam Priscila, Duilio e tantos outros.

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Brasil imola ou santifica seu técnico a cada quatro anos – 13/12/2022 – Marcelo Damato

Enxovalhar o técnico quando a seleção perde a Copa é do jogo. Faz parte da cultura nacional espancar o treinador fracassado como se fosse um falso messias, o traidor da nossa autoimagem de povo escolhido pelo deus do futebol.

Escolhemos o treinador da seleção como a um profeta. Esperamos que ele seja o nosso messias, um Jesus moderno.

Se ganha a Copa, o técnico é santificado. Mesmo que boa parte dos brasileiros não gostem de Felipão, de Parreira e de Zagallo, nós temos que engoli-los e, mais do que isso, cultuá-los por toda a eternidade, pois trouxeram o fogo sagrado do futebol para casa (vai dizer que você não sabia que dentro da taça há uma chama que nunca se apaga?).

Se perde, o treinador é crucificado. Nós, o povo eleito do futebol, recusamos o perdão àquele que nos fez sonhar que iríamos receber a taça, que significa a bênção de Deus, e depois não realizou essa esperança.

Assim, mandamos ele para a cruz. Toleramos o Barrabás do presidente da CBF, mas o treinador, não.

Quando o técnico é imolado, vale dizer qualquer besteira para condenar naquele que ousou nos negar o prêmio que é brasileiro por direito divino.

Não bastou Tite ter montado uma das maiores defesas da seleção em todos os tempos, de ter mantido a seleção sem crises internas por seis anos, por ter tentado enfrentado suas próprias convicções. Não bastou ter sido reconduzido com apoio quase unânime.

Se perdeu, ainda mais com essa equipe, se nos deu esperanças concretas, ele precisa ser imolado.

E na narrativa para imolar ou adular o falso profeta, a história é reescrita de frente para trás, jogo após jogo.

Quando o Brasil empatava o primeiro tempo com a Croácia, o clima era de apreensão, pequenas críticas. Após os dois gols de Richarlison, foi decretado: o Brasil fez uma grande partida do começo ao fim.

Após a vitória magra sobre a Suíça, faz-se pouco caso dos defeitos.

Mas, quando uma equipe só de reservas perdeu para Camarões por um gol nos acréscimos finais, comentaristas disseram que o Brasil estava sem rumo e que não havia feito nenhum jogo bom até ali.

Após a goelada sobre a Coreia do Sul, o clima inverteu. Tiago Leifert decretou que o Brasil só havia feito partidas boas, mesmo na derrota para Camarões.

Aí veio a Croácia. Depois de controlar o jogo, finalizar 22 vezes a gol, o Brasil permitiu um chute, levou o empate e caiu nos pênaltis. Imediatamente, tudo o que havia de bom no trabalho da seleção, e em particular de Tite, foi apagado de uma forma que nem Stálin, o ditador soviético, conseguia fazer. Só faltou reexibir a foto oficial da seleção na campanha de 2022 com um espaço vazio no lugar do técnico.

Se ainda tem dúvida, compare os jogos que foram para os pênaltis. A Argentina sofreu empate no último lance do jogo. Ganhou nos pênaltis, que não são loteria, mas nada têm a ver com o jogo. Como a Argentina venceu, todas as suas qualidades a respeito do jogo foram realçadas.

E o mesmo aconteceu com o Marrocos e um pouco com a Croácia (não muito, para que seus méritos não amenizem a situação do Brasil).

Imolar o técnico derrotado parece ser uma diversão nacional, como já se fez com bruxas e médicos charlatães.

Só que isso não ajuda nada a recuperar a Copa do Mundo.


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Copa do Mundo: leitores apontam erros do Brasil na queda – 12/12/2022 – Painel do Leitor

Para leitores da Folha, erros de Tite na preparação da seleção brasileira e na escalação do time para a disputa contra Croácia pelas quartas de final explicam a derrota do Brasil no Copa do Mundo.

Na última sexta-feira (9), o Brasil foi eliminado pela Croácia nos pênaltis, depois de 0 a 0 no tempo regulamentar e 1 a 1 na prorrogação, encerrando o sonho brasileiro do hexacampeonato.

