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Marrocos e Croácia têm motivações para jogo de 3º da Copa – 16/12/2022 – Esporte

O confronto pelo terceiro lugar em Copas do Mundo sempre provocou a discussão da sua real necessidade, uma vez que as seleções que o disputam vêm de derrotas nas semifinais e, muitas vezes, os jogadores vão a campo sem o ânimo habitual. Mas o duelo entre Marrocos e Croácia, às 12h (de Brasília) deste sábado (17), no Qatar, deve ser diferente.

As duas nações chegam à partida com motivos de sobra para darem às torcidas um grande espetáculo no estádio Khalifa Internacional, em Doha.

Do lado croata, o grande incentivo é proporcionar ao meia e capitão Luka Modric a oportunidade de encerrar sua última Copa novamente no pódio, após o vice-campeonato no Mundial da Rússia, em 2018.

Aos 37 anos, o craque, eleito melhor jogador do mundo pela Fifa em 2018, ainda não anunciou se vai se aposentar da seleção, mas o seu treinador, Zlatko Dalic, espera convencê-lo a continuar até a Eurocopa de 2024, na Alemanha.

“Espero que ele esteja lá. Eu realmente acho que ele estará presente. Luka vai decidir por si mesmo, dependendo de onde ele estiver no futebol, na seleção. Claro, é uma decisão apenas dele”, disse Dalic, um dia depois da derrota para a Argentina nas semifinais, na quarta-feira (14).

“Será uma pena para todos os torcedores do mundo se Luka disser adeus à seleção. Ele exibiu um futebol tão bom e mostrou que é um profissional de ponta. É difícil para ele. e para mim também, se ele decidir não continuar”, acrescentou.

A vontade demonstrada por Modric ao longo do Mundial também é encarada pelo treinador marroquino, Walid Regragui, como um dos obstáculos para sua equipe ficar em terceiro no Qatar.

“Tiro o chapéu para Modric. O que ele está fazendo aos 37 anos é monumental. Ele foi o vencedor da Bola de Ouro e eu entendo perfeitamente o porquê”, disse o comandante. “Não sei se é o último jogo de Modric, ele é um guerreiro competitivo e vai querer terminar sua Copa do Mundo em grande estilo. Quando ele quer terminar em grande estilo, devemos ser cautelosos”, finalizou.

Já com um resultado histórico, por ser o primeiro país africano e falante de árabe a chegar às semifinais da Copa do Mundo, Marrocos também demonstra muita fome para vencer o último duelo e terminar na terceira colocação.

Regragui afirma que ele e seus jogadores gostariam de disputar o histórico sétimo jogo em Mundiais no domingo, na decisão, mas reconhece que terminar em terceiro também é muito importante para o futebol do país, o que deixaria os fãs orgulhosos.

“O Marrocos disputou seis partidas da Copa do Mundo em 20 anos e agora jogamos seis partidas em um mês, isso não tem preço. É como se tivéssemos jogado duas Copas do Mundo ou até mais, isso é lindo do ponto de vista da experiência”, destacou o treinador.

Tanto Dalic quanto Regragui esperam um confronto acirrado neste sábado. Muito mais do que o da fase de grupos, quando empataram sem gols e, no fim, os dois seguiram às oitavas de final, eliminando a até então favorita Bélgica e o Canadá.

“Será um adversário mais difícil do que na primeira fase. Eles não têm medo de ninguém. Será uma partida difícil. O Marrocos é a grande surpresa desta Copa do Mundo”, disse Dalic.

“Houve muita hesitação para o primeiro jogo… As duas equipes vão querer ganhar (sábado) e vai ser um grande jogo”, concordou o marroquino.

Apesar de estarem disputando a terceira posição na Copa do Qatar, Croácia e Marrocos tiveram desempenhos bem diferentes durante o torneio. Os europeus venceram apenas uma partida no tempo regulamentar, 4 a 1 no Canadá, na fase de grupos. As outras duas foram empates sem gols, com Marrocos e Bélgica.

Nas oitavas de final, novo empate (1 a 1) com o Japão e vitória por 3 a 1 nos pênaltis. Nas quartas, a grande surpresa ao segurar o Brasil no tempo normal, empatar por 1 a 1 na prorrogação e ganhar nas penalidades por 4 a 2. E a derrota por 3 a 0 para a Argentina na semifinal.

Já o rival africano demonstrou mais força no ataque desde o início, quando derrotou Bélgica (2 a 0) e Canadá (2 a 1) e empatou com os croatas. Na sequência, empatou sem gols com a Espanha no tempo normal e venceu na disputa de pênaltis por 3 a 0, eliminando um dos favoritos ao título. Nas quartas, outra vitória importante: 1 a 0 sobre Portugal, de Cristiano Ronaldo. E a derrota por 2 a 0 para a França na semifinal, que o levou ao reencontro com a Croácia.

Em relação aos times, os dois técnicos terão que fazer alterações no grupo que começa jogando. Regragui descartou a presença do capitão Romain Saiss, que tem uma lesão na coxa, situação parecida com a dos zagueiros Nayef Aguerd e Noussair Mazraoui e do atacante Youssef En-Nesyri.

Já Dalic não deve ter um dos seus principais jogadores de meio de campo, Marcelo Brozovic, que teve de deixar o jogo contra a Argentina aos 50 minutos com uma contratura muscular. Se ele não puder mesmo atuar, Lovro Majer deve ser o substituto. Outra ausência deve ser o lateral direito Josip Juranovic, que também sentiu uma lesão muscular e pode dar lugar a Stanisic, que ainda não atuou no Qatar.

Assim, se o jogo será decidido no tempo normal, na prorrogação ou nos pênaltis, só saberemos depois, mas o certo é que o torcedor deve ter bons motivos para ficar ligado no gramado, já que as duas seleções estão prontas para dar espetáculo.

Com agências de notícias

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Marrocos entra com recurso contra arbitragem da semifinal – 15/12/2022 – Esporte

A Federação Marroquina de Futebol disse considerar que sua seleção foi prejudicada na semifinal da Copa do Mundo contra a França, na derrota por 2 a 0, e anunciou nesta quinta-feira (15) que procurou a “autoridade competente” para protestar contra a arbitragem.

“A FRMF enviou um email à autoridade competente no qual dá conta das situações de arbitragem que privaram a seleção marroquina de dois pênaltis indiscutíveis, segundo a opinião de vários especialistas”, informou a federação em um comunicado.

Tal “autoridade competente” não é citada na nota.

Durante a semifinal entre França e Marrocos, o único cartão amarelo da partida foi mostrado para o marroquino Boufal, por um choque com o francês Theo Hernández, punição que a federação considerou severa demais.

Em outro lance, os jogadores marroquinos consideraram que Tchouaméni agarrou En-Nesyry pela cintura dentro da área.

A FRMF afirma ter protestado “fortemente” contra a atuação do árbitro mexicano César Arturo Ramos, e que se surpreendeu porque “o dispositivo de videoarbitragem (VAR) não reagiu a essas situações”.

A federação marroquina diz que “não poupará esforços para defender e preservar os direitos das seleções nacionais, pregando a equidade na arbitragem e denunciando essas decisões arbitrais” da semifinal, acrescenta o texto.

Ramos, de 38 anos, foi árbitro no Mundial de 2018 e apitou três jogos no Qatar, entre eles a vitória de Marrocos sobre a Bélgica por 2 a 0, na fase de grupos.

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‘Estávamos certos da vitória’, lamenta goleiro do Marrocos – 14/12/2022 – Esporte

O goleiro do Marrocos Yassine Bono disse que a semifinal da Copa do Mundo perdida para a França (2 a 0) nesta quarta-feira (14) foi um “jogo difícil” e que seus companheiros “estavam certos da vitória”, mas agora prometem brigar pelo terceiro lugar do torneio contra a Croácia.

“O jogo não foi fácil. Sonhávamos em ir à final e estávamos certos da vitória, mas não funcionou”, lamentou o goleiro do Sevilla. “Os rapazes jogaram uma grande partida, fizeram um esforço enorme e criaram chances”.

“O primeiro gol complicou nosso jogo, mas a seleção mostrou que tem personalidade e criou chances depois de sair atrás”, analisou Bono.

“Depois veio o segundo gol com um pouco de sorte. De qualquer forma, fizemos um grande jogo”, acrescentou.

O goleiro marroquino elogiou também os jogadores que entraram no lugar de seus companheiros lesionados Romain Saiss, que foi substituído no primeiro tempo, e Nayef Aguerd, que chegou a ser anunciado na escalação oficial, mas não entrou em campo.

“Os que entraram, seja Jawad (el Yamiq) ou Achraf (Dari), fizeram uma grande partida e mantiveram o nível. Não notei a ausência de Saiss, nem de Aguerd.”

Apesar de o sonho do título mundial ter chegado ao fim para o Marrocos, Bono considera que sua equipe “mostrou verdadeiramente que é capaz de competir contra as grandes seleções”.

Os Leões do Atlas vão enfrentar a Croácia no próximo sábado (17), às 12h (de Brasília), pelo terceiro lugar do Mundial do Qatar e Bono prometeu lutar pela vitória: “Ainda nos resta um jogo, que precisamos encarar com a mesma seriedade que mostramos nos outros”.

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Nice: torcedores franceses mascarados insultam marroquinos – 14/12/2022 – Esporte

Minutos após o final da partida que colocou a França na decisão da Copa do Mundo e eliminou o Marrocos, as tensões já davam as caras na cidade francesa de Nice.

Ali, na praça Masséna, torcedores franceses e marroquinos se enfrentavam e disparavam morteiros uns nos outros. Homens encapuzados enfrentavam torcedores marroquinos gritando: “Árabes, fora” e “estamos em casa”.

Presente ao jogo no Qatar, o presidente Emmanuel Macron felicitou a seleção francesa e elogiou a marroquina. “Acho que nossos compatriotas precisam de alegrias simples e puras, o esporte oferece isso, o futebol em particular. Então eu, estou muito melhor agora do que há uma hora e meia”, disse. “Nunca se ganha um jogo antecipadamente e os marroquinos jogaram tremendamente bem”.

Já em Paris, centenas de pessoas se aglomeraram na praça da República na saída dos bares para comemorar a classificação dos Bleus (azuis, em francês) na final. O ambiente era bem-humorado, apesar dos morteiros disparados no meio de carros e ônibus que são importunados pelos foliões.

Ao apito final, os torcedores também correram para a avenida Champs-Élysées, ao som da Marselhesa e de buzinaços. Durante o jogo, bares e restaurantes com telões fizeram lotar as ruas adjacentes. Os retardatários acompanharam a partida nas calçadas, pelas janelas, apesar do frio cortante de 0º na capital francesa.

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Operação policial gera confusão antes de França x Marrocos – 14/12/2022 – Esporte

Em uma operação incomum nesta Copa do Mundo, a polícia do Qatar instalou uma série de cordões de isolamento em torno do estádio Al Bayt, em Al Khor, onde França e Marrocos decidem nesta quarta-feira (14) o segundo finalista do torneio, às 16h (de Brasília).

A ação confundiu os torcedores que chegaram à arena e criou tumultos nas imediações do local, principalmente porque as autoridades só deixavam passar quem apresentava ingresso.

A checagem dos bilhetes era feita em três barreiras, sendo uma pessoa por vez, o que criou enormes filas.

A reportagem da Folha estava no local e ouviu quando muitos torcedores começaram a gritar “push, push” (empurra, empurra), em uma tentativa de derrubar o cerco feito pelas autoridades. Não há registro de feridos.

Cerca de meia hora antes de a bola rolar, boa parte das cadeiras do estádio ainda não estavam ocupadas.

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Polícia francesa se prepara para jogo contra Marrocos – 14/12/2022 – Esporte

A polícia da França se preparou para a semifinal da Copa do Mundo contra Marrocos nesta quarta-feira (14), depois de brigas que se seguiram à vitória do Marrocos sobre Portugal nas quartas de final, na semana passada.

Cerca de 10.000 policiais serão mobilizados em todo o país, dos quais 5.000 serão colocados na região de Ile-de-France, perto de Paris, e cerca de 2.200 na capital, o dobro do pessoal de segurança acionado nas partidas anteriores da Copa do Mundo, disse o ministro do Interior, Gerald Darmanin, à TV France 2.

