Categoria: Nossa História

Zico, e a sua história na Copa A Gazetinha

Nem políticos conseguiram atrapalhar presença do Zico na Copa A Gazetinha

JORNALISTA JANC RELATA O CARINHO DO EX-JOGADOR ZICO COM A COPA A GAZETINHA, MOMENTO IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DO ESPÍRITO SANTO E DO BRASIL.

 

Zico, e a sua história na Copa A Gazetinha

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, faz parte da história da Copa A Gazetinha. Esteve presente em dois acontecimentos da competição. A primeira presença foi quando, como jogador do Flamengo, entregou aos atletas da Desportiva o troféu de campeão da Copa A Gazetinha, conquistado pelos grenás numa preliminar que o time carioca iria fazer contra a Desportiva no Engenheiro Araripe, em Cariacica.
A segunda presença de Zico – agora como Secretário de Desportos do Governo Federal – foi em Conceição do Castelo, no dia 5 outubro de 1990, na abertura festiva das Finais Gerais da 15ª Copa A Gazetinha, hoje, 2023, estamos na 47ª edição.

Naquela época, as finais da Copa A Gazetinha aconteciam entre outubro e novembro. Por isso, quando me veio a ideia de convidar o recém-empossado Secretário de Desportos do Governo Collor para a nossa festa, resolvi fazer o convite com antecedência, conseguindo agendar um encontro pessoal com ele para o final do mês de agosto daquele ano.

Este agendamento foi facilitado porque houve a ajuda do nosso amigo e desportista José Maurício Souza, na época presidente da Associação dos Servidores do Senado Federal, entidade que participava sempre da Copa A Gazetinha Nacional.

Então ministro do Esporte, Zico recebe o jornalista janc em seu gabinete, em Brasília
Então ministro do Esporte, Zico recebe o jornalista janc em seu gabinete, em Brasília

Zico nos recebeu muito bem e levamos alguns recortes de A Gazeta que falavam da Copa A Gazetinha e me lembro de que ele nos disse ter boas informações da competição, passadas pelo seu amigo Luiz Fumanchu, ex-companheiro dele no ataque do Flamengo. Acertamos com o Zico a ida dele de Vitória para Conceição do Castelo seria no helicóptero do Governo do Estado e que, além dele, iria o governador Max Mauro, eu (Janc) e um atleta que iríamos escolher. Ele disse que estava bem, ficando tudo acertado, regressamos felizes da vida e passamos a anunciar a grande novidade: a presença do Galinho nas finais da Copa A Gazetinha.

Estava programado que ele chegaria na tarde do dia 4 de agosto, sexta-feira, pernoitaria em Vitória e sábado de manhã seguiria para Conceição do Castelo no helicóptero do governador. Mas, na tarde de quinta-feira, o meu ramal toca e do outro lado estava o Zico. Ele, bastante reticente e constrangido – dava para perceber pelo tom da sua voz – me informou ter recebido ordens do Ministro Cabral (Ministro da Justiça) que ele não poderia ir de Vitória para Conceição do Castelo no helicóptero do Governo do Estado e que este deslocamento só seria possível no helicóptero do José Ignácio, candidato do então presidente Collor ao governo do Espírito Santo, na disputa do segundo turno com Albuíno de Azeredo, candidato do Max Mauro.

Percebi a conotação política do problema. Tentei explicar ao Zico que a Copa A Gazetinha nunca havia se prestado para fazer campanha de político nenhum e que ele, como uma autoridade do Governo Federal em visita ao Espírito Santo, iria ser recepcionado pela nossa autoridade máxima e seria transportado por um helicóptero do governo do Estado, não havendo politicagem nestas ações.

Mas não teve jeito. Afinal, eram ordens superiores (Collor) e teriam que ser obedecidas. Aí, comecei a pensar como iria administrar esta situação.
O que estava acontecendo era uma interferência política, arquitetada pela turma do José Ignácio, achando que o Albuíno poderia ter ganhos eleitorais com a situação, como por exemplo, indo no helicóptero para Conceição do Castelo e saindo da aeronave abraçado com o Zico.
Mas isto nunca aconteceria porque havíamos acertado com o governador Max Mauro quais as pessoas que iriam no helicóptero e nesta lista não constava o nome do Albuíno.