O técnico Tite abandonou o campo logo após a derrota e anunciou que deixaria o comando da seleção.



O técnico fez escolhas equivocadas e, derrotado, abandonou seus jogadores em campo. Duplamente culpado.

“Um técnico tem a missão, escalar, configurar e dar instruções ao seu time. Sou professora e assim conheço meus alunos e minhas alunas. Logo, se participo de um campeonato ou competição, coloco a fina prata: tem o que é bom na oralidade, outro que é bom na escrita, o que é rápido para dar respostas. Juntos formam uma equipe coesa, prontos e prontas para vencer; caso não ocorra, será porque o outro lado tem um time mais forte”, avaliou Vera Lúcia Campos Leite, 55, de Cuiabá (MT).

“No caso do Brasil, o técnico fez escolhas equivocadas (até para o pênalti) e, derrotado, abandonou seus jogadores em campo. Duplamente culpado.”



Desde 2018 eu venho dizendo que só voltaremos a vencer uma Copa quando tivermos um técnico europeu de primeira linha.

O empresário Jayme Eduardo Rincon, 64, de São Paulo (SP), atribuiu a derrota exclusivamente ao treinador. “Tite não se atualizou, continuou refém de seu atraso e se colocou mais como psicólogo do que técnico. Convocou mal, escalou mal e substituiu mal. Desde 2018 eu venho dizendo que só voltaremos a vencer uma Copa quando tivermos um técnico europeu de primeira linha.”

“A seleção brasileira entrou com estilo de jogo muito lento, perdendo o meio-campo e tendo dificuldade contra o chato time croata. Tite demorou para fazer as alterações. O Brasil enfim melhorou no segundo tempo, criou chances e merecia a vitória na prorrogação; aí veio uma desatenção geral e o erro fatal do contra-ataque que empatou a partida. Inadmissível. Rodrygo também não deveria ter a pressão de iniciar a cobrança de pênaltis”, analisou o jornalista Celso Luís Gallo, 30, de Araraquara (SP).

“Em mata-mata de Copa do Mundo, detalhes fazem a diferença. Infelizmente foi a favor dos croatas. Foi uma derrota doída de um time promissor.”



Falta equipe, conjunto, hábito de jogar junto. Enquanto for um ‘ajuntamento’ de grandes estrelas, vai continuar assim.

“Falta equipe, conjunto, hábito de jogar junto. Enquanto for um ‘ajuntamento’ de grandes estrelas, vai continuar assim. Não é a toa que temos vistos talentos individuais brilhando e não um conjunto de encher os olhos”, afirmou a assistente social Mara Jacota Cohen, 63, de São Paulo (SP).

Para o sociólogo Ricardo dos Santos Batista, 33, de São Paulo (SP), houve “dificuldade criativa e supervalorização da imagem individual dos jogadores”.

Leia a seguir outras manifestações dos leitores.

“A Croácia era melhor. Aliás, penso que um país com 3,9 milhões de habitantes deve ter um sistema de educação (e educação física) muito bom, para conseguir identificar e preparar estes talentos. Só confirma o desperdício de talentos que temos no Brasil em todas as áreas, não só no esporte. Parabéns, Croácia, merecido!”

Daniela Franco, 53, professora de educação física (São Paulo, SP)

“A falta de humildade, dancinhas de poderosos, confiar demais no patrimônio pessoal e esperar ser o melhor. Nada haver com responsabilidade e trabalho…”

Hermenson Azevedo Sá, 64, chaveiro (Belo Horizonte, MG)

“Atribuo à síndrome da Neymardependencia.”

Joel Rosa da Rocha , 55, advogado (Itapevi, SP)

“Falta de preparo psicológico. Desde 2014 o que atrapalha a seleção brasileira não é a técnica, é o emocional: insegurança, nervosismo, o peso da camisa, ego, senso de coletivo, expectativas irrealistas… Falta um bom trabalho de um(a) profissional da psicologia. Se essas questões forem tratadas com seriedade, com profissionalismo, como fazem grandes times, a próxima Copa é nossa!”

Pâmela Lunardelli, 35, psicóloga (Florianópolis, SC)

“Vaidade. Após o gol do Neymar, o clima foi de vitória, final de jogo. Comemoraram antes da hora. E a escolha do Tite para quem bateria o primeiro pênalti.”

