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The Best Fifa: Haaland é o favorito

O atacante norueguês Erling Haaland, 23, do Manchester City, desponta como o favorito para vencer o prêmio The Best, da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que elege o melhor jogador de futebol da temporada. A cerimônia de premiação ocorre nesta segunda-feira (15), em Londres, às 16h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo site da Fifa e pela plataforma de streaming Fifa+.

Um dos principais nomes do dominante clube inglês comandado por Pep Guardiola, o centroavante que reúne velocidade, força e precisão foi peça fundamental para a conquista da tríplice coroa: Campeonato Inglês, Copa da Inglaterra e a inédita Liga dos Campeões.

No páreo contra o norueguês está o argentino Lionel Messi, eleito sete vezes o melhor do mundo pela Fifa, e o francês Kylian Mbappé. Embora a concorrência seja forte, pesa a favor da sensação norueguesa o calendário considerado pela premiação da Fifa.

Para escolher o melhor da temporada, o júri —composto de capitães e técnicos de seleções, jornalistas e torcedores— deve considerar o período de 19 de dezembro de 2022 (dia seguinte à final da Copa do Mundo do Qatar) até 20 de agosto de 2023.

Contratado pelo time de Manchester em julho de 2022 após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, Haaland bateu o recorde de gols em uma edição da Premier League em sua primeira participação no campeonato. O atacante balançou a rede 36 vezes em 35 jogos na temporada 2022/23, com uma média de mais de um gol por partida.

Mais um recorde foi quebrado por ele em novembro, quando chegou a 50 gols no Inglês após 48 partidas. A marca pertencia a Andrew Cole, que demorou 65 jogos para alcançar a mesma marca nos anos 1990, quando atuava pelo Manchester United.

Haaland também se destacou na Liga dos Campeões. Foi o artilheiro da principal competição da Europa pelo segundo ano seguido, com 12 gols em 11 jogos, e cumpriu a missão de levantar a única taça que faltava na sala de troféus do City.

No mesmo período, Messi e Mbappé caíram com o Paris Saint-Germain ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões, diante do Bayern de Munique. Na Copa da França, derrota na mesma fase, para o Olympique de Marselha.

A principal conquista da dupla no período foi a taça do Campeonato Francês. Mbappé foi o artilheiro, com 29 gols e seis assistências em 34 jogos. O desempenho rendeu o prêmio de melhor jogador da Ligue 1 pela quarta vez seguida.

O astro argentino marcou 16 vezes e deu 16 assistências em 32 partidas na campanha vitoriosa do PSG. Na sequência, deixou a capital francesa para se juntar ao Inter Miami em uma liga de menor expressão nos Estados Unidos. Logo conduziu o clube de David Beckham ao seu primeiro título, tornando-se o recordista de taças no futebol, empatado com Daniel Alves.

Messi alcançou a marca de cem gols pela Argentina, em amistoso contra Curaçao. Também conduziu a equipe na campanha das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, com cinco vitórias em seis jogos e a liderança na tabela de classificação.

Pela França, Mbappé fez nove gols em oito partidas na campanha que garantiu a seleção na Eurocopa, que ocorrerá entre 14 de junho e 14 de julho, na Alemanha. No jogo contra a Holanda que sacramentou a participação francesa, o atacante chegou a 42 gols pela França e ultrapassou Michel Platini, tornando-se o quarto maior artilheiro do país.

 

Ederson concorre como melhor goleiro; Brasil também disputa gol mais bonito

O Brasil está presente no The Best com o goleiro Ederson, do Manchester City e da seleção brasileira. O arqueiro disputa o prêmio com o belga Thibaut Courtois, do Real Madrid, e o marroquino Yassine Bounou, do Al Hilal.

Titular incontestável da equipe multicampeã comandada por Guardiola, Ederson foi vazado 32 vezes em 35 partidas na Premier League e ficou em segundo na premiação Bola de Ouro, da revista France Football, perdendo a disputa para o argentino campeão mundial Emiliano Martínez, do Aston Villa —diferentemente do prêmio da Fifa, a Bola de Ouro considerou a Copa do Qatar na edição 2023.

Pelo clube madrileno, Courtois teve atuação decisiva para a conquista da Copa do Rei da Espanha na final contra o Osasuna, enquanto Bounou defendeu duas cobranças de pênalti para garantir o título da Liga Europa para o Sevilla contra a Roma.

O Brasil também concorre ao prêmio Puskás, oferecido pela Fifa ao autor do gol mais bonito da temporada. O candidato do país é o volante Guilherme Madruga, do Botafogo-SP, que marcou um golaço de bicicleta de fora da área contra o Novorizontino, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

 

Campeãs do mundo e joia colombiana disputam entre as mulheres

Entre as mulheres, as três finalistas são as meio-campistas Aitana Bonmatí e Jennifer Hermoso, destaques na campanha do título inédito da Espanha na Copa do Mundo de 2023, e a atacante colombiana Linda Caicedo.