A primeira providência que tomei foi a de comunicar a direção da Rede Gazeta o que estava acontecendo. O pessoal não gostou nada disto e me lembro de que o Cariê (Carlos Lindenberg Filho, principal diretor do jornal) me perguntou se tinha como cancelar a vinda do Zico. Eu disse que seria improvável e, entre várias explicações, argumentei de como iríamos justificar a ausência do Galinho para aquelas centenas de jovens atletas que estavam esperando o momento mágico de estar ao lado ídolo.

E eis que Deus me iluminou e me indicou a solução para o problema. Sugeri a mudança do roteiro do Zico. Um veículo da Rede Gazeta iria buscá-lo no aeroporto e antes de ir para Conceição do Castelo, o Galinho faria uma visita à empresa. De lá, iriamos para Conceição do Castelo, com uma parada no restaurante do Hotel dos Pinhos, em Pedra Azul. Ali, a Rede Gazeta iria recepcionar o Zico com um almoço, com as presenças de atletas representando cada um dos times participantes da competição, quando todos poderiam abraçar e tirar fotos com o ex-jogador.

O retorno de Zico para o Aeroporto de Goiabeiras seria no helicóptero do Zé Ignácio. O roteiro foi aprovado e foi um sucesso. Na sexta-feira, dona Maria Helena, mulher do Zé Ignácio, me ligou, dizendo que desejava fazer a programação da visita do Zico. Eu estava tão aborrecido com aquela história toda que fui áspero com ela, dizendo que a programação já estava feita e que a Copa A Gazetinha não era palanque político.
Tudo acertado, na manhã do dia 5, fomos para o aeroporto. O Zico chegou num jatinho (que até hoje não sei de quem), juntamente com o então senador Gerson Camata, que a partir dali não desgrudou do Galinho. Fomos para a sede da Rede Gazeta e lá o Galinho deu um monte de autógrafos para os flamenguistas e não flamenguistas e o Cariê o presenteou com um estojo contendo os famosos pios de pássaros de Cachoeiro.

No Hotel dos Pinhos, a meninada já esperava o Galinho e foi aquele alvoroço quando ele chegou. Lá já estavam os candidatos Zé Ignácio e Albuíno, o Governador Max Mauro, secretários estaduais, alguns prefeitos e outros políticos. E na hora de formar a mesa principal é que eu tive que usar a diplomacia. Fiz o seguinte: chamei o Zico e disse para ele sentar na cadeira do centro da mesa. Feito isto, coloquei a turma do Governador Max Mauro, incluindo o Albúino, de um lado e a turma do Zé Ignácio, incluindo o Camata, do outro lado. Pronto! Estava, democraticamente, formada a mesa e todos podiam comer à vontade, sem medo de uma indigestão.

Dr Gotardo, prefeito de Conceição do Castelo na época, destacou a presença do Zico
Dr Gotardo, prefeito de Conceição do Castelo na época, destacou a presença do Zico

 

Terminada as solenidades de abertura no estádio do Caxias de Conceição do Castelo, o Galinho voou no helicóptero do Zé Ignácio para o aeroporto de Vitória. Quem participou da presença do Zico em Conceição do Castelo, até hoje lembra com saudades daqueles momentos históricos da Copa A Gazetinha, que nem a má política conseguiu empanar.

PS- A eleição aconteceria dias depois das finais de Conceição do Castelo. O candidato Albuíno ganhou e tem gente que até hoje garante que a atitude do seu adversário em tentar fazer da Copa A Gazetinha um palanque eleitoral, contribuiu um pouquinho para a sua vitória porque muitos não gostaram daquilo, principalmente os pais de atletas.

A Desportiva Ferroviária foi campeã da Copa A Gazetinha de 1977

Um ano depois de ser criada a competição, a equipe da Desportiva Ferroviária foi a campeão da segunda edição da Copa A Gazetinha em 1977. O time da Desportiva Ferroviária conquistou o título de forma “invicta”. Não era para menos. E equipe era formada por uma verdadeira seleção de jogadores de muita qualidade técnica.

No grupo se destacavam Eurico Batalha, Neném Goltara, Wallace, Jacimar. A equipe era forma também com Zezinho, Carlinhos (goleiro), Jorginho, Fernando, Rômulo, Neemias e Jomar. Alguns atletas se destacaram no futebol capixaba, brasileiro e mundial.

A Copa A Gazetinha de Futebol Infanto-Juvenil foi criada pelo jornalista José Antônio Nunes do Couto, o “JANC”, em 1976, com uma promoção do Suplemento Infantil A Gazetinha, do Jornal A Gazeta. Hoje, o jornalista confessa não ter imaginado que, ao criar a Copa A Gazetinha, estava inventando uma competição que iria mudar a história do muitas crianças e jovens do Estado e do Brasil.

