Autor: Rodrigo Couto

Qual é a importância de uma escolinha de futebol?

Para os mais de cinco mil atletas da Copa A Gazetinha, a disputa da competição se aproxima com o objetivo de chegar às Finais Gerais, que vão acontecer em janeiro nas sedes de Nova Venécia e Boa Esperança. 

Neste ponto, destacamos as equipes, as escolinhas de futebol, que compõem uma das mais importantes células para a formação dos jogadores, sobretudo, do homem. A base é a família, onde o caráter e personalidade são definidos, levando-se em conta os exemplos que as crianças trazem dos seus lares. 

A importância da escolinha de futebol é muitas vezes incalculável, mas mensurado quando encontramos homens formados que passaram pela experiência de atuar numa equipe. Muitos sonharam em ser jogador de futebol, mas o esporte ensinou a seguir em outras carreiras. 

Ou seja, ser formador (clube, treinador, professor) não é só formar no campo. É entender que receber crianças, adolescentes e jovens em suas dependências (equipe) é assumir a responsabilidade por uma vida.

 

 

As escolinhas de futebol têm a responsabilidade pelos atletas. De acordo com a literatura acadêmica, por definição, para um atleta atingir o nível do alto rendimento são necessárias cerca de 10 mil horas de prática esportiva.

Um texto do site área restritiva,  sugerido pelo técnico de categorias de base de basquete Jhonatan Cintra, classifica as escolinhas de futebol e os clubes da seguinte maneira. 

Os formadores: ensinam os primeiros fundamentos e introduzem o esporte.

Os desenvolvedores: trabalham o atleta e o colocam em nível de competitividade.

Os lançadores: possibilitam os jogadores de ingressarem na vida profissional. 

Em qual classificação está a sua escolinha de futebol? São fases importantes que os jovens precisam passar. Quando vemos um jogador profissional fazer sucesso, ganhar a fama, é importante olhar para trás e ver a importância de cada fase.

Por isso, parabéns para todas as escolinhas de futebol que disputam a Copa A Gazetinha!

Estudo aponta a diferença dos gastos entre o futebol masculino e feminino

O assunto ganha importância após os gritos por igualdade salarial que marcaram o título dos Estados Unidos no Mundial de Futebol Feminino. E o grito já tem eco no Brasil. 

Os salários médios de mulheres são de R$ 2.556,34 no futebol brasileiro. Já os homens, recebem em média R$ 5.577,53. Ou seja: os homens ganham 118% a mais. A amostragem é de dez mil profissionais pesquisados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo Ministério do Trabalho), .

Os dados foram divulgados numa reportagem da Revista Exame, comparando a folha de pagamento entre o futebol masculino e o feminino. 

Enquanto a folha de pagamentos dos gigantes de São Paulo giram entre R$ 10 milhões, os gastos com os times femininos ainda são da ordem de R$ 100 mil. É uma diferença de cem vezes. Portanto, brutal. 

No caso dos times menores, a remuneração das jogadoras oscila e é compatível com a dos homens das Séries B, C e até D do Campeonato Brasileiro.

“Elas têm salários comparados com jogadores da Série B ou até uma série inferior, infelizmente”, diz Thaís Picarte, goleira do Santos e vice-presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Município de São Paulo. “Essa diferença salarial é um absurdo. Pior é que não sei se a gente vai conseguir igualar isso algum dia”, diz Cristiane, do São Paulo. 

Seleção dos Estados Unidos, tetra campeã no Mundial na França

“Lá fora, a situação é a mesma. Dificilmente, você encontra uma atleta que ganhe 15 mil euros ou uns R$ 60 mil”, diz a ex-jogadora do PSG, o mesmo time de Neymar.

O coordenador das Seleções Femininas da CBF, Marco Aurélio Cunha, avaliou a situação. “São unidades de negócio diferentes. Um é consolidado e lucrativo no País; o outro está em formação e ainda precisa de investimentos. Eles podem ser iguais financeiramente?”, questiona.

Questionado sobre o assunto, o professor Eduardo Carlassara, doutorando da Escola de Educação Física e Esporte da USP, concorda que o modelo de negócio precisa ser repensado. 

“A diferença de remuneração entre os gêneros está atrelada à procura e ao preço dos ingressos. Na Rio-2016, os ingressos para as competições masculinas eram 33% mais caros do que as femininas. Isso pode influenciar na remuneração”, explica.

Na opinião de Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF), todas as condições precisam ser melhoradas. “Temos de focar em aumentar o número de campeonatos, principalmente nas categorias de base, e focar na estrutura para os treinamentos e partidas”, afirma.

COPA A GAZETINHA DE FUTEBOL FEMININO

A exemplo da 1ª Copa A Gazetinha de Futebol Feminino, que será realizado este ano. A pré-inscrição já pode ser feita no site da Copa A Gazetinha. Em breve, a Coordenação da Copa A Gazetinha estará abrindo a inscrição oficial das equipe e das jogadoras.