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Jogador de Copa do Mundo fecha contrato de 1 euro por mês

Nikola Kalinic, considerado um jogador de boa capacidade técnica e faro goleador razoável, ficará marcado em sua carreira por ter sido dispensado da seleção croata durante a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Naquele torneio, a Croácia chegou à final, perdendo para a França por 4 a 2. Agora, aos 36 anos, ele está de volta ao clube que o revelou, o Hajduk Split, na Croácia, com um contrato simbólico de 1 euro por mês.

Na de 2018, na Rússia, a Croácia estreava contra a Nigéria. No segundo tempo, com vantagem de 2 a 0 no placar, o treinador Zlatko Dalic chamou Kalinic para ir para o jogo aos 40 minutos do segundo tempo. Porém o atleta, surpreendentemente, recusou-se a cumprir a ordem do técnico, que teve de recorrer a outro suplente, Pjaca, para substituir o centroavante Mandzukic. Dois dias depois do ocorrido, Dalic avisou que Kalinic tinha sido dispensado.

Sem o jogador, a Croácia avançou, avançou, avançou no Mundial. Só perdeu na decisão, 4 a 2 para a França de Griezmann, Lloris, Pogba e Mbappé. O caso nunca foi devidamente esclarecido. A versão de Kalinic é a de que ele não foi a campo porque estava sentindo dores nas costas. O comentário geral foi o de que o então atacante do Milan se revoltara por não ter sido escalado como titular.

Depois desse desligamento, o jogador, que completa nesta sexta (5) 36 anos, jamais teve outra oportunidade na seleção croata, pela qual, de 2008 a 2018, anotou 15 gols em 42 partidas. Já na fase final da carreira no futebol, Kalinic decidiu fincar raízes em seu país natal. E ajudar o clube que o revelou a tentar ganhar o Campeonato Croata depois de quase 20 anos.

Nesta semana, acertou por cinco meses com o Hajduk Split, da cidade em que nasceu e onde começou a jogar bola ainda garoto. O time lidera a competição, que está na metade, com 41 pontos, seis a mais que o Rijeka. O valor do contrato é simbólico: 1 euro (R$ 5,3) por mês. “Foi a negociação mais fácil em meus três anos no Hajduk”, declarou, em tom de brincadeira, Mindaugas Nikolicius, diretor esportivo do clube.

Neste caso, a questão financeira não era relevante, até porque Kalinic embolsou muito dinheiro na vida, tendo atuado profissionalmente na Inglatera (Blackburn), Ucrânia (Dnipro), Itália (Fiorentina, Milan, Roma e Verona) e Espanha (Atlético de Madrid).

Ele jogará por amor ao clube e pela vontade que tem de conquistar esse título com a equipe. O Hajduk ganhou o Croata seis vezes, a mais recente em 2005 –Kalinic estreou no time adulto na temporada seguinte. Este retorno do camisa 9 ao Hajduk não é propriamente uma novidade, pois ele, ao sair da Itália, retornou ao time, em 2021. Atuou até o meio do ano passado, marcando um total de 8 gols em 37 jogos, e parou.

Depois, interrompeu a carreira e decidiu retomá-la agora, com um objetivo específico a atingir. Recebendo, eis aqui a curiosidade e a motivação deste texto, somente 1 euro a cada 30 dias.

Se estivesse no Brasil, mais especificamente em São Paulo, com esse valor ele conseguiria fazer mensalmente uma viagem de metrô e ainda restaria, no fim, R$ 1,50 (preço de um bombom).

 

Nikola Kalinic: Uma Carreira Internacional de Destaque

Nikola Kalinic, nascido em 5 de janeiro de 1988 em Solin, Croácia, construiu uma carreira sólida como atacante ao longo de várias temporadas e em diversos clubes de prestígio no cenário europeu.

