Van Dijk se preocupa quando Messi está ‘escondido’ em campo – 07/12/2022 – Esporte

Virgil van Dijk, 31, sabe o que vai acontecer na sexta-feira (9), no estádio de Lusail. Todo jogador argentino, quando receber a bola, terá um primeiro impulso: procurar onde está Lionel Messi.

Assim como já foi no Barcelona, o atacante eleito sete vezes melhor do mundo é o principal foco da seleção argentina. Isso vai se repetir quando a equipe enfrentar a Holanda pelas quartas de final da Copa do Mundo.

O encontro entre Messi e van Dijk será o confronto individual mais esperado até agora entre um atacante e um zagueiro no Mundial do Qatar.

“O difícil quanto a ele é que quando estamos atacando, ele está escondido em algum canto do campo. Você precisa estar muito atento na organização defensiva porque eles sempre o procuram [para o passe] na hora do contra-ataque”, disse o defensor.

Foi a única opinião que van Dijk deu sobre o camisa 10 e rival desta sexta. Ele não quis tornar seu contato com a imprensa nesta quarta-feira (7), em uma sucessão de respostas sobre apenas um jogador. Saiu-se com o manjado pensamento de que não seria uma partida entre ele contra Messi. Será entre Holanda e Argentina.

Os europeus também treinam na Universidade do Qatar, mesmo local em que os sul-americanos estão concentrados.

Um dos mais consistentes zagueiros do futebol mundial, van Dijk teve 50 partidas consecutivas sem ser driblado na Premier League entre 2018 e 2019. A sequência foi interrompida apenas por Nicolas Pepe em uma partida entre Liverpool (equipe do holandês) e Arsenal.

“Se você é atacante e vai enfrentar uma equipe que tem van Dijk na defesa, tem de jogar em cima do outro zagueiro”, definiu o ex-atacante inglês Michael Owen, em entrevista à Folha em 2019.

Era a época em que o holandês estava no ápice. Tinha para a defesa do Liverpool a mesma importância que Salah possuía para o ataque. Os dois formavam a base do time campeão europeu daquele ano e que faria Lionel Messi sofrer uma das maiores decepções da carreira.

Depois de perder para o Barcelona por 3 a 0 no Camp Nou, com dois gols do argentino, o clube inglês conseguiu uma improvável virada em casa, goleou por 4 a 0 e avançou para a final da Champions League de 2019. Depois seria campeão sobre o Tottenham Hotspur.

Foi um dos passos para aprofundar a crise econômica na agremiação espanhola. Problemas que levaram, no ano passado, à transferência de Messi para Paris Saint-Germain.

Será o primeiro confronto entre eles desde então.

A sequência de questões sobre Messi pareceu deixar van Dijk incomodado. A Holanda é uma equipe sem grandes estrelas ofensivas, como outras do passado, mas em ascensão no Mundial. Sofreu contra o Equador na fase de grupos, empatou em 1 a 1, mas derrotou Senegal e Qatar. Fez seu melhor jogo nas oitavas de final, quando passou pelos Estados Unidos por 3 a 1.

O zagueiro pode ser arredio a perguntas que não gosta. No Mundial de Clubes de 2019, irritou-se quando ouviu observação sobre um possível cansaço em campo.

“Como você sabe que estava cansado? Já jogou futebol?”, devolveu.

Outros jornalistas holandeses observaram que o defensor detesta ter sua condição física ou técnica colocada em xeque.

“Nós sentimos que poderíamos ter sido ainda melhores na nossa última partida. Somos perfeccionistas e gostaríamos de ter jogado melhor. Mas é bom saber que ainda estamos na competição e nas quartas de final. Há fome, desejo e sentimento de que podemos chegar [ao título]”, completou.

Virgil van Dijk sabe que esta sexta-feira pode reservar um momento histórico. A vitória da Holanda significaria a última partida de Lionel Messi em Copas do Mundo e ele se despediria do torneio sem conquistar seu título mais sonhado.

A Holanda, a seleção mais famosa a jamais ter levantado o troféu, apesar das gerações de grandes jogadores, busca o mesmo. Três vezes finalista, acabou derrotada em 1974, 1978 e 2010.

Quatro anos mais tarde, em 2014, foi Messi e a Argentina que se colocaram no caminho e derrotaram a seleção eternamente apelidada de Laranja Mecânica na semifinal do torneio no Brasil. A alcunha é por causa do futebol total do elenco que tinha como craque Johan Cruyff na década de 1970

Um jogo que ficou marcado pelas defensas do goleiro Sergio Romero na disputa de pênaltis e pelo lance em que, para evitar o gol de Arjen Robben, Javier Mascherano deu um carrinho que rasgou o seu ânus.

“Agora é tudo diferente. Sei que a torcida pode ser mais favorável a eles, mas vai ser agradável jogar em um ambiente assim”, finalizou.

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