Bonmatí é a favorita para ficar com a premiação. Ela atua pelo Barcelona e também ganhou a Bola de Ouro da France Football. Foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo e faturou o tetracampeonato da liga espanhola e a Liga dos Campeões com o clube catalão.

Hermoso, que disputou a temporada pelo mexicano Pachuca, fez três gols e deu duas assistências na campanha vitoriosa da Espanha no Mundial. A jogadora acabou envolvida em uma polêmica ao ser beijada durante a cerimônia de premiação da Copa pelo então presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales.

Jovem revelação colombiana, Caicedo tem apenas 18 anos e joga no Real Madrid. No Mundial, a atacante ajudou a Colômbia a avançar até as quartas de final. Um gol marcado contra a Alemanha foi eleito o mais bonito do torneio.

Veja a lista com todos os campeões do Mundial de Clubes da Fifa

O Manchester City alcançou um marco histórico ao conquistar sua primeira taça do Mundial de Clubes da Fifa, derrotando o Fluminense por convincentes 4 a 0 nesta sexta-feira (22).

A vitória consolida o City como o 12º time a erguer o troféu desde o início da competição em 2000, que atingiu sua 20ª edição neste ano. Vale ressaltar que a entidade máxima do futebol reconhece as disputas realizadas entre 1960 e 2004 como Copa Intercontinental.

Ao se juntar aos compatriotas Manchester United (2008), Liverpool (2019) e Chelsea (2021) como campeões ingleses, o Manchester City adiciona mais uma glória ao futebol do país. O Real Madrid detém a liderança como o maior vencedor neste formato, com impressionantes cinco títulos.

A última equipe brasileira a triunfar no torneio foi o Corinthians, que conquistou a taça em duas ocasiões, sendo a última delas em 2012. Na primeira edição do Mundial da Fifa, em solo brasileiro, o Corinthians emergiu vitorioso ao superar o Vasco na emocionante decisão por pênaltis (4 a 3 para os paulistas) no Maracanã.

O Mundial de Clubes da Fifa foi retomado em 2005, quando o São Paulo protagonizou uma vitória épica sobre o Liverpool, com um marcador de 1 a 0 na decisão. No ano seguinte, foi a vez do Internacional celebrar, ao vencer o Barcelona por 1 a 0 e levar o prestigioso caneco.

Segue abaixo a lista de todos os campeões do Mundial de Clubes da Fifa:

  • 2023: Manchester City (ING)
  • 2022: Real Madrid (ESP)
  • 2021: Chelsea (ING)
  • 2020: Bayern de Munique (ALE)
  • 2019: Liverpool (ING)
  • 2018: Real Madrid (ESP)
  • 2017: Real Madrid (ESP)
  • 2016: Real Madrid (ESP)
  • 2015: Barcelona (ESP)
  • 2014: Real Madrid (ESP)
  • 2013: Bayern de Munique (ALE)
  • 2012: Corinthians
  • 2011: Barcelona (ESP)
  • 2010: Internazionale (ITA)
  • 2009: Barcelona (ESP)
  • 2008: Manchester United (ING)
  • 2007: Milan (ITA)
  • 2006: Internacional
  • 2005: São Paulo
  • 2000: Corinthians

Alexia Putellas é eleita pela 2ª vez a melhor do mundo

Alexia Putellas, 29, jogadora do Barcelona e da seleção da Espanha, foi eleita nesta segunda-feira (27) pela segunda vez consecutiva como a vencedora do prêmio The Best, da Fifa, como melhor jogadora de futebol do mundo em 2022.

Putellas, que também é a atual Bola de Ouro feminina, honraria entregue pela revista francesa France Football, superou a inglesa Beth Mead e a americana Alex Morgan na votação da Fifa.

“Eu não estava preparada para receber esse prêmio, muito obrigada a todos que votaram em mim. Eu gostaria também de dar os parabéns à Alex [Morgan] e Beth Mead, vocês merecem esse troféu também. Gostaria de agradecer minhas companheiras, corpo técnico, clube. Todos aqueles que trabalham no clube”, afirmou a jogadora.

Putellas conquistou o campeonato e a Copa da Espanha na última temporada com o Barcelona, clube com o qual também chegou à final da Champions League feminina —na decisão, perdeu para o Lyon, da França.

A espanhola, no entanto, acabou fora da disputa da Eurocopa com sua seleção por causa de uma lesão grave no ligamento do joelho esquerdo.

