Categoria: Times Brasileiros

Dorival Júnior é o novo técnico da Seleção Brasileira

Dorival Júnior assume a importante posição de treinador da Seleção Brasileira, aceitando o convite do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Aos 61 anos, o experiente profissional deixará o São Paulo para suceder Fernando Diniz, demitido na última sexta-feira (5).

O anúncio oficial está programado para os próximos dias, aguardando apenas a conclusão de detalhes burocráticos. Enquanto isso, Dorival Júnior já informou sua decisão ao clube do Morumbi, que agora busca alternativas no mercado. A transferência do treinador implicará no pagamento da multa rescisória de seu atual contrato, aproximadamente R$ 4 milhões.

Os bastidores da negociação se desenrolaram ao longo da semana, coincidindo com a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF por meio de uma liminar concedida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes. Ao reassumir o cargo, o dirigente tomou a rápida decisão de demitir Diniz e iniciou as conversas com Dorival.

Originário de Araraquara, o paulista expressou inicialmente preocupações devido à turbulência política na CBF, marcada por intensas disputas e um movimento para a saída de Ednaldo. No entanto, sua apreensão foi amenizada ao constatar que o favorito para suceder o presidente em caso de nova eleição, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), é simpático ao seu trabalho.

 

“Vocês vão ter que me engolir!” Veja as famosas frases do Lobo Zagallo

A carreira de Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido carinhosamente como Zagallo, é um capítulo imortal na história do futebol brasileiro. Nascido em 9 de agosto de 1931, Zagallo tornou-se uma figura lendária tanto como jogador quanto como treinador, deixando um legado indelével no cenário esportivo mundial. A morte de Zagallo foi divulgada em uma nota publicada em suas redes sociais, na madrugada de sábado (6). 

Como jogador, Zagallo iniciou sua jornada nos gramados no América (RJ) em 1948, mas foi no Fluminense que ele floresceu como uma estrela do futebol brasileiro. Atuando como ponta-esquerda e ponta-direita, ele conquistou vários títulos, incluindo o prestigiado Campeonato Carioca, e estabeleceu-se como um jogador habilidoso e determinado.

Entretanto, foi na seleção brasileira que Zagallo eternizou seu nome. Participando de três Copas do Mundo como jogador (1958, 1962 e 1966), ele desempenhou papéis cruciais nas conquistas do Brasil em 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile. Sua contribuição para a seleção durante esses anos dourados do futebol brasileiro é insubstituível.

Após encerrar sua carreira como jogador, Zagallo trilhou o caminho dos treinadores, consolidando-se como uma mente estratégica e taticamente astuta. Seu auge como treinador foi marcado pela conquista da Copa do Mundo de 1970, no México, quando liderou uma equipe repleta de estrelas até o tricampeonato mundial.

“Vocês vão ter que me engolir!” proclamou Zagallo em 1998, respondendo a críticas da imprensa e demonstrando sua inabalável determinação. Esta frase emblemática encapsula a personalidade forte e a paixão que ele trouxe ao futebol.

Zagallo é mais do que uma lenda esportiva; ele é um símbolo do futebol brasileiro, um patriota que contribuiu significativamente para o desenvolvimento do esporte em seu país. Sua trajetória é uma fonte de inspiração para gerações de jogadores e treinadores, e seu legado perdurará como parte integral da rica tapeçaria do futebol mundial. Agradecemos a Deus pelo tempo que tivemos ao lado desse eterno tetracampeão, e sua presença continuará a ecoar através das lembranças e exemplos que deixou para trás.

 

 

 

Abaixo estão algumas frases notáveis atribuídas a ele:

  1. “Vocês vão ter que me engolir!”
    • Essa famosa declaração foi feita por Zagallo em 1998, quando ele estava trabalhando como coordenador técnico da Seleção Brasileira. Ele reagiu às críticas da imprensa e dos torcedores.
  2. “Futebol se ganha com gols.”
    • Embora essa seja uma afirmação bastante óbvia, Zagallo a proferiu em diferentes ocasiões, destacando a importância fundamental de marcar gols para vencer no futebol.
  3. “Garrincha driblava porque a mãe dele não deixava jogar futebol dentro de casa.”
    • Zagallo fazendo uma observação engraçada sobre o lendário jogador Garrincha, ressaltando o talento natural do jogador para o drible.
  4. “A única seleção que se preocupava com a seleção do Brasil era a nossa.”
    • Uma declaração que destaca a autoconfiança e o orgulho de Zagallo em relação à Seleção Brasileira durante a época em que ele era jogador e treinador.
  5. “Eu queria ser o Pelé.”
    • Zagallo revelando um desejo pessoal em relação ao seu contemporâneo e companheiro de equipe, Pelé, mostrando a admiração que ele tinha pelo lendário jogador brasileiro.
  6. “O empate é o resultado que menos nos interessa.”
    • Essa frase ressalta a mentalidade ofensiva de Zagallo, enfatizando sua preferência por buscar a vitória em vez de se contentar com empates.

