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Endrick já tem 6,5 milhões de seguidores no Instagram

Com apenas 17 anos, o prodigioso atacante Endrick, revelação do Palmeiras, já acumula uma lista impressionante de conquistas no mundo do futebol. Destaque no Campeonato Brasileiro de 2023, onde marcou 11 gols, muitos deles decisivos e espetaculares, a joia alviverde está prestes a dar o próximo passo em sua carreira ao ingressar no Real Madrid a partir da metade de 2024, quando atingirá a maioridade.

Além de seu sucesso nos gramados, Endrick também ostenta números extraordinários nas redes sociais, um reflexo do seu talento precoce e do impacto imediato em sua ascensão.

No Instagram, o jovem atleta já angariou uma impressionante legião de 6,5 milhões de seguidores. Notavelmente, cerca de 80% desse público começou a seguir Endrick após sua estreia pelo Palmeiras, em 6 de outubro de 2022, quando contribuiu para a vitória por 4 a 0 sobre o Coritiba no Allianz Parque. Surpreendentemente, nos últimos dois meses, 36% desse contingente, equivalentes a 2,1 milhões de seguidores, aderiram ao seu perfil, especialmente após suas atuações decisivas na reta final do Brasileirão.

Comparativamente, nenhum dos companheiros de equipe no Palmeiras se aproxima desses números. Ícones do clube, como Dudu, acumulam 2,2 milhões de seguidores, enquanto o goleiro Weverton e o peça-chave Raphael Veiga contam com 1,9 milhões e 2 milhões, respectivamente.

O momento épico de Endrick na virada histórica do Palmeiras sobre o Botafogo, com uma vitória por 4 a 3 em 1º de novembro no Rio de Janeiro, impulsionou sua popularidade no TikTok, garantindo-lhe 100 mil novos seguidores e um total de 2,4 milhões na plataforma chinesa.

Embora esteja ainda distante dos números estratosféricos de astros consagrados como Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, o potencial de Endrick para se tornar uma estrela tanto nos gramados quanto nas redes sociais é inegável. Vini Jr. e Rodrygo, compatriotas que já atuam no Real Madrid e participaram de uma Copa do Mundo, possuem, respectivamente, 43,6 milhões e 15 milhões de seguidores.

Além do sucesso digital, o relacionamento de Endrick com a modelo Gabriely Miranda também é um fenômeno nas redes sociais, contando com 351 mil seguidores. Publicações conjuntas, como a assistência ao jogo do Real Madrid e a celebração na premiação do Brasileirão, acumularam respectivamente 1 milhão e 1,4 milhão de curtidas, demonstrando o alcance de sua influência.

Endrick com a modelo Gabriely Miranda
Endrick com a modelo Gabriely Miranda | Crédito: Foto Instagram gabrielymiiranda

 

 

Vinicius Junior aprende com Modric e idolatra Neymar – 07/12/2022 – Esporte

Antes do início da partida contra a Coreia do Sul, na última segunda-feira (5), Vinicius Junior esticava as pernas em um alongamento quando Neymar se aproximou para dar um último conselho.

O atacante do Real Madrid disse nesta quarta-feira (7) que o camisa 10, referência técnica da seleção brasileira, faz isso com todos. Mas naquele momento, a segundos do pontapé inicial das oitavas de final da Copa do Mundo, foi apenas com ele.

Vinicius Junior não esconde a idolatria que sente por Neymar. Foi quem lhe disse, antes da viagem ao Qatar, o que significava atuar em um Mundial. Os dois terão o papel de levar o Brasil à semifinal com uma vitória sobre a Croácia, nesta sexta-feira (9), no estádio Cidade da Educação, em Doha.

Se Neymar, 30, realmente cumprir sua promessa e não disputar mais o torneio da Fifa, o maior candidato a substituí-lo como craque da equipe será Vinicius, 21, negociado com a Espanha aos 18 e autor do gol do título da Champions League de 2022.