Nilcilea Peixoto, 68, secretária-executiva (Juiz de Fora, MG)

“Quando marcamos 1 a 0 na primeira etapa da prorrogação, era preciso manter a posse de bola. Estávamos melhores fisicamente, com jogadores mais jovens, mas faltou maturidade. O Brasil não teve o espírito e nem teve, para si, a responsabilidade de levar o time à taça.”

José Roberto Paulino, 72, designer (São Luiz do Paraitinga, SP)

“Hoje os jogadores brasileiros não jogam por prazer e sim pelo dinheiro e estrelato. Deixem de pagar milhões pelos egos e recrutem quem talento e amor pelo esporte. Que uma parte do salário vá para causas sociais, para a educação dos jovens no esporte.”

Eliana Machado, professora (São Paulo, SP)

“Não jogam pelo Brasil, falta de paixão e amor à camisa que vestem ao jogar. Não adquiriram maturidade para enfrentar jogos decisivos como um time coeso e comprometido com a vitória.”

Terezinha Ribeiro Alvim, 67, professora (Belo Horizonte, MG)

“Faltou encarar o adversário com o necessário respeito. Faltou consciência, em todo o torneio, de que a derrota era uma possibilidade. Sobrou salto alto ao time da CBF na Copa do Qatar. Faltou um profissional no comando. Está na hora de buscar outro tipo de treinador.”

Lucas Christianu Vaz Costa, 39, servidor público (Recife, PE)

“O time não tinha alma. Faltou fome de bola.”

Ciro Gusmão Jr, 64, aposentado (Brasília, DF)

“O agouro do gato que foi retirado pelo assessor da CBF.”

João Silva, 34, professor (Sorocaba, SP)

“Faltou garra, disposição e, principalmente, futebol, mas sobraram dólares e disposição para carne com ouro. Mercenários acima de tudo.”

José Geraldo Silva, 62, engenheiro elétrico (São José Campos, SP)

“Um bando de moleques mais preocupados com danças, coreografias, batuques, cabelos descoloridos, sobrancelhas raspadas… Ou seja, preocupados com criar modinhas e não com jogar futebol seriamente. Não se vê isso em nenhuma das outras seleções.”

Luciana Mendes, 43, advogada (Ribeirão Preto, SP)

“Falta de um verdadeiro líder dentro de campo.”

Paulo Vasconcelos, 38, preparador físico (São Paulo, SP)

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Em carta a Tite, Daniel Alves diz que não mudaria nada – 10/12/2022 – Esporte

O lateral direito Daniel Alves se manifestou na sexta-feira (9) e neste sábado (10) nas redes sociais, após a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo do Qatar –derrota para a Croácia nos pênaltis. Primeiro, o jogador publicou uma carta de agradecimento ao técnico Tite, que deixou o comando da equipe após a queda no Mundial. Depois, fez o mesmo para o atacante Neymar.

O jogador diz que não mudaria nada na “última viagem” que fizeram, que é a ida para a Copa do Mundo, e deseja sorte ao treinador. “Que o senhor possa ter a paz que eu também levarei comigo, a paz do dever cumprido e da missão executada”, diz trecho da carta.

Para Neymar, Daniel Alves colocou uma foto junto com a mensagem e escreveu que Neymar “tem uma missão aqui na Terra”.

“A dor, assim com a felicidade, são passageiras, mas a nossa missão é não permitir que a dor seja mais do que a felicidade”, diz o trecho da carta.

Aos 39 anos, Daniel Alves disputou contra a Coreia do Sul, nas oitavas de final, a sua última partida pela seleção brasileira e se tornou o jogador mais velho a atuar pelo Brasil em Copas do Mundo.

Leia a mensagem de Daniel Alves para Tite:

Querido Adenor, escrevo-lhe essa mensagem aqui para agradecer-lhe tudo que fizeste por esse querido grupo todos esses anos.

Esse abraço é o significado mais puro do que o sr representa para mim é para esse grupo de seres humanos especiais.

Especiais por suas particularidades, por seus caráter, por sua humildade e sobretudo pelas histórias de superação e pelas grandes almas que existem por trás da telinha.