“A Copa A Gazetinha, seguramente, dá esperança de um futebol mais digno e possibilita um futuro promissor a milhares de crianças e adolescentes”, disse Janc, organizador e idealizador do evento.

Vale ressaltar que ao longo dos mais de 40 anos de realização da competição, jogadores do porte de Geovani Silva (Vasco e Desportiva), Carlos Germano (Vasco), Sávio (Flamengo e Real Madrid), Jussiê (Cruzeiro e Bordeaux), Cícero (hoje Grêmio), e Maxwell (PSG, Ajax e Barcelona), foram descobertos pelos campinhos por onde competição foi realizada.

 

Formação da equipe da Desportiva Ferroviária campeã da Copa A Gazetinha em 1977

Kieza, do Caxias para o mundo

Welker Marçal Almeida, o Kieza, no início da década de 80, começou jogando a Copa A Gazetinha pelo Caxias. Era uma das principais peças do ataque da equipe e já naquela época fazia muitos gols. No futebol profissional, Kieza teve a sua primeira chance na Desportiva Capixaba.

Em 2008 ele se destacou na Copa Espírito Santo e começara

A carteirinha de Kieza quando jogava a Copa A Gazetinha

m a aparecer clubes interessados em seu futebol e a Desportiva negociou a sua transferência para o Americano de Campos.

Em Campos ele foi logo se destacando, sendo a principal peça do Americano na Copa do Brasil de 2009, marcando três gols no jogo contra o Santa Cruz, em Recife, e com o placar final de 4 x 2, os campistas eliminaram a equipe recifense.

Na fase seguinte marcou um gol na partida contra o Botafogo, no Engenhão, e com o placar final foi de 2 a 1 para o time da casa, levou a decisão da vaga para os pênaltis, já que o Americano vencera o primeiro jogo pelo mesmo placar. Na disputa de pênaltis, o time de Campos venceu por 5 a 4, eliminando os botafoguenses.

Os gols e o bom desempenho de Kieza estimulou o Fluminense a contratá-lo. Teve uma boa presença no tricolor carioca e partir daí só atuou em grandes clubes, inclusive no exterior, tendo jogado no futebol chinês.

 

 

A FICHA

Nome: Welker Marçal Almeida

Data de Nascimento: 24 de setembro de 1986, em Vitória (ES)

Clube atual: Botafogo (RJ)

Alguns clubes por onde passou

Copa A Gazetinha: Caxias

Desportiva Capixaba : 2003, 2006 e 2007

Americano: 2008/2009

Fluminense: 2009

Cruzeiro: 2010

Ponte Preta: 2010

Náutico: 2011

Emirados Árabes:2012

Náutico: 2013

ShamghaiShenxio (China)

2018: Botafogo (RJ)

 

 

Tudo começou na praia

A Copa A Gazetinha de Futebol Infanto-Juvenil foi criada pelo jornalista José Antônio Nunes do Couto, o JANC, em 1976, como uma promoção do jornal A Gazeta.

Hoje, o jornalista confessa não ter imaginado que, ao criar a Copa A Gazetinha, estava inventando uma competição que cresceria tanto.
Tudo começou com uma capa colorida da edição do dia 6 de dezembro de 1975 do suplemento A Gazetinha, anunciando o “1º Torneio de Futebol de Praia Infanto-Juvenil”.
A competição foi disputada por 12 times de vários bairros da Grande Vitória. O primeiro jogo reuniu a equipe da Desportiva Ferroviária e a que tinha o nome do então vereador Gerson Camata, que venceu por 2×0. As demais equipes participantes foram Cruzeiro, Guarani de Goiabeiras, Benfica, Estrelinha, Panorama, Goiabinha, Copinho, Rio Branquinho, Nacional e Tamoio.
Os jogos foram realizados no Aterro da Condusa, onde hoje é a Praça dos Namorados. Classificaram-se para as finais Guarani, Panorama, Copinho e Desportiva.
O Guarani garantiu a vaga ao vencer o Panorama por 1 a 0, gol de Maurílio. A Desportiva derrotou o Copinho por 4 a 3, nos pênaltis. Na disputa do terceiro lugar deu Copinho 4 a 0 sobre o Panorama.