Sua trajetória profissional inclui passagens por clubes notáveis:

  1. Hajduk Split (2005-2009): Kalinic iniciou sua carreira profissional no Hajduk Split, clube croata onde se destacou e chamou a atenção de outros times europeus. Durante sua primeira passagem, marcou gols importantes e demonstrou seu potencial como artilheiro.
  2. Blackburn Rovers (2009-2011): Sua primeira aventura fora da Croácia foi no Blackburn Rovers, da Inglaterra, onde teve a oportunidade de competir na Premier League. Sua habilidade como goleador foi evidenciada, e seu desempenho atraiu interesse de outros clubes europeus.
  3. Dnipro Dnipropetrovsk (2011-2015): Kalinic ingressou no futebol ucraniano ao se juntar ao Dnipro Dnipropetrovsk. Durante seu tempo no clube, ele foi uma peça-chave, contribuindo com gols e ajudando o Dnipro a alcançar a final da Liga Europa da UEFA em 2015.
  4. Fiorentina (2015-2017): Sua próxima parada foi na Itália, onde defendeu a Fiorentina na Serie A. Kalinic continuou sua reputação de goleador, deixando sua marca e consolidando-se como um atacante confiável.
  5. Milan (2017-2018): Transferiu-se para o AC Milan, mais um gigante do futebol italiano. Sua passagem pelo Milan foi marcada por contribuições significativas no ataque, solidificando ainda mais sua reputação.
  6. Atlético de Madrid (2018-2020): Kalinic fez parte do elenco do Atlético de Madrid, onde experimentou o desafio da La Liga. Sua presença proporcionou opções ofensivas ao time.
  7. Roma (2020-2021): Em seguida, mudou-se para a Roma, mantendo sua presença no futebol italiano. Sua experiência e habilidades foram valiosas para a equipe da capital.

A carreira de Nikola Kalinic é caracterizada por sua capacidade técnica, faro de gol e contribuições consistentes aos clubes por onde passou. Seu retorno ao Hajduk Split, com um contrato simbólico, destaca seu vínculo emocional com o clube que o viu iniciar sua jornada no futebol profissional.

Seleção brasileira era segunda opção, revela Ancelotti

Carlo Ancelotti, de 64 anos, abordou pela primeira vez abertamente a possibilidade de comandar a seleção brasileira, revelando que o Brasil se tornou uma segunda opção em sua visão. O treinador italiano do Real Madrid admitiu ter tido conversas com a direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ter sido convidado, mas destacou que o acerto dependeria da decisão do Real Madrid.

Ancelotti deixou claro que aceitaria assumir a seleção brasileira caso o Real Madrid optasse por não renovar o contrato que estava previsto para encerrar no meio deste ano. Contudo, na semana passada, o clube espanhol anunciou a renovação contratual do treinador até 2026.

“É verdade que tive contato com a seleção brasileira, com aquele que era seu presidente, Ednaldo Rodrigues, a quem agradeço o carinho e o interesse por eu treinar o Brasil, o que me encheu de orgulho”, afirmou Ancelotti em entrevista antes do jogo entre Real Madrid e Mallorca pelo Campeonato Espanhol.

Ele continuou explicando que a decisão final dependia do Real Madrid: “Ednaldo deixou de ser presidente [foi afastado em decisão judicial] e no final aconteceu como eu sempre quis: ficar no Real Madrid. O clube decidiu [renovar] porque está feliz com meu trabalho.” Ancelotti indicou que sua disponibilidade para dirigir a seleção brasileira poderá ocorrer após o término do novo vínculo com o Real.

A notícia provavelmente não é bem recebida pela CBF, que via Ancelotti como uma aposta para a conquista da Taça Fifa em 2026. A seleção brasileira não ganha a Copa do Mundo desde 2002 e teve desempenho abaixo do esperado nas Eliminatórias para a Copa de 2026, ocupando a sexta posição entre dez países.

Com interinos, o Brasil enfrentou dificuldades em 2023, resultando em um sexto lugar nas Eliminatórias sul-americanas. A perspectiva de Ancelotti assumir o comando da seleção brasileira após 2026 permanece incerta, criando um cenário de expectativa e incógnita para o futuro da equipe nacional.

No primeiro ano sem o Rei Pelé, Brasil é plebeu no futebol

Há exatamente um ano, em 29 de dezembro de 2022, o Brasil perdia Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, uma figura icônica que simbolizava a excelência no futebol. Ele foi eleito o atleta do século 20, campeão de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) e marcou perto de 1.300 gols ao longo da carreira. Contudo, o primeiro ano após sua partida testemunhou um desempenho desafiador para as seleções brasileiras.

O maior responsável pelo respeito que a seleção brasileira ganhou no planeta dificilmente imaginaria que os 12 meses seguintes à sua morte fossem de tamanha penúria para os selecionados nacionais.

O Rei do Futebol, do lugar onde está desde que partiu, viu um dos piores anos, quiçá o pior, de desempenho do Brasil no esporte que o consagrou.