Existem medalhas que não se coloca no peito e sim na alma e essa é uma.

Obrigado por nos ensinar a como ser homens, país, filhos, amigos, irmãos e seres humanos… pode ser que isso, nos tempos do hoje, não tenha valor nenhum, ou pode ser que ainda existam seres que ainda acreditem o quão isso é valioso e importante.

Essa é a nossa última viagem aqui e posso te falar; não mudaria nada.

Desejo-lhe tudo de maravilhoso e mais puro nessa vida e na outra.

Que o sr possa ter a paz que eu também levarei comigo: a paz do dever cumprido e da missão executada.

O resultado de um jogo nunca mudará o placar das nossas vidas.

Todo esse tempo dedicado de corpo e alma traz a paz que faz-nos seguir nossos caminhos de lutas e glórias.

E sim, essa é uma carta aberta não somente para que o sr possa ler, mas para que todos saibam que os seus valores não estão nem nunca serão medidos em debates.

Com muito carinho e respeito, obrigado por todos esses anos juntos em prol de representar o melhor país do mundo.

Leia a carta escrita pelo lateral para o atacante Neymar.

Coloco essa imagem primeiro porque é assim que sempre quero lembrar de você e quero que também todos lembrem assim de você.

Você é exemplo de brasileiro que saiu do nada e conquistou mais do que sonhou.

Chorar é parte do processo, mas sorrir é o que faz com que lembremos que todo o sacrifício que fizemos valeu a pena.

Muitas vezes o troféu faz muitas pessoas se equivocarem, achando que são melhores do que as outras porque ganharam… mas não, não sabem que isso é apenas uma distração que alimenta continuamente os seus egos.

Ganhar para mim que sou considerado o maior vencedor da história desse esporte significa inspirar pessoas, assim como você, @neymarjr, faz.

Os maiores troféus das nossas vidas sempre serão as pessoas que consiguimos impactar nessa sociedade através do nosso exemplo.

É para isso que DEUS nos deu o nosso dom.

Você não tem apenas um compromisso com o futebol, você tem um compromisso com a sua missão aqui na terra…. Execute-a com sabedoria.

A dor, assim com a felicidade, é passageira, mas a nossa missão é não permitir que a dor seja mais do que a felicidade… mesmo que momentaneamente, mas a vida é feita de momentos.

Deixa que doa, deixa que passe e volte pra sua missão!!

Amo o seu coração meu irmão.

A rede social é para poder mostrar o que queremos que saibam de nós, sem mentiras nem achismos.

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Tite se despede com dois ótimos ciclos e duas Copas decepcionantes – 10/12/2022 – Esporte

São muito bons os números gerais de Tite, 61, na seleção. Contratado em 2016, para levantar um time em apuros após o adeus desastroso de Luiz Felipe Scolari e a má passagem de Dunga, Adenor Bacchi permaneceu seis anos como o técnico do Brasil, com 60 vitórias, 15 empates e 6 derrotas. O aproveitamento é de 80,2%, com média de 2,15 gols marcados por jogo e excepcional 0,37 sofrido.

Os grandes objetivos, no entanto, não foram alcançados.

Em dias infelizes da equipe, com decisões questionáveis do comandante, a caminhada na Copa do Mundo acabou duas vezes nas quartas de final. Em 2018, na Rússia, a Bélgica surpreendeu com alterações táticas na escalação e venceu por 2 a 1. Na última sexta-feira (9), no Qatar, erros estratégicos cobraram alto preço no empate por 1 a 1 com a Croácia, seguido de derrota nos penais.

Como havia ocorrido há quatro anos, o treinador procurou, à sua maneira, com o cuidado de não usar esta palavra, creditar o revés ao imponderável. “O futebol te permite um chute desviado, na única finalização [do adversário], e o teu goleiro não fazer nenhuma defesa durante o jogo”, afirmou.

De fato, de acordo com dados da empresa de dados esportivos Opta, os croatas só acertaram uma bola na meta de Alisson, que não reagiu com a agilidade necessária para impedir o gol, já no final da prorrogação. Mas Tite não conseguiu explicar por que o veterano meio-campista Modric, 37, conseguiu ditar o ritmo de porções significativas da partida em Doha.