“Nossos amigos marroquinos, assim como os torcedores franceses, são bem-vindos para organizar uma festa, e nosso trabalho não é impedi-los de festejar... Mas isso terá que ser feito sob boas condições de segurança”, disse Darmanin.

Os confrontos eclodiram em Paris em 10 de dezembro, depois que Marrocos derrotou Portugal, e as comemorações da vitória com bandeiras e buzinas logo se transformaram em violência nas ruas, enquanto os manifestantes atacavam as vitrines das lojas, forçando a tropa de choque a usar gás lacrimogêneo.

A França é um ex-governante colonial do Marrocos e tem uma grande diáspora marroquina, concentrada principalmente em torno de Paris e da costa do Mediterrâneo.

Embora não existam números de etnia na França, as estimativas colocam o número de franco-marroquinos e marroquinos vivendo na França em cerca de 1 milhão.

Darmanin disse que a Champs Élysées de Paris —uma avenida de 70 metros de largura que costuma ser o ponto focal para celebrações esportivas espontâneas, bem como manifestações— não será fechada.

Ele disse que pode ser fechada na noite de domingo (18) após a final da Copa do Mundo.

A prefeitura de polícia de Paris disse que as forças de segurança se concentrarão na Champs Élysées para impedir vandalismo e agressão.

Para evitar engarrafamentos no centro da cidade, várias saídas do anel viário da periferia de Paris serão fechadas à noite, e o acesso a algumas estações de metrô será limitado.

Cerca de duas horas antes do início da partida, cerca de 500 postos de controle serão colocados em Paris e outras áreas. Os torcedores serão revistados em busca de fogos de artifício e bombas de fumaça.

Darmanin disse que muito pode depender do clima, já que a França está passando por um período de frio incomum, com temperaturas abaixo de zero e neve esperada em uma grande faixa do norte do país.

“O clima não é muito adequado para reuniões ao ar livre, mas de qualquer forma as pessoas vão querer expressar sua felicidade, o que é legítimo”, disse Darmanin.

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França x Marrocos: relação entre países tem tensão e afeto – 13/12/2022 – Esporte

França e Marrocos têm uma relação pós-colonial relativamente relaxada, mas não isenta de tensões, que corre o risco de vir à tona quando suas seleções se enfrentarem na semifinal da Copa do Mundo do Qatar, na quarta-feira (14).

“A relação é muito mais tranquila” do que entre França e Argélia, apesar das inevitáveis tensões pontuais e zonas obscuras, disse à AFP o intelectual marroquino Hassan Aourid, às vésperas desse esperado encontro.

Para Auorid, “há, sem dúvida, segmentos da sociedade marroquina que têm uma relação muito afetuosa com a França, como a burguesia, a tecnoestrutura, o círculo dos dirigentes políticos, etc”.

O Marrocos proclamou sua independência em 1956, pondo fim a quatro décadas de protetorado francês e espanhol.

Desde então, apesar da concorrência espanhola, a França tem sido o principal parceiro econômico do país e, de longe, o principal investidor estrangeiro. A cultura francesa também continua a ser muito popular entre as elites do reino alauíta, com muitos de seus membros formados em escolas francesas.

Quase 54 mil franceses vivem nesse país do Norte da África, e um milhão de marroquinos estão instalados na segunda maior economia da União Europeia (UE).

Novos rivais

No Marrocos, assim como no restante do continente africano, a influência da França tem sido desafiada por novos rivais nos últimos anos, como mostra o auge das escolas americanas, canadenses e até belgas.

As gerações mais jovens, em particular, preferem o inglês, “porque é a língua das novas tecnologias e das redes sociais” e “porque o francês é percebido como a língua das elites”, explica o escritor franco-marroquino Hajar Azell, que vive entre Paris e Rabat.

O Instituto Confúcio, equivalente em chinês do Instituto Cervantes, em língua espanhola, também avança no Marrocos, assim como os conteúdos das emissoras de televisão dos países do Golfo, especialmente entre as classes mais populares.