O país foi relegado ao papel de coadjuvante, de figurante, de desempolgante. De plebeu.

Sem rumo desde a Copa do Mundo do Qatar, a seleção brasileira principal teve não um, mas dois treinadores interinos em 2023. Primeiro, Ramon Menezes. Depois, Fernando Diniz, que continua no posto.

Ramon, o tampão no primeiro semestre, disputou três amistosos com africanos. Perdeu dois (Marrocos e Senegal), ganhou um (Guiné) e voltou para a seleção sub-20.

Diniz, possivelmente o melhor treinador em atividade no Brasil, assumiu para acumular duas vitórias, um empate e três derrotas (consecutivas, nas três partidas mais recentes), sempre em confrontos das Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026.

Superando Bolívia (com goleada) e Peru (1 a 0, no finalzinho), tropeçando em casa na Venezuela (1 a 1) e perdendo de Uruguai (2 a 0), Colômbia (2 a 1, de virada) e Argentina (1 a 0 no Maracanã), o Brasil fecha o ano em um vergonhoso sexto lugar na tabela que tem dez concorrentes –no limite da qualificação para o Mundial.

Em metade da partida contra os uruguaios, e também diante de colombianos e argentinos, a seleção não teve Neymar, lesionado no joelho. Aos que não gostam do camisa 10 (que um dia carregou Pelé no colo, na época de Santos, em encontro entre os dois), se parecia ruim com ele, ficou muito pior sem ele.

Passemos à seleção feminina, que chegou à Copa do Mundo da Oceania com algum favoritismo.

Marta (em sua última Copa) e companhia, treinadas pela afamada sueca Pia Sundhage, depois de golearem o Panamá (4 a 0) e perderem da França (2 a 1), precisavam só passar pela inexpressiva Jamaica para ir aos mata-matas.

Com uma atuação sofrível, sem articulação nas jogadas e aparentemente sem brio, o time amargou um 0 a 0 e a eliminação precoce. Infelizmente, memorável. (Na final, deu Espanha.)

Passemos à seleção sub-20, aquela treinada por Ramon, na disputa do Mundial na Argentina.

Cinco vezes campeão, o Brasil tentava o título para se igualar aos maiores vencedores, os argentinos, anfitriões do torneio.

Na fase de grupos, derrota para a Itália e vitórias sobre República Dominicana e Nigéria. Nas oitavas de final, goleada contra a Tunísia (4 a 1).

Nas quartas de final, pela frente, a inexpressividade de Israel (antes da guerra). Deveria ser moleza, mas a zebra prevaleceu: 3 a 2 para os israelenses, na prorrogação. (Na final, deu Uruguai.)

Passemos à seleção sub-17, na disputa do Mundial da Indonésia.

Quatro vezes campeão, o Brasil defendia o título obtido em 2019, quando atuou em casa e teve como destaques Kaio Jorge e Gabriel Veron. Caso uma nova conquista viesse, o país se igualaria à Nigéria como o maior vencedor da competição.

Na primeira fase, derrota para o Irã e vitórias diante da Nova Caledônia e Inglaterra. Nas oitavas de final, um 3 a 1 no Equador.

E então, como aconteceu com o time sub-20, veio a queda nas quartas de final, um contundente 3 a 0 para a arquirrival Argentina. Fim da linha para a equipe do treinador Phelipe Leal. (Na final, deu Alemanha.)

Ou seja, nos principais campeonatos disputados, as seleções brasileiras nem sequer flertaram com a chegada à decisão. Foi decepção atrás de decepção.

Algum leitor se lembrará de que o Brasil teve sim uma conquista em 2023, o ouro no Pan-Americano do Chile, com a seleção sub-23, também comandada por Ramon.

Em um Pan que ninguém sabe, ninguém viu, foi uma vitória sofrida, nos pênaltis, contra os anfitriões chilenos na partida final.

A verdade é que historicamente dá-se pouco valor ao título do futebol no Pan, diferentemente de um triunfo em Olimpíadas. Assim, esse ouro ameniza pouco ou outros reveses. Soa como prêmio de consolação.

O Fluminense, ressalte-se, teve uma conquista espetacular ao faturar pela primeira vez a Libertadores, comandado pelo mesmo Fernando Diniz que se dividia entre o clube e a seleção brasileira.