O treinador também se recusou a admitir as péssimas escolhas adotadas por seus jogadores no lance em que os croatas buscaram o empate, aos 12 minutos do segundo tempo extra. Até Neymar observou o óbvio: atacar com seis homens, vencendo, a três minutos das semifinais da Copa, não foi uma escolha particularmente inteligente.

É possível que proteger os atletas tenha sido uma das motivações da truncada análise que ofereceu sobre o lance, mas a dificuldade em assumir erros acompanha o competente treinador ao longo de sua carreira. Algo que se repetiu no Qatar, na tentativa de justificar uma convocação desequilibrada, mesmo com a inédita possibilidade de levar 26 jogadores ao Mundial.

Foram nove atacantes, apenas quatro zagueiros e três laterais aptos a jogar partidas de verdade. Daniel Alves, 39, só esteve em campo quando o duelo não valia nada –contra Camarões, na primeira fase, com a classificação assegurada– ou quando o dia estava resolvido –entrou contra o Coreia do Sul, no segundo tempo das oitavas de final, com o placar em 4 a 0.

No momento crucial, sua presença em campo não foi nem cogitada. Chamado pela boa relação com os companheiros, viu do banco a seleção ser escalada com improvisações nas duas laterais: a direita ficou foi ocupada pelo beque Éder Militão; a esquerda ficou com o lateral direito Danilo. Se não era fácil prever as lesões que atrapalharam a caminhada, preparar-se para elas estava ao alcance.

Claro, a história seria outra se o chute de Petkovic não tivesse sido desviado em Marquinhos. Se Alisson tivesse exibido maior rapidez para reagir a uma bola que não era indefensável. Se Casemiro percebesse que é melhor estar suspenso das semifinais do que eliminado da Copa –ele teve a chance de fazer a falta em Modric, o que provavelmente lhe renderia cartão e gancho automático.

A eliminação de 2018, como quase todas, também teve os seus “se”. Fernandinho, como Casemiro, teve oportunidade de parar um contra-ataque e preferiu não o fazer. Renato Augusto teve nos pés a bola do empate e falhou. Mas a Bélgica –que surpreendeu Tite com Lukaku aberto e De Bruyne adiantado– já tinha construído boa vantagem. Quando o Brasil reagiu, era tarde.

Na ocasião, como agora, o gaúcho evitou apontar erros próprios. Disse que o goleiro belga “Courtois estava iluminado”, reclamou de pênalti em Gabriel Jesus (em quem insistiu até o fim, como fez nas últimas semanas com Raphinha, apesar do nível decepcionante) e voltou a falar de azar. Do jeito Tite. Sem usar essa palavra. “Não gosto de falar em sorte…”, declarou. “Futebol tem o aleatório.”

O trabalho, porém, era sólido. Contratado por causa de seu histórico retrospecto no Corinthians, o técnico assumiu a seleção na sexta colocação das Eliminatórias para o Mundial –após um fracasso com Dunga na primeira fase da Copa América de 2016– e a levou à Rússia como primeira colocada do classificatório sul-americano.

Por isso, tornou-se o primeiro treinador do time nacional a ter o contrato renovado depois de perder uma Copa do Mundo desde 1978. Respondeu com o título da Copa América de 2019, o vice da Copa América de 2021 e a melhor campanha da história das Eliminatórias da América do Sul no formato de pontos corridos, com incríveis 88,2% de aproveitamento em 17 jogos.

Nessa caminhada, virou também o técnico com maior tempo ininterrupto à frente da seleção: 2.290 dias entre a estreia, um triunfo por 3 a 0 sobre o Equador, fora de casa, pelas Eliminatórias, e o fracasso diante da Croácia. E chegou ao Qatar com a expectativa de brigar pelo título, com uma equipe temida.

A lesão de Neymar logo na primeira partida começou a atrapalhar os planos. O atacante de 30 anos voltou para o mata-mata, mas com evidentes limitações devido ao problema no tornozelo direito. Com o craque inteiro, a história poderia ter sido diferente? Mais um “se” para o técnico, que, em Copas, não tem mais do que as quartas de final para mostrar.