“Existem segmentos [da sociedade] influenciados pelo pan-arabismo, pelo islamismo, para quem a França não é apenas um país ocidental, mas também o inimigo que controlou e colonizou o Marrocos. Há uma mudança”, diz Aourid.

Para Béatrice Hibou, do centro de pesquisa científica francês CNRS, “o surgimento de outras relações diferentes da francesa é inevitável e constitui um reequilíbrio, também pela perda de influência, sobretudo, econômica e política, da França”.

Essa perda de influência se explica, principalmente, pelo declínio da política cultural e educacional francesa no Marrocos nas últimas décadas, segundo observadores.

“As escolas e liceus franceses, onde os franceses eram admitidos de graça e onde os marroquinos pagavam um pouco, são agora pagos e de maneira absolutamente delirante para os não franceses”, acrescentou Hibou.

Segundo a pesquisadora, as pessoas dizem para si mesmas: “Já que tem que pagar, por que não mando meu filho para uma escola de inglês onde, do jeito que o mundo está, ele vai ter mais oportunidades?”.

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Copa: Marrocos não terá plano especial para conter Mbappé – 13/12/2022 – Esporte

Marrocos não tem planos específicos para lidar com Kylian Mbappé na semifinal da Copa do Qatar nesta quarta-feira (14). Para o técnico Walid Regragui, a França oferece muitas ameaças individuais para seu time se concentrar em apenas uma.

Mbappé, que chegou às semifinais como artilheiro do torneio, com cinco gols, recebeu atenção especial da Inglaterra nas quartas de final e foi praticamente ineficaz, embora os franceses tenham vencido o jogo.

Marrocos não tem planos semelhantes, disse Regragui em entrevista na véspera do confronto no estádio Al Bayt. “Não vou tentar estabelecer nenhum plano tático específico para combater Kylian”, disse.

“A França também tem outros bons jogadores. Griezmann está no auge de seu jogo, e Dembelé também é um complemento perfeito para Mbappé na outra ala.”

“Se nos concentrarmos apenas em Mbappé”, continuou Regragui, “isso será um erro. Eles são campeões mundiais, com jogadores de classe mundial. Precisamos nos concentrar no que podemos fazer para causar problemas para a França.”

Mbappé, na ponta esquerda do ataque, enfrentará o companheiro de Paris Saint Germain e amigo Achraf Hakimi.

“Achraf conhece Mbappé melhor do que eu e treina com ele diariamente, então ele está mais bem posicionado do que eu para saber como lidar com Kylian. Hakimi é um dos melhores jogadores do mundo, então vai ser um grande duelo entre os dois”, disse Regragui.

Marrocos vai para a semifinal procurando adicionar a França a uma lista impressionante de resultados positivos na Copa, mas precisa colocar os jogadores em forma a tempo após o esforço empreendido em seus cinco jogos no Qatar.

A seleção africana ainda luta contra “muitas lesões”, disse o técnico, mas os jogadores estão se recuperando. Existe preocupação maior com a dupla de zaga, formada por Saiss e Aguerd.

“Temos uma excelente equipe médica e eles têm trazido com boas notícias. Mas vamos ter de esperar até o último minuto para definir o time”, afirmou Regragui.

Também não haveria alterações na abordagem tática contra os franceses, disse o treinador marroquino, descartando as críticas ao forte bloqueio defensivo e à estratégia de contra-ataque. “De que adianta 70% de posse de bola se você consegue apenas alguns chutes a gol?”, questionou Regragui.

“Todo mundo está trabalhando, todo mundo está dando o seu melhor em todos os sentidos e jogamos coletivamente, sempre com alma, o que para mim é tudo no futebol.”

Marrocos é o primeiro país africano e árabe a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo e quer dar um passo adiante.

“Quando você chega à semifinal da Copa do Mundo e não está com fome, há um problema. Nem todo mundo tem sorte de jogar nesta fase do torneio. O melhor time aqui, o Brasil, já foi eliminado”, afirmou Regragui.

“Somos uma equipe muito ambiciosa e estamos com fome. Não sei se será suficiente… pode ser. Estamos confiantes e determinados a reescrever os livros de história.”