 

Capa do Suplemento Infantil Gazetinha revela o início do torneio que virou a maior competição infanto-juvenil do Brasil

 

Início da Copa A Gazetinha

Associação de São Mateus, a primeira campeã do interior

Em 1978, para comemorar o cinquentenário de A GAZETA, foi realizado um torneio da Copa A Gazetinha. Era a disputa do Troféu 50 anos de A Gazeta, que teve a participação de equipes da Grande Vitória e de duas do interior do Estado.

A Associação de São Mateus representou o Norte do Estado e o Castelo, o Sul do Estado. A decisão foi no Estádio Salvador Costa, em Bento Ferreira, Vitória, e a Associação venceu o Racing, ficado com Troféu 50 Anos de A Gazeta que até hoje é guardado pelo desportista Paulo Nardoto, que era o técnico da equipe.

Com a realização deste torneio, começou definitivamente a interiorização da Copa A Gazetinha.

Troféu 50 anos de A Gazeta, conquistada pela Associação de São Mateus

Ex-juiz Betinho, e a sua história na Copa A Gazetinha

O colatinense Carlos Roberto Mariano, o Betinho, hoje aposentando do futebol profissional, atuou em muitas edições da Copa A Gazetinha, apitando nas grandes finais.

Betinho, então recém-introduzido nos quadros de arbitragem da Federação, entrevistado pelo jornal A GAZETA, disse que teve uma ascensão meteórica depois que passou a atuar na competição, sendo convidado para trabalhar em outros grandes eventos do futebol capixaba e brasileiro.

“Hoje, se sou um árbitro respeitado e se trabalhei até em Campeonatos Brasileiros, devo muito à Copa A Gazetinha que me projetou”. “Na verdade, foi nela que tudo começou”, afirmou.

Na entrevista, Betinho disse acreditar existência de poucas diferenças entre as partidas de futebol profissional e as da Copa A Gazetinha. “A diferença é que na A Gazetinha o árbitro tem também função de educador”, comentou.

Ele, na época, considerou a partida entre Vasco e Vitória da Bahia, na final de 1994, uma das mais complicadas partidas na sua carreira.

“Havia muita reclamação dos dirigentes do Vasco em relação a mim. A equipe tinha perdido três vezes para o Vitória em finais comigo atuando como árbitro. Eu acho até que houve pressão para que eu não fosse escalado. Mas, aceitei o desafio apitando o jogo, que terminou 0 a 0 e o Vitória venceu nos pênaltis. Todo mundo que estava no estádio me elogiou e até os dirigentes do Vasco vieram me cumprimentar depois”, lembra Betinho.

Gabino Rios, professor de arbitragem na Gazetinha

O inesquecível professor de arbitragem capixaba Gabino Rios usava a Copa A Gazetinha para ministrar aulas práticas aos candidatos a árbitros da Federação de Futebol do Espírito Santo (FES).

Ele escalava os seus alunos para determinadas partidas e ia junto com eles para, caso um dos seus pupilos desse um apito errado, puxar a sua orelha na mesma hora. E foi assim que muitos árbitros que se tornaram do primeiro quadro capixaba e até nacional, foram se destacando, como são os casos de Wilson Marcelino, Márcio Nascimento, José Fermo, Jorly Gomes e Carlos Roberto Mariano – o Betinho- entre outros.

Os árbitros de futebol vêem a Copa A Gazetinha como uma oportunidade rara de aprimoramento técnico e de reciclagem.

Alguns chegaram até a investir do próprio bolso só para poder trabalhar no evento. Outros afirmam que tiveram rápida ascensão depois que começaram a atuar na competição, graças à sua grande abrangência e respeitabilidade.

Árbitros na Copa A Gazetinha

E foi criada a Copa A Gazetinha!

O Torneio de Futebol de Praia Infanto-Juvenil, no Aterro da Condusa, onde hoje é a Praça dos Namorados, em Vitória, foi um grande sucesso. E, por sugestão dos próprios participantes, o jornalista José Antônio Nunes do Couto (Janc) sentiu-se motivado a montar outra competição.

Mas não de futebol de areia e, sim, de futebol de campo, como sugerido pelos dirigentes das agremiações. Como Janc era um dos responsáveis pela edição do suplemento infantil A Gazetinha, ele decidiu homenagear a publicação, dando o nome de Copa A Gazetinha ao torneio.

A primeira Copa A Gazetinha de futebol de campo foi aberta festivamente na manhã de céu azul do dia 8 de maio de 1976, com as 43 equipes inscritas desfilando no Estádio Engenheiro Araripe.