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Brasil: novo técnico deve ser anunciado em janeiro – 10/12/2022 – Esporte

O novo técnico da seleção brasileira será anunciado em janeiro e a decisão caberá apenas ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

O dirigente embarcou para o Brasil no voo que levou a comissão técnica e alguns atletas (não foram divulgados quantos). Ele se recusou a permanecer no Qatar após a eliminação da equipe da Copa do Mundo para a Croácia, nos pênaltis, nas quartas de final, nesta sexta-feira (9).

Rodrigues recusou sugestões de que poderia ouvir especialistas ou montar um conselho de ex-presidentes para decidir quem será o substituto de Tite. Já estava definido há meses que o técnico não continuaria no cargo após o Mundial.

O cartola argumenta que outros mandatários da confederação escolheram sozinhos os treinadores da seleção e ele fará o mesmo.

Embora não seja apaixonado pela ideia, Rodrigues pode chegar à conclusão de que o melhor é contratar um estrangeiro para comandar o time. A constatação é que não há um brasileiro incontestável para ocupar o espaço.

Pesquisa Datafolha feita em julho deste ano apontou que 55% da população rejeita essa solução estrangeira. Foram ouvidas 2.556 pessoas de 16 anos ou mais em 183 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Depois da queda nas quartas de final, a seleção só deve voltar a entrar em campo em março de 2023. O adversário ainda será definido.

Ednaldo Rodrigues voltou no mesmo voo da comissão técnica porque considerou que este era seu último ato com Tite e não queria passar a impressão de que abandonou o barco logo após a derrota.

O representante da CBF nas reuniões que a Fifa ainda vai realizar no Qatar será o vice-presidente Fernando Sarney.

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Tite repete erros, e seleção sem foco é eliminada de novo – 09/12/2022 – Walter Casagrande Jr.

Este texto sobre a seleção brasileira será mais crítico.

Duas Copas seguidas com Tite no comando e as duas com rendimento de mediano para fraco.

Assim como em 2018, não tivemos um jogo, e sim jogadores em campo. Novamente, quando batemos de frente com uma seleção europeia de médio ou grande porte, “dançamos”.

Só demonstramos força e imposição contra a fraca Coreia do Sul, e os ufanistas, juntos com os fãs de Neymar, já transformaram a seleção num “fenômeno”.

Teve jogador que se preocupou em ensaiar dez dancinhas, mas não fez um gol e foi mal na Copa.

Tiveram jogadores que, na folga, foram a convite de Ronaldo comer a famosa carne folhada a ouro.

Tiveram também ex-jogadores se juntando para me atacar, junto com curtidas do camisa 10, em meio à Copa do Mundo.

Onde estava o foco dessa moçada?

Riram da minha cara enquanto eu estou fazendo só o meu trabalho numa Copa, que é o de dar opinião.

Tiveram contusões que prejudicaram o trabalho, é verdade. Mas não tinham 26 jogadores convocados?

Não era um elenco muito qualificado?

Tite se deu ao luxo de trazer para cá Daniel Alves, com 39 anos, para bater o recorde do jogador mais velho a vestir a camisa da seleção e a faixa de capitão numa Copa. Além, claro, de tocar pandeiro e imitar o chef de cozinha jogando ouro na carne. Ele foi de uma inutilidade incrível para a seleção brasileira.

Em contrapartida, Pepe foi o jogador mais velho a fazer um gol em Copa por Portugal, também com 39 anos. Quanta diferença!

Pintaram o cabelo, mas a bola faltou.

Tanto os pentacampeões quanto os veteranos desta seleção (Daniel Alves, Thiago Silva e Neymar) não têm a mínima identificação com o povo brasileiro. São de uma outra classe social.

Enquanto no Brasil as 35 milhões de pessoas que passam fome se viraram para torcer pela seleção, eles faziam careta para a câmera depois de marcarem gols.

Careta para o povo brasileiro, porque eram eles que estavam assistindo à Copa pela TV.

Esses caras não foram capazes de jogar pelo povo brasileiro. Só por eles.

Enquanto o verdadeiro torcedor sofria e passava fome, o camisa 10 ofereceu um gol e uma comemoração a um fascista.

O gol ele fez, e talvez tenha ficado pela primeira vez na vida com vergonha, porque não comemorou como queria.

