Na Copa de 2026 vai ter Budweiser, e várias cervejas boas – 17/12/2022 – Copo Cheio

Quando faltavam apenas dois dias para o início da Copa, veio a notícia que caiu como água no chope do consumidor cervejeiro que pensava nos brindes no Qatar: a proibição da venda de cerveja dentro e nos arredores dos estádios.

Era só mais uma de tantas outras restrições no primeiro Mundial no Oriente Médio, mas pegou até a Budweiser, cerveja oficial do evento, desavisada. “Após discussões entre o país anfitrião e a Fifa, uma decisão foi tomada para focar a venda de bebidas alcoólicas na Fan Fest, outros destinos turísticos e pontos autorizados, removendo pontos de venda de cerveja dos perímetros da Copa do Mundo de 2022”, disse comunicado da Fifa.

Até os alemães, que reclamaram loucamente de serem obrigados a vender Budweiser na sua Copa, em 2006, questionaram a decisão em cima da hora.

Mas a boa notícia é que em 2026, “the beer it’s coming home”, como diriam os ingleses. Cerveja mais vendida nos Estados Unidos, a Bud, que pertence ao portfólio da Ambev, tem contrato garantido até o Mundial de 2026, a ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Alegria garantida para os copeiros de plantão.

Mas por que se contentar só com a Budweiser se você estará diante de um paraíso de malte e lúpulo? Fãs de cervejas artesanais podem passar longe da marca oficial e se refestelar na imensidão de rótulos especiais —pelo menos, fora do estádio.

O Mundial será um parque de diversões lupuladas em cada sede —ao todo, serão 16, incluindo 11 cidades americanas: Vancouver e Toronto (Canadá); Seattle, San Francisco, Los Angeles, Kansas City, Dallas, Atlanta, Houston, Boston, Filadélfia, Miami e Nova York (EUA); e Cidade do México, Guadalajara e Monterrey (México).

Bem, se for pensar na cerveja na hora de escolher um jogo para assistir, a sugestão principal são as californianas São Francisco e Los Angeles, terra de várias american IPAs de respeito, ou, na outra ponta, Nova York e Boston.

San Francisco é a casa da ótima Anchor Brewing, por exemplo, cervejaria que contribuiu para o boom do movimento no país e que era encontrada com frequência por aqui em bares especializados, como o EAP, mas tem estado em falta. Assim como a Sierra Nevada, outra californiana que fazia sucesso.

Outra conhecida cervejaria na região é a Lagunitas, dona de uma india pale ale tradicional, esta, sim, de fácil acesso no Brasil —integra o portfólio da Heineken.

Do outro lado do país, em Nova York, também dá para fazer uma festa cervejeira. A cidade que deve sediar a final da Copa abriga cervejarias como a Brooklyn Brewery, conhecida por aqui. O bairro do Brooklyn ainda é a casa de marcas como a Threes Brewing e a moderninha Grimm Artisanal Ales.

Já em Long Island, tem a descolada Rockaway Brewing, ou o Alewife Taproom, um pub procurado, em que é possível tomar cervejas de outros cantos do mundo.

Se nas cidades da costa oeste será fácil encontrar muitas west coast IPA, do lado leste, em Nova York ou Boston, quem manda são as New England IPA, ou juicy IPA. Aliás, a capital de Massachusetts é o lar de uma das principais artesanais dos Estados Unidos, a Samuel Adams, que vez ou outra dava as caras em São Paulo.

Vamos falar muito ainda das cervejarias americanas nas cidades da próxima Copa, mas já é um alento saber que você vai ter Bud e, melhor, vai ter muito mais que Bud.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

link

Start a Conversation

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *