Categoria: Mundo da Bola

Demissão de Diniz tumultua ainda mais o futebol brasileiro

O futebol brasileiro passa por uma série de eventos que estão tumultuando ainda mais o cenário do esporte mais apaixonado do País, envolvendo a demissão do treinador Fernando Diniz da Seleção Brasileira, a recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF e as dificuldades na escolha de um técnico definitivo para a seleção.

Aqui estão alguns pontos-chave:

  1. Demissão de Fernando Diniz: O treinador Fernando Diniz foi demitido da Seleção Brasileira após comandar a equipe em apenas seis jogos nas eliminatórias para a Copa de 2026, com um desempenho considerado o terceiro pior da história da seleção, com um aproveitamento de 39%.
  2. Carlo Ancelotti e Mudanças de Planos: A CBF tinha inicialmente planejado a contratação do italiano Carlo Ancelotti como técnico, mas este renovou seu contrato com o Real Madrid até 2026, frustrando os planos da entidade.
  3. Retorno de Ednaldo Rodrigues à Presidência da CBF: Ednaldo Rodrigues foi reconduzido ao cargo de presidente da CBF após uma série de idas e vindas judiciais. A decisão de sua recondução foi tomada pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, que suspendeu a decisão anterior que destituía Rodrigues do cargo.
  4. Dificuldades na Escolha de Novo Técnico: Com a impossibilidade de contar com Ancelotti e a demissão de Diniz, a CBF enfrenta desafios na escolha de um novo técnico definitivo para a Seleção Brasileira. O treinador do São Paulo, Dorival Júnior, é mencionado como um dos principais cotados, mas as incertezas políticas na CBF podem influenciar sua decisão.
  5. Outros Nomes Especulados: O nome do português José Mourinho também foi especulado, mas ele afirmou não ter sido contatado pela CBF. Isso levanta questões sobre a atratividade da seleção brasileira para treinadores renomados no cenário internacional.
  6. Situação Judicial Complexa: A recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF envolveu uma série de decisões judiciais, incluindo o afastamento inicial devido a questões relacionadas a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a posterior recondução pelo ministro do STF.
  7. Impacto nas Competições Internacionais: A Fifa e a Conmebol emitiram alertas sobre possíveis sanções em caso de interferência externa na CBF pela Justiça comum, incluindo a possibilidade de a seleção brasileira e clubes brasileiros serem proibidos de disputar competições internacionais.

Esses eventos mostram a complexidade e os desafios enfrentados pelo futebol brasileiro, não apenas em termos esportivos, mas também em questões administrativas e judiciais.

Jogador de Copa do Mundo fecha contrato de 1 euro por mês

Nikola Kalinic, considerado um jogador de boa capacidade técnica e faro goleador razoável, ficará marcado em sua carreira por ter sido dispensado da seleção croata durante a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Naquele torneio, a Croácia chegou à final, perdendo para a França por 4 a 2. Agora, aos 36 anos, ele está de volta ao clube que o revelou, o Hajduk Split, na Croácia, com um contrato simbólico de 1 euro por mês.

Na de 2018, na Rússia, a Croácia estreava contra a Nigéria. No segundo tempo, com vantagem de 2 a 0 no placar, o treinador Zlatko Dalic chamou Kalinic para ir para o jogo aos 40 minutos do segundo tempo. Porém o atleta, surpreendentemente, recusou-se a cumprir a ordem do técnico, que teve de recorrer a outro suplente, Pjaca, para substituir o centroavante Mandzukic. Dois dias depois do ocorrido, Dalic avisou que Kalinic tinha sido dispensado.

Sem o jogador, a Croácia avançou, avançou, avançou no Mundial. Só perdeu na decisão, 4 a 2 para a França de Griezmann, Lloris, Pogba e Mbappé. O caso nunca foi devidamente esclarecido. A versão de Kalinic é a de que ele não foi a campo porque estava sentindo dores nas costas. O comentário geral foi o de que o então atacante do Milan se revoltara por não ter sido escalado como titular.

Depois desse desligamento, o jogador, que completa nesta sexta (5) 36 anos, jamais teve outra oportunidade na seleção croata, pela qual, de 2008 a 2018, anotou 15 gols em 42 partidas. Já na fase final da carreira no futebol, Kalinic decidiu fincar raízes em seu país natal. E ajudar o clube que o revelou a tentar ganhar o Campeonato Croata depois de quase 20 anos.