Mas no Mundial, que é o campeonato em que os clubes sul-americanos podem medir forças com os europeus, o tricolor carioca perdeu feio na final na Arábia Saudita: 4 a 0 para o Manchester City, levando o primeiro gol com menos de um minuto de jogo. Foi um massacre.

Individualmente (que foi como Pelé mais brilhou), 2023 também não deixará saudades para o Brasil.

A cada ano são entregues dois prêmios para o melhor jogador da temporada, ambos de grande prestígio: a Bola de Ouro (da revista France Football) e o The Best (da Fifa).

Na lista de indicados para concorrer aos troféus, um único brasileiro: Vinicius Junior, e apenas para a Bola de Ouro, que já foi entregue e teve o argentino Messi como ganhador.

O The Best, cuja cerimônia será realizada em janeiro, deve ir para o norueguês Haaland.

Na Bola de Ouro feminina, conquistada pela espanhola Aitana Bonmatí (com 266 pontos na votação), a brasileira que concorria, Debinha, ficou em 28º lugar (1 ponto). Não houve indicadas do Brasil para o The Best feminino.

Ou seja, a fase brasuca não é boa. Tanto que o principal, talvez único, destaque do ano nem joga na linha. Méritos para o goleiro Ederson, campeão inglês, europeu e mundial com o Manchester City.

Para um país que ofereceu inúmeros expoentes que faziam maravilhas com a bola nos pés, é motivo de reflexão um atleta que se destaca mais pelo uso das mãos ser o único merecedor de enaltecimento.

Pois, além do deprimente cenário discorrido nestas linhas, o seu Santos sucumbiu no Campeonato Brasileiro e disputará em 2024 a segunda divisão.

Quando o futebol é capaz de salvar vidas

O futebol, como tantos outros esportes, tem o poder de ser mais do que um simples jogo; pode ser uma força transformadora capaz de salvar vidas. Tanto em uma perspectiva mais ampla, ao ser adotado como parte de políticas públicas para os jovens, quanto em um nível mais individual, o relato inspirador de Shamar Nicholson evidencia como a paixão pelo futebol pode servir como uma tábua de salvação em meio a circunstâncias desafiadoras.

Esse jovem, focado em uma atividade esportiva física e/ou mental (por exemplo, o xadrez), estaria, teoricamente, mais longe de “se perder na vida”: seguir o caminho da criminalidade, envolver-se com drogas, andar com más companhias e outros desvios periculosos.

No sentido micro, individualizando-se a questão, um jogador que hoje atua na França afirma que o futebol o livrou de uma situação que possivelmente resultaria em sua prisão ou até em sua morte.

Shamar Nicholson, 26, é jamaicano nascido em Kingston, a capital do país caribenho. Cresceu em Trench Town, um gueto da cidade de 1,2 milhão de habitantes conhecido pelo dia a dia de violência e delinquência.

Para tentar não se envolver com o ambiente nocivo ao seu redor, Shamar, reconhecidamente um brigão (“eu era um encrenqueiro”, afirma o próprio), começou a direcionar sua energia para jogar bola, frequentando o Boy’s Town, clube da vizinhança.

Em 2015, contudo, ocorreu uma tragédia familiar que o fez interromper a atividade esportiva. Seu pai foi morto a tiros durante uma partida de futebol, e o assassino era alguém que Shamar conhecia.

“Meu pai era meu ídolo, eu o admirava. É difícil ter pensamentos positivos quando perdemos alguém que amamos”, declarou o jogador em entrevista à revista francesa So Foot.

Com a raiva à flor da pele, pensou em se tornar um gângster. “Quando ele [pai] foi morto, a violência estava crescendo dentro de mim. Eu estava saindo com as pessoas erradas. Pensei em fazer coisas ruins, em matar gente.”

“Eu poderia ter conseguido uma arma, é mais fácil do que você pensa. As pessoas especulavam, diziam: ‘Com certeza ele vai se vingar e se tornar uma pessoa ruim’.”

De acordo com Shamar, seus parentes, em especial sua mãe, o impediram de se entranhar em vias tortuosas. “Eles me disseram: ‘Lá, ou você morre ou vai para a prisão. Você não pode viver assim’.”

A decisão foi difícil, porém ele conseguiu, com o apoio familiar e lembrando de acontecimentos pesados no mundo do crime (“tenho amigos que morreram”), retomar o foco no esporte.