Fico triste e, ao mesmo tempo, aliviado porque vejo uma molecada boa de bola. Se o próximo treinador for um pouco inteligente, afastará Neymar dessa nova geração para não estragá-la.

O ano de 2023 vai começar com um governo verdadeiramente democrático e talvez com um novo treinador de seleção brasileira. Espero que tudo, mas tudo mesmo, comece a mudar.

Faremos um novo time, teremos novos ídolos, mas com certeza esses caras do penta estarão novamente em 2026 no mesmo camarote da Fifa, ganhando para ficar ali fazendo papel de papagaio de piratas de dirigentes.

Esta Copa desmascarou muita gente —não preciso citar nomes porque todos acompanharam os últimos dias.

Quero terminar com um trecho de uma música linda do meu saudoso amigo Gonzaguinha:

“Eu acredito na rapaziada

Que segue em frente e segura o rojão

Eu ponho fé é no fé da moçada

Que não foge da fera e enfrenta o leão”.

E vamos à luta.


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Tite sai como 3º técnico a perder duas Copas com o Brasil – 09/12/2022 – Esporte

Primeiro treinador a permanecer no cargo de técnico da seleção brasileira depois de perder uma Copa, Tite, 61, com a eliminação diante da Croácia no Qatar, igualou-se a Mario Zagallo, 91, e a Telê Santana (1931-2006).

Os três têm no currículo duas derrotas em Copas do Mundo. Tite, na de 2018 e na de 2022; Telê, nas de 1982 e 1986; Zagallo, nas de 1974 e 1998.

Zagallo, entretanto, triunfou na Copa de 1970, como treinador, ao comandar um escrete com Pelé, Jairzinho, Tostão, Gerson e companhia; e também como coordenador técnico, no Mundial de 1994, nos EUA.

Além disso, como ponta-esquerda, Zagallo sagrou-se campeão do mundo nas Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile.

Telê, diferentemente de Tite, não ficou na função depois da queda ante a Itália na Copa da Espanha-1982. Voltou, entretanto, para classificar o Brasil para a Copa do México, na qual a seleção, como desta vez, perdeu nas quartas de final e nos pênaltis, para a França.

Em seu currículo, Tite terá, além dos reveses em duas Copas do Mundo, a derrota para a Argentina na final da Copa América do ano passado, em pleno Maracanã, resultado que encerrou um jejum de 28 anos dos argentinos sem títulos com a seleção principal.

Foram derrotas marcantes, porém o treinador, que confirmou sua saída da seleção e deve tirar um período sabático antes de voltar às atividades profissionais, conquistou um título, o da Copa América de 2019, quando, também no Maracanã, o Brasil derrotou o Peru.

“Derrota dolorida, porém em paz comigo mesmo. Fim de ciclo”, disse, em entrevista coletiva após o jogo no estádio Cidade da Educação em Al Rayyan, próximo à Doha, capital do país.

Tite registrou como treinador da seleção, desde sua estreia com um 3 a 0, em jogo pelas Eliminatórias da Copa de 2018, contra o Equador, no dia 1º de setembro de 2016, até o empate –com derrota nos pênaltis– deste 9 de dezembro de 2022, 60 vitórias, 15 empates e 6 derrotas.

Um ótimo aproveitamento de 74% de vitórias, porém insuficiente para conquistar uma Copa do Mundo.

Com a saída de Tite, que já estava definida independentemente de o Brasil ser bem-sucedido no Mundial qatariano, começam as especulações sobre o substituto.

Circulam os nomes de Mano Menezes, treinador do Internacional que já teve passagem pela seleção (de 2010 a 2012), Dorival Júnior, técnico campeão com o Flamengo da Libertadores deste ano, Pep Guardiola, espanhol que dirige o Manchester City, e Abel Ferreira, português à frente do Palmeiras.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não deu data para a definição do novo técnico da seleção.

Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade, não é muito afeito à possibilidade de colocar um estrangeiro à frente da seleção brasileira. Mas pode ser o jeito.

No momento, Ednaldo não tem ideia de quem vai colocar no lugar do técnico que comandou o país nas Copas de 2018 e 2022. Ele não vê entre os brasileiros muitas opções que considere à altura do cargo. Por isso pode abrir espaço para um estrangeiro.