Nesta semana, acertou por cinco meses com o Hajduk Split, da cidade em que nasceu e onde começou a jogar bola ainda garoto. O time lidera a competição, que está na metade, com 41 pontos, seis a mais que o Rijeka. O valor do contrato é simbólico: 1 euro (R$ 5,3) por mês. “Foi a negociação mais fácil em meus três anos no Hajduk”, declarou, em tom de brincadeira, Mindaugas Nikolicius, diretor esportivo do clube.

Neste caso, a questão financeira não era relevante, até porque Kalinic embolsou muito dinheiro na vida, tendo atuado profissionalmente na Inglatera (Blackburn), Ucrânia (Dnipro), Itália (Fiorentina, Milan, Roma e Verona) e Espanha (Atlético de Madrid).

Ele jogará por amor ao clube e pela vontade que tem de conquistar esse título com a equipe. O Hajduk ganhou o Croata seis vezes, a mais recente em 2005 –Kalinic estreou no time adulto na temporada seguinte. Este retorno do camisa 9 ao Hajduk não é propriamente uma novidade, pois ele, ao sair da Itália, retornou ao time, em 2021. Atuou até o meio do ano passado, marcando um total de 8 gols em 37 jogos, e parou.

Depois, interrompeu a carreira e decidiu retomá-la agora, com um objetivo específico a atingir. Recebendo, eis aqui a curiosidade e a motivação deste texto, somente 1 euro a cada 30 dias.

Se estivesse no Brasil, mais especificamente em São Paulo, com esse valor ele conseguiria fazer mensalmente uma viagem de metrô e ainda restaria, no fim, R$ 1,50 (preço de um bombom).

 

Nikola Kalinic: Uma Carreira Internacional de Destaque

Nikola Kalinic, nascido em 5 de janeiro de 1988 em Solin, Croácia, construiu uma carreira sólida como atacante ao longo de várias temporadas e em diversos clubes de prestígio no cenário europeu.

Sua trajetória profissional inclui passagens por clubes notáveis:

  1. Hajduk Split (2005-2009): Kalinic iniciou sua carreira profissional no Hajduk Split, clube croata onde se destacou e chamou a atenção de outros times europeus. Durante sua primeira passagem, marcou gols importantes e demonstrou seu potencial como artilheiro.
  2. Blackburn Rovers (2009-2011): Sua primeira aventura fora da Croácia foi no Blackburn Rovers, da Inglaterra, onde teve a oportunidade de competir na Premier League. Sua habilidade como goleador foi evidenciada, e seu desempenho atraiu interesse de outros clubes europeus.
  3. Dnipro Dnipropetrovsk (2011-2015): Kalinic ingressou no futebol ucraniano ao se juntar ao Dnipro Dnipropetrovsk. Durante seu tempo no clube, ele foi uma peça-chave, contribuindo com gols e ajudando o Dnipro a alcançar a final da Liga Europa da UEFA em 2015.
  4. Fiorentina (2015-2017): Sua próxima parada foi na Itália, onde defendeu a Fiorentina na Serie A. Kalinic continuou sua reputação de goleador, deixando sua marca e consolidando-se como um atacante confiável.
  5. Milan (2017-2018): Transferiu-se para o AC Milan, mais um gigante do futebol italiano. Sua passagem pelo Milan foi marcada por contribuições significativas no ataque, solidificando ainda mais sua reputação.
  6. Atlético de Madrid (2018-2020): Kalinic fez parte do elenco do Atlético de Madrid, onde experimentou o desafio da La Liga. Sua presença proporcionou opções ofensivas ao time.
  7. Roma (2020-2021): Em seguida, mudou-se para a Roma, mantendo sua presença no futebol italiano. Sua experiência e habilidades foram valiosas para a equipe da capital.

A carreira de Nikola Kalinic é caracterizada por sua capacidade técnica, faro de gol e contribuições consistentes aos clubes por onde passou. Seu retorno ao Hajduk Split, com um contrato simbólico, destaca seu vínculo emocional com o clube que o viu iniciar sua jornada no futebol profissional.

Seleção brasileira era segunda opção, revela Ancelotti

Carlo Ancelotti, de 64 anos, abordou pela primeira vez abertamente a possibilidade de comandar a seleção brasileira, revelando que o Brasil se tornou uma segunda opção em sua visão. O treinador italiano do Real Madrid admitiu ter tido conversas com a direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ter sido convidado, mas destacou que o acerto dependeria da decisão do Real Madrid.

Ancelotti deixou claro que aceitaria assumir a seleção brasileira caso o Real Madrid optasse por não renovar o contrato que estava previsto para encerrar no meio deste ano. Contudo, na semana passada, o clube espanhol anunciou a renovação contratual do treinador até 2026.