“Concentrei-me totalmente no futebol. Sem distrações. Decidi fazer todos os sacrifícios necessários para me profissionalizar no exterior.”

Shamar prosseguiu atuando no Boy’s Town, mesmo sem receber salário. Atacante grandalhão (1,92 m) e artilheiro, chamou a atenção apenas, contudo, de um clube da periferia da Europa, o Domzale, da Eslovênia, em 2017.

Mesmo assim, não hesitou. “Disse a mim mesmo que era a melhor oportunidade para eu ir mais longe.”

Os primeiros meses nos Bálcãs foram duros: hotel-treino-hotel-treino-hotel. Shamar não tinha amigos, a comida e o clima eram estranhos, não falava o idioma. Em seu quarto, ele chorava.

Mas as boas atuações no time renderam ao obstinado jamaicano uma transferência em 2019 para um centro de maior expressão, a Bélgica. Passou a defender o Charleroi, onde permaneceu por três anos.

No ano passado, depois de uma temporada em que marcou 13 gols no Campeonato Belga, valorizou-se e foi negociado com o Spartak de Moscou, um dos grandes times da Rússia, por 8 milhões de euros (R$ 43 milhões pelo câmbio atual).

Nesta temporada, o Spartak o emprestou ao Clermont Foot, da primeira divisão da França, país que tem um dos principais campeonatos nacionais na Europa.

Lá, Shamar tem encarado o desafio da luta contra o rebaixamento. Sua equipe, uma das mais fracas da liga, está na última colocação –o líder é o PSG, 29 pontos à frente. Em 13 partidas, o camisa 23 anotou somente dois gols.

O titular da seleção jamaicana, porém, olhando em retrospectiva, não se vê em situação que deva ser lamentada, pelo contrário. E quer que sua escolha e seu progresso sejam exemplos na Jamaica.

“Mudei e tenho orgulho, porque muitas crianças poderão se identificar com a minha jornada.”

Após contusão, Neymar vai ser operado e não joga mais nesta temporada

O jogador do Paris Saint-Germain (FRA) Neymar não joga mais na atual temporada da Europa. Após sofrer uma contusão, o atacante da Seleção vai passar por cirurgia no tornozelo direito e ficará afastado do futebol por até quatro meses, segundo informou o seu clube. Como o Campeonato Francês e a Champions League terminam em maio, ele não terá tempo para jogar nesses torneios.

Segundo o departamento médico do OSG, Neymar precisa da cirurgia para recuperar o ligamento e evitar que o problema se repita no futuro. “Todos os especialistas consultados confirmaram a necessidade”, disse o PSG em nota.

A operação será feita em Doha, capital do Qatar. O PSG pertence ao fundo soberano do país, controlado pela família real.

Neymar torceu o tornozelo em 20 de fevereiro, em partida contra o Lille, pelo Campeonato Francês. A preocupação é com as repetidas contusões no mesmo local. Ele teve problema parecido na Copa do Mundo e não atuou diante da Suíça e Camarões, na fase de grupos.

Maior clássico inglês registra 7 a 0. Veja outros recordes de goleadas

O primeiro tempo terminou com um magro 1 a 0, gol marcado perto do apito do árbitro que levaria os dois times para o descanso do intervalo.

No segundo tempo, o inesperado ocorreu: o Liverpool desandou a fazer gols diante de sua torcida, no estádio de Anfield, e o Manchester United, rendido aos poucos, amargou um 7 a 0.

Nem o mais otimista torcedor dos Reds poderia esperar tamanha vantagem no maior clássico do futebol inglês. Deve ter se beliscado para descobrir que era real o que seria tão somente um sonho empolgante. Descobriu, feliz, que sonhava acordado.

Quanto ao torcedor dos Red Devils, viu-se na situação oposta. Beliscava-se para acordar do pior pesadelo possível, mas a agonia só crescia e o despertar não vinha, já que desperto ele já estava.

Os gols de Salah (2), Darwin Núnez (2), Gakpo (2) e Roberto Firmino resultaram no placar mais dilatado na história de quase 130 anos de duelos entre Liverpool e Man United.

Em 1895, justamente no primeiro encontro entre os clubes, o Liverpool atropelou o visitante por 7 a 1. A maior goleada do time de Manchester no confronto foi em 1928, um 6 a 1.

Imagina a alegria que o fã do Liverpool deve estar sentindo agora, assim como a dor da humilhação do fã do Man United.