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Agrado a uns e não a outros, afirma Tite sobre a escalação

Na véspera da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo do Qatar, nesta quinta-feira (24), às 16h (de Brasília), contra a Sérvia, o técnico Tite falou sobre a escalação do time e declarou que em sua função é preciso tomar decisões que podem não ser do agrado de todos.

“Faço escolhas e agrado a uns e não agrado a outros. Isso é da função do técnico. Mas os atletas do meio para a frente se escolheram”, declarou o treinador em entrevista coletiva em Doha, onde a seleção se prepara para o jogo em Lusail.

Tite, apesar de mencionar o setor ofensivo, não informou quais atletas serão escalados ali. Nem nos outros setores, para que os sérvios não saibam como a equipe jogará.

Há a possibilidade de a seleção atuar com uma formação com um único volante (Casemiro). Fred sairia para a entrada do ponta esquerda Vinicius Junior.

O treinador também falou sobre estar em sua segunda Copa, o que é raro na história da seleção para um técnico, sentir a “pressão de um país apaixonado” por futebol, o sonho de ser campeão mundial e até as dancinhas ensaiadas que os jogadores fazem na comemoração dos gols.

Leia os principais trechos da entrevista de Tite em Doha.

Duas Copas na carreira

É uma quebra de paradigma. O Brasil tem uma tradição muito forte de gosto pelo futebol. Tenho consciência exata de que é uma quebra de paradigma que me dá paz de fazer um trabalho com início bem feito.

Todo meu histórico foi embasado dessa forma. Quando há início, meio e fim, a chance de sucesso é maior. Talvez eu seja privilegiado porque estou onde grandes técnicos poderiam estar. O primeiro trabalho [quando substituiu Dunga] foi de recuperação [antes do Mundial de 2018].

A equipe não vou definir ainda. Por uma questão própria, de não dar ao adversário se [o Brasil] vai jogar com um ou com outro.

Escalação da equipe

[Há a] adaptação às características dos atletas. Mais do que isso, faço escolhas e agrado a uns e não agrado a outros. Isso é da função do técnico. Mas os atletas do meio para a frente se escolheram. Eles estão com protagonismo e qualidade excepcionais.

É um desempenho que estamos acompanhando. A ideia é fazer uma equipe equilibrada. Tem um percentual de gols altíssimo. Não tomou gols em 22 de 29 jogos. Não acredito em nenhum ponto em encher de defensores ou de atacantes. Não enxergo isso.

Intervalo curto dos jogos

[Jogar] de três em três dias, o desgaste é muito grande. Vai acontecer de o atleta jogar o tempo inteiro num jogo e depois [não]… Há também o aspecto físico a ser levado em consideração.

Os jogos têm um componente emocional muito forte e, quando tem estreia, mais ainda. Ela é normal, é humana, faz parte e talvez possa interferir nessas expectativas. Tem de acompanhar esse aspecto emocional.

Estamos no maior torneio do mundo, com os maiores atletas do mundo, mas nessa pressão temos de ter a naturalidade e manter a característica da nossa essência.

Pressão e sonho

É uma história muito linda [a da seleção brasileira], mas ela traz uma pressão de um país apaixonado. Está nas ruas. Principalmente para a garotada, o futebol é uma ferramenta de educação.

Dessa pressão tem também a tranquilidade, que as oportunidades surgem na vida e sonhar faz parte.

O Tostão [campeão na Copa de 1970 e colunista da Folha] fala isso, né? Faz bem sonhar, faz parte do ser humano. Ser campeão…

Mas se não for, fazer o seu melhor porque só um vai ser campeão. Mas também tem a sensatez e a naturalidade em grandes seleções que também almejam esse mesmo patamar.

Dancinhas ensaiadas nos gols

Naturalizada, respeito ao jeito de ser, e não é pejorativa ao jeito de ser. É uma característica nossa. Assim como a gente respeita a cultura árabe. É alegria? É. O gol é o momento maior de vibração.

Derrota da Argentina

É [para] reflexão, sim. É de respeito porque todas as seleções são fortes. Serve como análise e reflexão. Não há facilidade maior ou menor. Esse talvez seja o grande aspecto. Não tem grife. Tem o orgulho de cada país fazer o seu melhor.

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