“É verdade que tive contato com a seleção brasileira, com aquele que era seu presidente, Ednaldo Rodrigues, a quem agradeço o carinho e o interesse por eu treinar o Brasil, o que me encheu de orgulho”, afirmou Ancelotti em entrevista antes do jogo entre Real Madrid e Mallorca pelo Campeonato Espanhol.

Ele continuou explicando que a decisão final dependia do Real Madrid: “Ednaldo deixou de ser presidente [foi afastado em decisão judicial] e no final aconteceu como eu sempre quis: ficar no Real Madrid. O clube decidiu [renovar] porque está feliz com meu trabalho.” Ancelotti indicou que sua disponibilidade para dirigir a seleção brasileira poderá ocorrer após o término do novo vínculo com o Real.

A notícia provavelmente não é bem recebida pela CBF, que via Ancelotti como uma aposta para a conquista da Taça Fifa em 2026. A seleção brasileira não ganha a Copa do Mundo desde 2002 e teve desempenho abaixo do esperado nas Eliminatórias para a Copa de 2026, ocupando a sexta posição entre dez países.

Com interinos, o Brasil enfrentou dificuldades em 2023, resultando em um sexto lugar nas Eliminatórias sul-americanas. A perspectiva de Ancelotti assumir o comando da seleção brasileira após 2026 permanece incerta, criando um cenário de expectativa e incógnita para o futuro da equipe nacional.

No primeiro ano sem o Rei Pelé, Brasil é plebeu no futebol

Há exatamente um ano, em 29 de dezembro de 2022, o Brasil perdia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, uma figura icônica que simbolizava a excelência no futebol. Ele foi eleito o atleta do século 20, campeão de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) e marcou perto de 1.300 gols ao longo da carreira. Contudo, o primeiro ano após sua partida testemunhou um desempenho desafiador para as seleções brasileiras.

O maior responsável pelo respeito que a seleção brasileira ganhou no planeta dificilmente imaginaria que os 12 meses seguintes à sua morte fossem de tamanha penúria para os selecionados nacionais.

O Rei do Futebol, do lugar onde está desde que partiu, viu um dos piores anos, quiçá o pior, de desempenho do Brasil no esporte que o consagrou.

O país foi relegado ao papel de coadjuvante, de figurante, de desempolgante. De plebeu.

Sem rumo desde a Copa do Mundo do Qatar, a seleção brasileira principal teve não um, mas dois treinadores interinos em 2023. Primeiro, Ramon Menezes. Depois, Fernando Diniz, que continua no posto.

Ramon, o tampão no primeiro semestre, disputou três amistosos com africanos. Perdeu dois (Marrocos e Senegal), ganhou um (Guiné) e voltou para a seleção sub-20.

Diniz, possivelmente o melhor treinador em atividade no Brasil, assumiu para acumular duas vitórias, um empate e três derrotas (consecutivas, nas três partidas mais recentes), sempre em confrontos das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026.

Superando Bolívia (com goleada) e Peru (1 a 0, no finalzinho), tropeçando em casa na Venezuela (1 a 1) e perdendo de Uruguai (2 a 0), Colômbia (2 a 1, de virada) e Argentina (1 a 0 no Maracanã), o Brasil fecha o ano em um vergonhoso sexto lugar na tabela que tem dez concorrentes –no limite da qualificação para o Mundial.

Em metade da partida contra os uruguaios, e também diante de colombianos e argentinos, a seleção não teve Neymar, lesionado no joelho. Aos que não gostam do camisa 10 (que um dia carregou Pelé no colo, na época de Santos, em encontro entre os dois), se parecia ruim com ele, ficou muito pior sem ele.

Passemos à seleção feminina, que chegou à Copa do Mundo da Oceania com algum favoritismo.

Marta (em sua última Copa) e companhia, treinadas pela afamada sueca Pia Sundhage, depois de golearem o Panamá (4 a 0) e perderem da França (2 a 1), precisavam só passar pela inexpressiva Jamaica para ir aos mata-matas.

Com uma atuação sofrível, sem articulação nas jogadas e aparentemente sem brio, o time amargou um 0 a 0 e a eliminação precoce. Infelizmente, memorável. (Na final, deu Espanha.)

Passemos à seleção sub-20, aquela treinada por Ramon, na disputa do Mundial na Argentina.

Cinco vezes campeão, o Brasil tentava o título para se igualar aos maiores vencedores, os argentinos, anfitriões do torneio.

Na fase de grupos, derrota para a Itália e vitórias sobre República Dominicana e Nigéria. Nas oitavas de final, goleada contra a Tunísia (4 a 1).