A rivalidade é enorme, e eu pude comprová-la ao assistir, em 2010, no estádio Old Trafford lotado, a um Manchester United x Liverpool.

O time da casa começou ganhando por 2 a 0, dois gols do búlgaro Berbatov (o segundo em uma meia-bicicleta), mas o Liverpool correu atrás, fazendo um gol de pênalti e outro de falta.

Ambos os gols foram do ídolo Steven Gerrard, que, ao empatar, disparou na direção da pequena porém animada torcida do Liverpool, mostrando os cinco dedos da mão direita aberta, referência ao número de títulos que à época o Liverpool tinha na Champions League, contra os três do adversário.

Era uma clara provocação aos donos da casa. A mensagem foi passada, porém naquele dia Gerrard e companhia voltaram cabisbaixos para Liverpool, pois Berbatov anotou mais um para cravar seu hat-trick e a vitória do Man United por 3 a 2.

A goleada surpreendente e monstruosa do Liverpool neste domingo (5) traz a curiosidade acerca dos placares mais dilatados em outros clássicos de extrema rivalidade no mundo.

Veja o levantamento de alguns, exposto a seguir (teve 12 a 2, 11 a 1 e 10 a 0).

    • Barcelona x Real Madrid (Espanha)

Maior goleada do Barcelona: 7 a 2 (1950)

Maior goleada do Real: 11 a 1 (1943)

 

    • Boca Juniors x River Plate (Argentina)

Maior goleada do Boca: 5 a 0 (2015)

Maior goleada do River: 5 a 1 (1941)

 

    • Inter de Milão x Milan (Itália)

Maior goleada da Inter: 5 a 0 (1910)

Maior goleada do Milan: 6 a 0 (2001)

 

    • Benfica x Porto (Portugal)

Maior goleada do Benfica: 12 a 2 (1943)

Maior goleada do Porto: 8 a 0 (1933)

 

    • Celtic x Rangers (Escócia)

Maior goleada do Celtic: 7 a 1 (1957)

Maior goleada do Rangers: 5 a 0 (1893 e 1894)

 

    • Nacional x Peñarol (Uruguai)

Maior goleada do Nacional: 6 a 0 (1941)

Maior goleada do Peñarol: 5 a 0 (1953 e 2014)

 

    • Galatasaray x Fernerbahce (Turquia)

Maior goleada do Galatasaray: 7 a 0 (1911)

Maior goleada do Fenerbahce: 6 a 0 (2002)

Maior goleada do Corinthians: 5 a 1 (1952 e 1982)

Maior goleada do Palmeiras: 8 a 0 (1933)

Maior goleada do Corinthians: 6 a 1 (2015)

Maior goleada do São Paulo: 6 a 1 (1933)

Maior goleada do Palmeiras: 5 a 0 (1965)

Maior goleada do São Paulo: 6 a 0 (1939)

Maior goleada do Flamengo: 6 a 2 (1943)

Maior goleada do Vasco: 7 a 0 (1951)

Maior goleada do Flamengo: 7 a 0 (1945)

Maior goleada do Fluminense: 5 a 1 (1943)

Maior goleada do Grêmio: 10 a 0 (1909)

Maior goleada do Inter: 7 a 0 (1948)

Maior goleada do Atlético: 9 a 2 (1927)

Maior goleada do Cruzeiro: 6 a 1 (2011)

Maior goleada do Bahia: 10 a 1 (1939)

Maior goleada do Vitória: 7 a 1 (1948)

Mihajlovic, ex-jogador e técnico, morre aos 53 anos – 16/12/2022 – Esporte

Sinisa Mihajlovic, que jogou e treinou vários times italianos da Série A, morreu nesta sexta-feira (16) após uma longa batalha contra o câncer.

Mihajlovic foi demitido do cargo de técnico do Bologna, clube da Serie A, em setembro deste ano, depois de não conseguir vencer nas cinco primeiras partidas do campeonato.

O sérvio havia assumido o comando técnico do Bologna pela segunda vez em 2019 e estava no clube enquanto lutava contra uma forma grave de leucemia.

Sua carreira de jogador incluiu longas passagens pela Sampdoria e pela Lazio. Encerrou a carreira em 2006, pela Inter de Milão. Sua maior conquista foi a Copa dos Campeões temporada 1990/1991, com o Estrela Vermelha, após vencer o Olympique de Marselha nos pênaltis na final.