É importante notar que muitas dessas frases foram ditas em contextos específicos e podem ter sido interpretadas de maneiras diferentes. No entanto, elas contribuem para a personalidade marcante e a história controversa de Zagallo no mundo do futebol.

Zagallo, lenda do esporte brasileiro. Veja a sua carreira

Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido como Zagallo, foi uma figura icônica no futebol brasileiro, tanto como jogador quanto como treinador. Sua carreira se destacou por várias conquistas e contribuições significativas para o esporte. A morte do ex-jogador e ex-treinador foi divulgada em uma nota publicada em suas redes sociais. A carreira de Zagallo é marcada por seu sucesso como jogador e treinador, contribuindo significativamente para a rica história do futebol brasileiro. Ele é respeitado como uma lenda do esporte no Brasil.

Aqui está uma visão geral de sua carreira:

Como jogador:

  1. Clubes: Zagallo iniciou sua carreira como jogador no América (RJ) em 1948, e em seguida jogou no Fluminense, onde ficou por grande parte de sua carreira.
  2. Posição: Atuou como ponta-esquerda e ponta-direita durante sua carreira.
  3. Conquistas com o Fluminense: Ganhou vários títulos com o Fluminense, incluindo o Campeonato Carioca em diversas ocasiões.

Seleção Brasileira:

  1. Copas do Mundo como jogador: Participou de três Copas do Mundo como jogador: 1958, 1962 e 1966.
  2. Títulos Mundiais: Zagallo foi parte fundamental da equipe que conquistou a Copa do Mundo de 1958 na Suécia e a de 1962 no Chile. Ele também jogou na Copa de 1966 na Inglaterra.

Como treinador:

  1. Início da carreira: Zagallo começou sua carreira de treinador em clubes brasileiros, como o Botafogo e o Flamengo.
  2. Copa do Mundo de 1970: Treinou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México, conquistando o tricampeonato mundial. Essa equipe é lembrada por seu estilo de jogo ofensivo e habilidades excepcionais de jogadores como Pelé, Jairzinho, Rivelino e outros.
  3. Outros cargos: Zagallo continuou sua carreira como treinador, assumindo diversos clubes e seleções nacionais ao redor do mundo.

Contribuições para o futebol:

  1. Estilo de jogo: Zagallo era conhecido por sua abordagem ofensiva e suas contribuições para o desenvolvimento do futebol brasileiro.
  2. Participação em Copas do Mundo: Participou de nove Copas do Mundo, quatro como jogador e cinco como treinador, um feito notável.

 

Morre Zagallo aos 92 anos – 06/01/2024

O ex-jogador Mário Jorge Lobo Zagallo, conhecido apenas como Zagallo, morreu no início desta madrugada de sábado (6). Uma nota foi publicada nas redes sociais do jogador:

“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.

Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.

Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”

Demissão de Diniz tumultua ainda mais o futebol brasileiro

O futebol brasileiro passa por uma série de eventos que estão tumultuando ainda mais o cenário do esporte mais apaixonado do País, envolvendo a demissão do treinador Fernando Diniz da Seleção Brasileira, a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF e as dificuldades na escolha de um técnico definitivo para a seleção.