“Sei que não somos os favoritos, mas estamos confiantes. Você pode dizer que estou bravo, mas acho que um pouco de loucura é bom”, completou o treinador de Marrocos.

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Copa do Mundo 2022: 3 curiosidades sobre a seleção do Marrocos, a grande revelação do Mundial – 11/12/2022 – Esporte

O Marrocos se tornou a grande revelação da Copa do Mundo do Catar.

A seleção marroquina se tornou a primeira seleção africana e árabe a chegar à semifinal de uma Copa do Mundo neste sábado (10), ao vencer Portugal por 1 a 0, após já ter vencido a Espanha.

Mas antes do início do Mundial, os “Leões do Atlas”, como a seleção marroquina é conhecida, não estava entre as favoritas.

Vale lembrar que, antes mesmo das vitórias surpreendentes sobre Espanha e Portugal, o Marrocos já havia se classificado como líder do Grupo F, à frente da Croácia (vice-campeã mundial), Bélgica (número 2 do ranking da Fifa) e Canadá (líder das eliminatórias da Copa do Mundo da Concacaf).

Confira três curiosidades sobre a seleção marroquina.

1. Primeiro país africano e árabe em uma semifinal

Embora o futebol gere grandes paixões em cerca de 20 países do Oriente Médio e da África, apenas três seleções africanas chegaram às quartas de final de uma Copa do Mundo, mas nenhuma conseguiu ir além dessa fase.

Até agora.

Com a vitória sobre Portugal de Cristiano Ronaldo por um gol com um salto impressionante de Youssef En-Nesyri, os marroquinos garantiram seu lugar entre as quatro melhores seleções do mundo.

As únicas seleções fora da Europa e da América do Sul a chegar às semifinais da Copa do Mundo foram os Estados Unidos, em 1930, e a Coreia do Sul, em 2002.

O nível dos marroquinos na Copa do Mundo do Catar tem sido notável: começaram com um empate (0-0) frente à Croácia, venceram a Bélgica por 2-0 e conquistaram outra vitória sobre o Canadá por 2-1 na fase de grupos.

Nas oitavas de final, empataram em 0 a 0 com a Espanha no tempo normal e venceram por 3 a 0 na disputa de pênaltis.

E frente a Portugal conseguiram desarmar a estratégia ofensiva do adversário e venceram com um gol de Youssef En-Nesyri.

2. A maioria dos jogadores nasceu fora do Marrocos

A migração de marroquinos, principalmente para países europeus, se reflete em sua seleção.

Da equipe de 26 jogadores, 14 nasceram fora do solo marroquino: Bounou, El Kajoui, Hakimi, Mazraoul, Saiss, Amrabat, Ziyech, Zorouy, Chair, Aboukhlal, Amallah, Boufai, El Khannous e Chedira.

Quatro deles nasceram na Holanda, quatro na Bélgica, dois na França, dois na Espanha, um na Itália e um no Canadá.

O autor do gol que levou o jogo contra a Espanha para os pênaltis, Achraf Hakimi, por exemplo, nasceu em Madrid e podia até ter jogado pela La Roja.

“Até tentei com a seleção espanhola, mas vi que não era o meu lugar, não me sentia em casa. Não era por nada em particular, mas pelo que sentia, porque não era o que tinha absorvido e vivido em casa, que é cultura árabe, sendo marroquino. Queria estar na seleção marroquina”, disse ele ao jornal esportivo espanhol Marca antes da Copa do Mundo.

O zagueiro de 24 anos ingressou nas categorias de base do Real Madrid, clube com o qual estreou na primeira divisão em 2017, ano em que conquistou a Supercopa da Espanha.

3. Sofreu apenas um gol em toda a Copa do Mundo

Outro fato a destacar sobre o time revelação é que ele sofreu apenas um gol até o momento no torneio.

Até este sábado, o Marrocos é a equipe com menos golos sofridos neste Mundial. A Croácia segue em segundo lugar, com dois gols sofridos apenas.

E isso se deve em grande parte ao goleiro marroquino Yassine Bounou.

“Bono”, como é conhecido, nasceu no Canadá, mas seu time atual é o Sevilla da Liga Espanhola.