Disputou a Copa do Mundo de 1998 pela então Iugoslávia e marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Irã, pela fase de grupos.

“Um grande homem, um grande lutador, vamos lembrá-lo como um dos melhores jogadores sérvios que já jogou na Itália”, disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, em um tuíte, enquanto homenagens começaram a chegar de dentro e fora do mundo do futebol.

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Fifa anuncia receita recorde e debaterá formato da Copa-26 – 16/12/2022 – Esporte

A Fifa anunciou uma previsão recorde de US$ 11 bilhões (R$ 58 bilhões) de receitas no seu próximo ciclo de quatro anos, em que levará 48 seleções ao Mundial de 2026, anunciou o seu presidente, Gianni Infantino, especificando que o formato do torneio ainda não foi decidido.

O conselho da Fifa se reuniu nesta sexta-feira (16) em Doha, a dois dias de Argentina e França disputarem a final da Copa do Mundo do Qatar.

No atual ciclo (2019-2022) a receita foi de US$ 7,5 bilhões (R$ 39,6 bilhões), no Mundial que reuniu 32 seleções.

Em uma das reformas mais importantes de Infantino, a Copa passará a contar com 48 países em 2026, quando o torneio será organizado por Estados Unidos, Canadá e México.

Vão aumentar o número de jogos (atualmente são 64) e as receitas com direitos televisivos na competição que permite à Fifa obter a maior parte das suas receitas.

No atual ciclo, a cifra de US$ 7,5 bilhões foi anunciada no dia 20 de novembro, superando a estimativa inicial de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões), “algo muito notável”, segundo Infantino, em um período marcado pela pandemia de coronavírus.

“Temos a convicção de que o impacto da Copa do Mundo de 2026 será enorme, como já foi aqui no Qatar, com três grandes países, 48 seleções e mais jogos”, declarou o chefe da Fifa em entrevista a jornalistas.

“A arrecadação vai aumentar em termos de transmissão, patrocínio e entretenimento para os torcedores. Vamos jogar em estádios enormes, normalmente dedicados ao futebol americano, com capacidade entre 80 mil e 90 mil espectadores”, disse Infantino, estimando em 5,5 bilhões o número de espectadores no torneio.

O dirigente ítalo-suíço prometeu discutir o formato da competição, inicialmente prevista com 16 grupos de três seleções cada um, o que pode levar ao risco de “acordos” no terceiro jogo da primeira fase.

Caso seja escolhida a opção de 12 grupos, sendo dois classificados por chave e os oito melhores terceiros, o número de partidas aumentaria.

“No Qatar, os grupos de quatro foram absolutamente incríveis, até o último minuto de cada partida. Temos que reconsiderar isso, pelo menos discutir o formato novamente, se são 16 grupos de três ou 12 grupos de quatro. Estará na agenda nas próximas semanas”, afirmou Infantino.

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Campeonatos europeus retornam após fim da Copa – 15/12/2022 – Esporte

Após o término da Copa do Mundo do Qatar, vários países europeus retomam seus campeonatos nacionais, ainda neste mês de dezembro. O Mundial no final do ano bagunçou o calendário, com equipes tendo férias forçadas, mas voltando com problemas de lesão, suspensão e até saídas.

Inglaterra, França, Portugal e Espanha são os primeiros dos grandes campeonatos a voltarem, com rodadas programadas até o final do mês.

Na segunda-feira, dia 26, os ingleses fazem o chamado boxing Day, a rodada pós-Natal, tradição no país.

Uma das explicações para a rodada seria que, no passado, no dia seguinte ao Natal, a população doava aos mais necessitados presentes que vinham em caixas (‘boxes’, em inglês). Daí nasceu o dia.

O Arsenal lidera o campeonato, com 37 pontos, 5 a mais que o Manchester City, o segundo colocado. O time londrino enfrenta o West Ham, em casa, com um desfalque importante. O atacante brasileiro Gabriel Jesus, que marcou cinco gols no campeonato, sofreu uma lesão no joelho direito, passou por cirurgia e dificilmente volta a jogar nesta temporada.

Durante a folga, o Arsenal enfrentou o Milan em um amistoso em Dubai e venceu por 2 a 1.