Aqui estão alguns pontos-chave:

  1. Demissão de Fernando Diniz: O treinador Fernando Diniz foi demitido da Seleção Brasileira após comandar a equipe em apenas seis jogos nas eliminatórias para a Copa de 2026, com um desempenho considerado o terceiro pior da história da seleção, com um aproveitamento de 39%.
  2. Carlo Ancelotti e Mudanças de Planos: A CBF tinha inicialmente planejado a contratação do italiano Carlo Ancelotti como técnico, mas este renovou seu contrato com o Real Madrid até 2026, frustrando os planos da entidade.
  3. Retorno de Ednaldo Rodrigues à Presidência da CBF: Ednaldo Rodrigues foi reconduzido ao cargo de presidente da CBF após uma série de idas e vindas judiciais. A decisão de sua recondução foi tomada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, que suspendeu a decisão anterior que destituía Rodrigues do cargo.
  4. Dificuldades na Escolha de Novo Técnico: Com a impossibilidade de contar com Ancelotti e a demissão de Diniz, a CBF enfrenta desafios na escolha de um novo técnico definitivo para a Seleção Brasileira. O treinador do São Paulo, Dorival Júnior, é mencionado como um dos principais cotados, mas as incertezas políticas na CBF podem influenciar sua decisão.
  5. Outros Nomes Especulados: O nome do português José Mourinho também foi especulado, mas ele afirmou não ter sido contatado pela CBF. Isso levanta questões sobre a atratividade da seleção brasileira para treinadores renomados no cenário internacional.
  6. Situação Judicial Complexa: A recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF envolveu uma série de decisões judiciais, incluindo o afastamento inicial devido a questões relacionadas a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a posterior recondução pelo ministro do STF.
  7. Impacto nas Competições Internacionais: A Fifa e a Conmebol emitiram alertas sobre possíveis sanções em caso de interferência externa na CBF pela Justiça comum, incluindo a possibilidade de a seleção brasileira e clubes brasileiros serem proibidos de disputar competições internacionais.

Esses eventos mostram a complexidade e os desafios enfrentados pelo futebol brasileiro, não apenas em termos esportivos, mas também em questões administrativas e judiciais.

“Estão desrespeitando a Seleção Brasileira”, dispara Galvão Bueno

O renomado narrador Galvão Bueno utilizou suas redes sociais para realizar um longo desabafo, expressando sua insatisfação em relação à atual situação da seleção brasileira e criticando a postura da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no caso Carlo Ancelotti. O treinador, que havia sido especulado como futuro técnico da equipe nacional, renovou seu contrato com o Real Madrid.

Em suas palavras, Galvão Bueno disparou contra a CBF, destacando a falta de definição na presidência e na comissão técnica, além da ausência de um time consolidado. O narrador ressaltou o desrespeito à história da seleção brasileira, mencionando a atual condição de presidente interino, técnico interino e a incerteza em relação ao time.

“Os dirigentes da CBF continuam desrespeitando a história da seleção brasileira. Nós temos um presidente interino, temos um técnico interino e não temos time. Essa é a verdade. Não temos presidente da CBF, técnico da seleção e não temos time”, declarou Galvão Bueno.

O narrador expressou sua indignação com a situação, caracterizando-a como vergonhosa e desrespeitosa para com as conquistas históricas da seleção brasileira e seus jogadores. Ele enfatizou a dificuldade de encerrar o ano dessa maneira e lamentou a falta de clareza em relação ao futuro da equipe.

Galvão Bueno encerrou seu desabafo relembrando o aniversário da morte de Pelé, que completava um ano na época do desabafo. Dirigindo-se ao ícone do futebol brasileiro, Galvão expressou um pedido de desculpas simbólico, afirmando que os dirigentes não têm noção do impacto de suas decisões no futebol brasileiro.

“Pelé, pra você eu poderia dizer ‘desculpe amigo, perdão. Eles não têm noção do que fazem e do mal que fazem ao futebol brasileiro'”, concluiu o narrador.

CBF deixa a Seleção à deriva

A tão aguardada espera por Carlo Ancelotti, 64 anos, chegou ao fim, mas não da maneira que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) havia planejado. Nesta sexta-feira (29), o Real Madrid anunciou a renovação do contrato com o italiano até 2026, frustrando os planos da entidade de tê-lo como treinador da Seleção Brasileira em 2024.

O desfecho representa um golpe significativo para a CBF, que enfrentou uma temporada desastrosa desde a saída de Tite após a última Copa do Mundo, em 2022, no Qatar. Ao longo de 2023, a entidade apostou em dois interinos, Ramon Menezes e, posteriormente, Fernando Diniz, este último contratado com a expectativa de ceder espaço para Ancelotti.

O acordo com Ancelotti, aparentemente costurado por Ednaldo Rodrigues, destituído pela Justiça do Rio de Janeiro, causou tumulto político na CBF. A escolha de Jose Perdiz, presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), como interventor, agravou ainda mais a crise.