Apesar de ter sofrido apenas um gol em toda a Copa do Mundo, Bounou também foi peça-chave na partida contra a Espanha, defendendo dois pênaltis naquela vitória marcante.

Este texto foi originalmente publicado aqui.

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Copa do Mundo 2022: Quem é Yassine Bounou, o goleiro nascido no Canadá e com sotaque argentino que virou estrela do Marrocos – 11/12/2022 – Esporte

O Marrocos conquistou o que muitos consideravam impossível na Copa do Mundo do Catar.

Ao derrotar Portugal neste sábado (10) por 1 a 0, tornou-se a primeira seleção árabe e africana a avançar para uma semifinal.

São oito jogos sem perder e também sete sem sofrer gols.

Tamanho feito deve-se, em parte, ao goleiro Yassine Bouno, mais conhecido como Bono.

“Estamos aqui para mudar a mentalidade e acabar com a inferioridade”, afirmou Bono, de 31 anos. “O Marrocos está disposto a enfrentar qualquer um no mundo, além das semifinais e qualquer outra coisa.”

Bono tem chamado a atenção nesta Copa do Mundo por feitos como os que demonstrou na partida contra a Espanha, quando defendeu dois pênaltis e não permitiu que a La Roja fizesse um gol em 130 minutos.

Aquele jogo, que mandou a seleção espanhola de volta para casa, se tornou um marco histórico para o futebol marroquino.

“Mudamos esta mentalidade e a geração que vem depois de nós saberá que os jogadores marroquinos podem fazer milagres”, declarou Bono.

O goleiro, que curiosamente fez boa parte da sua carreira na Espanha, tem papel de destaque no Sevilla, time que defende.

Seu desempenho levou-o a ser considerado o nono melhor goleiro do mundo na premiação Bola de Ouro ao receber o Troféu Yashin 2022 e conquistar seu primeiro Troféu Zamora como o goleiro com menos gols marcados na temporada 21-22.

Bono se tornou o herói de sua equipe em março de 2021 contra o Valladolid, marcando um gol aos 93 minutos e empatando a partida. Esse feito por parte de um goleiro não era alcançado há uma década no Campeonato Espanhol.

O desempenho de Bono nas semifinais de agosto de 2020 também permitiu ao Sevilla eliminar o Manchester United por 2 a 1 e conquistar seu sexto título da Liga Europa da UEFA.

Argentino ‘de coração

Yassine Bouno nasceu longe do Marrocos: em Montreal (Canadá). Ele voltou para a terra de seus pais quando tinha sete anos.

Desde pequeno, demonstrou interesse pelo futebol e fez parte do clube Wydad Casablanca, mas seu pai se opôs a que ele se dedicasse ao esporte. No entanto, Bono insistiu em se tornar um jogador profissional.

Ele deixou o Marrocos quando foi contratado pelo Atlético de Madrid. A experiência não foi a que ele esperava e ele desistiu. Passou duas temporadas com Zamora (2014-2016) e depois com Girona (2016-2019). Até que acabou no Sevilla.

Sua vida está ligada à Espanha. No entanto, sabe-se que é um grande torcedor do futebol argentino e torcedor do River Plate. “A primeira camisa que meu pai me deu foi da Argentina”, disse o goleiro há algum tempo.

Uma relação próxima à qual se atribui seu peculiar sotaque argentino. “Sou mais marroquino do que qualquer outra coisa. O que acontece é que quando cheguei na Espanha aprendi espanhol com os argentinos e acabei ficando com o sotaque”, explicou uma vez.

Seu grande ídolo é Ariel Ortega, ex-jogador de futebol argentino mais conhecido como “El Burrito Ortega”. Bono chegou a admitir em entrevista que seu cachorro se chama Ariel, em homenagem ao jogador do River.

Agora os olhos do mundo estão voltados para o Marrocos. As luvas do craque do goleiro ajudaram a seleção africana a alcançar seu melhor desempenho em uma Copa do Mundo, desde a Copa do Mundo no México, em 1986.

Será a vez de Bono enfrentar a seleção argentina?

Este texto foi originalmente publicado aqui.

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