Criado pela Fifa em 2001, o prêmio de melhor do ano no futebol feminino tem a brasileira Marta como a maior vencedora, com seis troféus, sendo o primeiro deles conquistado em 2006 e o último em 2018.

As jogadoras vencedora do prêmio Fifa The Best

2022 – Alexia Putellas (ESP)

2021 – Alexia Putellas (ESP)

2020 – Lucy Bronze (ING)

2019 – Megan Rapinoe (EUA)

2018 – Marta (BRA)

2017 – Lieke Martens (HOL)

2016 – Carli Lloyd (EUA)

2015 – Carli Lloyd (EUA)

2014 – Nadine Kessler (ALE)

2013 – Nadine Angerer (ALE)

2012 – Abby Wambach (EUA)

2011 – Homare Sawa (JAP)

2010 – Marta (BRA)

2009 – Marta (BRA)

2008 – Marta (BRA)

2007 – Marta (BRA)

2006 – Marta (BRA)

2005 – Birgit Prinz (ALE)

2004 – Birgit Prinz (ALE)

2003 – Birgit Prinz (ALE)

2002 – Mia Hamm (EUA)

2001 – Mia Hamm (EUA)

TVs argentinas exibem hino cantado pela seleção – 18/12/2022 – Esporte

Doze horas antes da final da Copa do Mundo do Qatar, os principais canais de televisão da Argentina exibiram, à meia-noite deste sábado (17), o hino nacional cantado pelos jogadores da seleção.

Segundo o jornal argentino Clarín, a ação institucional foi uma iniciativa da AFA (Associação Argentina de Futebol).

A Argentina pode conquistar neste domingo (18), às 12h (de Brasília), no estádio de Lusail, o tricampeonato na Copa do Mundo, caso vença a França. A exibição do hino nas vozes da equipe comandada pelo treinador Lionel Scaloni teve o objetivo de motivar ainda mais os torcedores.

Os canais Telefe, El Trece, América, El Nueve, Net Tv e La Televisión Pública participaram da iniciativa.

O vídeo começou com uma imagem da bandeira argentina exibida nos estádios antes dos jogos da seleção. Em seguida, apareceram os jogadores argentinos, titulares e reservas, cantando a parte final do hino.

A gravação que foi ao ar foi a dos atletas cantando o hino antes da disputa com a Croácia, em uma das semifinais da Copa 2022.

Até a Copa do Mundo na Rússia, em 2018, o hino argentino era ouvido sem as estrofes devido à limitação de apenas 90 segundos imposta pela Fifa.

A pedido de Scaloni, isso mudou no Qatar e a Fifa autorizou que ao menos a parte final do hino fosse cantada antes dos jogos.

Segundo o Clarín, a Copa do Qatar é a primeira que incluiu o trecho considerado épico pelos argentinos:

“…coroado com glória vamos viver Ou vamos jurar com glória morrer!”

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Confira a seleção da Copa de cada colunista da Folha – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera da final da Copa do Mundo de 2022, a Folha convocou colunistas de Esporte para analisar os principais jogadores e acontecimentos do torneio. Cada um montou sua seleção e destacou a decepção e a surpresa desta edição, além de fatos marcantes do evento sediado no Qatar.

Leia abaixo a opinião de Sandro Macedo, Marina Izidro, Casagrande, Renata Mendonça, Juca Kfouri, Luis Curro, Marcelo Damato, Tayguara Ribeiro, Tostão e PVC.

As seleções

Três jogadores foram unanimidade nas seleções: Messi, Mbappé e Theo Hernández. Veja a seleção da Copa de cada colunista.

Os companheiros de PSG e artilheiros da Copa, com cinco gols cada, são nomes previsíveis entre os melhores da competição.

Mas a presença do lateral esquerdo francês pode ser considerada uma surpresa: Theo fez ótima temporada pelo Milan, mas é pouco conhecido quando comparado aos dois craques.

Até as semifinais, ele deu duas assistências e marcou um gol —o primeiro contra Marrocos, na quarta-feira (14). Revelado pelo Atlético de Madri, foi um dos destaques da campanha milanesa pelo título da Serie A italiana na temporada passada. É um lateral veloz e ofensivo.

Entre os goleiros escalados, a disputa ficou empatada entre Bono, de Marrocos, e Livakovic, da Croácia: ambos foram selecionados por quatro de dez colunistas. Eles defenderam a meta das principais surpresas da Copa.

Bono foi o goleiro de Marrocos durante a campanha histórica da equipe, que ficou em quarto lugar, a melhor marca de uma equipe africana em Copas. Bono contribuiu pegando dois pênaltis decisivos na disputa contra a Espanha, além das grandes defesas que fez durante os jogos. O desempenho da seleção marroquina foi destacado pela maioria dos colunistas como a surpresa da Copa.