Enquanto a política tumultuada se desenrolava nos bastidores, a seleção brasileira enfrentava uma crise técnica em campo. As derrotas inéditas nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, somadas ao desempenho instável de Fernando Diniz, resultaram em um período conturbado.

Diniz, anunciado em julho de 2023, fechou a temporada com o terceiro pior início de um treinador à frente da seleção, registrando uma sequência de derrotas nas Eliminatórias e um aproveitamento de apenas 39%. A ausência de vitórias convincentes e o revés como mandante contra a Argentina no Maracanã aumentaram as dificuldades.

O histórico da seleção brasileira, mantido pela RSSSF Brasil, destaca Diniz como o terceiro treinador com pior início, atrás apenas de Paulo Roberto Falcão e Chico Netto. A pressão sobre Diniz aumenta, especialmente considerando o cenário de reformulação do elenco após os fracassos nas últimas Copas do Mundo.

Apesar das estatísticas desfavoráveis, Diniz defende seu trabalho como parte de um processo de mudança e lamenta a perda de Neymar, cuja lesão grave o afastará por até 12 meses. O futuro do comando da seleção brasileira permanece incerto, com a indefinição sobre quem estará à frente da equipe na próxima Copa América, em 2024, nos Estados Unidos.

A turbulência política na CBF, envolvendo uma intervenção judicial e desafios da FIFA e da Conmebol, complica ainda mais a situação. Enquanto a Justiça brasileira determina eleições em janeiro, entidades internacionais buscam inspecionar a situação antes de reconhecer qualquer mudança. O desfecho dessa trama política pode influenciar diretamente o futuro da seleção brasileira e, consequentemente, o destino de Fernando Diniz.

No primeiro ano sem o Rei Pelé, Brasil é plebeu no futebol

Há exatamente um ano, em 29 de dezembro de 2022, o Brasil perdia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, uma figura icônica que simbolizava a excelência no futebol. Ele foi eleito o atleta do século 20, campeão de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) e marcou perto de 1.300 gols ao longo da carreira. Contudo, o primeiro ano após sua partida testemunhou um desempenho desafiador para as seleções brasileiras.

O maior responsável pelo respeito que a seleção brasileira ganhou no planeta dificilmente imaginaria que os 12 meses seguintes à sua morte fossem de tamanha penúria para os selecionados nacionais.

O Rei do Futebol, do lugar onde está desde que partiu, viu um dos piores anos, quiçá o pior, de desempenho do Brasil no esporte que o consagrou.

O país foi relegado ao papel de coadjuvante, de figurante, de desempolgante. De plebeu.

Sem rumo desde a Copa do Mundo do Qatar, a seleção brasileira principal teve não um, mas dois treinadores interinos em 2023. Primeiro, Ramon Menezes. Depois, Fernando Diniz, que continua no posto.

Ramon, o tampão no primeiro semestre, disputou três amistosos com africanos. Perdeu dois (Marrocos e Senegal), ganhou um (Guiné) e voltou para a seleção sub-20.

Diniz, possivelmente o melhor treinador em atividade no Brasil, assumiu para acumular duas vitórias, um empate e três derrotas (consecutivas, nas três partidas mais recentes), sempre em confrontos das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026.

Superando Bolívia (com goleada) e Peru (1 a 0, no finalzinho), tropeçando em casa na Venezuela (1 a 1) e perdendo de Uruguai (2 a 0), Colômbia (2 a 1, de virada) e Argentina (1 a 0 no Maracanã), o Brasil fecha o ano em um vergonhoso sexto lugar na tabela que tem dez concorrentes –no limite da qualificação para o Mundial.

Em metade da partida contra os uruguaios, e também diante de colombianos e argentinos, a seleção não teve Neymar, lesionado no joelho. Aos que não gostam do camisa 10 (que um dia carregou Pelé no colo, na época de Santos, em encontro entre os dois), se parecia ruim com ele, ficou muito pior sem ele.

Passemos à seleção feminina, que chegou à Copa do Mundo da Oceania com algum favoritismo.

Marta (em sua última Copa) e companhia, treinadas pela afamada sueca Pia Sundhage, depois de golearem o Panamá (4 a 0) e perderem da França (2 a 1), precisavam só passar pela inexpressiva Jamaica para ir aos mata-matas.

Com uma atuação sofrível, sem articulação nas jogadas e aparentemente sem brio, o time amargou um 0 a 0 e a eliminação precoce. Infelizmente, memorável. (Na final, deu Espanha.)