Nas quartas de final, pela frente, a inexpressividade de Israel (antes da guerra). Deveria ser moleza, mas a zebra prevaleceu: 3 a 2 para os israelenses, na prorrogação. (Na final, deu Uruguai.)

Passemos à seleção sub-17, na disputa do Mundial da Indonésia.

Quatro vezes campeão, o Brasil defendia o título obtido em 2019, quando atuou em casa e teve como destaques Kaio Jorge e Gabriel Veron. Caso uma nova conquista viesse, o país se igualaria à Nigéria como o maior vencedor da competição.

Na primeira fase, derrota para o Irã e vitórias diante da Nova Caledônia e Inglaterra. Nas oitavas de final, um 3 a 1 no Equador.

E então, como aconteceu com o time sub-20, veio a queda nas quartas de final, um contundente 3 a 0 para a arquirrival Argentina. Fim da linha para a equipe do treinador Phelipe Leal. (Na final, deu Alemanha.)

Ou seja, nos principais campeonatos disputados, as seleções brasileiras nem sequer flertaram com a chegada à decisão. Foi decepção atrás de decepção.

Algum leitor se lembrará de que o Brasil teve sim uma conquista em 2023, o ouro no Pan-Americano do Chile, com a seleção sub-23, também comandada por Ramon.

Em um Pan que ninguém sabe, ninguém viu, foi uma vitória sofrida, nos pênaltis, contra os anfitriões chilenos na partida final.

A verdade é que historicamente dá-se pouco valor ao título do futebol no Pan, diferentemente de um triunfo em Olimpíadas. Assim, esse ouro ameniza pouco ou outros reveses. Soa como prêmio de consolação.

O Fluminense, ressalte-se, teve uma conquista espetacular ao faturar pela primeira vez a Libertadores, comandado pelo mesmo Fernando Diniz que se dividia entre o clube e a seleção brasileira.

Mas no Mundial, que é o campeonato em que os clubes sul-americanos podem medir forças com os europeus, o tricolor carioca perdeu feio na final na Arábia Saudita: 4 a 0 para o Manchester City, levando o primeiro gol com menos de um minuto de jogo. Foi um massacre.

Individualmente (que foi como Pelé mais brilhou), 2023 também não deixará saudades para o Brasil.

A cada ano são entregues dois prêmios para o melhor jogador da temporada, ambos de grande prestígio: a Bola de Ouro (da revista France Football) e o The Best (da Fifa).

Na lista de indicados para concorrer aos troféus, um único brasileiro: Vinicius Junior, e apenas para a Bola de Ouro, que já foi entregue e teve o argentino Messi como ganhador.

O The Best, cuja cerimônia será realizada em janeiro, deve ir para o norueguês Haaland.

Na Bola de Ouro feminina, conquistada pela espanhola Aitana Bonmatí (com 266 pontos na votação), a brasileira que concorria, Debinha, ficou em 28º lugar (1 ponto). Não houve indicadas do Brasil para o The Best feminino.

Ou seja, a fase brasuca não é boa. Tanto que o principal, talvez único, destaque do ano nem joga na linha. Méritos para o goleiro Ederson, campeão inglês, europeu e mundial com o Manchester City.

Para um país que ofereceu inúmeros expoentes que faziam maravilhas com a bola nos pés, é motivo de reflexão um atleta que se destaca mais pelo uso das mãos ser o único merecedor de enaltecimento.

Pois, além do deprimente cenário discorrido nestas linhas, o seu Santos sucumbiu no Campeonato Brasileiro e disputará em 2024 a segunda divisão.

Ney faz “rolês” e tratamento de lesão em alto mar

Em meio à árdua jornada de recuperação da séria lesão no joelho esquerdo, que adiará seu retorno aos campos até agosto de 2024, o astro da Seleção Brasileira, Neymar, de 31 anos, direciona sua energia para outras frentes.

O cruzeiro “Ney em alto mar” teve início na terça-feira (26), um passeio marítimo de três dias repleto de entretenimento, incluindo shows de artistas renomados como Péricles, Belo, Guimê e Orochi. A embarcação MSC Preziosa oferece ainda atrações como cinema 4D, cassino, academia, restaurantes, pista de boliche e simulador de carros de Fórmula 1, tudo isso na companhia do atleta do Al Hilal.

Os preços das cabines começavam em torno de R$ 5.000, podendo alcançar até cerca de R$ 30 mil. Os organizadores relatam que os cerca de 4,3 mil ingressos colocados à venda foram esgotados, resultando em um faturamento estimado acima de R$ 20 milhões. O embarque e desembarque ocorrem em Santos, com uma parada programada em Búzios, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro.