O Liverpool, que faz campanha irregular nesta temporada —ocupa a sexta colocação, com 15 pontos a menos que o líder—, já não contava com o português Diogo Jota, que se contundiu na véspera da Copa do Mundo, e agora perdeu o atacante colombiano Luiz Díaz, que passou por cirurgia no joelho direito e só deve retornar a jogar em março.

A volta do Inglês também marca o fim da era Cristiano Ronaldo no Manchester United. O craque rescindiu com o clube durante a Copa do Mundo do Qatar após atritos com o técnico holandês Erik Ten Hag.

A Espanha também retoma seu campeonato neste mês. No dia 29, as equipes voltam a campo para a 15ª rodada. O Barcelona está na ponta, com 37 pontos, 2 a mais que o rival Real Madrid, que está na segunda colocação.

O Barcelona não poderá contar com o atacante Lewandovski, artilheiro do campeonato com 13 gols. O polonês foi expulso na última partida antes da Copa, na vitória por 2 a 1 sobre o Osasuna, e pegou três jogos de suspensão por ter desrespeitado o árbitro. O Barça tenta reverter a punição.

Já o Real Madrid deverá ter Benzema de volta. O atacante francês foi cortado da Copa do Mundo por causa de lesão, mas voltou aos treinamentos. Na quinta-feira (15) ele esteve em campo por alguns minutos no empate por 1 a 1 contra o Leganés, em amistoso.

Os franceses também encerram o ano com a bola rolando. A 16ª rodada do campeonato nacional está marcada para o dia 28, com o líder PSG enfrentando o Strasbourg.

É uma incógnita qual time o PSG vai colocar em campo, já que seus principais jogadores estão na Copa, e Neymar, que sofreu uma lesão no tornozelo direito durante o Mundial, ganhou uns dias de descanso.

O PSG tem 41 pontos, 5 a mais que o Lens, que joga no dia 29 contra o Nice.

O Campeonato Português tem um jogo isolado da 14ª rodada no dia 23 —Rio Ave enfrenta o Marítimo—, mas os demais clubes voltam no dia 28. Porém as equipes não pararam, pois o calendário teve partidas da Taça da Liga durante o Mundial do Qatar.

O líder do campeonato é o Benfica, com 37 pontos. O rival Porto vem atrás, com 29. O Sporting está na quarta colocação, com 25, 3 pontos atrás do Braga, a surpresa do campeonato.

A Itália volta com a 15ª rodada no dia 4 de janeiro, com o clássico entre o líder, Napoli, e a Inter de Milão, quinta colocada. O time de Nápoles está com uma vantagem folgada na classificação, com 41 pontos, 8 a mais que o vice-líder Milan.

O Italiano deverá voltar com novidade. Lorenzo Casini, presidente da Liga Série A, disse em entrevista à emissora de TV Rai que o impedimento automático utilizado na Copa do Mundo também será implantado no país já na retomada do campeonato.

A Alemanha é a última das grandes ligas a voltar. O campeonato só será retomado no dia 20 de janeiro. O Bayern de Munique está na ponta, com 34 pontos. Na sequência vem o Freiburg, com 30.

O Bayern volta com grande prejuízo. O goleiro Neuer sofreu uma fratura na perna direita enquanto andava de esqui, no dia 9 de dezembro. Passou por cirurgia e só volta a jogar no segundo semestre de 2023.

Além disso, o lateral francês Lucas Hernández sofreu uma série lesão no joelho direito logo nos primeiros minutos da estreia da França no Mundial do Qatar e não deve voltar aos gramados nesta temporada, desfalcando o time de Munique.

Situação dos campeonatos na Europa

Alemanha

Retorno: 20/1

Classificação

  • 1º Bayern: 34
  • 2º Freiburg: 30
  • 3º RB Leipzig: 28

Itália

Retorno: 4/1

Classificação

  • 1º Napoli: 41
  • 2º Milan: 33
  • 3º Juventus: 31

Espanha

Retorno: 29/12

Classificação

  • 1º Barcelona: 37
  • 2º Real Madrid: 35
  • 3º Real Sociedad: 26

Inglaterra

Retorno: 26/12

Classificação

  • 1º Arsenal: 37
  • 2º Manchester City: 32
  • 3º Newcastle: 30

França

Retorno: 28/12

Classificação

  • 1º PSG: 41
  • 2º Lens: 36
  • 3º Rennes: 31

Portugal

Retorno: 23/12

Classificação

  • 1º Benfica: 37
  • 2º Porto: 29
  • 3º Braga: 28

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