Passemos à seleção sub-20, aquela treinada por Ramon, na disputa do Mundial na Argentina.

Cinco vezes campeão, o Brasil tentava o título para se igualar aos maiores vencedores, os argentinos, anfitriões do torneio.

Na fase de grupos, derrota para a Itália e vitórias sobre República Dominicana e Nigéria. Nas oitavas de final, goleada contra a Tunísia (4 a 1).

Nas quartas de final, pela frente, a inexpressividade de Israel (antes da guerra). Deveria ser moleza, mas a zebra prevaleceu: 3 a 2 para os israelenses, na prorrogação. (Na final, deu Uruguai.)

Passemos à seleção sub-17, na disputa do Mundial da Indonésia.

Quatro vezes campeão, o Brasil defendia o título obtido em 2019, quando atuou em casa e teve como destaques Kaio Jorge e Gabriel Veron. Caso uma nova conquista viesse, o país se igualaria à Nigéria como o maior vencedor da competição.

Na primeira fase, derrota para o Irã e vitórias diante da Nova Caledônia e Inglaterra. Nas oitavas de final, um 3 a 1 no Equador.

E então, como aconteceu com o time sub-20, veio a queda nas quartas de final, um contundente 3 a 0 para a arquirrival Argentina. Fim da linha para a equipe do treinador Phelipe Leal. (Na final, deu Alemanha.)

Ou seja, nos principais campeonatos disputados, as seleções brasileiras nem sequer flertaram com a chegada à decisão. Foi decepção atrás de decepção.

Algum leitor se lembrará de que o Brasil teve sim uma conquista em 2023, o ouro no Pan-Americano do Chile, com a seleção sub-23, também comandada por Ramon.

Em um Pan que ninguém sabe, ninguém viu, foi uma vitória sofrida, nos pênaltis, contra os anfitriões chilenos na partida final.

A verdade é que historicamente dá-se pouco valor ao título do futebol no Pan, diferentemente de um triunfo em Olimpíadas. Assim, esse ouro ameniza pouco ou outros reveses. Soa como prêmio de consolação.

O Fluminense, ressalte-se, teve uma conquista espetacular ao faturar pela primeira vez a Libertadores, comandado pelo mesmo Fernando Diniz que se dividia entre o clube e a seleção brasileira.

Mas no Mundial, que é o campeonato em que os clubes sul-americanos podem medir forças com os europeus, o tricolor carioca perdeu feio na final na Arábia Saudita: 4 a 0 para o Manchester City, levando o primeiro gol com menos de um minuto de jogo. Foi um massacre.

Individualmente (que foi como Pelé mais brilhou), 2023 também não deixará saudades para o Brasil.

A cada ano são entregues dois prêmios para o melhor jogador da temporada, ambos de grande prestígio: a Bola de Ouro (da revista France Football) e o The Best (da Fifa).

Na lista de indicados para concorrer aos troféus, um único brasileiro: Vinicius Junior, e apenas para a Bola de Ouro, que já foi entregue e teve o argentino Messi como ganhador.

O The Best, cuja cerimônia será realizada em janeiro, deve ir para o norueguês Haaland.

Na Bola de Ouro feminina, conquistada pela espanhola Aitana Bonmatí (com 266 pontos na votação), a brasileira que concorria, Debinha, ficou em 28º lugar (1 ponto). Não houve indicadas do Brasil para o The Best feminino.

Ou seja, a fase brasuca não é boa. Tanto que o principal, talvez único, destaque do ano nem joga na linha. Méritos para o goleiro Ederson, campeão inglês, europeu e mundial com o Manchester City.

Para um país que ofereceu inúmeros expoentes que faziam maravilhas com a bola nos pés, é motivo de reflexão um atleta que se destaca mais pelo uso das mãos ser o único merecedor de enaltecimento.

Pois, além do deprimente cenário discorrido nestas linhas, o seu Santos sucumbiu no Campeonato Brasileiro e disputará em 2024 a segunda divisão.

Endrick já tem 6,5 milhões de seguidores no Instagram

Com apenas 17 anos, o prodigioso atacante Endrick, revelação do Palmeiras, já acumula uma lista impressionante de conquistas no mundo do futebol. Destaque no Campeonato Brasileiro de 2023, onde marcou 11 gols, muitos deles decisivos e espetaculares, a joia alviverde está prestes a dar o próximo passo em sua carreira ao ingressar no Real Madrid a partir da metade de 2024, quando atingirá a maioridade.