Publicações nas redes sociais evidenciaram que Neymar embarcou no cruzeiro apoiado em uma muleta no braço direito, dispensando o apoio para ambos os braços, como ocorria nas últimas semanas.

O jogador sofreu a ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo em outubro, durante a derrota da seleção brasileira por 2 a 0 contra o Uruguai nas Eliminatórias para a Copa de 2026.

O médico da Seleção Brasileira, Rodrigo Lasmar, responsável pela cirurgia de recuperação do atacante, estima que Neymar só estará pronto para voltar a campo em agosto de 2024, o que o torna indisponível para a Copa América, iniciada em 20 de junho nos Estados Unidos, onde o Brasil terá que competir sem seu principal jogador.

Embora afastado do futebol, Neymar evidencia, através das redes sociais, seu comprometimento com o tratamento da lesão durante o cruzeiro. Em uma postagem no Instagram na terça-feira, ele mostrou-se deitado em uma cama dentro do navio, com a perna esquerda envolta em um aparelho para acelerar a recuperação da lesão, com a legenda: “Tratamento no rolê, vale?”.

Transferido para o Al Hilal em agosto, Neymar, que teve sua transferência do PSG avaliada em cerca de 90 milhões de euros (R$ 484 milhões), estreou pelo novo time em setembro, após lesões musculares e compromissos com a seleção brasileira.

Com um salário estimado em 160 milhões de euros (R$ 860 milhões) por ano, Neymar disputou apenas cinco partidas pelo Al Hilal antes da lesão no Estádio Centenário, em Montevidéu. O histórico recente do jogador inclui 17 lesões mais graves desde 2014.

A ausência de Neymar pode complicar ainda mais a recuperação da seleção brasileira em 2024. A derrota para o Uruguai marcou a primeira de uma série inédita de três derrotas consecutivas em jogos classificatórios para o Mundial.

Em meio à crise institucional da CBF, com seu presidente afastado, a seleção enfrenta incertezas sobre o retorno de Neymar e a definição do treinador à beira do campo. Se Ancelotti, atualmente no Real Madrid, optar por permanecer na Europa, a CBF precisará decidir entre buscar um novo nome ou manter Fernando Diniz, que enfrenta desconfiança após o retrospecto negativo em 2023 e terá que lidar com a ausência de Neymar pelo menos até a segunda metade do ano.

Muitas homenagens a Pelé, Edson e Dico, após 1 ano de sua partida

No primeiro aniversário da partida do Rei do Futebol, as homenagens continuam a fluir para Pelé, Edson e Dico, destacando-se como um testemunho constante da reverência mundial a esse ícone, que deixou este mundo aos 82 anos, em 29 de dezembro de 2022, após uma batalha contra o câncer de cólon.

Ao longo desses 12 meses, reverências ao tricampeão mundial ecoaram em diversas plataformas, em locais que moldaram sua grandiosa carreira, desde Três Corações, sua cidade natal, até Bauru, onde os primeiros chutes foram dados, e Santos, palco de inúmeras glórias.

Inclusive em Paris, durante a prestigiada premiação anual da FIFA em fevereiro, a qual dedicou considerável parte da cerimônia ao homem cujo talento encantou o mundo. Ronaldo, ex-jogador e contemporâneo de Pelé, buscou articular o impacto singular de Edson Arantes do Nascimento no mundo esportivo.

“Era um jogador muito à frente do seu tempo, um atleta que serviu de inspiração para mim e para o mundo do futebol. Nos anos 50, já era moderno, chutava com as duas pernas, saltava mais alto que os outros, fazia gol de bicicleta, cabeça. Eu também me lembro dele como um amigo querido. Quando eu tive a primeira lesão no meu joelho, em 2000, ele me visitou na minha casa, levando muito amor e carinho em um dos momentos mais difíceis da minha vida”, compartilhou Ronaldo.

“O Pelé também será lembrado pelo impacto na sociedade. Quando ele jogava, o mundo era um lugar ainda mais racista do que é hoje. Ele, um atleta negro, virou o rei do esporte mais popular do planeta. Mostrou que o negro pode ser o melhor, mais bem-sucedido, e pode vencer o racismo. Essa luta ainda não acabou, mas peço que todos se inspirem na luta do Rei Pelé”, acrescentou.

Embora Pelé tenha sido criticado por não se envolver mais profundamente em questões sociais, é inegável o impacto que ele teve, transcendendo gerações e até alcançando o reino da ficção.

O escritor Nelson Rodrigues, o primeiro a chamá-lo de rei, descrevia o magnetismo de Pelé até para a “grã-fina das narinas de cadáver”, uma personagem caricata que nada entendia de futebol, mas se curvava diante da majestade ululante. “O que a magnetizava era Pelé como homem, mito e herói.”

Assim, as homenagens têm sido constantes ao longo do ano. O Campeonato Brasileiro observou um minuto de silêncio em cada uma das 380 partidas, renomeando-se carinhosamente como Brasileirão Rei. De forma irônica e cruel, o Santos, clube com o qual Pelé conquistou seis títulos nacionais, foi rebaixado após anos flertando com a segunda divisão.

O novo presidente do Santos assegurou que, na Série B, ninguém vestirá a icônica camisa 10 que já pertenceu ao maior de todos. Mais uma homenagem a ser adicionada à lista que parece interminável. E, como retratado no recém-lançado livro “Dico: o Menino que Morava no Coração do Pelé”, de Celso de Campos Jr., ilustrado por Lhaiza Morena, a criança moldou o homem e forjou o craque. Se Pelé gostava de se referir a Edson na terceira pessoa, havia uma segunda entre eles, Dico.

“Será que, quando uma criança cresce, ela desaparece? Nada disso”, indaga a obra infantil. “Quando alguém tem uma criança no coração, ganha poderes infinitos. Quer ver só?”, continua Campos Jr., antes de reconstruir de maneira lúdica a trajetória do Rei do Futebol.

Três Corações, três pessoas em uma. Três palavras, ou uma: o célebre “love, love, love”, proferido em sua despedida nos Estados Unidos.

“Essas palavras saíram do coração do Pelé”, relata o livro “Dico”. “E a gente sabe quem morava lá, né?”

 

Endrick já tem 6,5 milhões de seguidores no Instagram

Com apenas 17 anos, o prodigioso atacante Endrick, revelação do Palmeiras, já acumula uma lista impressionante de conquistas no mundo do futebol. Destaque no Campeonato Brasileiro de 2023, onde marcou 11 gols, muitos deles decisivos e espetaculares, a joia alviverde está prestes a dar o próximo passo em sua carreira ao ingressar no Real Madrid a partir da metade de 2024, quando atingirá a maioridade.

Além de seu sucesso nos gramados, Endrick também ostenta números extraordinários nas redes sociais, um reflexo do seu talento precoce e do impacto imediato em sua ascensão.

No Instagram, o jovem atleta já angariou uma impressionante legião de 6,5 milhões de seguidores. Notavelmente, cerca de 80% desse público começou a seguir Endrick após sua estreia pelo Palmeiras, em 6 de outubro de 2022, quando contribuiu para a vitória por 4 a 0 sobre o Coritiba no Allianz Parque. Surpreendentemente, nos últimos dois meses, 36% desse contingente, equivalentes a 2,1 milhões de seguidores, aderiram ao seu perfil, especialmente após suas atuações decisivas na reta final do Brasileirão.

Comparativamente, nenhum dos companheiros de equipe no Palmeiras se aproxima desses números. Ícones do clube, como Dudu, acumulam 2,2 milhões de seguidores, enquanto o goleiro Weverton e o peça-chave Raphael Veiga contam com 1,9 milhões e 2 milhões, respectivamente.

O momento épico de Endrick na virada histórica do Palmeiras sobre o Botafogo, com uma vitória por 4 a 3 em 1º de novembro no Rio de Janeiro, impulsionou sua popularidade no TikTok, garantindo-lhe 100 mil novos seguidores e um total de 2,4 milhões na plataforma chinesa.

Embora esteja ainda distante dos números estratosféricos de astros consagrados como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, o potencial de Endrick para se tornar uma estrela tanto nos gramados quanto nas redes sociais é inegável. Vini Jr. e Rodrygo, compatriotas que já atuam no Real Madrid e participaram de uma Copa do Mundo, possuem, respectivamente, 43,6 milhões e 15 milhões de seguidores.

Além do sucesso digital, o relacionamento de Endrick com a modelo Gabriely Miranda também é um fenômeno nas redes sociais, contando com 351 mil seguidores. Publicações conjuntas, como a assistência ao jogo do Real Madrid e a celebração na premiação do Brasileirão, acumularam respectivamente 1 milhão e 1,4 milhão de curtidas, demonstrando o alcance de sua influência.