A ida de Marrocos à semifinal não deve se repetir logo, mas muda o horizonte das equipes africanas

Livakovic foi essencial no mata-mata croata: defendeu dois pênaltis em disputa contra o Japão, nas oitavas, e agarrou a cobrança de Rodrygo na disputa que eliminou o Brasil, nas quartas de final.

Na zaga, o escolhido pela maioria foi Gvardiol. O zagueiro croata de 20 anos é considerado uma das revelações do torneio. Atuou bem na Copa e foi responsável por desarmar Fred na jogada do gol de empate contra o Brasil. Foi escolhido por seis de dez colunistas.

Quem completa a dupla de zaga na seleção dos colunistas é o argentino Otamendi, que já não está no auge de sua carreira, mas teve ótimo desempenho na Copa do Mundo. Ele foi escolhido por três dos dez colunistas.

Theo, já citado, foi unanimidade na lateral esquerda.

No meio, o mais citado foi o francês Griezmann. Apesar de atuar como atacante no Atlético de Madri, está posicionado como meia de armação na seleção francesa. Ele deu três assistências em seis jogos de Copa. Além de cumprir com suas funções ofensivas, fez desarmes importantes e é um forte marcador da saída de bola de times adversários.

Por conta disso, é visto como o motor da França na Copa do Mundo.

Na seleção dos analistas, seus parceiros de meio são Modric, escolhido seis vezes, e Enzo Fernández ou Amrabat —os dois empataram com quatro escalações.

O croata conduziu o meio de campo xadrez na classificação sobre o Brasil em mistura de técnica e correria, mesmo aos 37 anos.

Enzo é uma promessa argentina de 21 anos que começou no banco e conquistou a titularidade com passes e arremates decisivos durante a campanha intensa da alviceleste.

Amrabat truncou o meio de adversários com desarmes rápidos e distribuiu passes elegantes. O volante da Fiorentina é outra revelação do torneio, apesar de já ter 26 anos.

No ataque, estão os unânimes Messi e Mbappé, que dispensam apresentação. Suas carreiras estão em fases opostas: Mbappé, aos 23, caminha para ser tornar um dos maiores jogadores da história do futebol e busca seu segundo título mundial. Messi tenta encerrar sua carreira na seleção dando o tri a seus país, título inédito para o argentino, que seria uma cereja no bolo de sua carreira já eternizada.

Para fechar o trio, o eleito foi Julián Álvarez, outro moleque. Aos 22, assumiu a titularidade durante o torneio e marcou gols decisivos para a campanha argentina, como os dois contra a Croácia, na quarta-feira (14), que classificaram a equipe à final.

A decepção da Copa

Para a maioria dos colunistas, a grande decepção desta edição de Copa esteve relacionada à desclassificação brasileira precoce. Tropeços de outras potências e polêmicas sobre direitos humanos no Qatar também figuraram na lista; veja completa abaixo.

  • PVC: Alemanha. Duas Copas seguidas caindo na fase de grupos. Assustador.
  • Casagrande: Saber que fiquei um mês num país que não respeita os direitos humanos, trata mulheres como seres inferiores e é altamente homofóbico.
  • Renata Mendonça: Alemanha, apesar de boas atuações, perdeu muitas oportunidades de gol, não foi eficiente e acabou eliminada pela segunda Copa consecutiva na primeira fase.
  • Tayguara Ribeiro: O gol tomado pelo Brasil. Tomar em um contra-ataque, ganhando uma prorrogação e faltando apenas quatro minutos para terminar o jogo. Não tem como não se decepcionar.
  • Juca Kfouri: A desclassificação da seleção brasileira nas quartas de final, diante da Croácia.
  • Luis Curro: Alemanha (segunda eliminação seguida na fase de grupos), Bélgica (e seus craques De Bruyne e Lukaku), Brasil (outra queda nas quartas como favorito) e Cristiano Ronaldo (implicante e ineficiente).
  • Marcelo Damato: Thiago Silva, aos 38 anos, não sabe o que é ser capitão. A faixa não é uma vaidade. O capitão é quem põe o dever acima da vontade. Deveria ter se apresentado para bater o primeiro pênalti.
  • Marina Izidro: A forma como a talentosa seleção brasileira foi eliminada precocemente. Os quatro minutos finais da prorrogação contra a Croácia e a ordem de cobrança de pênaltis não sairão nunca mais de nossa memória.
  • Tostão: Alemanha, do ponto de vista técnico, e Brasil, do ponto de vista emocional.
  • Sandro Macedo: Dinamarca, que chegou com status de força alternativa, e Bélgica, 3º em 2018, não jogaram nada; e teve a decepção dos ingleses com a qual me solidarizo, Wilton Pereira Sampaio.