Além de seu sucesso nos gramados, Endrick também ostenta números extraordinários nas redes sociais, um reflexo do seu talento precoce e do impacto imediato em sua ascensão.

No Instagram, o jovem atleta já angariou uma impressionante legião de 6,5 milhões de seguidores. Notavelmente, cerca de 80% desse público começou a seguir Endrick após sua estreia pelo Palmeiras, em 6 de outubro de 2022, quando contribuiu para a vitória por 4 a 0 sobre o Coritiba no Allianz Parque. Surpreendentemente, nos últimos dois meses, 36% desse contingente, equivalentes a 2,1 milhões de seguidores, aderiram ao seu perfil, especialmente após suas atuações decisivas na reta final do Brasileirão.

Comparativamente, nenhum dos companheiros de equipe no Palmeiras se aproxima desses números. Ícones do clube, como Dudu, acumulam 2,2 milhões de seguidores, enquanto o goleiro Weverton e o peça-chave Raphael Veiga contam com 1,9 milhões e 2 milhões, respectivamente.

O momento épico de Endrick na virada histórica do Palmeiras sobre o Botafogo, com uma vitória por 4 a 3 em 1º de novembro no Rio de Janeiro, impulsionou sua popularidade no TikTok, garantindo-lhe 100 mil novos seguidores e um total de 2,4 milhões na plataforma chinesa.

Embora esteja ainda distante dos números estratosféricos de astros consagrados como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, o potencial de Endrick para se tornar uma estrela tanto nos gramados quanto nas redes sociais é inegável. Vini Jr. e Rodrygo, compatriotas que já atuam no Real Madrid e participaram de uma Copa do Mundo, possuem, respectivamente, 43,6 milhões e 15 milhões de seguidores.

Além do sucesso digital, o relacionamento de Endrick com a modelo Gabriely Miranda também é um fenômeno nas redes sociais, contando com 351 mil seguidores. Publicações conjuntas, como a assistência ao jogo do Real Madrid e a celebração na premiação do Brasileirão, acumularam respectivamente 1 milhão e 1,4 milhão de curtidas, demonstrando o alcance de sua influência.

Endrick com a modelo Gabriely Miranda
Endrick com a modelo Gabriely Miranda | Crédito: Foto Instagram gabrielymiiranda

 

 

Morumbi agora vai se chamar MorumBis

A Mondelez, renomada fabricante do chocolate Bis, revelou nesta terça-feira (26) um acordo inovador de “naming rights” com o São Paulo Futebol Clube. O icônico estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente conhecido como Morumbi, passará por uma metamorfose denominativa, adotando o título de MorumBis.

Embora os números envolvidos no pacto não tenham sido oficialmente divulgados, o compromisso estabelecido estende-se por um período de três anos, contemplando um investimento total de expressivos R$ 75 milhões. Os R$ 25 milhões anuais superam os valores despendidos pela seguradora Allianz ao Palmeiras, detentor do Allianz Parque, e pela farmacêutica Neo Química ao Corinthians, responsável pela Neo Química Arena.

“A Mondelez chega para contribuir de forma única, à sua maneira característica, o jeito Bis de ser. Não objetivamos alterar integralmente o nome deste estádio histórico; assim, o MorumBis representa a fusão harmônica de Morumbi com Bis, configurando-se como o naming rights de menor intervenção na história, adicionando apenas um simples ‘s’”, comunicou a empresa em seu pronunciamento oficial.

A empresa enfatizou ainda a perspectiva de uma narrativa em evolução, prometendo que o espaço recém-batizado será palco de uma gama diversificada de entretenimento, diversão e momentos inesquecíveis, dignos de repetição, revisão e da irreverência característica do Bis, uma referência ao popular chocolate.

O São Paulo, através de seu diretor de marketing, Eduardo Toni, ratificou a concretização do acordo e expressou sua satisfação ao associar-se a uma marca de renome internacional.

“Estamos extasiados com a entrada da Mondelez em nossa casa, que agora adotará o nome de MorumBis. O São Paulo é uma marca robusta e global, assim como nossa nova parceira. O Morumbi é um estádio que mescla vibrante tradição, assim como o Bis. A convergência destas duas potências é, sem dúvida, um casamento perfeito”, declarou Toni.