“É a realização de um sonho [jogar a Copa ao lado de Neymar], né? Eu acompanhei toda a carreira do Ney. Ele sempre foi o meu maior ídolo. Sempre quis estar perto dele, fazer as coisas que ele fazia em campo. Com o passar do tempo, foi virando um amigo e hoje é um irmão que me dá muitas dicas. Todo jogo, antes de começar, ele tira toda a responsabilidade de cima de mim. Estar junto com ele é viver um sonho que nem todos podem viver”, disse.

A proximidade faz com que Vinicius Junior, também pela inexperiência e juventude, diga coisa que não deveria. Pelo menos aos olhos da comissão técnica. Foi ele quem revelou, após a vitória para a Suíça, na fase de grupos, que Neymar havia tido febre enquanto se recuperava de lesão no tornozelo. Era um dos casos que apareceram no elenco, situação tratada com discrição.

Apesar de ter sido o atacante mais importante e incisivo da seleção nas jogadas no mano a mano contra o marcador, Vinicius Junior não tem dúvidas em apontar que Neymar será o maior responsável se o hexa chegar na final do próximo dia 18.

“Eu tive a sorte de jogar com meu ídolo. Ele me dá todo o suporte de que preciso. Seguir o caminho dele é importante, é jogador que está próximo de Pelé em gols e, se Deus quiser, vai trazer o hexa para nós”, afirmou.

Junior se refere aos 76 gols anotados por Neymar com a camisa da seleção. Pelé é o líder do ranking de artilheiros, com 77, pelas estatísticas da Fifa. A entidade usa apenas os números de partidas oficiais, ignorando 18 anotados pelo Rei em amistosos.

Contra a Coreia do Sul, Vinicius fez seu primeiro gol em Copas do Mundo. Da linha de ataque titular escalada por Tite, só Raphinha não marcou, algo que o irritou ao ser lembrado do fato em entrevistas após as partidas.

De sorriso fácil, Vinicius Junior disse que seu rival de liga espanhola não precisa se preocupar porque vai acontecer. Raphinha atua pelo Barcelona, arqui-inimigo do Real Madrid.

Foi o mesmo sorriso que o garoto abriu quando um gato subiu na bancada em que era concedida a entrevista, retirado pelo assessor de imprensa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Antes criticado por problemas na definição, o atacante revelado pelo Flamengo fez dos gols uma parte importante de seu jogo. Ele também incorporou e aperfeiçoou outras jogadas no repertório, como o passe de trivela. Neste caso, o professor foi Luka Modric, colega de Real Madrid e capitão da seleção croata, adversária desta sexta.

“Modric sempre me ensinou bastante e continua me ensinando no dia a dia, faz de tudo para eu continuar evoluindo. Eu o uso como espelho, um cara de 37 anos jogando no nível dele é algo raro. Ele me ensinou esse passe de três dedos. A cada dia venho melhorando para ter um leque maior de jogadas”, disse.

Vinicius não é econômico em elogios. Também falou com devoção de Thiago Silva, de Casemiro, de Cristiano Ronaldo, da amizade com Lucas Paquetá… Mas nada se compara a Neymar, o ídolo com o qual divide agora o ataque da seleção brasileira no Mundial.

“Ele me falou que a Copa do Mundo é diferente de qualquer outra competição. Agora que estou vivendo, sei quanto a Copa é importante para o nosso país. Ele me contou isso, e sempre levei comigo. Não sabia o tamanho, mas quando tocou o hino vi ainda mais a diferença em jogar pelo Brasil, o país que tem mais títulos. Fico feliz de estar aqui representando cada brasileiro e jogando com meu ídolo.”

Apenas para não dizer que sorri o tempo inteiro, ele não quis comentar sobre a possibilidade de romper contrato com a Nike, que o patrocina desde a adolescência.

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Brasil procura lições para estreia em derrota da Argentina

Basta uma breve caminhada pelos principais pontos turísticos de Doha, do tradicional mercado Souq Waqif ao anfiteatro Katara Cultural Village, ou mesmo andar pelas ruas residenciais da capital do Qatar para encontrar com facilidade pessoas com camisas de Brasil e Argentina.