A surpresa

Esta edição foi recheada de surpresas: teve queda de potências e zebras na fase de grupos, tropeços de Espanha e Brasil no mata-mata, Marrocos alçando voo e Austrália classificada, além de Dinamarca lanterna de seu grupo.

  • PVC: Marrocos. Ninguém esperava.

  • Casagrande: A campanha de Marrocos, primeira seleção africana a chegar às semis, e a queda da Alemanha ainda na fase de grupos.

  • Renata Mendonça: Brasil não chegar às semifinais da Copa

  • Tayguara Ribeiro: Julián Álvarez, jovem centroavante da Argentina.

  • Juca Kfouri: A maravilhosa torcida marroquina.

  • Luis Curro: Marrocos, a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, derrubando, com força coletiva, Bélgica na fase de grupos e Espanha e Portugal nos mata-matas

  • Marcelo Damato: a ida de Marrocos à semifinal não deve se repetir logo, mas muda o horizonte das equipes africanas. Coreia do Sul e do Japão também mostraram novidade. As três equipes venceram apostando em contra-ataques criativos.

  • Marina Izidro: Marrocos, primeira seleção africana a chegar à semifinal, vencendo Bélgica, Espanha e Portugal.

  • Sandro Macedo: Saindo da obviedade de apontar Marrocos, me surpreendi com Tite deixando a turminha chorando sozinha no gramado após a eliminação; e com a torcida da Argentina, que invadiu o Qatar e abraçou a seleção como poucas vezes me lembro.

O que marcou esta Copa?

Segundo os colunistas, o aspecto mais marcante desta edição foi o político: seleções e torcedores transformaram os estádios em palcos de protestos por diferentes motivos. As controvérsias envolvendo o desrespeito do país-sede a direitos humanos fomentou discussões sobre o assunto.

  • PVC: Aplaudimos os craques Messi, Neymar e Mbappe, sem esquecer que são garotos propaganda do regime qatariano, que não respeita os direitos humanos, especialmente os das mulheres e de homossexuais.

  • Casagrande: As exibições de Messi foram marcantes. Essa é minha sétima Copa do Mundo, e em nenhuma delas vi algo igual. Outro ponto a ressaltar: os manifestos das mulheres iranianas contra a morte da garota Mahsa Amini durante as partidas.

  • Renata Mendonça: As manifestações na torcida, tanto de torcedores com símbolos, camisas e bandeiras pela causa LGBT e também protestos em favor das mulheres iranianas, como a faixa “Women Life Freedom” na arquibancada, marcaram esta edição de Copa, sediada por um país que restringe direitos humanos.

  • Tayguara Ribeiro: A Copa foi marcada por protestos. Jogadores do Irã não cantaram o hino do país em apoio à situação das mulheres iranianas; ingleses se ajoelharam em protesto contra o racismo; alemães taparam a boca em conjunto em ato contra a Fifa, que proibiu manifestações.

  • Juca Kfouri: Algo que marcou a Copa de 2022 foi o contraponto entre a frieza e artificialidade do Qatar e a quentura das torcidas de Marrocos, principalmente, e da Argentina

  • Luis Curro: Um momento marcante foi a bola que todo o mundo viu que saiu do campo, antes de gol decisivo do Japão contra a Espanha, mas que, segundo a arbitragem, não saiu —disseram que a tecnologia permitiu ao VAR enxergar que parte da redonda estava sobre a linha de fundo.

  • Marcelo Damato: Essa foi a Copa dos meio-campistas, dos pontas e dos goleiros. Polivalência passou a ser regra. O jogo ficou mais bruto. A violência foi tolerada pelo apito. O VAR 2.0 resolveu o impedimento. O Brasil foi o de sempre.

  • Marina Izidro: A escolha da sede nunca foi tão criticada como nesta edição, com questões como direitos humanos e combate à homofobia dominando os debates e atletas divididos entre o direito de manifestação e o sonho de jogar uma Copa.

  • Tostão: a TV mostrava o presidente da Fifa, Infantino, sempre sentado sozinho durante os jogos. Em França x Marrocos, ele teve a companhia de Macron. Mesmo assim, continuou na mesma posição, calado, como se o francês não existisse. Será ele o dono da Fifa, do futebol e do mundo?

  • Sandro Macedo: Esta será lembrada como a última Copa de Messi desfilando em alto nível; mas também vai ficar marcada para sempre como a Copa do “não”. Não aos direitos humanos, não aos LGBTQIA+, não às mulheres, não à cerveja. Vai-te Qatar.