Endrick com a modelo Gabriely Miranda
Endrick com a modelo Gabriely Miranda | Crédito: Foto Instagram gabrielymiiranda

 

 

Messi vive ano de descontração e renovação

Lionel Messi, astro do futebol mundial, brilhou intensamente ao longo de 2023, irradiando seu característico sorriso, tanto em suas performances pelo Inter Miami nos Estados Unidos, quanto envergando a camisa da seleção Argentina. A temporada do renomado craque foi marcada por uma série de celebrações, afastando qualquer sombra de tensão experimentada em épocas anteriores.

Ao completar 36 anos em junho, Messi expressou sentir uma juventude renovada, como se estivesse revivendo os dias de sua infância, perseguindo a bola com entusiasmo. A experiência da vitória na Copa do Mundo no Qatar, há um ano, parece ter liberado o ícone do peso de desapontamentos anteriores em competições desse calibre.

“Após a conquista da Copa do Mundo, pensei que o ciclo estava fechado, mas muito pelo contrário. Mais do que nunca, quero servir o meu país. Sofremos muito durante vários anos e agora estamos vivendo um momento incrível. Desejo desfrutar dele”, afirmou Messi, revelando uma determinação renovada.

Cada encontro de Messi com os compatriotas argentinos tornou-se um espetáculo de celebração. Isso ficou nitidamente evidente na primeira partida da seleção em casa após o título, um amistoso contra o Panamá, no qual Messi deixou sua marca com um golaço de falta. Nos jogos das Eliminatórias para o próximo Mundial, sua presença tem sido crucial, contribuindo para a liderança da Argentina no torneio classificatório, incluindo uma vitória sobre o Brasil no icônico Maracanã, onde Messi balançou a rede por três vezes.

Considerando também os amistosos, Messi acumulou oito gols pela seleção ao longo do ano. Já pelo Inter Miami, seu desempenho foi igualmente espetacular, com 11 gols e cinco assistências em 14 partidas, contribuindo para a conquista do primeiro título da equipe, a Leagues Cup, em agosto.

Anteriormente conhecido por suas celebrações discretas, Messi surpreendeu ao adotar gestos descontraídos após seus gols, incluindo imitações de heróis da Marvel como Thor, Homem-Aranha e Pantera Negra. O craque revelou que esses gestos são uma solicitação de seus filhos, em uma curiosa convergência com o acordo comercial entre a MLS e a Marvel.

Após erguer seu primeiro troféu nos Estados Unidos, Messi retornou à Europa para receber, pela oitava vez, a cobiçada “Bola de Ouro” da revista France Football, estabelecendo-se ainda mais como o maior vencedor do prestigiado prêmio individual. Embora a premiação tenha considerado suas performances no Paris Saint-Germain, foram suas atuações brilhantes na Copa do Mundo que o destacaram, superando concorrentes de peso como Erling Haaland e Kylian Mbappé.

A conquista do Mundial também serviu como motivação para Messi abandonar o futebol europeu, buscando uma liga com menor pressão nos Estados Unidos. Em Miami, encontrou uma vida mais serena ao lado da família, desfrutando de momentos simples que, na agitação europeia, eram escassos.

“Estamos muito felizes por ter escolhido esse lugar para viver”, declarou Messi, encerrando um ano repleto de triunfos, realizações e sorrisos contagiantes.

 

Morumbi agora vai se chamar MorumBis

A Mondelez, renomada fabricante do chocolate Bis, revelou nesta terça-feira (26) um acordo inovador de “naming rights” com o São Paulo Futebol Clube. O icônico estádio Cícero Pompeu de Toledo, popularmente conhecido como Morumbi, passará por uma metamorfose denominativa, adotando o título de MorumBis.

Embora os números envolvidos no pacto não tenham sido oficialmente divulgados, o compromisso estabelecido estende-se por um período de três anos, contemplando um investimento total de expressivos R$ 75 milhões. Os R$ 25 milhões anuais superam os valores despendidos pela seguradora Allianz ao Palmeiras, detentor do Allianz Parque, e pela farmacêutica Neo Química ao Corinthians, responsável pela Neo Química Arena.

“A Mondelez chega para contribuir de forma única, à sua maneira característica, o jeito Bis de ser. Não objetivamos alterar integralmente o nome deste estádio histórico; assim, o MorumBis representa a fusão harmônica de Morumbi com Bis, configurando-se como o naming rights de menor intervenção na história, adicionando apenas um simples ‘s’”, comunicou a empresa em seu pronunciamento oficial.

A empresa enfatizou ainda a perspectiva de uma narrativa em evolução, prometendo que o espaço recém-batizado será palco de uma gama diversificada de entretenimento, diversão e momentos inesquecíveis, dignos de repetição, revisão e da irreverência característica do Bis, uma referência ao popular chocolate.