No dia 15 de maio de 1976, a Coordenação Geral da Copa A Gazetinha teve uma reunião com os representantes das equipes inscritas na 1ª Copa A Gazetinha. A reunião foi na antiga sede da Rede Gazeta, na General Osório.

Campeão da Primeira Copa A Gazetinha

O campeão da Primeira Copa A Gazetinha foi o Barcelona, do bairro cariaciquense de Campo Grande, e foi desta equipe que surgiu Walace, o primeiro craque a ser revelado pela competição.

Logo após a sua criação, o projeto da Copa A Gazetinha chamou a atenção do então governador Eurico Rezende, que fez questão de homenagear atletas, dirigentes e a coordenação da competição.

Primeiro, o governador recebeu a Copa A Gazetinha no Palácio Anchieta e, posteriormente, promoveu uma mini-torneio na casa de praia do Governo do Estado, em Vila Velha, com distribuição de material esportivo e muitos sanduíches e refrigerantes para os pequenos atletas.

Jogadores da Copa A Gazetinha homenageados pelo então governador do Espírito Santo, Eurico Rezende

 

Guarani de Goiabeiras, o campeão da areia em 1976

Um time de garotos de famílias de classe média baixa, que treinava somente aos domingos, porque todos os seus jogadores trabalhavam, foi ocampeão.

O Guarani de Goiabeiras conquistou no dia 22 de fevereiro de 1976, o título do Torneio de Futebol de Praia Infanto-Juvenil, precursor da Copa A Gazetinha. Na final, derrotou a favorita Desportiva Ferroviária, de virada, por 2 a 1, com dois gols do atacante Sebastião.

A criação do Guarani foi idéia de um dos seus atletas, Joselias do Nascimento. A equipe foi fundada em junho de 1975. Para comprar um jogo de camisas, os jogadores cotizaram, com cada um pagando na época cinco cruzeiros.

Os treinos eram realizados no campo que existia depois do sinal da esquina do cruzamento da avenida Fernando Ferrari com a avenida Adalberto Simão Nader, próximo ao Aeroporto de Vitória.

Logo, Joselias do Nascimento entregou o comando da equipe para José Antônio Rodrigues e Marcos Rogério Cunha, que acumulavam as funções de técnicos, massagistas e roupeiro. Curiosamente, a maioria dos jogadores era funcionário da loja A Vidrália. Para muitos, o fato de vários atletas trabalharem no mesmo local contribuiu para fortalecer a união do grupo.

 

O futebol capixaba que deu certo

Este é o título de uma reportagem sobre a Copa A Gazetinha publicada no jornal A Gazeta e ele diz uma verdade sobre a competição.

Afinal, se o futebol profissional capixaba não consegue se firmar no cenário local e nacional, a Copa A Gazetinha vem há quatro décadas fazendo sucesso, movimentando o futebol infanto-juvenil do Espírito Santo e até de outros estados, tornando-se a mais importante competição de futebol da chamada categoria de base do Brasil, revelando todos os anos jovens atletas que, descobertos por grandes clubes, abraçam a carreira de futebolistas, alguns com sucesso, chegando à Seleção Brasileira e jogando em clubes famosos do exterior.

A lista de craques saídos da Copa A Gazetinha é enorme e a todo ano ela cresce mais ainda. Um dos primeiros foi Eurico Batalha, que jogou em clubes cariocas e na Arábia Saudita.

Depois, entre centenas de bons jogadores, apareceram Antônio José, Jacimar, Walace, Fernando Batalha, Eurico Batalha, Douglas, Régis, Bartô, China, Mauro Soares, Geovani Silva, Carlos Germano, França, Werlesson, Dedé, Nilson, Pedro Renato, Moisés, Bil, Jean, Marquinhos Capixaba, Sávio, Fabiano Eller, Vanderson e Ely Tadeu, entre muitos outros. Na lista das revelações aparecem ainda Maxwell, Jussiê, Gladstone, Thiago Martinelli , Ramon, Cicero, Kieza e Kleber.

Todos esses jogadores atuaram ou ainda atuam em grande clubes no Brasil e no exterior. Mas como esta competição surgiu e chegou a este patamar de sucesso? É a história que contamos aqui na Nossa História.

 

Capa do Suplemento Infantil Gazetinha revela o início do torneio que virou a maior competição infanto-juvenil do Brasil