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Especialista em pênaltis entrar no fim dará errado na Copa – 17/12/2022 – Esporte

Se a final da Copa do Mundo de domingo (18) se tornar a terceira a ir para os pênaltis, os técnicos Didier Deschamps, da França, e o argentino Lionel Scaloni devem evitar a tentação de lançar um “especialista em pênaltis” no final da prorrogação. Isso não costuma funcionar.

O analista de dados Nielsen Gracenote analisou a tendência relativamente recente e descobriu que dos sete jogadores que entraram no final da prorrogação na Copa do Mundo ou na Eurocopa para cobrar um pênalti todos os sete erraram, com cinco de seus times perdendo na disputa de pênaltis.

Isso ocorreu na Copa do Mundo de 2006, quando o técnico da Inglaterra, Sven-Göran Eriksson, decidiu que a experiência do zagueiro Jamie Carragher superava qualquer falha técnica em potencial, mas estava errado.

A experiência se repetiu dez anos depois, na Euro 2016. Foi vista três vezes na Euro do ano passado e duas no atual Mundial.

Parece que o aspecto positivo de trazer um finalizador habilidoso, alguém que o técnico sente que pode lidar com a pressão, é contrabalançado pelo fato de o jogador não tocar na bola por duas horas ou mais, estando a maior parte do tempo sentado.

“Existe algo conhecido como diminuição do aquecimento, que não é tanto sobre a prevenção de lesões, mas o grau de aquecimento que você faria antes de uma habilidade motora”, disse Matt Miller-Dicks, professor sênior de aquisição de habilidades na School of Sport, Health and Exercise Science da Universidade de Portsmouth, à Reuters.

“Há uma análise sobre isso recentemente com a NBA e os lances livres, onde eles descobriram que, onde havia um conjunto de lances livres duplos, a taxa de sucesso para o segundo lance era maior em comparação com o primeiro e, em seguida, igualmente no caso de qualquer lance triplo. A taxa de sucesso aumenta a cada lance sucessivo. Isso aponta para o fato de que, para uma habilidade específica, como uma cobrança de pênalti, se você acabou de entrar como substituto, é menos capaz de realizar uma habilidade motora com a mesma precisão porque está menos preparado.”

Os sete que deram errado

Jamie Carragher, Inglaterra x Portugal, quartas de final da Copa do Mundo de 2006. A Inglaterra perdeu por 3 a 1.

Carragher entrou aos 119 minutos no lugar do ala Aaron Lennon e cobrou o quarto pênalti da Inglaterra depois que ambas as equipes já haviam perdido dois. Carragher precisava marcar para fazer o 2 a 2. Seu chute ruim foi facilmente defendido por Ricardo, e Cristiano Ronaldo marcou o pênalti seguinte para classificar Portugal.

Simone Zaza, Itália x Alemanha, Euro 2016, quartas de final. A Itália perdeu por 6 a 5.

Zaza entrou aos 121 minutos na vaga de Giorgio Chiellini. Batendo o segundo pênalti da Itália depois que ambas as equipes marcaram o primeiro, Zaza deu cerca 15 saltos curtos antes de acertar a bola por cima do travessão. Foram nove pênaltis de cada time antes da vitória da Alemanha.

Rodri, Espanha x Suíça, quartas de final da Euro 2020. A Espanha venceu por 3 a 1.

Rodri entrou aos 119 minutos no lugar de Pedri e cobrou o terceiro pênalti da Espanha, depois que cada time havia perdido um. Rodri disparou para a esquerda de Yann Sommer, mas não longe o suficiente, e o goleiro defendeu.

No entanto, a Suíça perdeu o terceiro e o quarto pênaltis, enquanto a Espanha marcou os dois gols seguintes e venceu por 3 a 1.

Marcus Rashford, Inglaterra x Itália, final da Euro 2020. A Inglaterra perdeu por 3 a 2.

Rashford entrou junto a Jadon Sancho aos 120 minutos nas vagas de Kyle Walker e Jordan Henderson. Com o placar de 2 a 2 na disputa de pênaltis, mas com a Itália perdendo um, a Inglaterra tinha a vantagem. No entanto, Rashford, após uma corrida tímida, acertou o poste esquerdo.

Sancho, Inglaterra x Itália, final da Euro 2020. A Inglaterra perdeu por 3 a 2.

Após a falha de Rashford, a Itália marcou para abrir 3 a 2. Sancho bateu à esquerda de Gianluigi Donnarumma, mas ao alcance do goleiro. A Itália perdeu sua quinta tentativa, o que deixou Bukayo Saka com a chance de manter a disputa de pênaltis, mas a sua batida também foi defendida e a Itália foi campeã europeia.