O São Paulo, através de seu diretor de marketing, Eduardo Toni, ratificou a concretização do acordo e expressou sua satisfação ao associar-se a uma marca de renome internacional.

“Estamos extasiados com a entrada da Mondelez em nossa casa, que agora adotará o nome de MorumBis. O São Paulo é uma marca robusta e global, assim como nossa nova parceira. O Morumbi é um estádio que mescla vibrante tradição, assim como o Bis. A convergência destas duas potências é, sem dúvida, um casamento perfeito”, declarou Toni.

 

As 10 equipes que marcaram o futebol internacional em 2023

Em um ano memorável para o futebol internacional, o Manchester City emergiu como uma força imparável ao conquistar o Mundial de Clubes, a Liga dos Campeões, a Premier League e a Taça de Inglaterra. A marca indelével deixada pela equipe de Guardiola só ressalta sua hegemonia mundial.

Além disso, a Argentina, campeã do mundo, exibiu uma notável solidez, sofrendo apenas uma derrota para o Uruguai de Bielsa após a glória no Catar. Os projetos robustos do vice-campeão europeu Inter e do Arsenal, líder na viragem do ano na Premier League, também merecem destaque pela sua competitividade na corrida aos títulos.

 

1 – MANCHESTER CITY – Hegemonia mundial

Guardiola conduziu os Cityzens à vitória na Liga dos Campeões e no Mundial de Clubes. Bernardo Silva e Rúben Dias desempenham papéis fundamentais, enquanto Guardiola surge como candidato a estátua de melhor treinador da história, vislumbrando ultrapassar Alex Ferguson no número de títulos.

 

2 – ARGENTINA – Imperial Scaloneta

A campeã mundial, após o triunfo no Catar, enfrentou apenas uma derrota para o Uruguai de Bielsa. A Albiceleste transpira saúde, vencendo no Brasil, embora a incerteza sobre a continuidade de Lionel Scaloni gere preocupações.

 

3 – INTER – Reinventado

Antes de enfrentar o Benfica na temporada anterior, Simone Inzaghi estava sob escrutínio. O Inter consolidou sua ideia, lutando na final da Champions e liderando a Serie A. Barella e Lautaro destacam-se, revelando o segredo na força coletiva.

 

4 – ARSENAL – ‘Artetaball’ em Londres

O Arsenal, sob a batuta do ex-adjunto de Guardiola, Mikel Arteta, apresenta uma juventude vibrante. Vice na temporada anterior e líder na virada do ano na Premier League, a equipe, com jogadores como Saka, Odegaard, Martinelli e Gabriel Jesus, representa um desafio árduo para o FC Porto.

 

5 – BAYER LEVERKUSEN – A confirmação de Xabi

Com Xabi Alonso no comando, o Leverkusen exibe dinâmicas inovadoras. Grimaldo e Boniface destacam-se, alimentando a esperança na Noiva Eterna de Leverkusen.

 

6 – ESPANHA – O beijo do esquecimento

Espanha e Barcelona celebram títulos no futebol feminino, liderados pela Bola de Ouro Aitana Bonmatí. Contudo, um beijo irresponsável abalou a conquista, deixando uma sombra sobre a celebração.

 

 

7 – INGLATERRA SUB-21 – A ganhar força

Sob a liderança de Lee Carsley, a Inglaterra Sub-21 conquista o terceiro título europeu da categoria. Curtis Jones destaca-se, demonstrando o talento que se aproxima da seleção principal.

 

8 – URUGUAI SUB-20 – Longa espera

Após 73 anos desde 1950, o Uruguai Sub-20 conquista o título mundial, com Luciano Rodríguez marcando o gol decisivo contra uma forte Itália.

 

9 – FLUMINENSE – jogo anti-posicional também ganha troféu

O jogo anti-posicional de Fernando Diniz, que rompe os padrões rígidos modernos através da criatividade e da organização ofensiva mais caótica, poderá até ter sido destroçado pela sua antítese, criada por Guardiola, na final do Mundial de Clubes, mas foi com esta ideia que o Fluminense conquistou a primeira Libertadores da sua história. Futebol reinventado. Bravo!

 

 

10 – GIRONA – Pequeno como grande

O Girona, parte do City Group, lidera ao lado do Real Madrid, superando Atlético de Madrid e Barcelona. Sob a orientação de Michel, a equipe ataca com velocidade, marcando mais gols do que qualquer outra, destacando-se como uma surpresa na temporada.