Duas das equipes favoritas à conquista da Copa do Mundo deste ano também são as preferidas do público local, sobretudo dos migrantes. Parte deles ficou especialmente frustrada nesta terça-feira (22), quando os argentinos estrearam com uma histórica derrota, de virada, para a Arábia Saudita, por 2 a 1.

A chamada zebra reforça as conexões entre brasileiros e argentinos no Qatar, afinal serve como uma importante lição para o elenco comandado por Tite antes de sua estreia no Mundial, nesta quinta-feira (24), contra a Sérvia.

O equilíbrio emocional foi determinante para o vexame da seleção de Messi. Apesar de fazer um bom primeiro tempo e abrir o placar, a Argentina não conseguiu consolidar sua vantagem.

A Sérvia, evidentemente, tem mais recursos técnicos do que os sauditas. No ranking da Fifa, aparecem na 21ª posição, enquanto a nação árabe é a 51ª. Mas não só por isso.

Além de todo o elenco sérvio jogar no futebol europeu, a maioria atua nas principais ligas do continente, sobretudo na Itália e na Espanha.

Só isso já é motivo para Tite ter mais trabalho do que o argentino Lionel Scaloni, mesmo considerando o fato de que, em 2018, o duelo contra os sérvios foi o mais fácil para os brasileiros na primeira fase da Copa da Rússia, quando o time canarinho venceu por 2 a 0.

Acreditar em uma suposta fragilidade do adversário, contudo, é justamente o risco que o Brasil precisa aprender com a lição dos argentinos.

“Às vezes, o adversário é vencido pela nossa motivação. O Lionel Messi vai jogar com a Arábia Saudita e dirá a si mesmo que deve começar bem, claro, mas não é a mesma coisa do que jogar contra o Brasil”, disse o técnico da Arábia Saudita, Hervé Renard.

Motivação foi algo que não faltou para a nação do Oriente Médio. Principalmente pelo apoio que eles receberam das arquibancadas. Mesmo que a maioria dos presentes fossem torcedores da Argentina, quem mais apoiou e marcou sua presença na arena foi a torcida saudita, elemento-chave para o desfecho do jogo.

Pelo menos com isso o Brasil, provavelmente, não terá de se preocupar. Enquanto a Arábia Saudita foi a nação que mais comprou ingressos para a Copa do Mundo no Qatar, segundo o Supremo Comitê para Entrega e Legado, os sérvios não deverão ter uma presença maciça no país.

Mesmo assim, a comissão técnica brasileira tentou criar um ambiente que pudesse reforçar a confiança dos jogadores, para não deixar que fatores externos abalem a equipe.

Nas paredes do estádio Grand Hamad, onde a seleção treina durante sua estadia em Doha, foi colocada a inscrição “mentalmente forte”, palavras que Tite costuma repetir com certa frequência para os jogadores antes de cada partida.

Para aumentar a concentração dos atletas, o comandante também tomou uma medida inédita durante a preparação do Brasil. O treino desta terça-feira (22) foi fechado para a imprensa. Nem convidados, como parentes e amigos dos atletas, puderam acompanhar a atividade.

Foi a primeira vez que ele optou por esconder seus trabalhos desde que a seleção se reuniu para a Copa, na semana passada, em Turim, na Itália.

Além de privacidade, a medida visa manter o sigilo que Tite pretende fazer de sua escalação para o duelo com os sérvios.

Na segunda-feira (21), ele tentou fazer isso, liberando a presença da imprensa somente durante o aquecimento dos atletas, mas uma foto postada por um amigo de um dos jogadores que estava no estádio revelou a escolha de Vinícius Júnior como titular.

O ataque, então, teria Vinícius Júnior, Neymar, Raphinha e Richarlison. Embora não confirme, esse deverá ser o time do treinador para a estreia no Mundial. A ver como vão reagir os jogadores brasileiros na estreia.

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