Pablo Sarabia, Espanha x Marrocos, Copa do Mundo de 2022, oitavas de final. A Espanha perdeu por 3 a 0.

Sarabia substituiu Nico Williams aos 118 minutos e, embora tenha sido uma opção para a disputa de pênaltis, quase definiu a partida ao acertar a trave direita no último chute da prorrogação. Pouco depois, ele cobrou o primeiro pênalti da Espanha, mas acertou o outro poste.

Badr Benoun, Marrocos x Espanha, Copa do Mundo de 2022, oitavas de final. Marrocos venceu por 3 a 0.

Na mesma disputa de pênaltis, Benoun entrou no lugar de Azzedine Ounahi aos 120 minutos. Ele bateu o terceiro pênalti para Marrocos com sua equipe vencendo por 2 a 0, depois que a Espanha perdeu os dois. Seu chute fraco foi facilmente defendido por Unai Simón. Sua decepção durou pouco, no entanto, já que Sergio Busquets errou o terceiro em três para a Espanha, deixando Achraf Hakimi para marcar e enviar o Marrocos para as quartas de final.

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Argentina ensaia time com 3 zagueiros para a final da Copa – 17/12/2022 – Esporte

Lionel Scaloni não quis confirmar, em sua conferência de imprensa neste sábado (17), qual time vai escalar para a final da Copa do Mundo contra a França.

As duas equipes se enfrentam neste domingo (18), no estádio de Lusail, às 16 horas (de Brasília).

“Daqui a pouco vamos treinar e vocês vão ver. Se não conseguirem ver, alguém vai contar”, brincou, fazendo referência os vazamentos de informações sobre o que acontece nos bastidores da seleção argentina.

No treinamento, realizado na Qatar University, QG do time em Doha, o treinador testou duas formações. A principal indefinição é quanto a presença de Ángel Di María entre os titulares. Mas o meia-atacante, que sofreu sobrecarga muscular e tem ficado como opção no banco de reservas, não está 100%.

Uma das principais preocupações de Scaloni é como conter a velocidade de Mbappé e impedir que a bola chegue a ele nos contra-ataques franceses. Foi a jogada que eliminou a Argentina quando as duas seleções se enfrentaram nas oitavas de final do Mundial de 2018, na Rússia.

Scaloni começou a atividade com o esquema com três zagueiros: Dibu Martínez; Cuti Romero, Otamendi e Lisandro Martínez; Molina, De Paul, Enzo Fernández, MacAllister e Acuña; Lionel Messi e Julián Álvarez.

Na segunda parte da atividade, Scaloni colocou Di María no lugar de Lisandro Martínez, passando do 3-5-2 (ou 5-3-2 sem a bola) para um 4-3-3.

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Papa argentino abençoa camisa da seleção antes da final – 17/12/2022 – Esporte

O meia argentino Papu Gomez teve a sua camisa abençoada pelo papa Francisco antes da final da Copa do Mundo contra a França.

A camisa foi levada por Giuseppe Riso, empresário do jogador, ao pontífice, no vaticano.

O papa Francisco é argentino e gosta de futebol, esporte que ele diz ser o mais belo do mundo. É torcedor fanático do San Lorenzo e em, diversas ocasiões já citou o clube do coração.

Papu Gomez, 34, teve passagem pelo time do papa, na temporada 2009/2010, antes de ser negociado com o Catania. Atualmente ele joga no espanhol Sevilla.

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Argentina: técnico Scaloni se emociona na véspera da final – 17/12/2022 – Esporte

Na véspera do maior jogo de sua carreira como treinador, o argentino Lionel Scaloni não conseguiu segurar as lágrimas ao falar do grupo que neste domingo (18) enfrenta a França, às 12h (horário de Brasília), no estádio Lusail na final da Copa do Mundo do Qatar.

“Eu vivo essas horas com tranquilidade. Estávamos conversando com eles [jogadores] e não há mais nada a fazer a não ser agradecê-los. Qualquer argentino faria o mesmo. E isso me emociona porque eles deram tudo”, disse Scaloni, em entrevista ao canal argentino TyC Sports.

“Vamos torcer para coroá-los amanhã e, se isso não acontecer, que todos fiquem orgulhosos. Estou desfrutando. E deixe-os fazer isso também.”

Antes, durante a entrevista coletiva, o treinador também disse estar acompanhando o comportamento da torcida no Qatar e na Argentina. Segundo ele, isso tem mexido com a equipe.

“Vi muitas imagens de pessoas comemorando ou assistindo ao jogo. Não estamos isentos disso, estamos muito emocionados. Futebol é mais que um esporte. As pessoas ficaram felizes durante esta Copa do Mundo e para nós isso é maravilhoso.”

Scaloni não divulgou a equipe, mas disse já ter pronta a formação que vai colocar em campo. “Sabemos onde podemos causar danos ao nosso adversário. Não podemos pensar apenas em sair para vencer todos os duelos. São muitos temperos para analisar bem e tentar não falhar.”

“Os jogos têm que ser disputados minuto a minuto porque podem mudar. Estamos preparados para isso”, completa Scaloni.

Para o argentino, a França não se resume a apenas Mbappé, mas a um conjunto que potencializa o craque. “A França tem um time que supre Mbappé e faz dele um jogador ainda melhor. Ele é um dos grandes jogadores, é jovem e vai continuar melhorando.”

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Juca Kfouri: Mais uma final de Copa do Mundo – 17/12/2022 – Juca Kfouri

Das dez Copas do Mundo em que estive, deixei de ver, no estádio, duas decisões: a de 1986, no México, e a de 2006, na Alemanha.

Explico: a entre Argentina e Alemanha deixei de lado porque, vítima do chamado Mal de Montezuma antes da eliminação do Brasil pela França, nos pênaltis, estava fraco física e psicologicamente. Preferi voltar e ver na TV.

Em 2006, entre Itália e França, não consegui ingresso e vi no hotel.

A de 1982, quando a Itália ganhou da Alemanha, e virou tricampeã, vi ainda lamentando por Sarriá. A festa era dos outros.

Em 1990, em Roma, quem comemorou foram os alemães, fruto de pênalti inexistente contra a Argentina.

Já em 1994, no primeiro tetra em jogo, deu Brasil, em jogo horroroso e cobranças de pênalti não menos dos italianos, na Califórnia. Enfim, de corpo presente, comemorei.

Como estava no Stade de France, em 1998, para testemunhar o massacre francês ao som da Marselhesa sobre a traumatizada seleção brasileira.

Em 2002, quando o Brasil voltou a ganhar e virar pentacampeão, vi em casa mesmo, porque preferi sentir a Copa no Brasil, de madrugada, dados os horários asiáticos.

Até então, tirante, é claro, as três decisões com brasileiros, não tive preferência nem torci para ninguém.

Por compaixão, em 2010, na África do Sul, desejei ver a Holanda ser campeã pela primeira vez, mas a Espanha levou a melhor. Tudo bem, Iniesta e Xavi mereceram.

No Maracanã, em 2014, queria muito ver a Argentina campeã, mesmo que ouvisse de todos o alerta sobre a gozação dos hermanos se vencessem em pleno Rio.

Ora, não padeço da Síndrome de Berlim, nem da de Estocolmo, para torcer por quem nos havia enfiado 7 a 1 e nos submetido a maior humilhação esportiva de todos os tempos.

Em vão, deu Alemanha.

Finalmente, em 2018, em Moscou, entre França e Croácia fiquei com o mais fraco e me dei mal, de novo.

Acho que torcerei pela França, neste domingo (18), porque… quero ver Lionel Messi levantar a taça

Não que Mpabbé e Griezmann não mereçam porque merecem é muito. Mas ninguém como Messi.

Primeiramente porque os dois franceses já foram, quatro anos atrás, e Messi ainda não, além de ter sua derradeira chance.

Kylian Mpabbé, 23 anos, tem, no mínimo, mais duas Copas, se não três, com 34 anos, um a menos do que o argentino tem hoje.

Além do mais, ninguém cometerá a heresia de botar em dúvida a capacidade extraordinária do franco-camaronês, o que provavelmente alguém fará em relação a Lionel Messi caso não ganhe o título.

Respeitemos, pois, a ordem natural das coisas, embora o futebol não seja exatamente um esporte chegado a tal racionalidade.

O jogo no estádio Lusail é de fato imprevisível e tem tudo para ser sensacional, duelo ao cair da tarde, ou ao subir da noite, neste Qatar onde o sol se põe antes das 17 horas em dezembro.

Sem a concorrência do astro-rei, quem brilhará mais, Messi ou Mpabbé?

Enfim, em minha oitava final presencial, é triste constatar que só por duas vezes vi o Brasil em decisões, uma com vitória depois de 120 minutos terríveis e sem gols, e outra na acachapante derrota por 3 a 0 para os franceses.

Arrentina, Arrentina!

Janio de Freitas

Já contei aqui e repito: quando vim para esta Folha, em 1995, seu Frias pesou no vaticínio: “Será o nosso Janio de Freitas no esporte”.

Não fui, não sou, não serei.

Quem nasceu para ser eu jamais será Janio de Freitas.

No mais, é como escreveu Cristina Serra.

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